corpo-mente
 


O BOM HUMOR E A BOA SAÚDE

 

Há alguns anos, afirmar que existia um vinculo direto entre o humor e a boa saúde era quase uma heresia para a ciência.

 

Hoje em dia, a medicina em geral e a psiquiatria, em particular, estudam muito a importância do bom humor, dos bons sentimentos e da afetividade sadia na qualidade de vida e na saúde global da pessoa. Sobretudo, no funcionamento do sistema imunológico, na prevenção de certas doenças e  como fator de melhor recuperação de moléstias graves.

Já não há dúvidas sobre a relação que existe entre Sistema Psicoemocional e vários componentes do Sistema Imunológico, justificando o aparecimento ou o agravamento e/ou desencadeamento de uma série de doenças físicas por razões emocionais.

A reciprocidade entre o Sistema Nervoso Central e o Sistema Imunológico estimulou o desenvolvimento de uma nova e interessante área médica; a Psiconeuroimunologia. Os tópicos de seus estudos seriam as perturbações de um sistema que se refletem no outro e vice-versa. Desta forma é vista a maneira pela qual, as emoções influem no sistema imunológico das pessoas. Ou seja, a interação e comunicação entre a mente e os três sistemas responsáveis de manter o organismo equilibrado: o sistema nervoso, o imune e o endócrino.

  

NERVOSOS E LIGHTS

Segundo as descobertas, viu-se que os valores de algumas pessoas diante de acontecimentos estressantes são processados negativamente por sentimentos de cólera, raiva, depressão, falta de defesas e desesperança.

 

Tomando o comportamento como base, se descobriu que as pessoas que se irritam intensamente, e com freqüência, têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do que aquelas que encaram as adversidades com mais serenidade. Portanto, as pessoas cuja personalidade se classifica como Pavio Curto, têm muito mais chances de ter desde uma simples crise alérgica, uma grave úlcera digestiva, até um fulminante ataque cardíaco.

 

Por outro lado, viu-se que os efeitos da pessoa mais alegre e otimista sobre sua saúde física são evidentes. O bom humor, na realidade, diz respeito a se rir das coisas em geral, do cotidiano, do que acontece de bom e ruim na vida diária, das brigas, dos pequenos problemas do dia-a-dia e, até mesmo, dos tempos difíceis que passamos.

 

Inúmeras pesquisas feitas na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, levaram a descoberta de que pessoas bem-humoradas, otimistas e que têm emoções positivas, possuem a parte esquerda do cérebro mais ativa. E isso melhora a capacidade imunológica, contribuindo até na prevenção de resfriados e gripes.

 

Portanto, está provado: as pessoas que têm bom humor, pensamentos positivos, com certeza, terão uma qualidade de vida melhor.

TRATAMENTOS PARA A ALMA

Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade.

A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes.

No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos.  Um exemplo é um trabalho publicado na revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama.

Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. "Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa".


Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem.

É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina.

(...) Em novembro, a instituição sediará um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso será ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, há um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. (...)

Adriana Prado e Greice Rodrigues - Revista IstoÉ nº 2025 de 21/08/2008
Leia o artigo em: http://drauziomilagres.blogspot.com/2008/08/tratamentos-para-alma-adriana-prado-e.html

 

SUPORTE ESPIRITUAL
ANA CLÁUDIA ARANTES

A médica Ana Cláudia Arantes coordena o setor de Cuidados Paliativos do Hospital Albert Einstein, onde está adotando uma política institucional de assistência a pacientes em fase terminal de doença incurável.

Segundo a médica, o hospital passa periodicamente por um processo de "acreditação" de uma entidade internacional chamada Joint Comission., que é feita a cada três anos – a primeira ocorreu em 1999 –, que recomenda procedimentos necessários para uma adequada assistência aos pacientes.

- "Em 2005, uma das exigências era com relação à dor, na qual nos saímos muito bem. Mas, na ocasião, outro ponto discutido foi a assistência a pacientes terminais. Agora, temos uma política institucional de assistência a pacientes em fase terminal de doença incurável, que preserva os direitos do paciente em relação ao alívio de sintomas e suporte às suas necessidades como ser humano, incluindo as espirituais", explica

Apesar de ainda não estar totalmente implantado, o chamado "fluxo de atendimento do suporte espiritual" já foi estabelecido e será supervisionado pelo Serviço de Cuidados Paliativos, que, foi oficializado como um serviço da instituição. Segundo Ana Cláudia, o fluxo foi estabelecido para pacientes internados na semi-intensiva e UTI, Oncologia e Pediatria, assim como para seus familiares, além de assistir pacientes em fase terminal de doença incurável.

 Para se implantar um serviço pioneiro como esse, de acordo com a geriatra, é preciso desafiar o senso comum. Isso porque muitos acreditam que a Medicina deve estar desvinculada do suporte espiritual, caso contrário deixaria de ser ciência. "É por isso que priorizamos aquelas situações em que é indiscutível a presença da espiritualidade como fator de benefício e conforto", explica.

