A EPIDEMIA DA DENGUE

A epidemia não é o aparecimento de casos de uma doença na mídia; é quando ocorre um aumento maior que duas vezes sobre a incidência média de uma doença nos últimos anos.

 

Desde os primeiros 31 dias do ano 2.912 pessoas na cidade foram contaminadas pelo mosquito Aedes aegypti, quase o triplo do mesmo período de 2007, quando houve 981 casos. No Estado do Rio o aumento foi de 117% dos casos nas cinco primeiras semanas de 2008, em relação a período correspondente em 2007.

 

O número de mortes confirmadas em 2008 já é maior do que a metade de todos os casos registrados em 2002, ano em que houve a maior epidemia da doença no Rio. Desde janeiro, 48 óbitos foram confirmados no estado.

 

Em 24 horas, do dia 19 a 20 de março, foram notificados no Rio 2.053 novos casos de dengue. Significa dizer que a cada minuto há um novo doente. Contabilizados por dia, os doentes somam 294.

 

O Governo federal gastou pouco contra a dengue. Levantamento feito pelo site Contas Abertas mostra que o ministério aplicou pouco mais da metade da dotação de R$ 68,1 milhões destinada, no ano passado, ao Programa de Vigilância, Prevenção e Controle da Malária e da Dengue. Considerando apenas a fatia desses recursos voltada ao Rio de Janeiro, a execução foi de apenas 31% dos recursos programados no Orçamento Geral da União. Ou seja, R$ 26,9 milhões foram, de fato, dinheiro novo injetado no controle da transmissão da doença em todo o país, aponta a organização.

A Revista Consciência.Net denunciou que o Tribunal de Contas do Município (TCM) divulgou relatório em que conclui, por exemplo, que a Prefeitura desviou recursos do combate ao mosquito da dengue para fins alheios - nada menos que 6 milhões de reais - e nem sequer regulamentou a Coordenação de Controle de Vetores, vinculada à Superintendência de Vigilância à Saúde e responsável pelas dez divisões de controle de vetores.

 

O Estado recebeu 23.555 notificações de casos de dengue só em 2008. Uma epidemia reconhece o secretário de Saúde do Rio, Sérgio Cortês, que pede desculpas pelos transtornos impostos aos doentes nos hospitais. O caso é grave, mas não é epidêmico, opina o prefeito Cesar Maia.

 

O Teledengue, serviço telefônico da prefeitura, que oferece orientação ao público atendia cerca de 700 pessoas a cada seis horas. Desde o dia 19 de março havia 7.000 pessoas à espera de informações, número bem maior do que a capacidade de atendimento da prefeitura.


O INBRAVISA - Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária (www.inbravisa.com.br), tendo em vista a confirmação da epidemia de dengue no Rio de Janeiro, e procurando contribuir com as autoridades competentes, divulgou alguns cuidados emergenciais que as pessoas devem ter para evitar a doença.

A dengue, é sempre bom lembrar, não escolhe vítima, e por isto o uso de repelentes é fundamental, assim como o uso de mosquiteiros sobre as camas. Outro conselho importante é o uso de roupas mais fechadas, assim como instalar telas em janelas e portas, pois sem contato com o mosquito a possibilidade de adquirir a doença é nula.

"Este gabinete de crise criado pelo Ministério da Saúde deveria pensar seriamente em distribuir repelentes a população, e contribuir para que as pessoas instalassem telas nas janelas de suas casas, uma vez que as medidas preventivas não foram corretamente adotadas: não dá para falar apenas em prevenção no meio de uma epidemia, nem somente de como vai se tratar quem está doente: é preciso evitar que mais e mais pessoas fiquem doentes, complementou Rui Dammenhian, especialista em vigilância sanitária.
 

As ações do governo federal para o combate à dengue no Rio de Janeiro anunciadas pelo ministro José Gomes Temporão (Saúde) garantem a contratação de 660 profissionais de saúde; a abertura de mais 119 leitos nos hospitais federais, incluindo 32 de UTI, além dos 104 já disponíveis na regulação; o reforço de profissionais da Funasa no combate aos vetores e a intensificação de ligações de telemarketing nas áreas mais atingidas pela doença.

 

O governo federal distribuirá para toda a rede de assistência do município e da Baixada Fluminense, mais de 250 mil cartões de acompanhamento de pacientes com dengue. Os cartões reúnem informações sobre a evolução da doença. Dessa maneira, cada vez que o paciente tiver a necessidade de retornar ao serviço de saúde, o médico terá condições de avaliar a doença, garantindo o atendimento necessário e adequado.

 

É uma pena que neste país precise morrer pessoas para que o governo e a população se conscientizem de um fato e comecem a reagir e lutar contra este. Na cidade de Uberaba, MG virou uma obsessão combater os focos. Moral da história, não há nenhum caso de dengue na cidade. Que tal seguir este bom exemplo?

