corpo-mente
 


NUNCA ALCANÇARÁS UMA META MAIOR DO QUE

AQUELA A QUE TE PROPUSESTES.

ELLEN G. WHITE


METAS SAUDÁVEIS PARA 2009

 

Nada como começar um novo ano bem informado sobre o que fazer para ter mais saúde. Em alguns quesitos, vale a regra ‘menos é mais’, principalmente quando falamos de trufas de chocolate, salgadinhos fritos e pizzas de massa grossa.

 

Mas, quando o assunto são os recursos que melhoram a saúde e o humor, mais é realmente sempre melhor. Não que seja fácil, mas é sempre melhor programar um sono reparador, adotar uma alimentação saudável e queimar aquelas gordurinhas extras que insistem em ‘adornar’ a cintura. Aqui estão algumas dicas de saúde para levar a sério em 2009:

 

  1. Fortaleça músculos e ossos - As mulheres começam a perder densidade óssea depois dos 35 anos, aumentando o risco de osteoporose. Ninguém precisa ser maratonista para fortalecer os ossos. Mas também não se deve levar uma vida sedentária. Segundo Miriam Nelson, diretora do Centro de Atividade Física da Tufts University, nos Estados Unidos, o ideal é adotar exercícios de baixar e levantar durante dois minutos por dia. Todos os dias. Não é preciso se matricular em uma academia, mas é necessário constância para fortalecer os músculos.  
  1. Ingira alimentos ricos em cálcio – De acordo com a doutora Maria Cecília Anauate, reumatologista do Hospital Santa Paula, comer peixes, queijos, amêndoas, iogurtes e espinafre fortalece os ossos e evita fraturas.  
  1. Beba vinho tinto - Uma em cada três mulheres morre de doenças do coração. Mas, as estatísticas podem ser transformadas. Mulheres de meia idade que não estão acostumadas a consumir álcool e passam a tomar uma pequena taça de vinho tinto ao dia diminuem em até 68% as chances de sofrer um infarto. De acordo com a doutora Dana King, da Universidade da Carolina do Norte, quem aumentar a ingestão de álcool correrá mais riscos de sofrer de hipertensão, doenças hepáticas e câncer de mama. “Apesar de aconselhável, nenhuma atitude deve ser tomada sem consultar o médico particular”.  
  1. Use protetor solar labial - Usar protetor solar diariamente já está se tornando hábito entre os que estão bem informados sobre os efeitos maléficos do sol e do aquecimento global. Mas você sabia que seus lábios também são vulneráveis ao envelhecimento precoce e ao câncer? De acordo com a dermatologista Christine Brown, da Universidade de Dallas, quando o câncer de pele ocorre no lábio inferior, costuma ser muito mais agressivo e apresentar metástase. Portanto, acostume-se a usar protetor solar labial fator 30 diariamente, durante todos os dias do ano.  
  1. Cuidado com o salto alto – De acordo com o ortopedista Lafayette Lage, os dois principais vilões dos pés femininos são os saltos altos e o envelhecimento. Insistir no uso de um calçado que concentra o peso do corpo na ponta dos pés certamente vai acelerar o surgimento de dores nas costas ou mesmo fraturas por estresse. Além disso, são freqüentes as torções e quedas de calçados com solado plataforma ou mesmo daqueles modelos que não são presos no tornozelo.  
  1. Adote a dieta mediterrânea - A dieta do Mediterrâneo sempre foi associada à vida longa. De acordo com a doutora Silvana Chedid, especialista brasileira em Reprodução Humana, as pessoas devem consumir mais vegetais, legumes, cereais integrais, sementes, azeites, peixes e queijos magros. Além disso, alguns alimentos são ‘obrigatórios’: tomate, alho, maçã, nozes e vinho. “Essa dieta, quando associada a exercícios moderados, como caminhadas diárias, é uma grande aliada no processo de recuperação da saúde”.  
  1. Ria mais - Pessoas felizes vivem mais e melhor, enquanto pessoas mal-humoradas, estressadas, tristes e deprimidas vivem menos. De acordo com o cardiologista Otávio Eluf Gebara, do Instituto de Cardiologia de São Paulo, pessoas felizes liberam quantidades menores de cortisol, substância que participa no desenvolvimento de hipertensão e aterosclerose – doenças responsáveis pela maioria das mortes em todo mundo.  
  1. Mantenha o stress sob controle - Doenças periodontais, dores faciais, dor na mandíbula, herpes labial, bruxismo, dor de cabeça e até mesmo insônia são alguns indícios de que a pessoa necessita não só de um tratamento dental, mas de uma terapia complementar para manter os níveis de stress sob controle. De acordo com o doutor Marcelo Rezende, diretor da Smiling Dental Care, “a boca denuncia o temperamento da pessoa. Depois de um exame detalhado e de chegar a um diagnóstico dos problemas bucais, é possível identificar condições que devem ser tratadas por outros especialistas, a fim de evitar a repetição desses episódios”.  
  1. Cuide bem do seu dinheiro - Pessoas que atravessam sérios problemas financeiros acabam somatizando diversas doenças. “É comum o indivíduo apresentar baixa imunidade para gripes e resfriados, alergias, obesidade, problemas de pele, hormonais, cardíacos e gástricos. Nesses casos, além do médico especialista, é importante a pessoa consultar também um psicólogo, que poderá ajudá-la a encontrar maior equilíbrio e soluções para seus problemas materiais”, diz Luiz Gonzaga Leite, chefe do departamento de psicologia do Hospital Santa Paula.  

