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ESTRESSE AFETA 90% DA POPULAÇÃO


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o estresse afeta 90% da população no mundo.

 

As principais causas atuais são o fantasma do desemprego e a alta competitividade, fazendo com que as pessoas tenham que mostrar resultados e realizar várias tarefas ao mesmo tempo. Na verdade,  o  esperado, é que todos sejam bem-sucedidos.

 

Como a busca por sucesso, patrimônio e formação faz parte da herança cultural e social do homem, ele facilmente se esquece da qualidade de vida e abandona algumas atividades que lhe proporcionam prazer e satisfação.

 

Um dos sintomas das pressões da vida cotidiana é a ansiedade, uma doença crônica cada vez mais incidente. "Estima-se que uma em quatro pessoas não consiga se desvencilhar do problema e, com isso, sofra os efeitos físicos e emocionais que ele impõe ao organismo", revelou o psiquiatra Tito Paes de Barros Neto, do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínica de São Paulo.

 

O que a maioria está esquecendo é rever seu cotidiano, questionar seu estilo de vida, suas emoções. Segundo psicólogos, o esforço de mudar a maneira de olhar, de sentir e de agir são caminhos na direção de um trabalho anti estresse que fará o homem viver melhor.


 

QUANDO A ANSIEDADE DOMINA

CRISTINA AMENDOEIRA

 

É bom lembrar que a ansiedade é uma emoção normal no ser humano, em qualquer idade. Na verdade, ela é fundamental para que possamos detectar e antecipar ameaças e também para modularmos a atividade  ou seja, as funções intelectivas que permitem que apreendamos e interpretemos o mundo ao nosso redor.

 

O mundo contemporâneo nos bombardeia com todo tipo de estímulos e vamos reagir a eles com certa dose de ansiedade. Ela vai ser considerada patológica quando se torna excessiva ou prolongada além do esperado, o que causa um grande impacto negativo na vida de uma pessoa. E pode ser um problema durante muitos anos de sua vida e agravar-se se não for cuidado.

 

E, ela atinge a jovens e velhos. A ansiedade afeta o velho de forma um pouco diferente da do jovem. Enquanto a ansiedade parece melhorar o desempenho de jovens nas tarefas cognitivas e motoras – (realizar um exame, defender-se num tumulto de rua, por exemplo),  ela prejudica a maneira do velho reagir deixando-o confuso e desnorteado...

 

Os transtornos ansiosos nos velhos são do mesmo tipo dos que atingem pessoas de outras idades. Além dos medos ligados ao que chamamos de ansiedade patológica, as pessoas mais velhas parecem ter maior freqüência de medo de crimes e assaltos, o que leva a um medo mais freqüente de sair de casa, especialmente à noite. Claro que vai determinar uma pior qualidade de vida.

 

 

Outra dificuldade maior é a de lidar e adaptar-se a mudanças na vida, no meio ambiente, a perda de um ente querido, de um emprego. Isto pode contribuir para evitar o convívio social e comportamentos muito parecidos com as fobias. As fobias – os medos, de sair de casa, de cair, etc, são muito freqüentes.

 

OS SINTOMAS MAIS COMUNS SÃO:

Em primeiro lugar, os físicos, no próprio corpo - como taquicardia, palpitações, boca seca, sudorese

 

As alterações comportamentais – como agitação, insônia, reação exagerada a estímulos, medos

 

E os fenômenos cognitivos – nervosismo, apreensão, preocupação, irritabilidade e distrabilidade.

 

Os episódios de extrema apreensão ou medo, com sensação de perigo iminente como se fosse sofrer um ataque a sua integridade física ou mental caracterizam o transtorno de pânico e podem levar uma pessoa a evitar diversas situações públicas ou pelo receio de se afastar de casa sair de casa, ou das pessoas que lhe forneçam segurança.

 

Outra situação patológica da ansiedade é a fobia social – o medo desproporcional e persistente de situações nas quais a pessoa se julga exposta à avaliação dos outros ou teme comportar-se de maneira vergonhosa ou humilhante.

 

O que pode levar uma pessoa idosa a isolar-se do convívio social muitas vezes é a insegurança em locomover-se, a maior lentidão de reflexos, os tremores que podem ser o que chamamos de base fisiológica para o estabelecimento de sintomas de fobia social e merecem atenção especial...

 

Outro quadro comum é ansiedade generalizada acompanhada de depressão que nada mais é do que uma preocupação irrealista, excessiva com sintomas somáticos como tremores, tensão muscular, palpitações, boca seca, tonteiras. E, a presença dos sintomas depressivos parece ser uma constante nestes quadros quando avançam na idade.

 

Já observamos jovens com TOC - transtorno obsessivo compulsivo- mas, no idoso, os pensamentos obsessivos e os rituais podem alcançar níveis insuportáveis paralisando-os.

 

Outra situação muito grave é o uso inadequado de medicamentos que podem, com muita freqüência, desencadear sintomas de ansiedade na pessoa idosa – os broncodilatores, os bloqueadores dos canais de cálcio assim como os próprios medicamentos psiquiátricos. Todo medicamento deve ser usado principalmente por pessoas idosas com muito cuidado e acompanhamento médico.

 

DOENÇAS CLÍNICAS

Algumas doenças clínicas são também acompanhadas de ansiedade, na verdade, são reações além da ansiedade normal que se desencadeia por  exemplo, no hipertiroidismo, na angina, no diabetes, nas arritmias cardíacas, nas demências, nos tumores cerebrais, dentre outras.

