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NA REALIDADE, O QUE É AFINAL A BELEZA, SENÃO A IMAGEM REFLETIDA – CONTROLADA POR NÓS – DE UMA FELICIDADE EXTRAORDINÁRIA DA NATUREZA, PELA DESCOBERTA DE UMA NOVA E FECUNDA POSSIBILIDADE DE VIDA?
FRIEDRICH NIETZCHE


O CULTO À BELEZA

JUSSARA CÂMARA

beleza

Acredita-se que o culto à beleza já existe há três mil anos antes de Cristo. Os primeiros registros da utilização de cosméticos de que se têm notícia, vêem do Egito Antigo. Os produtos utilizados por reis e imperadores eram tirados da natureza, como, por exemplo, o leite de cabra para o corpo e pigmentos do papiro para o contorno dos olhos.

Somente no início do século XX é que a maquiagem ficou ligada à beleza. A mulher passou a usar pó-de-arroz no rosto e um leve colorido nos lábios, para realçá-los.

Nas décadas de 20 e 30, a mulher passa a freqüentar, fazendo com que a maquiagem assuma contornos mais fortes, sem escandalizar. Neste período, o rouge e o batom passam a ser acessórios indispensáveis.

Nos anos dourados de 50 e 60, políticas de incentivo trouxeram para o Brasil gigantes do setor de cosméticos. Nas décadas de 70 e 80, as cores da maquiagem passam a variar para acompanhar os tons lançados nas coleções de alta-costura da Europa.

Nos anos 90, surgiram os cosméticos multifuncionais, além de embelezar, também previnem contra o envelhecimento, impulsionando de vez a indústria de beleza. Neste século, as pesquisas avançam na direção da manipulação genética.

 

Mas, o que ninguém percebe é que a beleza não fica na parte exterior da pele. Ela transcende os poros. Ela vem de dentro, de cuidados internos com  o espírito. Esta é a verdadeira beleza.

 

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BELEZA EM TODOS OS MOMENTOS

Este foi o título escolhido para o trabalho que a terapeuta Corporal Jô Valença , com especialização em Bioenergética, mostrou no Simpósio Internacional de estética, realizado no Riocentro em setembro. Uma emocionante e vibrante apresentação, onde senhoras com idades entre 60 e 90 anos  dançaram e contagiaram a platéia com  alegria e entusiasmo expressando AMOR, VIDA E LUZ, palavras que estampavam  graciosamente e intencionalmente nas letras de suas camisetas. Seu objetivo era mostrar que a beleza não existe sozinha, mas junto a um contexto que congrega serenidade, pensamentos positivos, motivação pela vida e sociabilidade.

 

Este grupo chamado de "SABER VIVER" é formado por  mulheres maduras, que semanalmente, se reúnem  para compartilhar de momentos agradáveis e troca de vivências na PAYOT RIO.

 

 

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A PREOCUPAÇÃO EXCESSIVA COM A APARÊNCIA

 

A preocupação excessiva com a aparência e o mal estar íntimo das pessoas que se julgam “feias”, são frutos de uma sociedade que valoriza em excesso as aparências.

 

A quantidade de exercícios físicos, o tempo gasto para embelezar o corpo, o número crescente de cirurgias plásticas, mostra o lugar que o medo de ser feio (a) ocupa na nossa existência.

 

E por que essa “neura” com a beleza? No fundo, acreditamos que se tivermos um corpo bonito iremos atrair e conservar o amor de alguém. Em outras palavras, acreditamos que o amor acontece na superficialidade estética e nos esquecemos que o companheirismo, a ternura, a aceitação das diferenças, a alegria, a capacidade de diálogo, o interesse pelo outro, o respeito e o apoio à felicidade do outro, são laços muito fortes.

 

Esses traços atendem muito mais às nossas necessidades de relacionamento, nossas necessidades profundas do que a promoção social com a beleza do outro. Qualquer relação que supervaloriza o físico cria uma insegurança profunda nos parceiros, já que sabemos que viver é envelhecer e que todos nós caminhamos inexoravelmente para a “feiúra”.