A idéia, segundo Ana Cláudia, é estruturar o atendimento, utilizando o recurso da enfermaria, voluntárias e líderes religiosos para visitar os pacientes selecionados e oferecer o suporte de maneira mais ativa, de forma ecumênica, já que, conforme diz, a "espiritualidade não segue dogmas".

A responsável pelo setor de Cuidados Paliativos afirma que o principal resultado esperado com esse tipo de atendimento, inédito em hospitais privados – os públicos em geral possuem a capelania, que supre as necessidades de maneira mais abrangente –, é a melhora na qualidade de assistência ao paciente atendido na instituição, cuidando de todas as suas necessidades como ser humano.

"Os serviços de Cuidados Paliativos do mundo todo experimentam essa necessidade de maneira muito espontânea e valorizam a atuação do suporte espiritual. Passamos por um momento muito especial em Cuidados Paliativos no Brasil e estamos conseguindo vencer muitas barreiras. Mas é preciso manter nosso propósito firme e direcionado, pois ainda temos muito a trabalhar. Espero que mais profissionais da Saúde se sensibilizem com relação às necessidades espirituais de seus pacientes, sem dogmas ou julgamentos, mas em atitude de acolhimento e compreensão", finaliza.

A médica Cláudia Santos é formada pela Universidade de São Paulo (USP), com residência médica na mesma especialidade no Hospital das Clínicas da FMUSP. Ainda na faculdade se interessou por Cuidados Paliativos, mas, pela falta de especialização na área, optou pela Geriatria. Hoje, ela coordena o setor de Cuidados Paliativos do Hospital Albert Einstein.

 

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

LANÇA REVISTA PARA O PÚBLICO LEIGO

 

A Associação Médica Brasileira lançou em novembro a revista trimestral O Médico & Você. Com o objetivo de difundir informações de excelência em saúde para a comunidade, além de estreitar a relação entre profissionais de medicina e pacientes.

 

Nas páginas de O Médico & Você, os leitores encontrarão reportagens, artigos e entrevistas sobre temas de saúde, doenças e suas causas, sintomas, prevenção e tratamentos. Também terão assuntos relacionados à qualidade de vida, saúde emocional, meio ambiente e cotidiano.

 

“O leitor terá acesso a uma publicação feita com a participação de médicos renomados e influentes em suas especialidades, que compartilham da missão da revista de prestar informações claras e eficientes sobre os mais variados assuntos da medicina”, adianta o presidente da AMB, dr. José Luiz Gomes do Amaral.

 

A publicação terá uma das tiragens mais significativas do país. Seus exemplares serão distribuídos aos 350 mil médicos do Brasil, que serão orientados a disponibilizar a revista para seus pacientes na sala de espera.

 

“A idéia do projeto é estreitar o relacionamento dos médicos associados com a população e aumentar o conhecimento dos cidadãos com relação aos principais problemas de saúde que a afeta, divulgando meios de prevenção”, esclarece Amaral.

 

De acordo com a AMB, o Brasil conta com 326.522 médicos ativos, dos quais 57% atuam na região Sudeste, 15% na região Sul, 16% no Nordeste, 4% no Norte e 8% no Centro-Oeste.

 

Em breve será desenvolvido um portal, que funcionará como uma extensão da revista, com links de interesse e utilidade pública. Os leitores terão acesso a inúmeros temas de saúde e qualidade de vida, proporcionando um relacionamento diário da revista com os internautas.

 

exposicao

HISTÓRIA DA MEDICINA

 

A exposição DESAFIOS: a Medicina e a luta pela vida, aborda diferentes épocas e transformações da História da Medicina. Esta é a primeira de longa duração o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) e mostra, através de seis eixos, a busca dos médicos e da ciência por melhorias para a saúde do ser humano. Os eixos escolhidos são: Conhecimento, Costumes, Diagnóstico, Tratamentos, Causas e Especialidades.

Já a exposição A Medicina através dos selos é a primeira de curta duração, que fica aberta à visitação na Sala Rita Lobato, transformada em um espaço multifuncional para realização pesquisas, eventos e atividades culturais.

Outra novidade foi a inauguração de uma biblioteca com 1.000 livros do acervo do MUHM, entre obras raras e livros sobre especialidades e História da Medicina. A entrada da biblioteca retrata a relação do pesquisador e do médico com os livros, em um painel bem humorado do cartunista Moa, também responsável pela ilustração do espaço destinado à auscultação na exposição. Ali, o visitante pode utilizar um estetoscópio para ouvir seu próprio coração.

O vídeo, peças, livros, painéis e outras histórias das duas exposições estão disponíveis ao público de segunda a sexta-feira, já no horário de verão, das 12h às 20h, e das 15h às 20h nos sábados, domingos e feriados.

 

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