corpo-mente
 

ABRA A JANELA E RESPIRE FUNDO
DR. ANTONIO CARLOS LOPES

 

Computador, Internet, telefone celular, microondas e ar-condicionado. Diversas são as novas tecnologias e utilidades domésticas criadas para facilitar a nossa vida. Junto com as novidades, vêm as dúvidas. Estudiosos e fabricantes buscam provar que todos esses adventos só trazem vantagens ao ser humano, mas isso nem sempre é possível.

 

O computador e a Internet, por exemplo, já são comprovadamente incentivadores da vida sedentária e, indiretamente, da obesidade. O telefone celular já desperta atenção de neurologistas para os possíveis malefícios das ondas eletromagnéticas emitidas pelos aparelhos. E o ar-condicionado, que mal pode fazer?

Essa tecnologia foi desenvolvida para proporcionar ao ambiente uma temperatura agradável e refrescante, garantindo o conforto em casa, no escritório ou no carro. Em contrapartida, durante o processo de resfriamento, a umidade do ar fica reduzida, prejudicando o revestimento das mucosas das vias aéreas e tornando-as vulneráveis. Outro agravante é que os ambientes munidos de ar condicionado são mantidos fechados, reduzindo a circulação do ar.

Há ainda muita falta de informação acerca do equipamento, especialmente sobre a manutenção correta. Poucos sabem que o ar-condicionado precisa ser reavaliado periodicamente para limpeza e correção de possíveis irregularidades. Sem este cuidado, o filtro perde sua capacidade e provoca uma verdadeira poluição no ambiente, tornando-o propício para o agravamento de diversas doenças respiratórias. Os grandes vilões são os fungos, as bactérias e os ácaros, que se acumulam nos ductos do aparelho e atingem o ambiente.

Quem trabalha exposto a esse equipamento fica mais suscetível a gripes, resfriados, sinusites e até pneumonia. Para portadores de doenças crônicas, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), há maior risco de agravamento da doença.

O ideal para quem não quer e não pode abrir mão do ar condicionado, é mantê-lo em perfeitas condições de funcionamento, com temperaturas entre 20ºC e 22ºC. Mais baixas do que isso, além do desconforto e possível necessidade de agasalhos, o frio favorece a proliferação de vírus que causam os resfriados e as gripes.

Estudos apontam que nos aviões o problema pode ser ainda pior. A má qualidade do ar e a pressurização no interior das aeronaves são fatores que podem gerar riscos à saúde. Nessa situação, o passageiro fica exposto à baixa umidade, já que o ar é elevado a altas temperaturas e sofre ressecamento quando passa pelas turbinas. A pressão na cabine do avião também contribui, pois torna o ar rarefeito, ou seja, com menor oferta de oxigênio do que a maioria das pessoas está acostumada.

Portadores de doenças respiratórias crônicas, ou quem já entra no avião com sinais de faringite, amidalite ou sinusite, devem levar medicamentos previamente prescritos por seus médicos, e evitar as bebidas alcoólicas, que podem potencializar o problema.

Em geral, evite locais fechados, grandes concentrações de pessoas e trate qualquer sintoma respiratório tão logo apareça. Gripes e resfriados que demorem a passar, febre, tosse, dores no corpo ou falta de ar precisam de avaliação médica. Tome banhos mornos para evitar o choque térmico, mantenha uma alimentação saudável, tome muito líquido durante todo o dia e o principal: pratique atividade física regularmente. Ela ajuda a melhorar a respiração e a saúde.

 

Prof. Dr. Antonio Carlos Lopes é presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

 


A AJUDA DE SIMPLES EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS

 

 Poucos sabem, mas simples exercícios respiratórios podem ajudar a combater uma série de vilões que prejudicam a saúde, como pressão alta, estresse, fadiga, envelhecimento precoce da pele, má digestão, insônia, entre outros.