 

OPINIÃO

Já fui mata-mosquito, tenho origem proletária (não operária, mas proletária) e meu primeiro emprego com carteira assinada foi de mata mosquitos, mata ratos da prefeitura do Rio de Janeiro, ganhando a
fortuna de salário mínimo e meio e trabalhando para o prefeito César Maia.

Desde àquela época havia uma "separação dos mosquitos". Na época, o Aedes Aegipty era um mosquito federal, enquanto o Culex, o famoso pernilongo, era o mosquito municipal, o que pica a noite e que não
transmite a dengue.

O governo Fernando Henrique municipalizou a dengue, num embate que segue na Justiça Federal até hoje, demitindo os agentes de saúde federais e repassando recursos para as prefeituras, para que elas fizessem
este trabalho. Isto em 94 ou 95.

Nâo há discussão, o tratamento da dengue é municipal, o governo Federal, desde então, só tem o trabalho de repassar recursos para os municípios que são obrigados a disponibilizá-los inteiramente para o combate do
mosquito. O que acontece é que, desde àquela época que o governo
César Maia começou a sucatear a função de controle de
vetores.

Em 93/94 chegamos a ficar sem veneno para combater o culex e os ratos. Daí em diante, sempre com governos ligados à César Maia, ou com o próprio César Maia, o sucateamento do setor continuou, com falta de verbas para implementar um controle eficaz, já que falta venenos, viaturas, pessoal, o que leva imediatamente a um crescimento abpruto de focos, pois o tempo de maturação de um ovo em larva e mosquito é muito
pequeno.

 

A fiscalização e eliminação de focos tem de ser constante (na verdade, mais do que veneno, no caso do mosquito da dengue, típico de água limpa, o mais importante é eliminar o foco, eliminando a água parada). Mas, como foi deixada de lado, ano após ano.  Deu no que deu.

Querem acabar com a dengue no município do Rio de Janeiro? Fácil, valorizem os trabalhadores da área, que tem um trabalho invisível que salvam milhares de vida. Condições precárias de trabalho, inclusive
salários reduzidos, levam a que a função seja cada vez menos interessante. Se alguém quer ter detalhes, basta conversar com eles.
Entrevista com Roberto Ponciano http://geocities.yahoo.com.br/cariocabeto

COMBATE DIÁRIO

De janeiro a maio é considerada a época de maior proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, devido às altas temperaturas e chuvas constantes da estação. “As fases ovo, larva, pupas e adulto ficam mais longas com a chegada do inverno. No calor o ciclo dura aproximadamente de sete a oito dias e no frio, este período pode chegar a até 30 dias. Por esse motivo, a incidência do mosquito é menor”, explica o gerente da Vector Control da área de Saúde Ambiental da Bayer CropScience, Cláudio Teixeira.

 

Os ovos em estado de latência são resistentes às mudanças climáticas, fato que possibilita sua sobrevivência durante meses. A dispersão para outros ambientes é possível, uma vez que esses ovos podem ser transportados por longas distâncias, fixados em bordas de objetos e recipientes. A eclosão dos ovos acontece após seu contato com a água limpa e com a ocorrência de temperaturas mais altas.

 

A dengue não é uma doença que pode ser transmitida de pessoa para pessoa, mas sim pela picada do mosquito (Aedes aegypti) infectado. O inseto é muito bem adaptado às zonas urbanas, além de ser habilidoso na hora de escolher o criadouro adequado para a incubação dos seus ovos, que se desenvolvem rapidamente – a fase embrionária evolui em 48 horas.

 

Especialistas afirmam que algumas atitudes no dia-a-dia podem contribuir para evitar a proliferação do mosquito e, conseqüentemente, diminuir os riscos de transmissão do vírus da dengue:  Coloque areia nos pratinhos de vaso das plantas;  Em caso de plantas aquáticas, lave os pratos e vasos uma vez por semana com escova, água e sabão;  Guarde os pneus velhos sem água em locais protegidos da chuva ou entregue-os ao serviço de limpeza urbana;  Jogue todos os lixos que podem acumular água como sacos plásticos. Ao serem dispensados, devem permanecer bem fechados e fora do alcance de animais;  Lave semanalmente o interior dos tanques utilizados para armazenar água;  Mantenha tonéis, barris e caixas d’água sempre fechados com a tampa adequada;  Não deixe a água da chuva acumular nem sobre a laje, nem em calhas, que ficam em torno do telhado.

 

O importante é prestar atenção e continuar com as ações preventivas durante todo o ano para não correr o risco de ser picado pelo mosquito e sofrer conseqüências indesejáveis.

 

HOMEOPATIA E DENGUE

 

Tem circulado pela internet que existe uma fórmula homeopática que pode curar a quem está com dengue. O médico homeopata Dr. Marcos Dias diz que é preciso ficar atento a certas falsas mensagens sobre a Homeopatia e a Dengue.

