ViolÊncia DENTRO DE CASA

 

Em março deste ano, os jornais publicaram cenas chocantes de duas mulheres que foram presas na cidade de Bilac, a 517 km de São Paulo, por agredir um idoso de 93 anos. As agressões foram registradas por uma câmera instalada pelos filhos da vítima.

 

Nas cenas flagrou-se Patrícia Santos Alves, de 25 anos, jogando o aposentado no sofá, dando chutes e chineladas no rosto dele e sendo agredido com socos na perna.

 

Rosângela Nazaré Coutinho, de 44 anos, a outra empregada, joga água no rosto dele durante o banho e pega o aposentado pelo pescoço. Ela também aparece dando tapas no rosto dele. Agredido, o idoso chora.

 

As duas mulheres tinham sido contratadas pela família dele como damas de companhia. Os filhos desconfiaram por conta de escoriações e do comportamento do pai. Elas responderão pelo crime de tortura e a pena pode chegar a oito anos de prisão.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como uma imposição de dor e sofrimento de uma agressão cometida. Neste caso específico, o idoso de 93 anos foi agredido literalmente por tapas, chineladas e chutes.

 

Não é a primeira vez que sabemos de maus tratos contra idosos. Casos como este são bastante comuns. Não assista a isto sem fazer nada, denuncie.

 

OS PRINCIPAIS AGRESSORES

Antônio Quelce Salgado, presidente do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo e membro do Conselho Nacional do Idoso, explica que a violência contra os idosos pode acontecer de várias formas, desde a violência psicológica, que se manifesta pela negligência e pelo descaso, até as agressões físicas.

 

A Constituição Federal diz que é obrigação dos filhos dar assistência aos pais. Contudo, segundo Eneida Gonçalves de Macedo Haddad, coordenadora do núcleo de pesquisa do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) esses direitos ficam no papel.

 

São comuns os casos de filhos que batem nos pais, tomam seu dinheiro, dopam-nos, deixam passar fome ou não dão os remédios na hora marcada. Casos como esses últimos são chamados de abandono material.

 

Grande parte dos casos de violência e maus-tratos contra idosos são cometidos por pessoas próximas à vitima – o vizinho, o amigo e, principalmente, os seus familiares, entre eles, os filhos.

 

Infelizmente, conforme indicou a pesquisa 54% das agressões são provocadas pelos próprios filhos. E 60% são as idosas, as maiores vítimas.

 

As ocorrências registradas com maior freqüência são as ameaças (26,93%), seguidas de lesão corporal (12,5%) e de calúnia e difamação (10%,84). Estudo feito pelo IBCCRIM com base nestas ocorrências mostrou, também, que parte das ocorrências são retiradas pelos idosos dias após a denúncia. Nos registros, os idosos argumentam que precisam viver com a família, têm de voltar para casa, e a manutenção da queixa atrapalharia a convivência.

 

DADOS IMPORTANTES

Outro estudo feito com base em denúncias ao Ministério Público em 27 capitais, divulgado em 2007, mostrou que 12% dos quase 16 milhões de idosos do país já sofreram maus-tratos. Há agressões físicas, uso indevido do dinheiro do idoso, negligência e abandono. Desde que foi criado, há seis anos, o telefone do Disque Idoso toca sem parar. Já foram mais de 11 mil ligações.

 

Estas são algumas instituições científicas, acadêmicas e organizações não governamentais que podem atender às necessidades da população idosa no Rio de Janeiro, nos aspectos jurídicos e sociais:

 

. Delegacia Especial de Atendimento às Pessoas da Terceira Idade – Rua da Relação, 42 – 1ºandar – Centro – Rio de Janeiro, Tel.: (0xx21)2299-5700

. Assessoria Jurídica – Procuradoria Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro – Núcleo Especial de Atendimento à Pessoa Idosa (NEAPI) – Av. Marechal Câmara, 314 térreo – Castelo – Rio de Janeiro – Tel.: (0xx21) 2299-2276

. Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa - CEDEPI – Rua Pinheiro Machado s/nº Palácio Guanabara, Prédio anexo (sala 605) – Laranjeiras – Rio de Janeiro – Tel.: (0xx21) 2299-3398

. Ligue Idoso Ouvidoria – Tels.: (0xx21) 2299-5700

. Fórum Permanente da Política Nacional e Estadual do Idoso – Rua General Justo 275 – sala 515 - Centro – Rio de Janeiro Tel.: (0xx21) 2210-1050 / 2517-3299

