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 POR UM NOVO MODELO DE SAÚDE NO BRASIL


Já é um senso comum na sociedade que nosso país enfrenta sérias dificuldades em relação aos investimentos e a administração dos recursos direcionados à saúde. Uma pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou que o País tem hoje a menor quantidade de leitos hospitalares já registrados nas últimas três décadas. São 443,2 mil leitos, o que significa 2,4 unidades para cada mil habitantes, índice inferior ao estabelecido pelo Ministério da Saúde, que fixa entre 2,5 e 3 o número ideal de vagas para cada grupo de mil habitantes. Somente de 2004 a 2007, o Brasil perdeu 5,9% dos leitos.

Ao encontro destas expectativas surge a Assistência Médica Domiciliar, como uma alternativa cada vez mais utilizada pelos convênios e até mesmo pelas instituições públicas para auxiliar na otimização de leitos e servir de complemento à internação hospitalar.

Segundo analistas do mercado da saúde, há uma tendência crescente na utilização desta ferramenta, uma vez que além de otimizar os recursos financeiros e materiais disponíveis, a Assistência Médica Domiciliar privilegia a humanização nos atendimentos, oferecendo um maior grau de satisfação para os usuários.

 

 

ATENDIMENTO DOMICILIAR AOS IDOSOS:

RECUPERAÇÃO RÁPIDA E EFICAZ

 

Cuidados especiais com os idosos após um período de internação são imprescindíveis. Quando ministrados em casa agilizam a recuperação, tornando-a mais eficaz. É com esse objetivo que o GANEP Lar, divisão do GANEP – Grupo de Nutrição Humana, presta atendimento domiciliar personalizado. Visa a reintegrar o paciente ao âmbito familiar, além de otimizar o tratamento com assistência multidisciplinar e o plus do apoio, do afeto dos familiares e amigos.

 

O atendimento em domicílio é indicado para os casos em que o paciente está com o quadro clínico estável e a família demonstra condições para recebê-lo adequadamente. Entre os idosos, podem ser beneficiados pro essa modalidade de assistência os portadores de AVC (acidente vascular cerebral), Mal de Alzhaimer e câncer, inclusive na recuperação pós-cirúrgica.

 

De acordo com a gravidade do mal, o acompanhamento de especialistas pode ser semanal, quinzenal ou mensal. No GANEP Lar, por exemplo, a equipe é composta de nutricionistas, médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem.

 

Entre as vantagens, frise-se mais uma vez, a recuperação mais rápida. “Já foi comprovado que o tratamento em casa é mais eficiente”, afirma a assistente social Valéria Ghiokas, membro da equipe do GANEP Lar. “Para que tudo saia bem, os familiares são orientados continuamente pela equipe a cultivar um ambiente favorável para o paciente”.

 

Para Valéria, ter a privacidade de usar sua própria roupa, estar em um ambiente que não alimenta a idéia de enfermidade, se alimentar com comida caseira sob orientação profissional são alguns dos aspectos positivos para a melhora do paciente, além de mantê-lo livre de infecções hospitalares.

 

É importante destacar que, quando o idoso não é acamado, são aconselháveis algumas adaptações para evitar quedas e conseqüentes fraturas, como barras de segurança nos banheiros, pisos antiderrapantes, adequação da iluminação dos ambientes e eliminação de degraus, escadas e tapetes.

 

 

MÉDICOS VÃO DEBATER O ATENDIMENTO AO IDOSO

 

Nos dias 13 e 14 de março de 2009, no hotel Golden Tulip Paulista Plaza (Al. Santos, 85), em São Paulo (SP), a Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica realizará a terceira edição do Curso de Geriatria para o Clínico, coordenado pelo Dr. Abrão José Cury Jr.

 

Profissionais da saúde, em sua maioria, médicos clínicos gerais, assistirão a palestras, simpósios e mesas redondas sobre pesquisas, avanços técnicos, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças enfrentadas na Terceira Idade.

 

Entre os temas estão epidemiologia, aspectos endocrinológicos, aneurisma de aorta, oncologia, doenças cardiovasculares, alterações cognitivas, afecções dermatológicas, exercício e reabilitação.

