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OS PERIGOS DO BRONZEAMENTO

                                                   DR. ADEMIR JR

 

Há muito se fala da importância de se evitar a exposição excessiva ao sol e de se proteger contra as radiações ultravioletas (UV). Dois tipos de radiações UV se destacam: a UVB que tem capacidade de danificar as porções mais externas da nossa pele por sua penetração mais superficial, e a UVA que consegue atingir porções mais profundas da pele.

 

Tumores de pele foram associados à queimadura solar e até mesmo à exposição moderada às radiações UV. Há estudos que sugerem a associação da radiação UVA e o melanoma, o tumor de pele mais severo de todos.

 

Além de tumores a exposição ao sol pode ser a causa de problemas como redução da atividade do sistema imunológico da pele e envelhecimento precoce. Neste último caso a pele fica cheia de sulcos, rugas e perde demasiadamente a qualidade.

 

Há aqueles que defendem a exposição solar por conta da produção de Vitamina D estimulada por este tipo de luz. Na realidade o que se sabe é que uma pequena quantidade de radiação solar é suficiente para estimular a produção desta vitamina. Por conta disto podemos dizer que para que este efeito seja conseguido não há necessidade de se bronzear.

 

No que diz respeito às câmaras de bronzeamento há pessoas que acreditam que estas são menos agressivas do que as radiações solares propriamente ditas. Isto não é uma realidade uma vez que estas câmaras emitem radiação UVA, que se não causam queimaduras tão graves como as promovidas pelas radiações UVB solares, estão associadas com melanomas, redução da defesa imunológica cutânea e ao envelhecimento precoce por conta da destruição progressiva e cumulativa das fibras colágenas da pele.

 

Para um aproveitamento melhor de suas atividades no verão sem sofrer agressões intensas causadas pelas radiações UV algumas dicas são importantes:

 

Evitar o sol entre 10 da manhã e 16 da tarde.

Usar chapéus, bones, viseiras, óculos de sol, calças e camisetas de manga longa (quando possível)

Atenção quanto aos óculos de sol que devem ter 100% de proteção contra radiações UV

Os protetores solares devem ser aplicados em média 30 minutos antes da exposição solar

Os protetores solares devem ser reaplicados a cada 1 ½h a 2h

Procurar produtos de proteção solar com cobertura contra radiações UVA e UVB

Na dúvida sobre qual protetor solar utilizar procurar sempre um médico/dermatologista para a melhor opção de fator de proteção solar e tipo de produto.

 

Dr Ademir Jr. (CRM 92.693) é médico dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Termalismo, e da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Professor de Anatomia e Fisiologia da pele no curso de Pós-Graduação em Cosmetologia das Faculdades Oswaldo Cruz – SP/SP


 

ALÉM DO BRONZEAMENTO, O SOL PODE CAUSAR QUEIMADURAS, FOTOALERGIAS E ENVELHECIMENTO PRECOCE

 

Com a iminência da chegada do verão, a lista de preocupações femininas aumenta: corpos magros, sem celulites, bronzeados... A exposição ao sol, embora traga benefícios - como auxiliar na absorção da vitamina D, fixar o cálcio no organismo - também traz sérias implicações para a saúde quando há exageros.

 

Segundo dados apresentados, recentemente, pela Organização Mundial de Saúde, (OMS), cerca de 60 mil pessoas morrem por ano - a maioria devido ao câncer de pele - por excesso de exposição ao sol.

 

Do envelhecimento precoce ao câncer de pele, o sol pode sair deixar de ser um aliado da saúde para transformar-se em vilão. “Alternativas ao sol, tais como o bronzeamento artificial e os cremes autobronzeadores também devem ser analisadas com critério, ainda que a promessa de adquirir 'a mais linda cor' seja atraente”, aconselha o cirurgião plástico Lecy Marcondes Cabral, diretor-clínico da Clínica Integrada de Cirurgia Plástica São Paulo.

 

A radiação Ultravioleta (UV) do sol, ao penetrar na pele, desencadeia reações como queimaduras solares, fotoalergias e bronzeamento. “Os raios UV - devido ao efeito cumulativo da radiação durante a vida – causam também o envelhecimento cutâneo e alterações celulares que predispõem ao câncer da pele”, alerta o cirurgião plástico.

 

É também importante ter em mente que o resultado do bronzeamento natural e seguro só poderá ser percebido, após alguns dias da exposição solar até às 10 horas ou após às 16 horas.

 

-“O corpo precisa de um tempo para produzir melanina e liberá-la pelas células. Por se tratar de um processo biológico, não há como apressá-lo sem riscos. Portanto, um banho de sol de um dia só, com muitas horas de exposição, só traz problemas, e não benefícios”, defende Lecy Marcondes.

 

O médico aconselha que o ideal é tomar sol por um período de, no máximo, vinte minutos diários durante as férias, sempre fazendo uso de protetores solares com fatores de proteção solar (FPS) elevados. “É importante lembrar também que o protetor leva aproximadamente trinta minutos para atingir sua proteção máxima e mesmo com filtro solar, uma parte da radiação ultravioleta está atingindo a pele e estimulando o bronzeamento”, diz.

 

COMO SE PROTEGER?