 

Em São Paulo o Conselho Estadual do Idoso fica na Rua Antonio de Godoy, 122,  andar 11º, sala 117, bairro de Santa Ifigênia - São Paulo-SP

Tels.:  222-1229 / 3362-0221. Site -  www.ceidososp.com.br

E-mail – ceidososp@ceidososp.com.br

 

183.987.291 HABITANTES

 

A população do Brasil chegou a 183.987.291 milhões de habitantes em 2007, segundo dados do divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Ela cresceu em média 1,21%/ano nos últimos 7 anos. Em 2000, a população do país era de 169.799.170 milhões.

Segundo o IBGE, o crescimento da população de idosos no Brasil, no período de 1991 a 2000, foi de 19,6%, enquanto o crescimento total da população foi de 13,5 %. Os idosos correspondem a aproximadamente 8,8% do total da população brasileira. O total de idosos com 100 anos ou mais é de 11.422 

 

30 milhões deve ser a quantidade de idosos no Brasil nos próximos 20 anos, de acordo com o IBGE. O Rio de Janeiro é o estado brasileiro com a maior proporção de idosos, ou seja, 12,8%. Atrás do Rio, está Porto Alegre, com 11,8% de idosos.

 

As capitais com menor proporção de idosos em relação ao restante da população são Boa Vista e Palmas, com 3,8% e 2% de idosos. Vitória é a 6ª no ranking, com 8,9%.


A Contagem da População foi realizada em 5.414 municípios com até 170 mil habitantes, e nos Estados onde todos os municípios foram contados.

 

ROTULAGEM DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS:

UM DIREITO DO CONSUMIDOR
CLÁUDIO BORIOLLA

Nem só através do Código de Defesa e de notícias que os consumidores podem se informar sobre produtos. A rotulagem adequada possibilita ao comprador saber de todas as informações do que está ingerindo.

 

O rótulo é o instrumento utilizado pelo fabricante para informar quais são os ingredientes que integram os alimentos que serão consumidos e os itens de identificação.

 

“O Código de Defesa do Consumidor (CDC) diz que todo o produto deve trazer informações claras, precisas e em língua portuguesa. Em caso de alimentos, deve vir indicado o prazo de validade, quantidade, ingredientes, nome e endereço do fabricante e número do SIF (Serviço de Inspeção Federal)”, esclarece Boriola.

 

A rotulagem também precisa indicar a forma de conservação e o preparo quando for o caso.

 

Além das informações exigidas pelo CDC, as embalagens devem conter exigências definidas em lei para que o consumidor tenha um bom aproveitamento do produto comprado.

 

Alimentos e bebidas deverão conter a tabela de informações nutricionais com o valor calórico, carboidratos, gorduras totais, gorduras saturadas, proteínas, ferro, colesterol, fibra alimentar, sódio e cálcio. A quantidade é indicada para porção padrão individual expressa em gramas ou mililitros.

 

“Os consumidores que tiveram alguma dúvida quanto à rotulagem poderão recorrer ao posto do PROCON mais próximo de sua residência ou ligar para o 151” , orienta o consultor financeiro.

 

Cláudio Boriola,  Consultor Financeiro, conferencista, especialista em economia doméstica e direitos do consumidor. Fundador e Presidente da Boriola Consultoria- www.boriola.com.br.

 

MUDANÇAS DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR

 

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) fez um levantamento dos principais acontecimentos do ano passado no que diz respeito às mudanças em relação aos direitos do consumidor. Os pontos negativos lideram a avaliação.

 

Do total de 34 itens elencados, nas áreas de telecomunicações, saúde, setor financeiro, aviação civil, alimentos, transgênicos e recalls, em 17,6% foram observadas mudanças positivas em políticas de governo de diferentes órgãos e agências governamentais; 32,3% não avançaram e nem retrocederam; e 50% deles pioraram em relação à preocupação no que diz respeito ao direito do consumidor.  

 

Para a coordenadora executiva do Idec, Marilena Lazzarini, esses dados refletem a falta de prioridade por parte do Governo Federal na política de defesa e proteção do consumidor. “Enquanto o governo comemora o acesso das classes D e E ao consumo – como demonstrado em dados divulgados pelo IBGE – essa parcela da população, mais do que as outras, fica vulnerável e exposta à abusos de toda espécie”.

