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ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ESCLARECE QUE NÃO UTILIZA E-MAILS COMO FORMA DE CONTATO DIRETO COM O CIDADÃO. O ALERTA É REFORÇADO PORQUE FORAM DETECTADOS E-MAILS NA INTERNET EM NOME DO MINISTÉRIO DA SAÚDE COM SUPOSTAS RECOMENDAÇÕES DE PREVENÇÃO CONTRA A INFLUENZA A (H1N1) E UM LINK “CLIQUE AQUI”.

A POPULAÇÃO NÃO DEVE ABRIR ESSAS MENSAGENS E APAGÁ-LAS IMEDIATAMENTE, POIS PODEM SER A PORTA DE ENTRADA PARA VÍRUS OU PARA A AÇÃO DE FRAUDADORES EM BUSCA DE DADOS PESSOAIS, COMO SENHAS DE CONTAS BANCÁRIAS E DE CARTÕES DE CRÉDITO.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE REITERA QUE AS AÇÕES DE ESCLARECIMENTO SOBRE A NOVA GRIPE SÃO REALIZADAS PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA (TV, JORNAIS, RÁDIO E MÍDIA ONLINE) E PELO DISQUE SAÚDE (0800 61 1997).


Paralelamente, o governo também alerta que muitos veículos vem publicando matérias intempestivas e alarmistas, muitas vezes, sem base-técnico científica adequada, sobre a Gripe a H1N1. Estas notícias trazem conseqüências desastrosas para a população brasileira, pois, ao criar pânico, incertezas e inseguranças na sociedade prejudicam o trabalho dos profissionais e autoridades e não contribuem para o controle da doença.


É importante que todos saibam que: o Brasil vem adotando todas as medidas necessárias e indicadas ao controle desta emergência de Saúde Pública, preconizadas pelas autoridades de Saúde Pública, nacionais e internacionais, que comprovadamente possam vir a reduzir a carga de doença oriunda desta pandemia.

Para tal instalou no Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Ministério da Saúde um Gabinete Permanente composto por profissionais da área da saúde que, diuturnamente, indicam e monitoram as ações que vêm sendo desenvolvidas.

Fora isso, a ABRASCO - Associação Brasileira De Pós-Graduação Em Saúde Coletiva - consciente do seu papel enquanto sociedade científica em esclarecer e divulgar opiniões e discussões que venham a contribuir para a redução de problemas de saúde que afetam nossa população, conclama a sociedade brasileira para, com serenidade, continuar adotando as medidas certas e anunciadas pelo governo ou médicos.

e-mail da abrasco: abrasco@ensp.fiocruz.br


HOTSITE SOBRE A GRIPE A

A TV Cultura colocou no ar um hotsite com dicas de prevenção, formas de contaminação, sintomas, diagnóstico e grupos de risco da gripe A (H1N1), o www.tvcultura.com.br/boletimdagripe. No endereço, o internauta também encontra vídeos informativos produzidos pelo HCTV - canal de televisão do Hospital das Clínicas, bem como uma seção com as perguntas mais frequentes sobre a doença, com dados provenientes do Ministério da Saúde, e um quadro comparativo entre e gripe sazonal e a gripe A.

Os programetes em vídeo, de um minuto cada um, abordam assuntos de interesse geral como cuidados especiais em relação às crianças, procedimentos para o exame, formas de transmissão, medicação, resistência do vírus, vacinação etc. Todos eles elaborados com depoimentos de médicos e especialistas do HC.

A cada dia um tema novo é levado ao ar e reproduzido por quatro vezes, sempre entre 18h e 0h.

 

A NOVA GRIPE

 

A gripe A, causada pelo vírus H1N1, também chamada de gripe suína, alarmou toda a população mundial devido à rápida disseminação em meados de abril. Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam milhares de casos confirmados, com pouco mais de 110 óbitos em todo o planeta.

 

Um complicador para a detecção é a semelhança entre os sintomas da gripes A e da comum. Febre acima de 39°C, falta de apetite e tosse são alguns deles. Aliás, em se tratando de gripe A, há ainda a possibilidade de outros sintomas menos comuns, como dor de garganta, náuseas, vômitos, diarréia, catarro e, em situações de maior gravidade, pneumonia, salienta o dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

 

Já a presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), dra. Jussara Fiterman explicou que o vírus Influenza se recombina a cada cerca de 40 anos, fazendo uma nova cepa e tornando-nos imunologicamente vulneráveis.

 

“Temíamos que aquele Influenza aviária, que teve seu pico em 2003, na Ásia, especialmente em países como Índia, Tailândia e Vietnã, seria esse retorno, mas felizmente não foi. Aquele vírus era muito agressivo, determinando uma mortalidade muito mais alta do que a da Gripe A, mas não teve sustentabilidade, ou seja, não ocorreu transmissão entre humanos, somente a partir das aves infectadas.”

