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O ENVELHECIMENTO E O CÂNCER

O crescimento da população idosa no Brasil tem chamado a atenção de diversos setores sociais. Dados do IBGE (Pnad 2005) indicam que o Brasil está entre os 10 países do mundo com população superior a 60 anos e, segundo a Economic and Social Affairs (ESA), a estimativa para 2020 é de que a população idosa no Brasil tenha uma expectativa de vida de 71,2 anos (homem) e 74,7 anos (mulher), chegando a representar quase 13% da população.

O envelhecimento da população tem influência direta na área da Saúde, fato que está relacionado principalmente ao aumento da incidência e prevalência de doenças crônicas como o câncer. Esta patologia está ligada principalmente aos hábitos e estilo de vida. As causas para os elevados casos de câncer entre a população idosa são multifatoriais.

Segundo dados da ONU, os indivíduos com mais de 65 anos de idade tem onze vezes mais probabilidade de desenvolver câncer do que uma pessoa mais jovem. Ainda de acordo com esses dados, uma em cada três mulheres e um em cada quatro homens, entre 60 e 79 anos, desenvolverão algum tipo de câncer.

Todos os homens acima de 40 anos devem fazer o exame de próstata anualmente. As mulheres acima de 40 anos precisam fazer uma mamografia para o câncer de mama, todos os anos e ir regularmente ao ginecologista fazer o exame Papanicolau para o câncer de útero, ou o sangue oculto nas fezes para o câncer de cólon, por exemplo.

- Infelizmente, não temos uma cultura preventiva. Ainda falta uma educação para a população saber da importância de idas regulares ao médico, principalmente o idoso. Na terceira idade qualquer doença pode representar um risco muito maior, frisa Dra. Ângela Marx a professora da pós-graduação Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia do Grupo CBES.

Os tipos de câncer com mais incidência nos idosos são os tumores de pele, sendo o Brasil o segundo país do mundo em incidência desse tipo de câncer, atrás apenas da Austrália. Os tumores ginecológicos e de mama na mulher, os tumores de próstata e vias urinárias no homem também são bastante comuns e o de pulmão.

Segundo estimativas do INCA – Instituto Nacional do Câncer – os números de casos novos de câncer esperados para o Brasil em 2008 é de 49,4mil com um risco estimado de 51 casos para cada 100 mil mulheres.

 A adoção de uma vida mais saudável com uma alimentação balanceada e a prática freqüente de atividades físicas e não fumar complementa essa rotina de comportamento preventivo, tão necessário para garantir saúde e qualidade em nossa longevidade.

- Não se trata mais a velhice como a fase de decadência, como era antigamente, e sim como um período de novos e sonhados projetos de vida. E a saúde está na ponta deste cenário. Afinal, uma maior expectativa de vida deve representar mais anos de vida em boa saúde e sem incapacidades, afirma o geriatra Francisco Carlos de Brito.

“O impacto do aumento da população idosa ativa poderá ser sentido em diversas esferas da economia: consumo, desenvolvimento, investimento, distribuição de renda e flexibilidade da mão-de-obra, por exemplo. Os diversos setores terão de se mobilizar para atender esta demanda crescente e, na área da saúde, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz está e continuará fazendo sua parte” enfatiza o médico responsável pelo Centro de Envelhecimento Saudável do Hospital, inaugurado em abril passado.

O Trabalho no centro consiste em um programa de 24 semanas de atendimento diferenciado. O participante passa por um processo integrado e interdisciplinar de cuidado à saúde que compreende: orientações sobre prevenção de doenças, atendimento clínico, nutricional, fisioterápico e assistencial (atendimento em enfermagem), realização de exames para diagnósticos, orientação para tratamentos específicos e realização de diversas atividades para a socialização como a prática de atividades físicas e o envolvimento em cursos e palestras sobre diversos temas relacionados à saúde e longevidade. O objetivo é oferecer às pessoas orientações e cuidados especiais para um envelhecimento ativo e uma vida mais autônoma e feliz.


ELAS ESTÃO MORRENDO

Estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde – OMS - e publicado recentemente em Genebra, revelou que 7,9 milhões de pessoas no mundo morrem todo o ano vítimas de algum tipo de câncer, o que torna a doença a maior causa de mortes mundialmente. Ainda segundo a OMS, a maioria das mortes relatadas se refere aos casos de câncer de pulmão.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, INCa, mais de 27 mil novos casos  de câncer de pulmão serão diagnosticados em 2008.

Mas, o que mais chama atenção é que as mulheres passaram a ocupar mais espaço entre as vítimas fatais do câncer de pulmão – doença diretamente ligada ao tabagismo.

As estatísticas mostram que entre 1990 e 2002, o câncer de pulmão saltou de quarto para segundo lugar no ranking dos tumores que mais matam pacientes do sexo feminino no Brasil, perdendo apenas para o câncer de mama. 