 

Por exemplo, na área de telefonia móvel, as mudanças mais marcantes desde 13 de fevereiro de 2008 foram:

· Disponibilização de posto para atendimento físico e manutenção de telefone gratuito para o consumidor

· Fidelização limitada com multa por rescisão somente caso o consumidor receba algum desconto ou benefício, (aparelhos gratuitos, p/ex.)

· Proibição de cobrança para desbloqueio de aparelho

· Possibilidade de o consumidor suspender gratuitamente o serviço de 30 a 120 dias após 12 meses de uso

·Devolução em dobro de cobranças indevidas

· Portabilidade de em caso de mudança de operadora

 

No entanto, em relação à portabilidade do número de telefone deve ser comemorada, mas ela só começa a ser implantada em agosto de 2008.

Nos casos dos Postos de atendimento físico são bem-vindos, mas é preciso também melhorar o atendimento telefônico. Em relação à multa em contratos de fidelização, ela não pode ser superior a 10% do valor proporcional à carência restante do plano. A fidelidade não pode ser superior a 12 meses. E a cobrança pela suspensão temporária dos serviços para os inadimplentes é ilegal. Além disso, resolução anterior estendia o prazo para essa suspensão por até 180 dias

 

PARA SABER MAIS: Acesse tabela completa com as mudanças na telefonia móvel desenvolvida pelo Idec no link http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=1432

 

No caso da TV por assinatura, após 2 de junho de 2008 será proibido cobrança por ponto adicional. No entanto, a instalação, ativação ou reparos nos pontos ainda podem ser cobrados.  Outra mudança diz respeito a alterações no plano de serviços que devem ser informadas e contrato pode ser cancelado sem ônus para o consumidor. E haverá um telefone gratuito para reclamações.

 

PLANOS DE SAÚDE

Em 2007, os planos de saúde lideraram as reclamações no Idec, completando 8 anos no topo do ranking. A partir de 2 de abril deste ano, haverá mudanças no rol de procedimentos obrigatórios para os Planos de Saúde a (contratados após 1º de janeiro, com a aprovação da Lei 9656/99; cerca de 26 milhões de pessoas seriam beneficiadas)

 

O ponto positivo do novo rol é a inclusão de procedimentos de planejamento familiar (vasectomia, laparoscopia e DIU).

 

A inclusão no rol de tratamentos multiprofissionais (consultas com psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos) é positiva, mas a restrição a apenas 6 sessões/ano é ruim – o consumidor terá seu tratamento interrompido. O novo rol inclui o transplante autólogo de medula óssea (medula do próprio paciente), mas deixa de fora o transplante halogênio (medula doada por terceiro) e outros transplantes importantes (coração, fígado, pâncreas, pulmão, etc), além de diagnósticos muito utilizados.

 

Mais uma batalha nos aumentos se anuncia para 2008. O Sinamge (Sindicato Nacional das Empresas de Medicina de Grupo) e a Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) anunciaram que entrarão com ação na Justiça Federal para contestar o novo rol daAgência nacional de Saúde Suplementar - ANS.

 

A Abramge quer que a ANS limite o rol apenas para contratos assinados a partir de 2 de abril de 2008 ou que aprove já aumentos nos planos de saúde. Caso a ANS ceda, o IDEC entrará na justiça contra essa ilegalidade.

 

Problemas crônicos no setor permanecem sem solução, como o calote das operadoras de planos de saúde ao SUS (o ressarcimento devido não é cobrado adequadamente pela ANS e, quando o é, não é pago), os reajustes anuais acima da inflação e sem critérios satisfatórios, os reajustes por mudança de faixa etária de até 500% permitidos pela ANS, e a omissão da agência com relação aos contratos coletivos no que diz respeito a reajuste e cancelamento unilateral de contrato pela operadora – os contratos coletivos hoje representam mais de 70% do total de contratos

 

PARA SABER MAIS: Acesse estudo do Idec, em parceria com o Cremesp, sobre os 9 anos da lei de Planos de Saúde e a Cartilha “Seu Plano de Saúde, conheça os abusos e armadilhas”

 

Estudo 9 anos da Lei de Planos de Saúde: http://www.idec.org.br/biblioteca.asp#9anos

 

Cartilha “Seu Plano de Saúde, conheça os abusos e armadilhas

http://www.idec.org.br/biblioteca.asp#cart_planos

 

LIMITAÇÕES AUMENTARÃO AÇÕES JUDICIAIS

RENATA VILHENA SILVA

 

A partir deste mês de abril, as operadoras de planos de saúde serão obrigadas a ampliar a cobertura de seus serviços para incluir 200 novos procedimentos no Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde, que totalizará 2973 itens correspondentes a coberturas obrigatórias.

