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CONTROLE DA ASMA

Atualmente, em torno de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de asma. No Brasil, existem 18 milhões de asmáticos e estima-se que, nos próximos 20 anos, os casos de asma tenham um crescimento significativo já que o aumento da doença está diretamente ligado à urbanização.

Até 2025, 59% da população mundial estará concentrada nas grandes metrópoles. Enquanto que, hoje, esse número é de 45%", relatou o pneumologista escocês Andrew Greening, que veio ao Brasil para participar da  Campanha "Respire bem, controle sua asma" promovida pelo laboratório  GSK - GlaxoSmithKline

A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas, especialmente brônquios e bronquíolos, os quais se tornam hipersensíveis a diversos estímulos, desencadeando crises de tosse, chiado, falta de ar e aperto no peito.

 

Seu diagnóstico é baseado na história do paciente e no exame clínico, associados à avaliação da alergia e a prova de função pulmonar, também conhecida como espirometria, que mede a capacidade pulmonar.

 

Esta doença é responsável por cerca de 400 mil internações por ano no Brasil. E é responsável pelo terceiro maior gasto do SUS - Sistema Único de Saúde com hospitalizações, representando uma perda de US$ 76,8 milhões aos cofres públicos, conforme adverte do dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

 

A mortalidade por asma aumentou gradativamente nos países em desenvolvimento nos últimos dez anos, correspondendo a 5% a 10% dos óbitos por causa respiratória. No Brasil, dados de 2000 revelam que a taxa de mortalidade foi de 2,29 a cada 100.000 habitantes.

Segundo Dr. José Eduardo Cançado, o controle dessa  doença  deve ser rígido, pois as pessoas que já sofrem com algum problema  respiratório  estão  mais  propensas a contraírem outros males, como   a  pneumonia  asiática.  "Se  não  for  tratada  adequadamente,  a imunodeficiência  do  Sistema  Respiratório destes pacientes pode levar a proliferação de outras doenças respiratórias", afirma o médico.

INICIATIVAS

Em 1999, o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), a Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) firmaram um acordo que estabeleceu diretrizes para a criação do Plano Nacional de Controle da Asma (PNCA).

 

Um dos bons resultados foi a conquista de financiamento de medicamentos para asma grave (portaria GM 1.318) e, mais recentemente, a portaria 2.577, que obriga o fornecimento de beta-agonistas inalatórios de ação prolongada e corticóide inalatórios. Desde 2005, o benefício também vem sendo estendido para casos de asma leve e moderada (portaria GM 2.084).

 

 

A mais antiga de todas as iniciativas, o Criança que Chia, realizado da prefeitura de Belo Horizonte em parceria com Universidade Federal de Minas Gerais, nasceu em 1996. Ela foi responsável por uma redução de 80% nas internações de crianças asmáticas de 0 a 14 anos, através da reorganização da assistência ambulatorial e hospitalar e da educação continuada das equipes de saúde, visando uma abordagem global da asma.

 

O foco do Criança que Chia é o tratamento preventivo, amenizando as crises e reduzindo as internações. Para isso, os pacientes recebem todos os medicamentos gratuitamente e suas famílias são orientadas sobre os cuidados para levar uma vida saudável.

 

“Os resultados alcançados reforçam a crença de que é possível reverter o panorama da asma no Brasil com iniciativas simples e força de vontade”, afirma o integrante do COPAR e coordenador do Criança que Chia, o pediatra Paulo Camargos.

 

TRATAMENTO

Evitar contato com irritantes como produtos de limpeza, fumaça de cigarro, exposição a alérgenos e ácaros, bem como o tratamento de manutenção adequado com agentes anti-inflamatórios, entre eles corticóides inalatórios, são maneiras eficazes para evitar as exacerbações, explica a dra. Lílian Serrasqueiro Ballini Caetano, presidente da Comissão de Asma da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

 

O corticóide inalatório é o principal medicamento utilizado no tratamento devido à sua ação profilática, melhorando o processo inflamatório dos brônquios, evitando a piora clínica dos sintomas e diminuindo a intensidade e frequência das crises, além de minimizar a perda da função pulmonar, explica a dra. Lílian.

