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APÓS CURA DE CÂNCER, JORNALISTA LANÇA LIVRO

 

jornalista"Histórias de cada um... No meio do rio, pequenos e grandes milagres". Este é o título do primeiro livro da jornalista Luciene Scomparin Dressano, 49, lançado dia 18 de março último, no Hospital Amaral Carvalho de Jaú.

 

No dia seguinte, ela distribuiu gratuitamente 400 exemplares aos pacientes SUS internados, em tratamento e nas Casas de Apoio do Amaral Carvalho. "Quando desenvolvi o projeto imaginava distribuir o livro em três hospitais de referência: Campinas, Barretos e no Hospital Amaral Carvalho. Realizar o lançamento em Jaú é a concretização de um sonho", diz a jornalista.

 

Natural de Santa Rita do Passa Quatro (SP), Lu Dressano reside em Campinas há trinta anos. Ela descobriu aos 39 anos que tinha câncer de mama. Fez tratamento, curou-se e depois de uma década transformou sua experiência de vida em uma mensagem de fé para estimular a luta pela vida dos pacientes de câncer e de familiares.

 

A proposta de "Histórias de cada um... No meio do rio, pequenos e grandes milagres" promete ir além das mensagens positivas e de fortalecimento interior.

 

- "O restabelecimento da saúde depende do diagnóstico precoce, de um tratamento adequado e de acreditar em si mesmo para continuar e transformar a jornada. É uma história verdadeira, vivida com intensidade durante os momentos mais frágeis da doença", conta Lu.

 

Quando Lu Dressano descobriu que possuía câncer de mama, seu quarto filho estava com um ano e sua carreira como jornalista em pleno desenvolvimento.  "Quando recebi o diagnóstico percebi que era sério, mas que era 'meu' e precisava ter força para seguir em frente. Minha família foi surpreendente, cada um à sua maneira", relata.

 

"Cheguei no 'meio do rio' e descobri como o medo é uma armadilha. Percebi que para transmutá-lo há necessidade de se agarrar à fé que cada um de nós carrega dentro de si", acrescenta a jornalista. "O verbo que mais uso é aceitar".

 

Aceitar a doença, de acordo com ela, é fundamental para manter o espírito e o corpo em harmonia. "Enxergar o lado belo da vida desperta a força interior do paciente. O verbo que mais uso é aceitar. Por isso, paciente ou familiar, aceite este momento, agarre-se a fé que você tem, e siga, fazendo sua parte da melhor forma possível".

           

Questionada sobre o intervalo de dez anos entre a doença e o lançamento do livro, Lu esclarece que demorou para entender que tinha uma missão.

 

- "Minha vontade é contribuir. Entendo que o que estou fazendo é uma ação social, pois realmente vivi uma história que pede aceitação, coragem e fé para não sucumbir", conclui.

 

Com 78 páginas, a obra pretende ser, de acordo com a jornalista, "de leitura rápida", que recebeu apoio da CPFL Energia, Oncocamp e Associação Brasileira do Câncer.

 

Quem adquirir um exemplar também irá ajudar os pacientes de câncer: o valor arrecadado é  revertido à impressão de mais exemplares, que são distribuídos gratuitamente em hospitais. O CAIS/Unicamp e o Centro Infantil Boldrini, ambos de Campinas, já receberam cópias gratuitamente.

 

Mais informações sobre o livro pelo telefone (14) 3625-5012.

Crédito das fotos do livro: Dominique Torquatto / AAN

 

 

CÂNCER - UMA EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA.

 

“Entre nós” trata do universo das pessoas que convivem com o câncer, editado pela BestSeller.  A psicóloga Luíza Polessa, especializada em psicologia transpessoal e psico-oncologia, compartilha em seu livro uma experiência de dor e superação. 

 

Na verdade, Luiza, que sempre tratou da doença nos outros,  se viu diante de um grande dilema que foi aplicar em si mesma tudo aquilo que aconselhava aos seus pacientes e às suas famílias.

 

“Ter como diagnóstico uma doença potencialmente letal como o câncer está sendo para mim a oportunidade de renascer na própria vida. Fazer cada pequenina coisa do cotidiano, estar com cada uma das pessoas que integram meu universo, em cada lugar que guarda um registro de minha história, com a consciência de que poderia não estar mais ali, imprime a tudo muita grandeza”, nos revela Luíza Polessa

 

No livro ela orienta sobre como devem proceder as famílias que passam por momentos traumáticos diante da morte de entes queridos, independente da causa (sendo câncer ou não), até aquelas que ganham a batalha contra doenças implacáveis, como o câncer. 