 

A nova lista divulgada da ANS traz inovações muito tímidas e que não resolverão o problema dos usuários dos planos de saúde, em especial aqueles que lutam contra o câncer. Os pacientes oncológicos foram esquecidos pela Agência, a não ser aqueles que sofrem de leucemia e linfoma e precisam do transplante autólogo de medula óssea e que representam uma minoria desta população.

 

O primeiro rol de procedimentos básicos foi publicado em 2001, o segundo em 2004 e o último, será publicado no próximo mês de abril, deste ano. Trata-se de um intervalo muito grande, já que os avanços da medicina surgem em ritmo muito mais acelerado.

 

A mudança é válida para planos individuais e coletivos contratados a partir de 1999. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pelo limite de reajuste anual do setor, quem já tem contrato com as operadoras não corre o risco de pagar mais pelos novos serviços em 2008. Somente contratos novos podem incluir o aumento nos custos – estimados pela operadoras em mais de 8%.

 

A nova lista inclui, entre outros procedimentos, uma sessão por mês com psicólogos e até seis consultas por ano com terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e nutricionistas. Além disso, as operadoras serão obrigadas a oferecer cirurgias como vasectomia, laqueadura de trompas, videolaparoscopia e o chamado auto-transplante de medula óssea.

 

Ao menos o exame PET Scan, prescrito em escala pelos oncologistas clínicos, muito antes da mamografia digital, deveria ter sido incluído. Outro item que ainda não consta do rol da ANS é a quimioterapia via oral. Esta é uma das principais e mais graves causas do inconformismo do paciente que tem de recorrer ao Poder Judiciário.

 

Os contratos de planos de saúde anteriores a 1999 não são contemplados pelas mudanças no rol de procedimentos e eventos em saúde  determinadas pela ANS. Para os chamados planos antigos que, em geral, custam bem menos que os novos, vale a cobertura prevista em contrato.

 

O paciente oncológico é o que mais sofre com as restrições dos planos de saúde e o menos lembrado pela ANS na lista dos procedimentos mínimos a serem cobertos.

 

Agora, restam aos pacientes oncológicos esperarem mais quatro anos para conferirem o novo rol de procedimentos básicos elaborado pela ANS e, enquanto isso, continuarem exigindo o tratamento de sua doença, mediante a intervenção do Poder Judiciario.

 

Renata Vilhena Silva é a primeira advogada do País a ser membro do Health Lawyers, importante associação internacional de advogados da saúde –  cujo objetivo é promover o intercâmbio de novas jurisprudências e atuação dos profissionais da área pelo mundo.

 

EXTINÇÃO DE PROFISSIONAIS SENIORES NAS EMPRESAS
RENATO RICCI

Há cerca de duas décadas, era muito comum encontrar presidentes e diretores de empresas com seus 60 ou mais anos. Gente que trilhou um caminho dentro da organização e atingiu o ápice de carreira nesta faixa etária. Executivos jovens eram algo mais raro. Hoje, a situação é completamente inversa. Os seniores estão cada vez mais perdendo espaço dentro das organizações.

 

“Por mais velado que este tema seja dentro das empresas, fica claro que existe certa discriminação quando tratamos de recolocar alguém no mercado com mais de 50 anos. E olhe que esta marca está cada vez ficando menor. Alguns já se sentem banidos de algumas funções após os 40” , afirma o coach executivo Renato Ricci.

O consultor explica o porquê de isto acontecer. “Há vários motivos, mas as empresas levam em consideração o fato de um jovem de 30 anos, geralmente, aceitar ganhar menos, não se importar em trabalhar 12 ou mais horas por dia e ser um cara super antenado com o mundo moderno”, diz.

 

Ricci afirma, entretanto, que apesar de o profissional de 60 anos não ter o dinamismo e o fôlego de um jovem de 30, ainda pode ser extremamente útil para a empresa. “É uma pena que os seniores estejam perdendo essa batalha da experiência versus a vitalidade, pois muitos deles ainda teriam total condição de exercer com muita propriedade a direção de muitas organizações.”

