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ATIVIDADES FÍSICAS E SAÚDE

 

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Foi criado em 7 de abril de 1948 o Dia Mundial da Saúde, pela Organização Mundial de Saúde – OMS, fundamentado no direito do cidadão à saúde e na obrigação do Estado na promoção da saúde. Em cada ano, a OMS aproveita a ocasião para fomentar a consciência sobre alguns temas chave relacionados com a saúde mundial, entre eles, a importância da atividade física.

 

A OMS considera “suficiente” a prática de 30 minutos diários, por pelo menos cinco dias na semana, de atividade leve ou moderada; ou 20 minutos diários de atividade vigorosa, em três ou mais dias da semana.

 

Caminhada, caminhada em esteira, musculação, hidroginástica, ginástica em geral, natação, artes marciais, ciclismo e voleibol são práticas leves ou moderadas. As vigorosas são corrida, corrida em esteira, ginástica aeróbica, futebol, basquetebol e tênis.

 

 crédito: fotógrafo Cláudio Avellar

 

 

MAIS DA METADE DOS ESPORTISTAS

NUNCA FEZ EXAME CARDIOLÓGICO

 

Um levantamento do Instituto Dante Pazzanese, hospital estadual de São Paulo, referência em cardiologia, aponta que 65% dos esportistas que passam pelo departamento de medicina esportiva nunca realizaram exame cardiológico.


– A maioria dos atletas é jovem e nunca sentiu sinal de doença cardiológica, por isso acha que não precisa procurar o cardiologista.  No entanto, o fato de um esportista não passar por acompanhamento cardiológico mais detalhado pode esconder o risco de uma doença fatal, explica Nabil Ghorayeb, responsável pelo departamento.


O levantamento atestou também que cerca de 8% dos pacientes têm pressão alta, risco de infarto e arritmia cardíaca. Nos atletas, o mais comum é a taxa de colesterol alta, que pode causar o entupimento das artérias.

Fonte: Redação, com ACS - de São Paulo

 

 

 

AINDA É POUCO O NÚMERO DE PESSOAS QUE PRATICAM ATIVIDADE FÍSICA NO PAÍS

 

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Apesar da quantidade de brasileiros que fazem esportes ou realizam atividades para movimentar o corpo passar de 14,9% da população para 16,4%, entre 2006 e 2008, este índice ainda é baixo.

 

O estudo foi realizado pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (VIGITEL), do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de São Paulo, em 26 capitais e no Distrito Federal, entre abril e dezembro de 2008.

 

“Ainda é preciso mudar o padrão alimentar e de atividade física da população. Transformar esses dois hábitos básicos em estilo de vida poderia evitar, no Brasil, cerca de 260 mil mortes por ano, relacionadas a doenças como doenças cardiovasculares e cânceres”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. 

 

Credito: Alunos da Academia Triathon. 

 

PRINCIPAIS DADOS

Homens são mais ativos no lazer do que mulheres: 20,6% fazem alguma atividade física. Entre as mulheres, o índice é 12,8%, enquanto que 23,5% são consideradas sedentárias.  

 

Mas, são eles também que lideram o sedentarismo, correspondendo a um percentual de 29,5% aqueles não praticaram qualquer atividade física nos últimos três meses, não realizaram esforço físico intenso no trabalho, não se deslocaram para o trabalho a pé ou de bicicleta, e não eram responsáveis pela limpeza pesada da casa.

 

O relatório mostra também que as pessoas com maior escolaridade praticam mais exercícios físicos nos momentos de folga do que as que passaram menos tempo estudando.

 

A capital com maior número de adultos ativos no lazer é Palmas, com 21,5%. Já São Paulo é a que tem menor índice de adultos que praticam atividades físicas com regularidade, apenas 12,1%. Palmas também é a capital com menor índice de inativos, 18,7%, enquanto Natal é a que tem maior índice de pessoas que não praticam nenhum tipo de atividade física, 32,3%.

 

No caso dos homens brasileiros, acima de 65 anos, 51,7% são sedentários; enquanto que, no caso das mulheres este índice sobe para 53,2%. Os números são altos em todas as capitais.