 

De acordo com o Consenso Brasileiro de Asma, o uso de corticóide inalatório isolado e, se necessário, associado à outra medicação, é a primeira alternativa para melhorar o controle clínico dos pacientes asmáticos. Medicamentos como beta 2 agonistas de longa duração, antileucotrienos, xantinas e corticóide oral são também opções para o controle da doença.

 

NOVA DESCOBERTA

Após seis anos de pesquisa, um grupo de cientistas britânicos da Universidade de Oxford descobriu um gene, o PhF11, que é um dos cerca de dez genes que se estima estarem relacionados com o desenvolvimento da asma. Até ao momento, apenas metade deles era conhecida.

Segundo um estudo publicado recentemente pela revista "Nature Genetics", os pesquisadores concluíram que este gene é responsável pela regulação das células de defesa sanguínea, que produzem o anticorpo fundamental que acentua os sintomas da doença.

Este achado poderá constituir uma melhoria significativa dos tratamentos da doença. Aguardemos uma boa nova para a cura da asma.

Mais  informações  sobre  as  doenças respiratórias e suas formas de tratamento estão no site www.respirando.com.br - ou ligue para o número 0800 - 26 60 01.

 

 

SINUPLASTIA PROMETE MELHOR QUALIDADE DE VIDA

PARA QUEM SOFRE DE SINUSITE

 

Acaba de chegar ao Brasil a sinuplastia, cirurgia que combate o desconforto causado pela sinusite - infecção que atinge os seios paranasais (os óstios, cavidades localizadas dos dois lados do nariz - por baixo das maçãs do rosto - por onde passa o ar que respiramos, e que têm a função de aquecer o ar que vai para o pulmão) e a cavidade nasal.

 

A nova técnica, menos agressiva, surge como uma alternativa à cirurgia endoscópica nasal tradicional.

 

Nessa nova técnica, um cateter é inserido pelas narinas do paciente e, usando um aparelho de imagem, chega à região dos óstios e das regiões de drenagem dos seios paranasais obstruídas. Na ponta desse cateter há um balão, que, quando inflado, provoca microfraturas na região e promove a remodelação da área. O cateter drena a secreção, e, ao final do procedimento, o balão é esvaziado e retirado das narinas. Isso facilita a entrada de ar e a liberação de secreções.

 

Por não alcançar a mucosa, a nova técnica praticamente elimina a chance de fibrose, que pode levar a obstrução dos canais. Além de ser menos invasiva, ter tempo cirúrgico mais rápido, diminuição da chance de sangramento nasal pós-operatório e proporcionar ao seu paciente alta hospitalar no mesmo dia e raramente utilizar tamponamento nasal. Porém, o custo da sinuplastia é mais elevado do que a cirurgia endoscópica tradicional.

 

A técnica, que começou a ser desenvolvida em 2004 e que foi admitida em 2006 nos Estados Unidos, foi aprovada recentemente pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. A Sinuplastia e muitos outros estudos serão discutidos no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, que a ABORL-CCF traz para o Brasil pela primeira vez, que acontecerá entre os dias 1 a 5 de junho no Parque do Anhembi, em São Paulo.

 

 

RINITE É A DOENÇA ALÉRGICA MAIS COMUM

ENTRE OS BRASILEIROS

 

Entre as doenças alérgicas, a rinite atinge em torno de 25% da população brasileira. Ela é uma reação de defesa exagerada do organismo dos alérgicos contra agentes externos que possam chegar aos pulmões. Por conta disso, o nariz acaba produzindo muito mais muco (ou secreção) e provocando espirros, coriza e/ou obstrução nasal.

 

A rinite alérgica pode ser classificada como intermitente (menos de quatro dias por semana ou menos de um mês) ou persistente (contínua) e a intensidade dos sintomas é dividida em leve (quando os sintomas não incomodam), moderada e grave (quando os sintomas atrapalham a qualidade de vida da pessoa).