 

Em Entre nós Luíza mostra também a dor dos parentes e amigos das vitimas de câncer e conta o drama de seus pacientes, de sua família - marido, irmãs, filha, mãe - e amigos que estiveram ao seu lado enquanto ela lutava contra a doença.

 

Seu livro não apenas emociona, mas também mostra a capacidade de superação do ser humano e a força interior de pessoas que resolvem não ser apenas vítimas dos fatos, mas também um agente ativo de mudança de sua própria história de vida.

 

 

AMPLIADO TRATAMENTO INTEGRAL AOS DOENTES DE CÂNCER

 

O Ministério da Saúde publicou no dia 13 de março passado uma portaria que reforça que o doente de câncer tem que ter tratamento integrado da doença nos hospitais habilitados na área de oncologia.

 

O documento também atualiza as já existentes 231 habilitações hospitalares no tratamento do câncer e credencia, na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), 11 novos hospitais em sete estados. Com essa política, o MS facilita a vida do paciente de câncer, que encontrará nessas unidades desde um exame até cirurgias mais complexas. Desta forma, todos os estados brasileiros – exceto Roraima – passam a ter, pelo menos, um hospital habilitado em oncologia.

 

 

LISTA DOS NOVOS HOSPITAIS HABILITADOS:

Município/Estado

Estabelecimento

Salvador (BA)

Hospital Martagão Gesteira

Anápolis (GO)*

Hospital Evangélico Anápolis

Betim (MG)

Hospital Professor Oswaldo R. Franco

Campina Grande (PB)

Hospital Universitário Alcides Carneiro

João Pessoa (PB)*

Hospital São Vicente de Paula

Arapongas (PR)

Hospital Regional João de Freitas

Curitiba (PR)*

Hospital São Vicente

Umuarama (PR)*

Hospital Geral Nossa Senhora Aparecida

Natal (RN)*

Hospital do Coração de Natal

São José dos Campos (SP)*

Centro de Tratamento Fabiana Macedo de Morais

São Paulo (SP)

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

 

 

Fruto de migração de oferta de serviços isolados que se integraram a um hospital para ser habilitado como Unacon.

 

A habilitação de um hospital em oncologia significa que ele realiza também duas modalidades do tratamento de cânceres: a cirurgia e a quimioterapia, no mínimo, sendo o serviço de radioterapia, quando existente, devidamente especificado na habilitação.

 

No país, o Ministério da Saúde já habilitou 242 unidades que incluem 258 estabelecimentos de saúde. Desde setembro de 1998, o MS vem organizando a assistência aos doentes de câncer no país. Desde então, foram publicadas portarias sobre a organização do SUS para os tratamentos especializados de alta complexidade, mas que nem sempre abarcavam a integralidade que o diagnóstico e o tratamento do câncer exigem.

           

 ATENDIMENTO

Atualmente, a rede de atenção oncológica é formada por hospitais habilitados, como Unacon ou Cacon, e aqueles habilitados como Hospital Geral com Cirurgia Oncológica (que só realizam as cirurgias, não têm a condição de realizar os outros tratamentos). Quando os hospitais habilitados como Unacon e Cacon de um estado não conseguem atender a toda a demanda de cirurgias, eles são habilitados como sendo de Cirurgia Oncológica, com o compromisso de evoluírem em sua organização estrutural e funcional para atingirem a condição de habilitação como, pelo menos, Unacon. Por isso eles são apenas nove em todo o país.

 

Além disso, continuam oferecidos serviços isolados de radioterapia ou de quimioterapia, que têm a obrigação de se conveniar com um hospital, para o atendimento de internação de seus doentes, quando se faz necessário, até que se integrem definitivamente a um hospital com vistas à habilitação deste como, no mínimo, Unacon. A organização do acesso e dos atendimentos entre esses estabelecimentos de prestação parcial de serviços são definidos e regulados pelas respectivas secretarias de saúde. Estima-se que, em 1999, 156 mil doentes receberam quimioterapia no país.

 

Em 2008, esse número já ultrapassava 251 mil – o que representa um crescimento de 60,89% no número anual de pacientes atendidos nessa modalidade. Nesse mesmo período, o Ministério da Saúde investiu em tratamento especializado do câncer (cirurgia oncológica, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia) valor que passou de R$ 470,48 milhões (1999) para R$ 1,37 bilhão (2008), sem contabilizar os R$ 337,8 milhões gastos, em 2008, com procedimentos cirúrgicos de câncer realizados fora dos hospitais habilitados em Oncologia.

 

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