 

 

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA NO ENVELHECIMENTO

MICHELLE GOMES

 

aluna

 

Buscar Atividade Física (AF) regular significa melhorar a qualidade de vida que se manifesta sobre vários aspectos do organismo. Porém, com o avanço da idade, muitas mulheres começam a ter uma nova imagem corporal devido as mudanças hormonais que ocorrem visualmente no corpo da maioria da população feminina.

 

Em função destas mudanças estéticas, muitas mulheres recorrem a remédios visando o emagrecimento ou até mesmo a cirurgias plásticas a fim de obter um resultado mais rápido e imediato, esquecendo os riscos que estes oferecem. Talvez, por falta de informação, elas poderiam ter feito exercícios físicos, sem ter que submeter a tais riscos.

 

Os benefícios da AF são muitos amplos, valendo destacar:

  • melhora do condicionamento cardiovascular;
  • auxilia a melhora da força e do tônus muscular;
  • melhora da flexibilidade; 
  • melhora do diabetes;
  • diminuição do colesterol total;
  • redução da pressão arterial em repouso;
  • observamos a perda de peso e do % de gordura corporal;
  • melhora a auto-estima, a autoconfiança;
  • redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão.

 

À medida que o individuo vai envelhecendo, sair da inércia é muito difícil, portanto a preferência pessoal deve ser sempre levada em consideração para escolha da atividade.

 

Mas antes de iniciar qualquer AF, se deve procurar orientação médica e muitas vezes, há a necessidade de realização de testes cardíacos para avaliação da função cardiovascular.

 

A AF deve ser realizada de forma contínua e com uma boa orientação e supervisão profissional, através de um planejamento estruturado. É importante ressaltar que uma boa alimentação através de um acompanhamento nutricional é fundamental para uma vida saudável.

 

Portanto, a AF executada com regularidade, associada a uma alimentação correta e ao equilíbrio emocional é a base para a manutenção da saúde de qualquer indivíduo. 

 

Crédito: aluna Bodyvive

 

Michelle Gomes é graduada em Educação Física pela UERJ e Personal Trainer.

 

SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

DANIEL CRUZ

 

Durante toda a sua existência, o homem sempre praticou algum tipo de atividade física. Mesmo os homens das cavernas precisavam se exercitar diariamente, já que disso dependia sua própria sobrevivência. Ele precisava caçar e fugir das feras, o que o obrigava a correr, subir em árvores e carregar suas presas por longas distâncias.

 

Daí, é quase impossível imaginar um homem pré-histórico obeso. Por outro lado, o homem moderno tem encontrado em sua vida cada vez mais comodidade. Hoje ele pode se deslocar para todos os lugares com automóveis, usa o telefone pra pedir sua comida e até mesmo pra mudar um canal da televisão utiliza um controle remoto. Com tanto comodismo, o corpo se acostuma e fica preguiçoso. 

 

Por toda esta praticidade, o homem paga um preço alto, o sedentarismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diversas doenças consideradas “modernas” poderiam ser evitadas por meio da prática de exercícios físicos e de uma dieta alimentar equilibrada.

 

Dentre as doenças ocasionadas pelo sedentarismo a OMS atenta para a obesidade, as doenças cardiovasculares como a hipertensão, os infartos e AVC (derrame), o diabetes e os problemas psicológicos como o estresse, a depressão e a perda de auto-estima. Segundo pesquisas da Organização, os países mais ricos são os que mais sofrem com as doenças ocasionadas pelo sedentarismo.

 

- “Apesar de os Estados Unidos serem os ‘campeões’ no número de obesos, é crescente também o numero pessoas que têm buscado as academias o que mostra que o problema preocupa o povo americano”, destaca o professor. 

 

Também no Brasil nunca se falou tanto em saúde e qualidade de vida, quanto se tem falado agora e a procura por atividades físicas prazerosas vem crescendo muito. Cada um escolhe o exercício ao qual melhor se adapta.

 

Daniel Cruz é educador físico graduado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-graduado em Musculação pela Unigranrio. É também professor de Jiu-Jitsu.

