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SAÚDE MENTAL E SUICÍDIO

 

Um artigo publicado pela revista científica inglesa Lancet afirma que pelo menos 650 mil portadores de doenças mentais, mais de 80% deles nos países em desenvolvimento, cometem suicídio a cada ano.

 

O artigo destaca que os problemas mentais respondem por entre 80% e 90% de todos os 800 mil suicídios registrados anualmente no planeta e chama a atenção para se debater a saúde mental no mundo.

 

Um dos autores do artigo diz que grande parte do contingente de suicídios se deve è falta de tratamento adequado e à marginalização que ainda hoje afeta aqueles que sofrem com transtornos mentais.

 

Segundo a OMS, a média de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos, em particular nos países em desenvolvimento.

 

O suicídio é atualmente uma das três principais causas de morte entre os jovens e adultos de 15 a 34 anos, embora a maioria dos casos aconteça entre pessoas de mais de 60 anos.

 

A organização lembra que cada suicídio ou tentativa provoca uma devastação emocional entre parentes e amigos, causando um impacto que pode perdurar por muitos anos.

 

A OMS e a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (AIPS) ressaltaram a importância de reforçar todos os programas para identificar e prevenir o comportamento suicida. As duas entidades buscam garantir que o suicídio "não continue sendo visto como um fenômeno-tabu, ou um resultado aceitável de crises pessoais ou sociais", mas como "uma condição de saúde influenciada por um ambiente psicológico-social e cultural de alto risco".

 

Em 2006, a OMS e a AIPS divulgaram pesquisas apontando que o fator que mais predispõe ao suicídio é a depressão, mas que muitos outros aumentam a propensão, como transtornos bipolares, abuso de drogas e álcool, esquizofrenia, antecedentes familiares, contextos socioeconômicos e educacionais pobres ou uma saúde física frágil.

 

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DEPRESSÃO, A EPIDEMIA SILENCIOSA DO SÉCULO 21

 

A depressão é uma das doenças mais comuns do mundo e será, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de incapacitação no trabalho em 2030. A falta de consenso entre os especialistas e, consequentemente, de métodos adequados de tratamento para cada caso exige a discussão urgente e aprofundada sobre o assunto.

 

A Revista Cult em sua edição de outubro retrata as visões conflitantes entre as duas principais disciplinas práticas que tratam do tema: a psiquiatria e a psicanálise. Cult conversou com especialistas nas duas áreas e apresenta em sua reportagem os principais focos de divergência entre elas.

 

Já Christian Dunker expõe a tensão entre as duas áreas e defende antes a mutualidade do que o conflito no esclarecimento da doença, relativizando a ação dos medicamentos, sem, no entanto, demonizá-los. Ao final, uma bibliografia selecionada encaminha o leitor interessado em saber mais sobre aquela que já é considerada a epidemia silenciosa do século 21.

Mais informações www.revistacult.com.br.

 

AGENTES TÓXICOS

 

Dados do Ministério da Saúde – coletados em 2006 e compilados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), ligado à Fundação Oswaldo Cruz – mostram que, em 2006, o número de ingestão indevida de medicamentos e drogas de abuso por adultos deve-se, em sua maioria, às tentativas de suicídio.

 

Do total de 23.089 casos de intoxicação atribuídos às tentativas de suicídio, 14.263 (61,8%) estão relacionados aos medicamentos, 2.642 (11,4%) aos raticidas e 2.515 aos agrotóxicos de uso agrícola (10,9%).

 

Em relação à letalidade, os agrotóxicos de uso agrícola (3,03%) lideram as causas de morte, seguido de raticidas (1,28%), drogas de abuso (substâncias que modificam, aumentam, inibem ou reforçam as funções do organismo - 0,95%) e produtos veterinários (0,6%).

 

 

PIAUÍ É TERCEIRO LUGAR EM SUICÍDIOS NO NORDESTE.

 

O Piauí está em terceiro lugar entre os estados do Nordeste. São 4, 9 mortes por 100 mil habitantes. Dados de pesquisas em 2007 apontam que 8 em cada 100 mil teresinenses comentem esse ato extremo.

 

 

SUICÍDIO PRECISA SER DISCUTIDO

PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

 

Matéria publicada em outubro pela Agência Notícias da Vila do Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da Uerj informa que a Universidade promoveu evento que discutiu causas, estatísticas e medidas de prevenção para o suicídio. 

 

De acordo com Alexandra Barbosa e Tiago Andrade, autores da notícia, os debatedores apontaram que o Brasil tem um taxa de 4,5 suicídios por mil pessoas por ano. Além disso, o fato de os meios de comunicação evitarem tratar do assunto colabora para que as pessoas tenham acesso limitado a fatos que o desencadeiam e a medidas de prevenção que poderiam ser implementadas.

 

De acordo com o texto, pesquisas mostram que os casos de suicídio “geralmente estão associados a pessoas que apresentam algum tipo de transtorno psicológico como depressão, transtorno de personalidade, esquizofrenia e também alcoolismo”. Além disso, para o médico Jorge Fagim, presente ao debate, “a maioria das pessoas que cometeram este ato, passaram por momentos estressantes nos três meses anteriores ao óbito e apresentavam as seguintes características: ambivalência (que gera urgência de se livrar dos problemas), impulsividade (caráter transitório) e rigidez ao pensar na morte”.

 

Eles também esclarecem que a professora da Universidade de Brasília (unB), Júlia Camarotti, indicou que os pacientes que tentam o suicídio  são em grande parte, homens e idosos, mas chamou atenção para o transtorno estar aumentando entre adolescentes e adultos jovens.

 

“Outro elemento de risco, de acordo com Júlia, é instrução e trabalho. Policiais, médicos, estudantes de farmácia, ou seja, pessoas que têm proximidade com "métodos” letais estão no grupo de risco”, diz a reportagem.

 

Finalmente, de acordo com a Agência Noticias da Vila, coube ao jornalista André Trigueiro, da Globonews, criticar os meios de comunicação pelo silencio que dedicam à questão do suicídio: “se o suicídio é caso de saúde pública, por que não é noticiado assim como as campanhas de vacinas?”, disse.

 

FONTE: Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

 

CASO DE POLÍCIA

 

Existem sites na internet incentivam adolescentes como o gaúcho Yoñlu a se matar e ajudam a escolher o método

 

  CONGRESSO DEBATE SAÚDE MENTAL NA TERCEIRA IDADE


Na psiquiatria geriátrica é conhecido o aumento progressivo da prevalência de transtornos mentais e demenciais à medida que envelhecemos. A prevalência de doença de Alzheimer, por exemplo, é de 1% aos 65 anos e alcança até 20% a partir de 85 anos. Outro tema de igual importância e magnitude é a depressão. Tão prevalente quanto a doença de Alzheimer, a depressão em idosos é o que se conhece como um dos “quatro gigantes” da geriatria, sendo os outros três a demência, quedas e infecções.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a expectativa de vida média do brasileiro ganhou mais cinco anos. Além disso, a população mais velha tende a ser maior do que a jovem nos próximos anos, o que significa aumento de custos com a rede de atendimento no tratamento dessas doenças, exigindo maior atenção e investimento do poder público na prevenção e auxílio aos pacientes e familiares.

A psiquiatria geriátrica está entre os simpósios realizados no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado nos dias 4, 5, 6 e 7 de novembro, no Transamérica Expo Center em são Paulo.

 

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