 

 Ao contrário do que muitos acreditam, o alérgico não nasce com a doença. Ela pode ser desenvolvida a qualquer momento da vida, mesmo em relação a substâncias e alimentos que fazem parte da rotina há muito tempo. Isso porque a pessoa pode ter herdado dos pais a possibilidade de tornar-se sensível a determinado alimento, pó, ácaros, fungos, entre outros. Segundo os especialistas, pais alérgicos têm 50% de chances de ter filhos também alérgicos. Mas isso não necessariamente acontece na infância.   


PRINCIPAIS SINTOMAS E CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA

Quem convive com a rinite alérgica, ao entrar em contato com o que provoca sua alergia, pode espirrar imediatamente – até várias vezes seguidas. Além dos espirros, congestão nasal, coriza, lacrimejamento, olhos irritados, coceira (no nariz, garganta e ouvidos), tosse e até cefaléia são os principais sinais do problema.


Muitos deles, entretanto, são fatores que prejudicam a qualidade de vida da pessoa. A congestão nasal, por exemplo, pode atrapalhar o sono, deixando o indivíduo sonolento, irritado e cansado durante o dia, comprometendo sua produtividade. As crianças, muitas vezes, apresentam dificuldades de concentração na escola, por conta dos incômodos sintomas. Elas também podem dormir mal e ficar irritadiças.


Mas antes da escolha do tratamento adequado, o especialista precisa identificar o alérgeno (substância que provoca a alergia) causador das crises. Para isso, o especialista recorre a alguns exames laboratoriais, como o IgE Específico (exame de sangue) e a testes cutâneos. O histórico familiar é avaliado, assim como o relato do paciente, que tem grande importância no diagnóstico. É importante que ele informe as situações que envolvam as crises alérgicas e a sua duração.


O QUE FAZ O ALÉRGICO ESPIRRAR

Poeira, pólen, alimentos, ácaros, fungos, cheiros fortes (perfumes, inseticidas) são os principais causadores da rinite alérgica. Por isso, a primeira medida a ser tomada é o afastamento do alérgico da substância que lhe prejudica. No entanto, nem sempre isso é fácil e simples. A maioria dos alérgicos é sensível aos ácaros que se encontram por toda parte, principalmente dentro das residências. Cortinas, tapetes, sofás, cobertores, bichos de pelúcia, edredons, travesseiros e colchões são os ambientes preferidos dos ácaros, especialmente daqueles que se alimentam de fragmentos de pele humana que se soltam naturalmente.


Manter a casa bem ventilada, com entrada de iluminação natural e a sua limpeza frequente, e sem o uso de produtos químicos, auxiliam na prevenção das crises de rinite. Mas nem sempre é suficiente. Para a limpeza, o ideal é o uso de um pano limpo e úmido ou água e sabão neutro, quando necessário. O uso de aspirador de pó deve ser cuidadoso. Muitos modelos não contam com um filtro apropriado para reter poeira e ácaros do ar (como os do tipo HEPA) e acabam espalhando tudo de volta. 


Até mesmo o ar condicionado irrita a mucosa nasal. O nariz precisa estar sempre lubrificado, na quantidade certa, para poder filtrar corretamente as partículas de poeira que entram juntamente com o ar respirado. A permanência em ambientes com ar condicionado resseca a mucosa.

   

Outras condições também estão associadas ao mal. Uma rinite mal tratada pode levar à sinusite (inflamação dos seios da face que provoca dor na região e prurido), otite (inflamação dos ouvidos) e facilitar o surgimento de outras infecções, como gripes e resfriados. 

 

 

SAIBA COMO DIFERENCIAR:

RINITE ALÉRGICA DO RESFRIADO

 

Espirros e mais espirros, coriza, nariz entupido, dor de cabeça, coceira no nariz, nos olhos, na garganta e no céu da boca. Para muita gente, esses são os sintomas de um resfriado, provocado, principalmente, pela mudança de temperatura com a chegada do outono/inverno.