 

De acordo com ele, desde fevereiro surgiram várias notícias sobre a vacinação homeopática contra a Dengue. Primeiro em São José do Rio Preto, em São Paulo e outros municípios também estão adotando, sendo o último a cidade de Piracicaba. Não cabe aqui o mérito sobre a capacidade dos colegas paulistas que encabeçam esta experiência, mas o que nos preocupa é a chance desta empreitada gerar riscos para nossa especialidade.

 

Dr. Dias fala que os medicamentos propostos no experimento têm cobertura nos sintomas da Dengue em geral, quando prescritos segundo a lei de semelhança com os sintomas do doente. Desta maneira, o tratamento tem grande chance em aliviar os sintomas do doente. Mas as notícias informam que serão formulados todos juntos, na forma de um complexo e desta maneira, como 1 + 1 = 2, quando misturamos os medicamentos eles se transformam em outra substância diferente das originais.

 

Ele explica que durante as Epidemias de Cólera e Escalatina que assolaram a Europa, Samuel Hahnemann, grande mestre e idealizador do tratamento homepático, identificou o "Gênio Epidêmico", ou seja, um conjunto de sintomas apresentados por um grupo de doentes de uma referida doença para poder então, associar ao conjunto de medicamentos que mais se assemelham a manifestação da doença e desta forma, evitar muitas mortes. Nesta época, estas epidemias foram tratadas com um êxito de 85% de curas, enquanto a alopatia tinha índices de óbitos na mesma proporção.

 

A cada nova epidemia, novos sintomas vão aparecendo e criando um novo "Gênio Epidêmico”. Estudando estes sintomas, o profissional homeopata faz o retrato da epidemia em curso e analisa os medicamentos que demonstram ter ação sobre estes sintomas.

 

No entanto, não existe nenhum medicamento homeopático ou alopático capaz de prevenir a dengue, finalizou.

 

Fonte: http://consciencia-textos.blogspot.com/ http://jbonline.terra.com.br/ e www.homeopatiaonline.com/descobrindo.htm

 

FUMAÇA DE INCENSO PODE AFETAR A SAÚDE

 

A fumaça do incenso, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas concluiu a Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que ao queimar um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno -substância cancerígena- contida em três cigarros, ou
seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico.

 

Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas. Portanto,nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.

No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes, que utilizavam substâncias como gálbano, estoraque, onicha e olíbano.
Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. Isso porque por falta de
regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.

As cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, nem colocam o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto.

 

Na avaliação foi feita uma simulação do uso em ambiente parecido com
uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs
(compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar
alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Verificou-se que o consumidor está inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas. A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

ENVELHECER COM SAÚDE

COLUNA DR. ALESSANDRO LOIOLA

 

SAÚDE COM PERSONALIDADE

 

De todos os fatores de risco para as centenas doenças que nos bombardeiam todos os dias freqüentemente, esquecemos de levar em conta um dos mais importantes: nós mesmos.

 

O jeito como você é – sua maneira individual de encarar a vida - pode aumentar seu risco para depressão, distúrbios da ansiedade, síndrome do pânico, insônia, enxaqueca, gastrite, doenças inflamatórias intestinais, obesidade, hipertensão arterial, infarto, derrame e até mesmo câncer.

 

Para facilitar seu trabalho, enumerei os 5 padrões de personalidade de risco que considero os mais importantes:

 

OS CERTINHOS

Eles sentem orgulho quando são chamados de perfeccionistas e não aceitam se esforçar para fazer apenas o melhor que podem: devem fazer tudo mais-que-perfeito, e vivem no limite do esgotamento nervoso.

EXEMPLO: você fica tão aterrorizado com a possibilidade de errar que foge de qualquer mudança em sua rotina. Tudo que é diferente significa uma nova chance de insucesso. A SAÍDA: você pode ser excelente, mas será sempre mais um ser humano. Aprenda a perdoar e conviver com isso.

 

OS NEGATIVOS

O mundo é um animal ameaçador com uma mandíbula em cada esquina, apenas esperando sua felicidade atravessar rua. EXEMPLO: as coisas dão errado e você ataca com o consagrado “Eu disse, eu avisei, eu sabia...”. Por outro lado, quando as coisas dão certo, você tira do bolso a variável “Eu estou avisando, depois não venham me dizer que não sabiam...”.

A SAÍDA: o primeiro passo é reconhecer esta nuvem que você mesmo plantou sobre sua cabeça. A partir daí, contraponha qualquer pensamento negativo com uma certeza positiva – e siga religiosamente a rotina de pensar sempre no melhor.

 

OS DESILUDIDOS

Eles simplesmente não acreditam mais no rumo que deram para a própria vida. EXEMPLO: acabou o papel da máquina copiadora no meio do seu trabalho. Você se senta no chão e pensa em chorar.

A SAÍDA: não chute a máquina nem coma o papel que saiu dela. O excesso de estresse pode significar que você não se identifica mais com o propósito daquela atividade e deve procurar novos rumos. Porém, antes de desistir de tudo, veja apenas se você não é um Deslocado que pensa que é um Desiludido.