 

EU PROMETO: ESTE ANO PARO DE FUMAR

 

“Dessa vez é pra valer: paro de fumar no próximo ano!” Quantas vezes você já ouviu essa frase ou, se for fumante, já fez essa promessa? Na virada do ano, é praxe fazer um balanço das coisas boas e ruins e tentar melhorar no ano que se inicia. Mas nem tudo são flores quando se trata de parar com um vício como o tabagismo. Apesar de a maioria dos tabagistas querer largar o cigarro, poucos conseguem de fato. Por quê? A explicação parece simples, mas os desafios para ter sucesso nessa tarefa são enormes.

 

Para obter êxito na cessação do tabagismo, além da força de vontade, o fumante tem de superar ambas as dependências – física e psicológica –, necessita de um programa de apoio completo e, o mais importante, precisa da orientação do médico.

 

“Apesar de parar de fumar ser uma tarefa difícil, os tabagistas não falam com o médico sobre o tema”, conta o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador do PrevFumo (Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Fumantes que tentam parar de fumar sem ajuda médica têm menor chance de sucesso, uma média de 5% segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E mesmo entre os que conseguem largar o cigarro, apenas de 0,5% a 5% mantêm a abstinência por um ano sem apoio médico. A taxa de sucesso é proporcional à ajuda que o fumante recebe para parar fumar.

 

Segundo Santos, outro fator importante que muitos fumantes desconhecem é o conjunto de benefícios quase imediatos do abandono do tabagismo. Eles começam a partir do último cigarro fumado. Em pouco tempo, a pressão arterial e o ritmo cardíaco do fumante voltam ao normal. Em 48 horas, não há mais nicotina no corpo e o paladar melhora bastante. Em alguns meses, cai o risco de doenças cardiovasculares e, mais adiante, o de câncer também. E após alguns anos, a expectativa de vida poderá se tornar próxima a de um não-fumante.

 

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina. O corpo torna-se física e psicologicamente dependente já que a nicotina chega ao cérebro em poucos segundos, onde ativa o circuito que regula o prazer e a recompensa. Uma substância chamada dopamina presente no cérebro desencadeia esse ciclo de prazer e recompensa e estimula o fumante a desejar mais nicotina. Quando os efeitos da nicotina se dissipam, o fumante busca mais, acendendo outro cigarro. 

 

Para os fumantes é difícil lidar com os aspectos sociais e psicológicos relacionados à cessação do tabagismo ao mesmo tempo em que sofrem com os sintomas da abstinência. Daí a importância de um programa antitabagismo que inclua apoio psicológico, orientação médica, materiais educativos e o uso de medicamentos eficazes.

 

Segundo a OMS, um em cada 10 adultos no mundo morre por causa do tabaco, o que significa mais de 5 milhões de pessoas por ano, e dessas, 1 milhão só na América Latina. Se nada for feito para reverter esse cenário, o tabaco será responsável pela morte de 8 milhões de pessoas até 2030.

 

TRATAMENTO

Champix (vareniclina), disponível no mercado brasileiro, é um medicamento desenvolvido especificamente para o tratamento do tabagismo. Seu mecanismo é inovador e tem ação dupla. Ele se liga aos mesmos receptores no cérebro nos quais a nicotina atua, eliminando o desejo pelo cigarro, e estimula parcialmente o receptor, o que reduz os sintomas associados à falta do fumo, a chamada síndrome de abstinência, por meio de uma menor liberação de dopamina. O medicamento aumenta em quatro vezes as chances de um fumante conseguir largar o cigarro, quando comparado ao placebo.

 

Como os receptores de nicotina no cérebro estão preenchidos pelo Champix, mesmo se o fumante deixar escapar um cigarro, ele não sentirá o prazer a que está acostumado. Champix é vendido em farmácias, mediante prescrição médica.


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