Não fique vermelho, como um camarão: “a ‘vermelhidão’ na pele é ocasionada pela exposição solar excessiva e sem proteção adequada, que causa uma quebra do DNA das pessoas” destaca o médico. É muito importante proteger crianças e adolescentes adequadamente. “Se o filtro solar utilizado permite que a pele fique vermelha após a exposição solar, é sinal que a proteção não está sendo eficaz e que o fator de proteção solar deve ser aumentado ou o produto deve ser aplicado em intervalos menores”, recomenda Lecy Marcondes.

 

 O especialista indica como fator de proteção mínimo o FPS 30 e a sua reaplicação a cada 2 horas, ou após mergulho, exercício ou suor excessivo. O protetor para os lábios também deve ser utilizado, durante o banho de sol.

 

Mesmo os que decidem ficar na sombra, nas praias ou piscinas, não estão livres de sofrer com a radiação solar que se reflete na água, na areia e no asfalto. “Portanto, o uso de filtros solares por quem vai à praia ficar embaixo do guarda-sol também é recomendável”, reforça Lecy Marcondes.

 

Após a exposição ao sol, "o banho deve ser morno e rápido. Nada de bucha de banho", recomenda o especialista. Vale lembrar que o banho quente resseca a pele, e que os cotovelos e os joelhos devem receber cuidados especiais, pois apresentam menor quantidade de glândulas sebáceas, responsáveis pela hidratação natural do corpo. O uso de óleos de banho e cremes hidratantes é recomendado para evitar a descamação da pele e manter o bronzeado por mais tempo.

 

HÁ OPÇÕES AO BRONZEAMENTO NATURAL?

Hoje, existem diversos cremes e loções no mercado, com a presença de dihidroxiacetona, substância que provoca uma reação química na pele, escurecendo-a. São os chamados autobronzeadores.

 

Segundo o cirurgião plástico Lecy Marcondes Cabral, “esses produtos não estimulam a produção da melanina, portanto não estão bronzeando, estão apenas tingindo a pele”.  A maioria destes produtos não causa males aos usuários, “mas ainda assim é importante levantar a possibilidade do aparecimento de alguma alergia”, afirma.

 

Outra opção muito em moda nos dias de hoje é o bronzeamento artificial, feito, principalmente, em clínicas de estética. “É importante esclarecer que o bronzeamento com luz artificial traz danos à pele e aos olhos desprotegidos da mesma forma que a exposição à luz solar. O FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que regulamenta medicamentos e alimentos, desaconselha o uso das lâmpadas de UVA com o objetivo de bronzeamento”, alerta o cirurgião plástico.

 

Para alcançar o mesmo efeito da luz solar, as camas ou cabines de bronzeamento têm que estimular a produção de melanina. Lâmpadas especiais, instaladas no interior dessas câmaras, emitem raios iguais aos do sol. Predominantes nos aparatos de bronzeamento artificial, os raios UVA têm um comprimento de onda mais longo (320 a 400 nm). Por isso, atingem mais profundamente a pele, penetrando na derme. Nesta camada incidem sobre o colágeno. “Assim, o usuário estará acelerando o desgaste das suas células. Resultado: envelhecimento precoce. Quanto aos raios UVB, por seu comprimento de onda (280 a 320 nm), não penetram tão profundamente. Mesmo assim, são os principais agentes causadores de câncer de pele e manchas”, afirma Lecy Marcondes Cabral.

 

 Lecy Marcondes Cabral é mestre em cirurgia plástica pela Escola Paulista de Medicina. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, fellow do Colégio Internacional de Cirurgiões, membro da Sociedade Brasileira de Laser e Medicina, da Sociedade Brasileira de Queimados, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Craneomaxilofacial, do Grupo Brasileiro de Melanoma e da Academia Científica de New York.

 

COMO SOBREVIVER ÀS ONDAS DE CALOR E POLUIÇÃO?

 

Nesta época do ano, as ondas de calor podem ser devastadoras para a saúde. Em São Paulo, onde a população sofre com as variações brutais de temperatura no mesmo dia, há que se estar atento para driblar os riscos à saúde.

 

Grupos formados por idosos, crianças e portadores de doenças crônicas são os mais suscetíveis e inspiram cuidados. Entre os problemas que uma onda de calor, agravada pela poluição, pode acarretar estão: rinite alérgica, sinusite, bronquite asmática e dermatite alérgica.

 

 “Se este tempo seco e o ar poluído facilitam o aparecimento de gripes e pneumonias em quem não sofre de doenças respiratórias, imagine o que não fazem com portadores de doenças pulmonares crônicas. Esses pacientes devem procurar seus médicos para rever as doses da medicação que estão acostumados a utilizar”, explica o doutor João Geraldo Houly, médico pneumologista do Hospital Santa Paula.

 

Houly explica, ainda, que quando as temperaturas ficam muito elevadas há risco de desidratação, principalmente entre crianças e idosos. O médico dá algumas dicas para preservar a saúde em dias muito quentes:

 

Planeje seu dia de modo a não se expor muito ao calor;

Evite sair de casa ou do escritório entre 11h e 15h, parte mais quente do dia;

Se for imprescindível sair, use protetor solar, vista roupas leves e use boné, chapéu ou sombrinha;

Carregue sempre uma garrafinha de água ao sair;

Alimente-se normalmente, mas dê preferência a legumes, verduras e frutas.

 

Fonte: Dr. João Geraldo Simões Houly, Médico-Chefe do Serviço de Clínica Médica, Medicina de Urgência e Terapia Intensiva do Hospital Santa Paula (www.santapaula.com.br)

 


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