 

OS DESLOCADOS

Saber trabalhar dentro das próprias limitações é essencial para reduzir as repercussões do estresse sobre sua saúde. Infelizmente, algumas pessoas estabelecem padrões muito além de suas capacidades, criando uma dissonância entre o que devem e o que de fato são capazes de fazer. Terminam o dia sentido como se estivessem no local errado a maior parte do tempo.  EXEMPLO: você gosta de ajudar os outros, mas não suporta ver sangue. Mesmo assim insiste em trabalhar como assistente de uma ambulância de resgate médico, e termina passando mais tempo na maca que os próprios pacientes.

A SAÍDA: aceite o fato de que talvez você não tenha feito a opção correta. Acontece. Errar é humano, só não seja mais humano que os outros. Informe-se e escolha com mais consciência da próxima vez.

 

OS ANIMADINHOS

Costumam serem rotulados de “otimistas”, mas basta uma pequena frustração para que a expectativa de realização seja substituída por um comportamento hostil ao extremo. EXEMPLO: qualquer pessoa que acha que trabalhar em grupo é “eu falo, vocês obedecem”. E cospe fogo se você não obedece no mesmo segundo que ele fala.

A SAÍDA: a natureza possui um ritmo próprio, que independe da sua busca apressada por eficiência. Mas, se você deseja fazer as coisas acontecerem apenas segundo sua vontade, veja se o cargo de Deus está vago.

 

Dr. Alessandro Loiola é médico, escritor e palestrante. Autor, entre outros, de PARA ALÉM DA JUVENTUDE – GUIA PARA UMA MATURIDADE SAUDÁVEL, pela Editora Leitura (http://www.editoraleitura.com.br/detalhe7.asp?id=33 ).

 

ISOLAMENTO DO IDOSO PODE SER SINAL
DE PROBLEMAS COM A VISÃO


Tropeços, desinteresse em assistir televisão, abandono do hábito de leitura ou de jogos como cartas ou dominó. Esses podem ser indicativos importantes de que o idoso não está enxergando bem. É o que explica Dr. Renato Maia, presidente da Associação Internacional de Geriatria.

 

“Muitas vezes, o indivíduo não compreende que se trata de um problema de visão e acaba por se isolar e, até mesmo, vivenciar quadros de depressão”, explica o especialista.

 

Já está claro para os geriatras que ver bem é fator fundamental para a qualidade de vida na terceira idade, uma vez que o idoso preserva sua segurança, autonomia e liberdade. E isso é perceptível também nos consultórios oftalmológicos.

 

“Após a cirurgia de catarata, por exemplo, vemos pacientes maduros modificar a atitude perante a vida, tornando-se até mesmo mais vaidosos e extrovertidos”, destaca o oftalmologista José Geraldo Pereira, do Inob, em Brasília.

 

Aos que adotam uma postura fatalista em relação ao envelhecimento, Dr. Renato Maia é taxativo. “Acreditar que perdas, inclusive da visão, fazem parte do processo de amadurecimento é um equívoco. O que ocorre na prática é que muitas pessoas perdem a visão por falta de cuidados preventivos e pela falta de avaliações oftalmológicas regulares”, destaca.

 

Após os 60 anos, recomenda-se visita anual ao oftalmologista para avaliação clínica e realização de alguns exames de rotina. “A demora em reconhecer e tratar adequadamente doenças como o glaucoma favorece o desenvolvimento de lesões definitivas. Pacientes com doenças sistêmicas, como hipertensão e, especialmente, diabetes, devem ter uma atenção redobrada com a saúde global e da visão”, acrescenta Dr. José Geraldo.

 

FUMO E DOENÇAS OCULARES

 

OO hábito de fumar também aumenta o risco do surgimento da catarata e degeneração macular. Para o oftalmologista José Martins Leitão Guerra, comparando com quem não fuma, os fumantes apresentam um risco duas vezes maior de catarata precoce e de duas a três vezes maior de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade.

 

- "Os maços de cigarro deviam estampar também estas advertências", afirma o especialista.

DOENÇAS OFTALMOLÓGICAS

CATARATA – Caracteriza-se por uma turvação do cristalino, a lente natural que temos no olho, interferindo na absorção da luz que chega à retina. É uma das principais causas de cegueira reversível no mundo. Para tratá-la, o paciente deve submeter-se a cirurgia.

 

DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE (DMRI) – É uma lesão que afeta tanto a visão para longe quanto a visão para perto. Alguns de seus  sintomas são: as cores ficam mais esmaecidas, percepção de uma área escura ou vazia no centro da visão e alteração do tamanho dos objetos. A terapia fotodinâmica é a mais indicada para amenizar o problema.

 

GLAUCOMA - É um distúrbio no qual a pressão do globo ocular aumenta, lesando o nervo óptico. Pode ser tratada com colírios e, em casos mais graves, demanda cirurgia.

 

DISTROFIAS DE CÓRNEA – São caracterizadas por distorções na morfologia da córnea. Exigem transplante de córnea.