 

No entanto, esse diagnóstico não é tão simples como parece. Se os sintomas forem corriqueiros, provavelmente é uma alergia respiratória.  Semelhante a um resfriado, a rinite alérgica possui causas diferentes, que tratadas de forma inadequada impactam diretamente na qualidade de vida do paciente. Entre as implicações da falta de tratamento estão falta de ar, voz nasal, alterações do olfato e paladar. De acordo com estudos clínicos a doença atinge em torno de 10 a 20% da população mundial.

A rinite alérgica é um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de uma reação exagerada a uma ou mais substâncias, chamadas de alérgenos. Dessa forma, as pessoas alérgicas são consideradas hiperativas a determinados agentes.

Devido a características genéticas, seu sistema imunológico interpreta uma substância como agressora, reagindo em defesa do organismo e causando os sintomas da rinite alérgica. Os alérgenos mais comuns são: ácaros da poeira; pêlo, saliva, urina e fezes de animais domésticos; baratas; fungos; polens.

Já os cheiros de perfumes, cigarro, produtos de limpeza, tintas, inseticidas, fumaça; poluição; entre outros são irritantes das vias aéreas que agravam a inflamação e os sintomas causados pelos alérgenos. A rinite alérgica atingiu cerca de 30% dos pacientes com menos de 17 anos de idade atendidos pelo SUS – Sistema Único de Saúde em 2008 e segundo a revisão do estudo ARIA – Allergic Rhinitis and it´s Impact on Asthma, de 10 a 40% dos pacientes com rinite são asmáticos.

 “Vale ressaltar que a rinite não é uma infecção, mas um processo inflamatório de hipersensibilidade da mucosa que reveste o nariz. Não é contagiosa, não causa febre, não compromete o estado geral do paciente e costuma ter duração variável, dependendo da intensidade e frequência de exposição aos alérgenos” explica Dra. Inês Camelo Nunes, alergista e imunopatologista, professora titular UNISA e pesquisadora associada da UNIFESP-EPM.

Ao contrário da rinite, o resfriado e a gripe são causados por vírus. O primeiro é uma infecção que pode ser causada por inúmeros vírus, o mais comum é o Rhinovirus que desencadeia obstrução nasal, coriza, espirros e febre baixa. Já a gripe é ocasionada pelo vírus Influenza, que costuma provocar sintomas mais intensos que o resfriado como febre alta e dores no corpo, além da obstrução nasal, tosse e espirros.

Uma vez que essas doenças são muito semelhantes, a rinite alérgica costuma ser subdiagnosticada, pois muitos pacientes atribuem seus sintomas aos dos resfriados e gripes. “A recorrência dos sintomas e a ausência de febre devem atentar o paciente para a possibilidade de rinite alérgica” comenta Dra. Inês Camelo Nunes. A pessoa também precisa se preocupar em descobrir a origem do problema. Por exemplo, quando os sintomas aparecem com a queda da temperatura, a causa pode não ser o frio, mas a blusa repleta de poeira contendo ácaros que ficou guardada no armário desde o inverno anterior, ou mesmo o aumento da concentração de alguns alérgenos, que costuma ocorrer no inverno. “Vale ressaltar que o próprio resfriado, ou a gripe podem agravar a inflamação da mucosa nasal de pacientes com rinite, piorando os sintomas”, completa Dra. Inês Camelo Nunes.

 

CONTROLE E TRATAMENTO

O tratamento da rinite alérgica pode ser dividido em controle do ambiente, com o objetivo de reduzir a exposição aos alérgenos aos quais o paciente é sensível e medicamentoso, controlando sintomas e a inflamação da mucosa nasal. Nesses casos os medicamentos mais frequentemente utilizados são os anti-histamínicos e corticosteróides intranasais, entre outros. Alguns anti-histamínicos como, por exemplo, a loratadina, proporcionam alívio dos sintomas alérgicos por 24 horas e não causam  sonolência.

Medidas ambientais no controle dos sintomas e também na prevenção de novas manifestações alérgicas.