 

O cuidado com o corpo, seu embelezamento, sua higiene, os perfumes, as roupas e seus enfeites são importantes. A relação humana vai, além disso. Para que serve a beleza? Para a aproximação. Será que o único e mais importante fator de aproximação entre as pessoas é a beleza física? Há outros fatores mais importantes que devem ser cultivados para o êxito das relações humanas. A alegria, a espontaneidade, o bom humor, o entusiasmo, a autonomia, a capacidade de se expressar, o dom de admirar os outros, a amabilidade, o afeto e o acolhimento são formas muito mais intensas de atração do que a beleza física.

 

Antônio Roberto Leonardo

http://amigosdofreud.blogspot.com/2008/05/preocupao-excessiva-com-beleza.html

 

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A BELEZA AO ENVELHECER

 

Se você se esforça diariamente para manter uma aparência “mais jovem” e sofre sempre diante do espelho, o livro A Beleza do Corpo na dinâmica do Envelhecer será de grande ajuda. Se você acredita que ser jovem é ser bonito e que ser velho é ser feio, porque beleza é sinônimo de juventude, este livro é indicado a você. Agora, se você pensa que envelhecer significa  perder a beleza dos anos de outrora, este livro será fundamental para a sua vida.

 

O autor Pedro Paulo Monteiro, mestre em Gerontologia e Fisioterapeuta com especialização em Neurologia, explica que vivemos a era do corpo perfeito, da estética sem ética. Para muitas pessoas, sustentar o mito da beleza é o mais importante, e mesmo assim nunca ficam totalmente satisfeitas.

 

Apoiada por uma cultura que valoriza a estética do corpo jovem, como corpo de vitrine, fica então,  cada vez mais fácil aprisionar as pessoas mais velhas e fisgá-las nos anzóis publicitários. Quem não conhece algum produto anti-envelhecimento?

 

Credito das fotos: livro do Pedro Paulo Monteiro A Beleza do corpo na dinâmica do envelhecer .Inden/zefa/Corbis e Ingolf Hatz/zefa/Corbis.

 

Os leitores podem adquirir os livros através da Autêntica: Televendas: 0800 28 31 322 e www.autenticaeditora.com.br.

 

SE EXISTE ALGUMA COISA POR TRÁS DE UM ROSTO,
ESSE ROSTO MELHORA COM A IDADE.
AS RUGAS REVELAM PERSONALIDADE E DISTINÇÃO.
ELAS MOSTRAM QUE SE VIVEU, QUE SE PODE

TER APRENDIDO ALGUMA COISA.

KAREN DE CROW

 

Esta citação no livro demonstra todas as iniciativas do autor em mostrar que a beleza e idade não são idéias contraditórias. Ele apresenta um novo olhar para a beleza na velhice, propiciando liberdade àqueles que já estão esgotados e se sentem escravos na busca da juventude eterna. Refletir sobre a beleza do corpo e o envelhecimento não é uma contradição.

 

Se envelhecer é um processo contínuo de aprimoramento do ser, a beleza, no seu sentido mais amplo e profundo, pode ser alcançada com muito mais facilidade na velhice. Se a aparência é somente um reflexo daquilo que somos, então a beleza na velhice pode se revelar com mais intensidade do que se revelaria na juventude.

 

A Beleza do Corpo na dinâmica do Envelhecer tem 144 páginas e custa R$ 29,00.

 

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A ESTÉTICA DITATORIAL

 

 Cada vez mais, meninas e mulheres se submetem a tratamentos diversos para emagrecer, alisar os cabelos e perder peso. Na busca incessante pela “beleza ideal”, vale qualquer sacrifício. Neste livro vigoroso e critico, a psicóloga Rachel Moreno condena o ataque  diário da mídia e aponta caminhos para quem deseja  se defender dessa influência insidiosa.