“O que vemos hoje é o resultado das estratégias estabelecidas pela indústria do tabaco no passado, com o objetivo de seduzir o público feminino”, afirma Dr. João Nunes, coordenador do serviço e da residência em oncologia do Hospital Universitário de Brasília. Há apenas seis anos, a publicidade de produtos derivados do tabaco foi proibida no Brasil. Até então, mulheres independentes figuravam nos anúncios, vinculando a emancipação ao hábito de fumar.


RISCO DOBRADO

Houve um tempo em que se acreditava que as conseqüências do tabagismo eram mais fortes nos homens. Atualmente já se sabe que a verdade é bem diferente. “Mulheres que fumam e usam pílula anticoncepcional correm até 10 vezes mais riscos de infarto do que aquelas que usam apenas o contraceptivo”, descreve o oncologista. Os dados são alarmantes: cerca de 40% dos óbitos em mulheres com menos de 65 anos estão ligados ao cigarro. Fumar eleva ainda os riscos de infertilidade, câncer de colo de útero e menopausa precoce.


AVANÇOS NO TRATAMENTO

Anualmente, mais de um milhão de novos casos de câncer de pulmão são diagnosticados no mundo. Paralelo a isso, pesquisadores seguem em busca de tratamentos mais eficazes. Entre os avanços observados no último ano está a introdução de anticorpo monoclonal específico para tratamento do câncer de pulmão.

“Os anticorpos monoclonais são remédios que atingem apenas as células doentes, fazem parta da chamada terapia-alvo”, esclarece Dr. Murilo Buso, do Centro de Câncer de Brasília. Com a droga Erlotinibe, quimioterapia oral, a expectativa de vida dos pacientes foi elevada em cerca de 42%. O tratamento é indicado para pacientes em estágio avançado da doença e que proporciona um aumento de 42,5% na sobrevida nos casos avançados da doença.

Outro aspecto bastante atual é a customização do tratamento. A medicina reconhece que os pacientes são diferentes e os tipos de câncer também. A grande proposta é identificar a combinação terapêutica para cada caso. “Precisamos ainda estar atentos à qualidade de vida do paciente. A questão da toxidade deve ser observada com grande cuidado”, conclui Dr. Murilo.


        IMPACTO POSITIVO CONTRA O CÂNCER GÁSTRICO 

Após acompanhar 230 pacientes com câncer gástrico e 547 indivíduos saudáveis para efeito de comparação entre 1997 e 2007, estudo italiano concluiu que a vitamina E e carotenóides específicos provavelmente têm um efeito favorável no combate à doença e que os o sódio, por sua vez, parece ter um impacto negativo, mesmo quando ingerido em forma moderada.

De acordo com artigo que aguarda publicação na edição impressa do periódico científico Annals of Oncology, embora já se acreditasse que um alto consumo de vegetais sem amido e frutas diminui o risco de câncer gástrico, até então nenhum elemento específico de alimentos vegetais havia sido consistentemente identificado para explicar tal associação.

“Nenhuma relação significativa foi vista com (substâncias como) ferro, cálcio, potássio, zinco, vitamina C, tiamina, riboflavina, niacina, vitamina B6, folato, vitamina D, retinol, beta-criptoxantina, licopeno e da luteína com zeaxantina”, ressaltam C. Pelucchi e colegas, todos ligados ao instituto de pesquisa farmacológica Mario Negri, em Milão (Itália).
  

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto.
O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro;
o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro
– esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida.


Dr. Bezerra de Menezes conhecido como o “Médico dos Pobres


SAÚDE DA FAMÍLIA ATENDE O PAÍS

A Estratégia Saúde da Família (ESF) ligada ao Ministério da Saúde comemora 15 anos em 2008. Desde 1993, quando foi criado, passou a levar a saúde até a casa das pessoas, além de visitar escolas e creches. O trabalho, feito por equipe multidisciplinar, promove a saúde e foca na prevenção da doença. Como resultado, o movimento dos hospitais diminuiu, o atendimento e os indicadores de saúde do Brasil melhoraram.

Em 2007, os 218.300 agentes comunitários fizeram 337,6 milhões de visitas em todo o Brasil. Em dezembro do ano passado, o programa contabilizou 103,3 milhões de indivíduos cadastrados em todo o país - o equivalente à população do México.

Nesses anos todos de programa, os indicadores de saúde tiveram melhora expressiva, entre eles, os idosos que passaram a receber a visita de um agente comunitário uma vez por mês.

Dos 18 milhões de idosos (pessoas com 60 anos ou mais) que existiam no Brasil no ano de 2007, 10,6 milhões estavam cadastrados no Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). Em 2007, foram realizadas 35,7 milhões de consultas em indivíduos com mais de 60 anos. Eles passaram a receber visita de um agente comunitário ao menos uma vez por mês.

Durante a visita da equipe, os idosos também são orientados para prevenção da osteoporose, quedas, atividade física, além de orientações para vacinação contra gripe, tétano e difteria.

Conheça mais o trabalho visitando o site: http://dtr2004.saude.gov.br/dab/evento/mostra/mostra_login.php

 

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