 

 

O QUE REVELA A VELOCIDADE DO CAMINHAR

 

caminhada

 

De acordo com artigo publicado na edição de fevereiro do American Heart Journal, os pesquisadores analisaram 50 indivíduos, que utilizaram um acelerômetro (aparelho para medir a velocidade) por sete dias consecutivos enquanto saíam de casa para suas atividades diárias, e identificaram que o tempo total de caminhada médio e o tempo gasto em caminhadas mais aceleradas foram os determinantes mais fortes na discriminação de insuficiência cardíaca crônica moderada.

 

“O desempenho em caminhadas diárias é um claro determinante das capacidades de exercício máximo e funcional em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A intensidade da caminhada, em particular, é um preditor independente na discriminação de pacientes com insuficiência cardíaca avançada”, afirmam a autora Melissa Jehn, da Technical University of Munich (Alemanha), e colegas no artigo.

 

Fonte: Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

 

 

ATIVIDADE FÍSICA AJUDA A EQUILIBRAR A DIABETES

 

A diabetes é uma doença comum causada pelo aumento excessivo de açúcar no sangue. Embora ainda não haja uma cura definitiva para a doença existem diversos tratamentos que se seguidos a risca podem trazer ao portador uma vida normal. Aliar atividade física e alimentação saudável é uma boa receita para a prevenção.

 

O educador físico Maurício Antunes, da Triathon Academia explica que “a atividade física aumenta a massa muscular e diminuir o percentual de gordura no corpo. “Com esse aumento o organismo passa a consumir mais energia, diminuindo assim a taxa de glicose no sangue, pois os músculos vão utilizá-la durante e após a atividade”, detalha.

 

Quando bem orientado, o treino para os diabéticos não possui riscos. Mas, se praticado sem a orientação de profissionais pode causar hipoglicemia. “O ideal é haver um equilíbrio entre medicação, alimentação e atividade física”, completa Antunes, acrescentando que “é preciso ficar atento ao peso e necessidades de cada pessoa, para que a glicose seja utilizada como energia durante a atividade física e diminua”.

 

Isso porque a maioria dos diabéticos são sedentários e estão, geralmente, acima do peso. O ideal é combinar exercícios de musculação, que aumentam a massa muscular, com atividades aeróbicas, que ajudam a diminuir a gordura corporal. Segundo Antunes, o diabético deve evitar esportes de contato como lutas e atividades com impacto como aulas de step. Não existem limitações, mas sim cuidados que devem ser tomados tanto na prescrição quanto na execução das atividades.

 

No dia 7 de Abril, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, a Triathon Academia promoveu a ação da campanha “Saia do Sofá – Diga não ao sedentarismo”. Realizando duas caminhadas, uma pela manhã, no Parque Villa Lobos e a outra à noite, no Parque do Povo.

 

Credito: Alunos da Academia Triathon.  

 

A Triathon Academia tem as unidades Pinheiro, Itaim e Morumbi. A foto da página principal é da Academia Triathon.

  

 

AUMENTA O NÚMERO DE MULHERES

QUE PARTICIPAM DE CORRIDAS DE RUA

 

Tendo em vista o aumento do número de mulheres, é verificado também o acréscimo de participantes do sexo feminino nas corridas de rua. Na corrida de São Silvestre, por exemplo, em 10 anos, o aumento foi de 27%.

 

Nos EUA, segundo o site Marathon Guide, o número de mulheres que concluíram maratonas em 2008 aumentou em 6,7% em relação ao ano de 2007.

 

A corrida estimula o emagrecimento, desejo muito procurado pelas mulheres, além de liberar endorfina, o que causa uma sensação muito prazerosa. Com todo esse incentivo é importante então cuidar dos músculos e tendões.

 

O Dr. Rene Abdalla, ortopedista especializado em joelho do HCor -  Hospital do Coração, em São Paulo, dá algumas dicas e fala das prioridades ao assumir um compromisso como a corrida. “Antes de qualquer atitude é necessário procurar orientações gerais para fazer um check-up, como testes de esforço para descobrir os limites do corpo, avaliação muscular, nutricional, etc. Outro fato importante é o equilíbrio dos músculos, pois a massa muscular das mulheres é menor em relação a dos homens”, orienta o ortopedista.

 

Ainda segundo o especialista, a preparação deve ser de forma continuada. “A escolha de um bom tênis e adoção de cuidados recomendados por especialista, é possível prevenir entre 60% e 70% dos traumas e lesões

 

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