 

“Eles muitas vezes têm o dobro de tempo profissional de um jovem de 30, já cometeram erros e muitos acertos durante esse tempo e viram e vivenciaram até mudanças econômicas e políticas que poderiam ser úteis para criar estratégias futuras”, completa.

 

Para o coach, o ideal seria o mix de gerações. “É uma questão de mudar o foco e adaptar tais conceitos para uma nova onda que pode surgir. Os jovens de 30 ensinam e aprendem com os de 60 e vice-versa. Contratar apenas os jovens pode ser mais cômodo, menos arriscado, mais econômico, mas também é burro”, critica Ricci.

 

Renato Ricci é master coach executivo e pessoal, formado pelo Integrated Coaching Institute e membro do ICF-International Coaching Federation. É autor dos livros "Ih, Pirei-Sobrevivendo às Neuroses do Mundo Corporativo" e "O que é coaching, e como ele pode transformar você?". É diretor da Qualitec Executive Coaching.

 

TRIBUTARISTA ALERTA PARA DETALHES

QUE EVITAM ERROS NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO

 

A pressa é inimiga da restituição. Esse é o alerta ao contribuinte que se apressa em entregar a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

 

O advogado tributarista Waldir Gomes Júnior, do escritório Sonia Marques Döbler Advogados, alerta que “o contribuinte que tem muita pressa em apresentar a declaração, logicamente fica exposto a um maior número de erros, como esquecer uma fonte pagadora ou indicar um valor de forma errada, correndo o risco de o efeito ser o inverso do pretendido, ou seja, ter a declaração incluída na malha fina, com o conseqüente atraso da restituição”.

 

O advogado destaca que, com os devidos cuidados, a margem de erro é pequena, já que poucas mudanças foram realizadas em relação à declaração do ano passado. “A legislação vem sofrendo poucas alterações, o que é, sem dúvida, um ponto positivo”, afirma.

 

Entre as mudanças ocorridas, Waldir Júnior ressalta a exigência do número do recibo da declaração anterior (dispensada para os contribuintes que declaram pela primeira vez ou apresentavam declaração de isento) e a apresentação da mensagem de aviso de pendências do contribuinte (evidentemente, caso existentes) no recibo de entrega e no próprio programa da declaração.

 

Segundo o advogado, o contribuinte deve ficar atento a dois detalhes. O primeiro é que a arrecadação de tributos federais bateu novo recorde neste início de ano, mesmo com a extinção da CPMF. “Tal fato se deve ao aprimoramento do sistema de informação da Receita Federal, sobretudo com o avanço cada vez maior dos recursos da tecnologia, que permitem uma série de cruzamentos nas informações que são prestadas pelas pessoas físicas e jurídicas”, explica.

 

Já o segundo detalhe é que o programa eletrônico da declaração da IRPF teve que sofrer pequenas correções em virtude de erros detectados, tendo inclusive sido cogitada uma nova versão para corrigir a falha que impede o contribuinte de declarar corretamente os valores pagos a pessoas jurídicas. “Tal fato pode gerar problemas futuros”, alerta Waldir Júnior.

 

Fonte: Waldir Gomes Júnior, advogado tributarista do escritório Sonia Marques Döbler Advogados

E-MAILS RECEBIDOS

 

PROBLEMAS DE AUDIÇÃO

Nossos usuários se queixam muito de que não conseguem ouvir bem as falas de alguns artistas por causa da música de fundo nas novelas, que é alta.  Acho também que alguns artistas também têm problemas de dicção porque são com alguns que eles reclamam.

E-mail enviado pelo www.idademaior.com.br à Rede Globo

 

Parabéns!