 

“Boa parte destes problemas acontece por que as pessoas se acostumaram a respirar de forma acelerada e superficial, utilizando apenas 30% de sua capacidade pulmonar. Isso faz, por exemplo, com que o gás carbônico permaneça em maior quantidade no corpo e polua as células”, explica a instrutora Cristina Armelin, coordenadora da ONG Arte de Viver em São Paulo - organização presente em mais de 150 países e que já ministrou cursos sobre os benefícios de exercícios respiratórios para mais de 20 milhões de pessoas.

 

Estudos comprovam que com a respiração limitada, os pulmões são forçados a se movimentar mais depressa, de modo a garantir um fluxo de oxigênio adequado, enquanto o coração precisa apressar seu ritmo para fornecer sangue suficiente para o transporte do oxigênio.  Estas exigências prejudicam o organismo e, conseqüentemente, comprometem a sensação de bem-estar.

 

De acordo com Cristina, é possível reverter a situação e trazer ganhos para a saúde ao se espelhar no ritmo de respiração dos bebês, que utilizam instintivamente a respiração diafragmática, muito mais profunda. Ela consiste basicamente em encher os pulmões de ar ao inspirar, expandindo o diafragma, e espirar empurrando o diafragma e esvaziando os pulmões.

 

 “Ao respirarmos corretamente, o ar chega à parte inferior dos pulmões, onde as trocas de oxigênio são mais eficazes”, destaca Cristina. “Podemos eliminar 85% das toxinas de nosso corpo através de exercícios que não consomem mais do que 20 minutos de nosso tempo por dia.”

 

A ONG Arte de Viver vem ajudando os paulistanos a redescobrir a força da  respiração através de cursos realizados constantemente em sua sede em São Paulo. Nos cursos o aluno aprende, entre outros, a técnica de respiração Sudarshan Kriya®, criada pelo indiano Sri Sri Ravi Shankar, que possui ritmos específicos e tem o efeito potencializado com a ajuda de ioga e meditação.

  

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

· Para respirar, a maioria das pessoas apenas expande o tórax, levando o ar somente até uma parte do pulmão, que deixa de utilizar toda sua potência.

 

· O ritmo respiratório de um adulto pode chegar a 15 ou 16 ciclos por minuto. Na respiração diafragmática e abdominal, que é a ideal, ele pode se limitar a 7 a 8 ciclos por minuto. Desta maneira, o ar chega à parte inferior dos pulmões, onde as trocas de oxigênio são mais eficazes

 

· Quando não sabemos lidar com as emoções, como raiva, medo ou ansiedade, tendemos a resistir a elas, bloqueando o fluxo natural da respiração. Ao longo da vida, esses bloqueios vão aos poucos reduzindo nossa capacidade respiratória, explica Cristina Armelin, coordenadora da ONG Arte de Viver.

   

· No ritmo adequado, a respiração também ajuda a corrigir problemas como a má digestão e a melhorar a qualidade do sono. Isso acontece por que o ritmo cardíaco diminui, os músculos relaxam e a mente se acalma.

 

· A prática do Sudarshan Kriya® contribui para a redução dos níveis de cortisol (hormônio do estresse) no sangue, conforme comprovam alguns estudos.

 

· Outros benefícios são o fortalecimento do sistema imunológico, a melhora da função antioxidante e a diminuição do colesterol ruim, assim como o aumento da prolactina, hormônio do bem-estar, o controle da ansiedade e da depressão.

 

· A sensação de tranquilidade, equilíbrio e bem-estar se traduz por maior viço na pele e nos cabelos. “Ao eliminar as toxinas do corpo e o estresse causado pelo acúmulo de emoções negativas, nossa energia vital se eleva, ficamos mais leves, mais ‘belos’, alegres e amáveis”, afirma Cristina Armelin.

 

· Para realizar exercícios de respiração é necessária a escolha de locais calmos, que facilitem a concentração nas técnicas.

 

Mais informações sobre a Arte de Viver podem ser obtidas pelos telefones (11) 8171-1818 e através do site  www.artedeviver.org.br

 

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