 

RETINOPATIA DIABÉTICA – Manifesta-se através de lesões na retina, podendo causar pequenos sangramentos e, como conseqüência, a perda da acuidade visual. Pode ser tratada com laser ou cirurgia convencional. O paciente deve ainda receber acompanhamento especializado para o diabetes.

 

O diagnóstico precoce dessas doenças é fundamental. “A única coisa que o paciente pode fazer por conta própria é tampar um olho e testar a visão do outro, comparando os dois. Se houver uma diferença importante, é necessário procurar o oftalmologista com urgência”, complementa o especialista Daniel Moon Lee.

 

PESQUISA SOBRE ANSIEDADE

 

O Departamento de Psicobiologia da Unifesp ( Universidade Federal de São Paulo) está recrutando homens e mulheres entre 25 e 55 anos, que apresentam ansiedade e dificuldade para dormir. Objetivo do estudo é avaliar a eficácia de um medicamento fitoterápico na redução dos sintomas da ansiedade, facilitando o sono.

 

O voluntário realizará exames laboratoriais, avaliação cardiovascular e da qualidade do sono, em um período total de quatro semanas.

 

Os interessados em participar devem entrar em contato com Marcos ou Adriana, pelo telefone: (11) 5908-7121 (período comercial).

 

A MAIORIA SOFRE DE ESTRESSE

 

Setenta por cento dos brasileiros sofrem com de estresse e 30% possui o nível mais elevado. E as principais fontes do estresse são: a violência, falta de tempo, sobrecarga no trabalho, entre outros. Mais de cinqüenta por cento das pessoas que possuem estresse consomem bebidas alcoólicas e medicamentos. E 8% dos acidentes de trânsito envolvem pessoas estressadas.

 

Estes são resultados da pesquisa promovida pela ISMA BR (International Stress Management Association). Esta é a mais antiga e respeitada associação internacional, sem fins lucrativos, que se dedica a prevenção e ao tratamento do stress e que tem filiais em 12 países.

 

De acordo com a presidente da ISMA-BR, Ana Maria Rossi, o estresse não é um mal a ser combatido. “O que se deve é aprender a lidar com o excesso de demandas e desgastes que são parte do nosso cotidiano. E o brasileiro, definitivamente, ainda não aprendeu essa lição”. 

 

ESTRESSE CAUSA QUEDA DE CABELO

 

Para se ter uma idéia, sabe-se que desde o século XVII o estresse já era conhecido como "adversidade" ou "aflição". No final do século seguinte, a palavra derivada do latim ganhou novos significados, como "força", "pressão" ou "esforço". Mas foi apenas no século XX que estudiosos em ciências biológicas e sociais buscaram seus efeitos na saúde física e mental das pessoas.

 

Para se ter uma idéia, "o estresse pode provocar além de uma queda capilar transitória, um eflúvio, cai e volta a crescer, mas também para quem tem tendência, pode agravar a calvície, e neste caso, tornar-se é irreversível, a menos que seja feita uma restauração (transplante) capilar", comenta o Dr. Arthur Tykocinski, dermatologista com atuação exclusiva em clínica e restauração capilar.

 

O estresse é uma resposta do organismo às circunstâncias repentinas e súbitas. Para se adaptar às novas situações o corpo tem reações que ativam a produção de hormônios, entre eles a adrenalina. O chamado "estado de alerta" é uma das principais sensações. Como efeito dominó, de uma hora para outra os hormônios se espalham por todas as células do corpo, causando aceleração da respiração e dos batimentos cardíacos, as extremidades (mãos e pés) tendem a ficar suados e frios, a pressão arterial tendem a subir, o nível de tensão muscular pode aumentar etc. E tudo só volta ao equilíbrio quando o indivíduo se acalma.

 

- "Para quem tem tendência à calvície, o estress acelera o processo de queda de cabelo. Esse pode ser medicado através de tratamento clínico especializado", explica o dermatologista.

 

O ideal é sempre prevenir e tentar o autocontrole. "Além de uma dieta saudável em proteína, zinco, silício, selênio e ferro, é melhor fugir do estresse. Mais do que isso, é importante tratar dos distúrbios do couro cabeludo, como oleosidade excessiva, caspa e dermatite seborréica. Fazer exames rotineiros também é importante. E sempre observar se há queda de cabelo para poder tratá-la o quanto antes", acredita Tykocinski.

 

Dr. Arthur Tykocinski, dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e foi Membro da comissão organizadora da XV Congresso Mundial de Transplante de Cabelo, organizado em Las Vegas , EUA - 2007.