    • Manter o ambiente limpo;
    • Evitar o uso de tapetes, cortinas e carpetes que acumulam poeira (onde estão os ácaros);
    • Usar panos úmidos na limpeza, pois vassouras e espanadores só espalham a poeira;
    • Evitar o contato com cães e gatos;
    • Assegurar ventilação adequada do ambiente, para evitar a proliferação de fungos (mofo ou bolor);
    • Evitar travesseiros de penas e cobertores de lã – substituindo-os pelos de material sintético;
    • Utilizar capas protetoras de travesseiros e colchões;
    • Evitar odores fortes como os de: perfumes, cigarro, produtos de limpeza, tintas,inseticidas.
    • Evitar acúmulo de papeis velhos e restos alimentares que facilitam a procriação de baratas.

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    PARA RESPIRAR, USE O NARIZ! 

     

    O nariz tem um papel fundamental para garantir que o processo seja efetuado da maneira correta, possibilitando um aproveitamento melhor do ar inspirado, filtrando, aquecendo, umidificando e pressurizando-o, para chegar aos pulmões nas condições necessárias. No entanto, sua obstrução – ou de outras partes da via respiratória superior  – estimula a respiração pela boca que, além de proporcionar uma oxigenação de pior qualidade, pode acarretar problemas à formação da face em crianças.

     

    Pesquisa realizada pelo Curso de Pós-Graduação em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade Federal de São Paulo mostra que entre 15 e 20% da população em geral é portadora de rinite, que obstrui o nariz, acionando a chamada respiração de suplência, feita pela boca. Essa forma inadequada de respirar provoca um desequilíbrio da musculatura da face, alterando o crescimento regular dos ossos, principalmente a naso-maxila (que abrange o nariz e a arcada superior dos dentes) e a mandíbula.

     

    “Essas disfunções caracterizam o que é chamado de ‘anomalias dentofaciais’, entre as quais são sempre mais visíveis as alterações ortodônticas. Porém, na verdade, são sempre dois tipos de problemas que surgem e se desenvolvem ao mesmo tempo: o ortopédico, relacionado aos os ossos do rosto, e a ortodôntico, relativo ao posicionamento dos dentes”, explica Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista facial.

     

    Os problemas não param aí. Com a obstrução da vias aérea superior do sistema respiratório, o corpo tende a se adaptar para facilitar a entrada de ar pela boca. Assim ocorre a mudança da postura do crânio, do pescoço e do tórax, gerando a cifose, uma leve corcunda em crianças, que ficam com a cabeça e os ombros voltados pra frente. Ésta é uma postura adaptativa para poder respirar pela boca, esclarece  Köhler.

     

    O professor Köhler explica que existe uma relação biomecânica entre as regiões craniomandibular, a coluna cervical, as vias respiratórias e o osso hióde, que não possui nenhuma articulação com os outros e fica abaixo da base da língua, servindo para sua sustentação. Dessa forma, o olhar médico deve cuidar de todos esses fatores ao mesmo tempo. “Todas essas partes, de forma integrada, formam uma unidade indivisível de nosso corpo, que, quando alterada em seu complexo processo de crescimento e desenvolvimento, precisa ser diagnosticada e tratada em sua integralidade”, diz.

     

    Todas essas disfunções que ocorrem no corpo - e mais especialmente no rosto - geram inúmeros problemas, que se tornam queixas nos consultórios das mais diversas especialidades, como ortodontia pediátrica/ortopedia facial, pediatria, otorrinolaringologia, alergologia, fonoaudiologia entre outros. E todas têm formas de terapia para o problema, muitas vezes reunidas em interdisciplinaridade (ou multiprofissionalidade), beneficiando sobremaneira o paciente em suas necessidades de cura.  

     

    Köhler lembra que quanto mais cedo for diagnosticado o problema, mais rápido será  possível encaminhar a criança para o tratamento de correção e normalização das disfunções e doenças presentes, evitando incorreções que afetam a saúde física e psicológica do paciente. “Existem tratamentos que podem ser iniciados com melhores possibilidades de êxito quanto à normalização do desenvolvimento facial, já na idade pré-escolar, normalmente por volta dos  5 anos de idade”, finaliza.

     

    Dr. Gerson I. Köhler - CRO 3921 – PR Especialista em
    Ortodontia e Ortopedia Facial

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