 

Mas eis que chegou o H1N1, uma recombinação dos vírus humano, aviário e suíno, especulam os especialistas. “Esta nova cepa nos pegou despreparados imunologicamente”.

 

A TRANSMISSÃO

A transmissão acontece, como na gripe comum, por via aérea, contato manual ou por objetos infectados. Os altos riscos de disseminação estão, atualmente, relacionados às pessoas com baixos índices de imunidade, nos extremos de faixa etária (crianças e idosos) e aos portadores de doenças crônicas. Isso devido à maior suscetibilidade destes grupos para o desenvolvimento de doenças.

 

Apesar do crescente número de casos, em virtude da facilidade com que o vírus transita pelo ar, felizmente a quantidade de óbitos cresce em ritmo cada vez mais lento. O índice de mortalidade da gripe A, segundo o Ministério da Saúde, é próximo a 0,7%.

 

 

A POPULAÇÃO TEM QUE SER EDUCADA

PARA AUMENTAR A HIGIENE.

 

PREVENÇÃO

Segundo especialistas, o maior foco de transmissão das doenças é a mão suja. Falta de lavagens freqüentes, ou lavagens displicentes em função da pressa e mão na boca toda hora são as principais vias de contágio.

 

Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, cobrir a própria boca e nariz ao tossir ou espirrar, usar lenços de papel descartáveis e jogar no lixo adequadamente os lenços usados, além arejar bem os ambientes, são medidas importantes para a prevenção. Em caso de suspeita, é fundamental encaminhar o paciente imediatamente a um serviço de saúde para avaliação médica.

  

GRIPE A E OS JOVENS

O que tem preocupado os profissionais da saúde especialmente nas regiões Sul e Sudeste é que este vírus mostra um comportamento de extrema agressividade em alguns jovens.

 

No universo de pessoas que devem estar infectadas pelo H1N1 atualmente, o que nos preocupa é que nos jovens sem fatores de risco não há qualquer indício que possa indicar quem vai superar bem, como acontece na maioria das gripes, ou quem vai, a partir de um quadro de gripe pelo H1N1, evoluir para uma pneumonia viral, para insuficiência respiratória, ir para a UTI e acabar morrendo.

 

“É preciso garantir medicação e atendimento aos pacientes, coibindo a banalização da oferta do oseltamivir, comercialmente conhecido como Tamiflu®, e evitando que os pacientes infectados fiquem sem o remédio”, afirma dra. Jussara.

 

UM NOVO FATOR DE RISCO

Além dos fatores já citados anteriormente, um novo agravante vem sendo confirmado não apenas no Brasil, mas também no restante do mundo: a obesidade grave.

 

Os obesos graves são mais comprometidos e os profissionais já podem considerar isto como um fator de risco, assim como os demais.

 

HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL?

“Não podemos afirmar que teremos uma redução de casos com a flexibilização da liberação do oseltamivir. Mas por enquanto usamos o mesmo critério de raciocínio para as demais infecções: quanto mais precocemente a medicação for iniciada, a evolução e as complicações provavelmente serão menores”, afirma dr. Paulo

 

O pneumologista também prevê uma redução dos casos, especialmente no Rio Grande do Sul, um dos estados mais atingidos pela Gripe A, à medida que a temperatura aumente.

      

 

CUIDADOS ESPECIAIS CONTRA GRIPE A

PARA PESSOAS COM BAIXA IMUNIDADE

 

Pacientes de leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e mielodisplasia (doenças onco-hematológicas) devem ficar muito atentos aos sintomas da Gripe A, que são: febre alta (superior a 39 graus), tosse, dores de cabeça, musculares e nas articulações, dor de garganta e mal-estar/fraqueza.

 

Em geral, estes pacientes onco-hematológicos estão com o sistema imunológico debilitado, o que significa que suas funções protetoras se apresentam inadequadas, deixando a pessoa mais suscetível a infecções. Por este motivo, atenção aos sinais da gripe é fundamental.

 

De acordo com orientações de especialistas, os pacientes portadores de doenças onco-hematológicas devem procurar atendimento médico, de preferência no centro onde se trata, aos primeiros sinais e sintomas. O médico é quem decidirá sobre a indicação da medicação.

                      

Dr. Rodrigo Santucci, onco-hematologista da Hemomed Oncologia e Hematologia, recomenda que estes pacientes evitem frequentar lugares com grande concentração de pessoas, como estações do metrô e estádios de futebol, e contato com quem viajou para fora do País.

 

Para os pacientes com talassemia - anemia crônica, que faz parte do grupo das hemoglobinopatias -, Dr. Giorgio Baldanzi, médico responsável pelo ambulatório de Hemoglobinopatias do HEMEPAR de Curitiba e membro do Comitê Científico da ABRASTA (Associação Brasileira de Talassemia), esclarece a importância de informar ser portador da doença na hora em que for consultado em caso de suspeita da Gripe A.