 

“O MELHOR COSMÉTICO DA MULHER É O AMOR PELA VIDA
R.RUSSEL

 

MULHERES CONTEMPORÂNEAS
ANA CAROLINA ROCHA

 

Os tempos são outros, muitos papéis se inverteram, mas a mulher vive, ainda, sob o véu da sua ancestralidade. Antropologicamente entendemos porque a mulher, diferentemente do homem, consegue se dividir em milhares de papéis ao mesmo tempo. Seja cuidando dos filhos, da casa (e, machismo à parte, a maioria delas assume bem mais estes papéis que o homem), trabalhando e, de quebra, ainda administrando demais pressões como as de ser bela, atraente, inteligente e bem-sucedida, ela está reproduzindo o que suas ancestrais já faziam.

 

O fato de gerenciar sozinha tantas coisas ao mesmo tempo, tem lhe garantido posições de destaque no mercado de trabalho, que tanto exige dinamismo, nada mais é que o aprimoramento do que aprendeu nos remotos tempos da caverna, quando cuidava da horta, das refeições, das vestimentas e da prole, enquanto o homem caçava, concentrado na mira, longe de casa. 

 

Talvez a complexidade da mente feminina tenha raízes também naqueles tempos, quando era comum sentir-se sozinha nos seus afazeres domésticos, de universo tão distinto do masculino, e quando os questionamentos começavam a surgir.

 

Apenas no século passado, nos tempos de guerra, quando milhares de mulheres foram forçadas a trabalhar para o seu sustento pois os maridos não voltavam para casa, é que as mudanças começaram a surgir, abrindo caminho para o segundo casamento, até então polêmico e mal-visto à luz dos tempos. Grandes mulheres deixaram suas marcas na revolução operária, enquanto também davam o tom da moda que emergia e se glamourizava,  valorizando as cores, o brilho e as curvas do corpo feminino.

 

Assumindo boa parte dos papéis masculinos no mercado de trabalho, mesmo sem remuneração à altura, as mulheres foram galgando seu espaço, reivindicando seus direitos, unindo-se pelas suas causas em comum. Quantas não foram julgadas e condenadas apenas por se colocarem à frente da luta que resultou em tantas mudanças nos direitos adquiridos da mulher de hoje? Milhares de mulheres morreram por nós, que hoje gozamos da liberdade que elas jamais puderam desfrutar.

 

Parece ontem que sutiãs foram queimados em praça pública, e que o anticoncepcional entrou no mercado deflagrando a grande liberação sexual dos anos 60 e 70, rompendo tabus sexistas e abrindo a discussão da igualdade de direito entre os sexos.

 

Muito se conquistou, mas a mulher contemporânea ainda vive presa a amarras sociais que muitas vezes não lhe permitem priorizar a si mesma e entender o que realmente quer. Embora tenha poder no trabalho e em casa, muitas vezes encontra-se subjugada ao poder do masculino, seja pelo homem autoritário, que a domina na relação doméstica_ pela força financeira ou física_ ou a objetifica sexualmente, pelo homem que norteia toda religião, sendo superior e mais divino que ela, e também pela sociedade, que a faz refém do mito de beleza, que tanto a assalta através da mídia.

 

Parece que a mulher nunca tem a chance de descansar, enquanto carrega o fardo da busca da perfeição e anula tantos de seus verdadeiros anseios. Passa boa parte da sua vida fugindo do terrorismo moral, e quando finalmente atinge sua liberdade sexual e maturidade, entra no terrorismo estético, capaz de torturá-la novamente.

 

Esta reflexão vem para abrir uma nova perspectiva para estas mulheres que perdem tanto de sua vida esperando alguém ou alguma coisa para realizar seus verdadeiros sonhos, encontrando justificativas para não buscar sua felicidade e serenidade. O nosso momento, mulheres, é justamente este. Estamos com as portas abertas para este novo século, e superamos tanto ao longo dos tempos, que o mínimo que podemos dizer é que estamos com tudo favorável para encontrarmos o que realmente queremos.

 

Somos a considerável parte do mercado de trabalho que gera frutos em toda parte do globo, enquanto também geramos frutos do amor e da compaixão, através da gestação, mas também da adoção, das ações sociais e ecológicas... Conscientizamos o mundo de tantas coisas através de nossa sensibilidade, acolhemos o próximo com a delicadeza e a receptividade que sempre será nossa mais peculiar característica, não importando a nação onde estivermos. Com o nosso sexto - sentido podemos deixar aflorar reflexões ponderadas sobre ações que, impetuosas, poderiam resultar em danos, como é tão comum entre homens e seus impulsos encharcados de testosterona, e com isto acabamos sendo as líderes ou parceiras de líderes mais célebres de que ouvimos falar. Enquanto a mulher carregar em si um útero, terá em seu coração a capacidade expansiva de dar abrigo a alguém, de ouvir, de acariciar, de tolerar e perdoar.

 

Pode parecer pouco, mas transposto ao mundo em que vivemos hoje, a mulher exerce um papel muito mais importante que podemos imaginar. Trabalhando em ações sociais percebo o quanto a mulher é o coração da comunidade, onde suas opiniões e escolhas, a educação que dá aos seus filhos, e, sobretudo, as mudanças que decide fazer, repercutem direta e indiretamente no microcosmo da sociedade onde vivem.