 

Informações e inscrições no site www.clinicamedicaonline.com.br.

 

       

ANÁLISES SOBRE SAÚDE PÚBLICA

AINDA TÊM MUITO A EVOLUIR

 

A despeito dos estudos publicados e dos avanços, a análise das políticas públicas dos países em desenvolvimento ainda está em sua mais tenra infância. Além do número reduzido deste tipo de pesquisa, o conjunto dos trabalhos publicados sobre os processos de saúde pública em tais países é pequeno, diverso, fragmentado e, em grande medida, de natureza descritiva, limitando a compreensão dos processos de mudança política em um determinado país ou entre diferentes nações.

 

Essa é a conclusão de um estudo disponibilizado no final de julho no periódico Health Policy and Planning, que aguarda publicação na edição impressa, realizado por Lucy Gilson e Nika Raphaely, do centro de saúde pública da University of Witwatersrand, em Johannesburg, África do Sul.

 

De acordo com o texto, os pesquisadores realizaram uma investigação sistemática da literatura publicada entre 1994 e 1997, em duas das principais bases de dados internacionais. De um conjunto de milhares de artigos inicialmente identificados, apenas 391 foram considerados relevantes para o foco do estudo. Destes, 164 foram selecionados para uma revisão detalhada por apresentarem análises empíricas dos processos de mudança na saúde pública em países em desenvolvimento.

 

Apesar da limitação dos dados, os traços gerais das experiências que podem ser identificadas a partir destes artigos claramente confirmam a importância do interesse integrado por políticas, processos e poder no estudo das políticas de saúde. “A literatura sobre a análise de políticas de saúde em países em desenvolvimento claramente demonstram que questões relacionadas à política, aos processos e ao poder devem ser integradas neste tipo de estudo e na desenvolvimento do sistema de saúde”, afirmam as pesquisadoras no artigo.

 

Segundo elas, para que ocorra o aprofundamento e a ampliação das análises das políticas de saúde nos países em desenvolvimento serão necessários maiores níveis de financiamento com o objetivo de apoiar esforços neste sentido, que deverão ter como foco gerar um conjunto de trabalhos coerente e sistemático com base em trabalhos analíticos rigorosos e na mudança de políticas. “Com o aumento da compreensão dos fatores que influenciam a experiência e os resultados da mudança política, tais análises podem relatar as ações de maneira a fortalecer o desenvolvimento e a implementação de políticas no futuro”, concluem.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

 

 

VISITA VIRTUAL CONECTA

PACIENTE DE UTI À FAMÍLIA

 

Os pacientes submetidos a cirurgias de grande porte ou de alta complexidade muitas vezes demandam internação em Unidade de Terapia Intensiva para monitorização constante, até que estejam aptos a seguir para enfermaria ou apartamento. Na UTI, com o objetivo de garantir a segurança, as visitas são restritas. Mas, um hospital de Brasília, o Dr. JK, decidiu minimizar a distância entre o paciente e seu núcleo familiar e social, através do serviço de Visita Virtual.

A novidade, que permite a comunicação entre pacientes internados e pessoas em qualquer lugar do planeta, utiliza o sistema WebEx. O contato é feito por meio de um notebook, devidamente preparado pela equipe de TI da instituição, que é levado ao leito em horário previamente agendado. O comunicação contempla imagem e áudio.

"A Visita Virtual ajuda na recuperação porque reduz a sensação de isolamento e o impacto psicossocial da internação em UTI", destaca Silvia Chaves, coordenadora administrativa do Hospital. A maior parte dos pacientes quer estar mais próxima da família, mas a executiva destaca que alguns aproveitam o recurso para estabelecer contato com colegas de trabalho.

Cada sessão de Visita Virtual tem duração de aproximadamente 40 minutos. O serviço é gratuito e está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para fazer a solicitação é preciso contatar à equipe de enfermagem e contar com a liberação médica. "Inicialmente, apenas pacientes em Terapia Intensiva podem desfrutar da comodidade. Dado o impacto positivo, em 2009 o serviço será ampliado para todo o Hospital", antecipa Silvia.

 

 

 

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