Idademaior é um dos meus sites favoritos.  Tenho uma sugestão a fazer: No final de cada artigo, por sinal, cada um melhor do que o ouro, deveria haver a possibilidade de se poder enviá-lo, por e-mail , para uma pessoa querida. Seria assim um meio de divulgar um site tão interessante e útil. Mais uma vez, parabéns a toda equipe e colaboradores do idademaior. Evelina

 

 

LEGALIZAÇÃO DO JOGO

 

Não faço oposição sistemática ao governo de Luiz Inácio. Eventualmente reconheço propostas que considero corretas. A volta dos bingos, sob controle federal, com cartelas emitidas pela Caixa Econômica Federal, está em estudos. Luiz Inácio vetou o uso de máquinas caça-níqueis. Temos mais uma concordância. Só não gosto do argumento que dá importância a geração de empregos. Por essa ótica, não haveria proibição de nada, visto que qualquer atividade “gera” empregos. Eu vou mais longe do que a reabertura dos bingos. Sou favorável à legalização dos cassinos, que deveriam ser restritos às estâncias turísticas. Alguns países vizinhos e alguns cruzeiros detestariam

 

Opinião de Alexandre Thiollier, advogado com curso de especialização na New York University. Ele faz parte da OAB/SP desde 1976. http://blogdothiollier.zip.net/

 

 

ESPAÇO MAIOR

 

Este é um espaço que abrimos aos nossos colaboradores, usuários e profissionais competentes, que queiram colocar suas opiniões e sua experiência ao alcance de todos. Apesar de não termos responsabilidade sobre os artigos, só publicaremos aqueles que achamos ser de interesse do nosso público alvo, pessoas da terceira idade e as que estão envelhecendo.

 

 

TRABALHO, QUALIDADE DE VIDA E JUSTIÇA
ELAINE REIS

 

A qualidade de vida passou a ser discutida também nos tribunais do Judiciário brasileiro. O desemprego que ainda assola o país, apesar de alguns indicadores positivos, e as dificuldades na concessão e manutenção de benefícios previdenciários junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) tem contribuído para o aumento de ações trabalhistas, principalmente as ações pleiteando danos morais por doenças adquiridas em ambiente de trabalho.

 

No entanto, não só o trabalho, mas inúmeros fatores contribuem para o surgimento dessas doenças. A falta de lazer e a rotina quase que exclusiva de trabalho tem gerado um sentimento e até o conceito de que é o trabalho e não uma rotina de vida viciada que produz inúmeras doenças.

 

Assim, as ações trabalhistas de danos morais são em sua maioria motivadas por doenças supostamente laborais, ou seja, doenças hipoteticamente adquiridas em virtude das atividades desenvolvidas dentro do local de trabalho, causando o alegado sofrimento moral motivado pela redução da capacidade ou incapacidade laborativa do trabalhador.

 

Destacamos a título exemplificativo a fibromialgia, que se caracteriza por dores crônicas, em diversos pontos do corpo, sendo a dor seu principal sintoma. A causa da fibromialgia ainda não é totalmente conhecida e sua caracterização como doença do trabalho tem gerado discussões, pois sua configuração não possibilita a certeza na determinação do nexo causal existente ou não com o trabalho.

 

Acreditava-se que a fibromialgia era causada por movimentos repetitivos, peso e excesso de esforço, que causariam inflamações e dor. Porém, descobriu-se que tais fatores não desencadeiam a doença e que inexiste qualquer inflamação no diagnóstico da fibromialgia. Tanto é verdade que no tratamento indica-se a prática de exercícios físicos, tais como musculação.

 

Na descrição dos fatores favoráveis ao surgimento da doença encontram-se fatores emocionais e alterações do sistema nervoso, entre outros.

 

Em estudos recentes realizados por pesquisadores da área, descobriu-se que a fibromialgia está associada a um nível alto de estresse não-relacionado ao trabalho, mas à rotina e à ausência de lazer, contribuindo para o aparecimento dos pontos de dores. Isso nos leva a concluir que o não-investimento pessoal na qualidade de vida leva ao surgimento de doenças que não são laborais, mas com reflexos no trabalho.

 

Portanto, em muitos casos não são as empresas ou as atividades laborais, mas sim a qualidade de vida dos trabalhadores, seus hábitos e sedentarismo que desencadeiam doenças diversas. Sob essa perspectiva, os empregadores poderão investir em atividades de lazer para seus funcionários, agregadas com atividades que minimizam os riscos de pagamentos de indenização ou danos, tais como ginástica laboral, massagem, etc.

 

Conclui-se que os trabalhadores devem estar atentos a sua qualidade de vida, investindo em lazer e atividades relaxantes, pois não será o pagamento de indenizações trabalhistas a cura para as dores, sejam físicas ou morais.

Elaine Reis é advogada trabalhista do Peixoto e Cury Advogados (ecr@peixotoecury.com.br)

 

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