 

Que nós possamos usar deste infinito poder do feminino, da receptividade, do amor incondicional, para alicerçarmos nossas próprias escolhas, nos posicionar acerca das nossas próprias prioridades, e assim construirmos um lar, um ambiente de trabalho e toda a sorte de ambientes harmônicos onde o estar bem-resolvida e livre toquem positivamente as vidas de quem nos cercam.

 

Ana Carolina Rocha é Médica, professora de dermatologia e medicina estética (ISMD & CBMCE) www.lavitalite.com.br  Consultora e escritora, presidente da Ong Terr’Ativa www.terrativa.org

 

MENOS STRESS E MAIS TEMPO PRA VOCÊ
CHRISTIAN BARBOSA

Parece até chique dizer que está estressada e viver correndo, mas não é verdade. Inclusive, experimente dizer: “Estou tranqüila”. As pessoas vão lhe perguntar se perdeu o emprego ou está de férias. A sociedade vinculou os conceitos de carreira e trabalho a estresse e correria.

 

Ser mulher nos dias de hoje não é fácil e o problema de falta de tempo se torna, cada vez mais, uma constante no universo feminino. A mulher do século XXI sabe o que quer, tem autonomia e voz ativa, participa das decisões, conquista sua independência financeira e busca cada vez mais ganhar espaço em todas as áreas.

 

Os novos tempos e a sociedade do conhecimento colocaram a mulher em posição de destaque. Hoje, sua capacidade, suas habilidades e competência fazem a diferença e não mais a força. Assim, a mulher assumiu um papel vital e irreversível em nosso tempo.

 

Porém, as cobranças feitas por elas mesmas para ser aquele modelo de sucesso estampado em revistas e que apresenta uma mulher linda, competente e realizada profissional e pessoalmente, fazem com que ela se dedique mais, fique até tarde no trabalho, perca os fins de semana e sempre ache que está fazendo pouco e poderia fazer mais. Sua cobrança pessoal é exagerada e no final, seu tempo se torna escasso.

 

Essa nova posição feminina na sociedade acabou por trazer um acúmulo de tarefas, pois a mulher moderna tem múltiplos papéis simultâneos (mãe, esposa, amiga, profissional, namorada e etc.) e às vezes falta tempo para ela mesma. Todo esse cenário resulta em stress e frustração.

 

Algumas dicas que posso dar para ser mais produtiva na hora do expediente e não deixar que o stress tome conta de sua vida:

 

- Faça primeiro o que for mais rápido e fácil – As atividades de curta duração ( 5 a 20 minutos) devem ser feitas antes, pois sua liberação é mais rápida.

 

- Concentre-se no urgente – Para algumas metodologias, isso pode parecer até mesmo um pecado, mas, se você deixar o urgente pra depois, ele crescerá e se tornará tão imperativo que talvez lhe custe muito caro.

 

- Descubra seu ponto produtivo – Se você atua melhor pela manhã, concentre suas atividades mais complexas nesse período. Se, pelo contrário, você não atua bem de manhã, execute as atividades mais simples nessa parte do dia.

 

- Delegue na parte da manhã – Quando houver necessidade de delegar alguma atividade, faça isso o mais cedo possível. Assim, a pessoa para quem você delegar pode se programar melhor.

 

- Aproveite a hora do almoço – Se você precisa comprar um presente, vá almoçar no shopping mais próximo. Se teve uma manhã difícil, procure fazer uma massagem rápida antes de voltar ao escritório. As mulheres conseguem aproveitar bem o horário do almoço para atender a essas pequenas tarefas.

 

Para conquistar o equilíbrio do tempo na vida pessoal e profissional é preciso equilibrar papéis, estabelecer metas, planejar a semana e priorizar o dia. Caso contrário, tudo fica impossível. Tudo é uma questão de mudança de hábitos. E a pergunta que eu faço é: você está disposta a fazer essa mudança?

 

Christian Barbosa é Autor do livro A Tríade do Tempo - A Evolução da Produtividade Pessoal, da Editora Campus e do livro exclusivo para mulheres: Você, Dona do Seu Tempo - Editora Gente. Sócio da Tríade do Tempo - empresa de treinamento, consultoria e produtos especializada em produtividade.

 

OS VALORES E AS ATIVIDADES CORPORAIS

 

O corpo é a maneira do ser humano conhecer e estar no mundo. Mas a compreensão da corporeidade não é homogênea, e sim baseada em infinitas teorias que construímos e desconstruímos ao longo do tempo.

São inúmeros os pontos de partida para pensar o corpo – a identidade, a saúde, as atividades físicas etc. No livro Os valores e as atividades corporais, nove estudiosos do Brasil e de Portugal apresentam suas concepções sobre o assunto, partindo da própria especialidade e expandindo sua experiência em um exercício que destaca as semelhanças e diferenças da cultura dos dois países na abordagem de um tema universal. O resultado é um prisma em que diferentes visões se complementam e dialogam entre si, formando um corpus do corpo.

