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BELEZA EXCESSIVA NA TERCEIRA IDADE

Dra. ANGELA CARVALHO

 

A terceira idade, normalmente, é o período onde as pessoas tendem a sofrer diversas mudanças, sejam elas, físicas ou emocionais. O fato é que, pelo menos do lado feminino, ocorrem alterações hormonais que acabam criando certas situações onde a mulher idosa, acaba sentindo-se indesejável.

 

Mudanças no corpo e no comportamento, dificuldades para realizar tarefas diárias da casa ou no trabalho, entre outras circunstâncias, acabam fazendo com que a mulher sinta vergonha de si mesma, ocasionando alguns sintomas de depressão (que acabam sendo impulsionados também pela redução dos hormônios).

 

O fato é que devido a esses fatores, como alternativa, as mulheres acabam procurando tratamentos médicos, ao invés de auxílio psicológico, o que seria o mais correto. Na verdade, em alguns casos, abusam de remédios depressivos e recorrem a cirurgias plásticas para recuperar a auto-estima, acreditando que a aparência física possa ajudar nesses problemas.

 

Segundo a sexóloga Ângela Carvalho, os problemas da terceira idade feminina têm início na menopausa, que ocorre devido a uma alteração hormonal. Na verdade, a menopausa acaba criando uma preocupação tanto pelas alterações que causa no organismo, quanto pela associação de velhice que as pessoas fazem a ela.

 

As mulheres mais velhas tendem a ter uma baixa na auto-estima após esse período, e acabam abusando de meios alternativos para recuperá-la. No caso, o uso excessivo de botox, peeling, entre outros tratamentos de beleza, acaba deixando a pessoa cada vez mais artificial, sem gerar um retorno satisfatório para a mesma, comenta Ângela.

 

De fato, as mulheres, recorrem a esses tratamentos com a intenção de tentar voltar a ser, ou parecer, como eram antes. Independente de qual seja o efeito, nunca terá uma resposta realmente significativa, o que acaba causando certa frustração, piorando os sintomas depressivos.

 

Uma forma de influência indireta e muitas vezes, imperceptível, são as propagandas de cremes e tratamentos milagrosos contra rugas e sintomas da velhice. A publicidade utiliza-se de modelos jovens usando os cremes de seus tratamentos, criando assim, subliminarmente, uma falsa idéia do real resultado dos produtos, complementa Ângela.

 

De certa forma, o certo é procurar um acompanhamento terapêutico ou psicológico, e a sexóloga ainda finaliza: O grande problema feminino na terceira idade é a auto-aceitação, que se torna cada vez mais difícil com o passar dos anos e, quando a vontade de mudar é maior do que a de se aceitar como é.

 

Ângela Carvalho, CRM 11060 é ginecologista, com formação em sexualidade humana. Cursando especialização em Geriatria.

 

 

BELEZA PERIGOSA

Dr. MÚCIO LEÃO PESSOA DE CASTRO.

 

Muitas pessoas nunca estão satisfeitas com o corpo, muito menos se vêem como realmente são. Umas se acham muito gordas, outras muito magras. Algumas sempre enxergam algo dissonante no corpo, o que na realidade não existe. Mais comum do que se imagina, o dismorfismo corporal se caracteriza por uma preocupação excessiva com um defeito imaginário no próprio corpo.

 

 “Constantemente, somos procurados por pacientes em perfeitas condições, mas que estão insatisfeitos com alguma coisa no corpo. Apesar dos inúmeros benefícios da cirurgia plástica, é preciso entender e avaliar as reais necessidades do paciente, a fim de detectar possíveis distúrbios psíquicos de auto-aceitação”, explica o cirurgião plástico Múcio Leão Pessoa de Castro, que é um dos que se depara constantemente com este problema.

 

O dismorfismo corporal é tão sério quanto a anorexia ou a bulimia. “O paciente transforma pequenos defeitos, como uma pinta ou uma cicatriz, em algo monstruoso. Além disso, há aqueles que se acham feios, mesmo sem apresentarem nenhuma anormalidade estética e, mesmo se submetendo a vários tipos de cirurgias, ainda não ficam satisfeitos com o resultado.

 

- “A vaidade pode ser uma aliada da autoestima, mas – ao mesmo tempo - pode ser um veneno para ela. Tudo o que ultrapassa o bom senso, torna-se perigoso”, reforça Múcio.

 

O dismorfismo corporal não é uma doença nova. Ela vem sendo diagnosticada desde 1987 e foi descrita pela primeira vez há meio século. Porém, muitas pessoas têm o distúrbio e não sabem. Geralmente, o tratamento é feito com antidepressivos e terapias. Se não tratado, o paciente pode chegar ao suicídio.

 

Dr Múcio Leão Pessoa de Castro é cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

 

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