 

A mídia mexe diariamente com a auto-estima feminina. O grupo de beldades que posam para revistas e desfilam na TV formam um grupo seleto. Mesmo assim esse padrão estético é cobiçado e desejado. Quem não se encaixa nele – a maioria das mulheres – sente-se excluída e humilhada e tende a aceitar qualquer sacrifício em nome da “beleza ideal”.

  

Diante desse quadro, cabe perguntar: como as mulheres chegaram a esse ponto, depois de tantas conquistas importantes no último século? Quais são as conseqüências dessa obsessão para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? A psicóloga Rachel Moreno responde essas e outras questões no livro A beleza impossível – Mulher, mídia e consumo.

 

 A obra, destinada a mulheres, homens, pais e educadores, faz um alerta para os malefícios dessa imposição social e ensina a reconhecer os limites da ditadura da beleza.  Veja detalhes abaixo.

 

A autora trata na obra da possibilidade real desse excesso de vaidade se tornar um problema de saúde pública, dada a interferência da mídia, da publicidade e dos interesses do mercado na formação das crianças e adolescentes. “O ideal de beleza cria um desejo de perfeição, introjetado e imperativo. Ansiedade, inadequação e baixa auto-estima são os primeiros efeitos colaterais desse mecanismo. Os casos mais complexos chegam à bulimia e à anorexia”, afirma Rachel, lembrando que mesmo as mulheres adultas podem ter sua estabilidade emocional afetada.

 

As brasileiras, segundo pesquisa internacional feita por uma multinacional da área de cosméticos, estão entre as que têm a auto-estima mais baixa – muito provavelmente em conseqüência do modelo de beleza eurocêntrico e inalcançável para a realidade nacional. De acordo com o levantamento, elas se submeteriam a todo tipo de intervenção estética para se sentir belas.

 

Esses dados, segunda a autora, podem ser comprovados cotidianamente. Só em 2003, as brasileiras gastaram R$ 17 bilhões na compra de produtos cosméticos e de perfumaria. O Brasil também apresenta o maior índice de mulheres que declararam ter feito cirurgia plástica. Outros estudos revelam ainda que a população feminina no Brasil, comparativamente, é a que mais se submete a sacrifícios pela “beleza”. Isso inclui dietas, malhação, remédios, cosméticos e toda a parafernália oferecida para alcançar o inalcançável.

 

“A mulher brasileira busca se aproximar da silhueta típica das européias (mais longilíneas) ou das americanas (de seios mais fartos). Isso mostra o quão maléfica é a influência da mídia. Criamos uma geração insatisfeita consigo mesma, com grande sentimento de culpa e baixíssima auto-estima. A quem serve isso?”, questiona Rachel.

 

A resposta, segundo ela, é simples: “A verdade é que isso vende. E há sempre alguém pronto para fazer qualquer sacrifício em nome da beleza inatingível, artificial e mercantilizada. Compra-se um produto que promete felicidade, modernidade e sucesso, muito mais do que características, ação e desempenho”, explica a psicóloga.

 

Com depoimentos, reprodução de casos e dados históricos e culturais sobre moda e beleza, o livro reúne argumentos valiosos para combater o massacre diário e midiático. Rachel propõe uma mudança de consciência que beneficiará enormemente as futuras gerações, com mulheres mais autoconfiantes e jovens menos vulneráveis.

 

“Atentas às armadilhas consumistas, as mulheres serão cada vez menos escravizadas pela cobrança estética e mais dedicadas às questões realmente relevantes à sociedade. É preciso garantir, para além das condições de saúde e bem-estar de todos, a beleza da diversidade e a diversidade da beleza”, conclui.

           

A autora Rachel Moreno é formada em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Fez especialização em Sexualidade Humana e Dinâmica do Movimento Expressivo no Instituto Sedes Sapientiae, além de ter estudado terapia corporal com J.A. Gaiarsa.

 

A beleza impossível – Mulher, mídia e consumo, Rachel Moreno, Editora: Ágora

com 80 página ao custo de R$ 25,90


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           OPNIÃO DE UM HOMEM SOBRE O CORPO FEMININO! 
 

Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas.... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade
com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus  existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto. 

 

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