Ao mesmo tempo que o corpo é objeto de análise, é também produto dela, pois a intervenção metodológica só faz sentido quando baseada em reflexão. Para compreender o corpo, é preciso conhecê-lo. E vice-versa.

 

Os autores são: David Rodrigues, Eline T. R. Porto, Gonçalo M. Tavares, João Batista Freire, Kátia Rubio, Michele Carbinatto, Norval Baitello Junior, Paulo Cunha e Silva, Regina Simões, Rui Machado Gomes, Ruy Jornada Krebs, Wagner Wey Moreira.

 

Os valores e as atividades corporais, Summus Editorial , 208 páginas, R$ 40,70

EFEITO LIFTING

 

Desde quando começou a ser utilizada, em 1991, a toxina botulínica apresenta comprovada eficácia e segurança a pacientes que procuram melhorar a aparência e reparar a ação do tempo. “A substância tem a capacidade de provocar relaxamento muscular na face, amenizando expressões faciais e rugas”, explica a dermatologista Patrícia Santiago, do Centro Clínico de Longevidade Golden Spa, em Brasília.

A
novidade fica por conta da sua nova forma de aplicação. Hoje em dia, ela é utilizada em áreas estratégicas do rosto para deixar a feição com ar descansado e suave. “O rosto ‘botocado’ ou ‘plastificado’ já não é um problema para os adeptos ou para os que querem começar a usar o recurso”, afirma a especialista.

O novo resultado do produto tem sido reconhecido como “efeito lifting”. Isso porque, combinado a outras técnicas, traz benefícios similares ao procedimento, mas sem intervenção cirúrgica. “A toxina botulínica pode levar áreas da face e do pescoço, não sendo indicado somente para amenizar rugas, mas também para elevar a sobrancelha e a ponta do nariz, por exemplo. Tudo isso de maneira bastante sutil”, frisa Dra. Patrícia.


Além do benefício estético, a toxina botulínica também é utilizada na Dermatologia Clínica. “Poucas pessoas sabem, mas ele é extremamente eficaz quando aplicado nas axilas, nos pés e nas mãos em casos de hiperidrose - suor excessivo”, diz Dra. Patrícia. A médica diz, ainda, que já não existe o mito de que só as pessoas mais velhas realizarem o procedimento. A partir dos 25 anos, quando começam a surgir pequenas marcas de expressão (rugas dinâmicas), já há indicação.

 

Fonte: Editoria de Saúde

A SOLUÇÃO PARA FLACIDEZ NOS BRAÇOS

PODE SER CIRURGIA PLÁSTICA

 

Localizado na parte superior do braço, entre a axila e o cotovelo, o tríceps é um músculo que entrega a idade, os quilos a mais e a preguiça, em alguns casos...

 

A perda da força muscular nestas regiões do corpo pode aparecer em qualquer idade: 20, 30 ou 40 anos... “Se ao longo da vida o paciente não cultivou hábitos como a  alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, o quadro de flacidez se agrava, com o passar do tempo. A região balança ao menor movimento pela falta natural de tonicidade e pela propensão ao acúmulo de gordura localizada. Nestes casos, uma alternativa é fazer uma cirurgia plástica”, explica o cirurgião plástico, Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

 

Para manter os braços firmes, o ideal é tonificar o músculo com exercícios, pois a região ganha volume e a flacidez diminui. Mas quando apenas estas medidas não são mais eficazes é possível recorrer à cirurgia plástica para retirar o excesso de pele.

 

- “Mas antes da intervenção cirúrgica é recomendado fazer pelo menos três meses de exercícios para garantir melhores resultados e corrigir apenas o que não foi possível eliminar naturalmente”, afirma o médico. "Se a gordura da região for removida, mas o músculo não estiver tonificado, acaba sobrando pele. Para preencher esse espaço será preciso trocar gordura por musculatura", alerta o cirurgião plástico.

 

Segundo o médico, em casos de gordura acumulada nesta região, mas sem grandes sinais de flacidez da pele e do músculo, a lipoaspiração pode ser indicada.

 

A braquioplastia - cirurgia plástica que remove excesso de pele e, conseqüentemente, a flacidez dos braços, é a  outra alternativa para resolver este problema estético.

 

Sua indicação é feita quando falta de firmeza, ocasionada pela força da gravidade somada à perda de tonicidade muscular e elasticidade da pele na região do músculo tríceps braquial. Normalmente é realizada em pessoas idosas ou que emagreceram muito.

 

Este procedimento é feito com anestesia geral ou local, ou ainda, sedação e demora cerca de uma hora. A sobra de pele é removida. “Procuramos manter a cicatriz num local pouco visível”, informa.

 

De um modo geral, a recuperação causa um pouco de desconforto. O médico ressalta que para o sucesso da intervenção, o paciente precisa fazer a sua parte: “recomendo evitar muita movimentação na recuperação e, logicamente, manter o peso estável após o período de emagrecimento”, enfatiza.


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