 

 

IMPORTANTE: POPULAÇÃO NÃO DEVE COMPRAR

REMÉDIOS PARA PREVENIR GRIPE SUÍNA

 

Depois do anúncio de casos comprovados da gripe suína aqui no Brasil, a FARMAIS, rede de franquias de drogarias do país, com 450 unidades espalhadas por diversas regiões brasileiras, notou um aumento das vendas de analgésicos, descongestionantes, xaropes e antiinflamatórios em geral.

 

“Muita gente acredita que tomar mais de um tipo de medicamento ou aumentar a dose de um antigripal comum pode ajudar na não contaminação do vírus H1N1, o causador da gripe A, ou gripe suína, como ficou conhecida popularmente”, explica Dafne Estevão, farmacêutica responsável pela Rede Farmais. “Esse vírus tem tratamento com medicamentos específicos que são completamente diferentes dos antigripais comuns vendidos nas drogarias. Por isso, é preciso ficar bem alerta para os sintomas da gripe e procurar primeiro um médico”, completa a farmacêutica.

 

 

     METADE DOS ANTIBIÓTICOS É VENDIDA SEM RECEITA

 

A publicidade, um dos combustíveis da automedicação, teve um “desfalque” da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que suspendeu temporariamente a propaganda de medicamentos contra a gripe suína no Brasil. A proibição vale para remédios antitérmicos e analgésicos.

 

No entanto, uma das grandes preocupações médicas brasileiras é que metade dos antibióticos é vendida sem receita médica. No caso dos anti-inflamatórios, esse percentual chega a 60%.

 

 

           ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS DIANTE DA NOVA GRIPE

MARCOS MORITA

 

Os efeitos da nova gripe vão muito além das dores no corpo, febre, tosse e dor de garganta. Escolas postergando o início das aulas, párocos evitando a saudação de paz nas missas, pessoas evitando lugares fechados, restrições quanto a viagens para determinados países. A continuar neste ritmo, a pandemia poderá atrasar ainda mais o processo de recuperação econômica mundial.

 

Mas nem tudo está perdido, pelo menos aos fabricantes de máscaras, álcool em gel e remédios contra a gripe. Os grupos farmacêuticos de determinados produtos tiveram vendas na casa de um bilhão de dólares somente no primeiro trimestre, triplicando os resultados em relação ao ano anterior.

 

Apesar de toda a euforia no setor, há uma preocupação generalizada sobre a possível falta destes medicamentos. Governos informam que há quantidade suficiente para os casos mais severos e pessoas pertencentes ao grupo de risco. Vacinas já começaram a ser desenvolvidas, mas com previsão de conclusão a partir de setembro.

 

Contudo, considerando que os óbitos estão atingindo também pessoas saudáveis, haverá remédio suficiente para imunizar toda a população? Acredito que esta seja uma preocupação relevante e temo que a resposta para esta intrigante questão seja negativa.

 

Os laboratórios foram pegos de surpresa com a chegada da nova gripe, cuja procura superou qualquer sazonalidade, como as gripes comuns, típicas no inverno. Apesar dos lucros, as empresas têm difíceis decisões a serem tomadas.

 

Concentrar todos os esforços na produção desses produtos devido ao aumento repentino da procura pode custar caro. Aumentar a produção requer altos investimentos e leva tempo. Dedicar-se a isso sem boas doses de planejamento pode gerar excesso de estoques e capacidade produtiva ociosa quando a gripe passar.

 

Alocar parte das linhas de produção para a fabricação dos itens em evidência no momento pode ainda significar a diminuição ou a paralisação temporária na produção de outros produtos. Os concorrentes poderiam aproveitar este vácuo, tomando espaço nestes mercados.  

 

Aumentar preços não é politicamente correto numa situação de pânico mundial, apesar de tentador. Mancharia a imagem das empresas, as quais poderiam ser chamadas de oportunistas. Conforme a teoria, seria a estratégia correta para diminuir a procura em situações normais, o que definitivamente não é adequado neste caso.

 

Enfim, quero reforçar que os laboratórios não podem se deixar levar pela onda da nova gripe sem qualquer preocupação extra com o planejamento empresarial. Aumentar a produção e garantir que não falte medicamento aos que realmente necessitam é a obrigação deles. Mas é preciso cuidar muito bem da estratégia do negócio para que os lucros obtidos agora não se transformem em grandes prejuízos no futuro.

 

 

Marcos Morita é mestre em administração de empresas e professor das disciplinas de planejamento estratégico e gestão de serviços na Universidade Presbiteriana Mackenzie. É executivo há 15 anos em multinacionais, com experiência em canais indiretos de vendas, lançamento de produtos, criação de novos negócios e programas de fidelidade.

 

 

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