 

Claro, não há dúvida de que se caracterizar um transtorno ansioso, ele deve ser tratado. O transtorno ansioso encontrado na população idosa é  em geral o mesmo encontrado em jovens. Porém, o diagnóstico exige cuidado especial devido a presença, como vimos, de outras patologias, presença de depressão assim como uma prevalência de doenças clínicas  que devem ser tratadas.

 

Não, de modo algum podemos esquecer que o velho vai apresentar maior dificuldade em lidar com situações novas, mudanças de rotina que levam compreensivamente à ansiedade e exigem atitudes terapêuticas específicas.

 

A abordagem psicoterápica pode possibilitar ao idoso entrar em contato com suas dificuldades e elaborar as perdas e limitações adaptando-se as mudanças em sua vida. O uso de medicamentos também podem auxiliar quando o sofrimento psíquico torna-se insuportável.

 

Cristina Amendoeira é médica, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da UFRJ onde desenvolveu trabalho voltado para o envelhecimento normal e patológico durante cerca de 10 anos. Psicanalista da SBPRJ, um das coordenadoras do grupo de Estudos sobre Psicanálise e envelhecimento – ministrando vários cursos e artigos sobre o tema. E Membro do Comitê de Estudos sobre o envelhecimento da IPA

 

 

RESPIRAÇÃO PODE SER UTILIZADA

PARA COMBATER AS EMOÇÕES NEGATIVAS

 

Já não é novidade para ninguém que a saúde, a qualidade e até a duração da vida humana são diretamente influenciadas pelo nosso estado mental e emocional. O que poucos sabem é que nessa equação a forma como o ser humano respira é decisiva para o seu bem-estar no dia a dia.

 

“É possível recorrer aos exercícios de respiração para combater emoções negativas e, assim, viver de maneira mais serena e feliz”, explica Sidney Zaganin Latorre, diretor da ONG Arte de Viver no Estado de São Paulo.

 

Presente em mais de 150 países, a Arte de Viver é a maior Ong de voluntários do mundo e vem ensinando milhares de pessoas todos os meses a conquistar mais qualidade de vida através de simples exercícios respiratórios.

 

De acordo com Latorre, da mesma forma que nossa respiração é afetada pelo nosso estado de espírito - veja como respiramos mais aceleradamente quando estamos tensos ou ansiosos - ela pode ser utilizada para garantir o fim oposto: ou seja, nos ajudar a atenuar os sentimentos negativos e resgatar os positivos.

 

 

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Respirar pausadamente e profundamente, por exemplo, faz o ser humano sair de um estado de estresse para voltar a uma condição mais serena - o que é decisivo para combater, entre outros, ansiedade, insegurança e nervosismo.

 

Com a ajuda da respiração profunda e lenta, boas emoções como alegria, amor e entusiasmo surgem com mais facilidade, produzindo “mensageiros químicos” (denominados neuropeptídios) capazes de influenciar de maneira positiva o cérebro e os sistemas imunológico e endócrino, aumentando assim a resistência das pessoas às doenças.

 

Por outro lado, a respiração superficial e acelerada abre caminho para as emoções “negativas”, como raiva, medo e tristeza. Estas sensações geram transmissores químicos que, ao serem absorvidos pelas células, afetam de forma adversa nosso organismo.

 

Estudos comprovam que os adultos costumam utilizar apenas 35% da capacidade pulmonar, fazendo com que este órgão seja forçado a se movimentar mais depressa, de modo a garantir um fluxo de oxigênio adequado. Enquanto isso ocorre, o coração também precisa apressar seu ritmo para fornecer sangue suficiente para o transporte do oxigênio.  Estas exigências prejudicam o organismo como um todo, causando, entre outros males, desconfortos emocionais, alterações na pressão sanguínea e distúrbios do sono.

 

Quando a pessoa leva ar para a parte inferior dos pulmões, onde as trocas de oxigênio são mais eficazes, tudo no corpo se modifica. O ritmo cardíaco diminui, a pressão arterial baixa, os músculos relaxam, a ansiedade cessa e a mente se acalma.

 

Em sua sede na Vila Madalena, em São Paulo, a Arte de Viver ministra todos os meses cursos intensivos de respiração. “É uma grande oportunidade para quem deseja conquistar mais saúde e também para os que desejam se conhecer melhor e vencer problemas como timidez, insegurança e estresse”, ressalta Cristina.  “Por isso, chamamos os exercícios respiratórios de ‘cápsulas de energia. Eles nos permitem começar o dia com muito mais entusiasmo.”

  

Mais informações através dos telefones (11) 9105-2427 e 3569-6000

www.artedeviver.org.br

 

  

ALTERNATIVAS PARA UMA SOCIEDADE QUE ENVELHECE

 

A coordenação de extensão da UnATI/UERJ realiza o workshop Voluntariado: “Alternativas para uma Sociedade que Envelhece”, que tem o objetivo de resgatar o sentimento que move o trabalho voluntário.

Ser voluntário é também doar-se, compartilhar afeto, carinho e principalmente amor! Desta forma, faremos neste workshop “um passeio” pela história do Amor no Brasil e compartilharemos experiências de trabalhos voluntários.

O workshop conta com a participação da historiadora Lili Rose, a ONG Patinhas do Bem, e das coordenadoras do Programa de Valorização do Conhecimento do Idoso da UnATI, Alzira Tereza Costa Lobato e Sandra Rabello de Frias.

Será no dia 26/08/09, às 14hs, no auditório 91, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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