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BRASILEIROS DORMEM MENOS QUE O NECESSÁRIO

Pesquisa revela que quatro em cada dez brasileiros dormem menos que o necessário. O estudo foi realizado por telefone com 1041 adultos, entre 18 e 69 anos, moradores de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Goiânia e Brasília. O número de entrevistados de cada cidade foi selecionado proporcionalmente ao tamanho da população destas.

A Market Analysis, instituto de pesquisa e opinião pública apresentou os dados do estudo inédito realizado sobre insônia. O resultado comprova que o problema faz parte da realidade de grande parcela da população. Entre os entrevistados, 40% afirmaram dormir menos do que o necessário por noite. Entre as pessoas que admitiram não descansar o suficiente, 58% revelaram sofrer de insônia, no mínimo, uma vez por semana.

Os micro e pequenos empresários e colaboradores do setor privado, em geral, foram os que apresentaram insônia aguda. Neste grupo, o índice de pessoas que se enquadram no parâmetro de insones oscila entre 30% e 50%.

Segundo Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis, ter dificuldades para dormir por mais de três noites seguidas é considerado um estágio avançado da doença, e 23% da população urbana enfrenta este distúrbio

DORMIR MAL CAUSA SOFRIMENTO FÍSICO E MENTAL

Na última década, as crianças ainda dormiam 12 horas por noite e os adultos, oito. Hoje as crianças dormem menos e a falta de sono afeta uma parcela considerável da população adulta, resultando em pessoas irritadiças e com visíveis problemas de memória.

“A privação crônica do sono pode ter conseqüências importantes. É comum a pessoa apresentar irritabilidade, redução do desempenho, problemas de concentração, queixas de memória e fadiga. A insônia e a fadiga também aumentam significativamente o risco de acidentes domésticos, de trabalho e de trânsito, devido à alteração do estado de alerta e à desatenção”, diz o neurologista Alexandre Machado, do Hospital Santa Paula (SP).

Machado afirma que, apesar de a função do sono nos seres humanos não estar totalmente esclarecida, dormir bem está relacionado à recuperação física, secreção hormonal, aos processos de consolidação de memória e ao bom funcionamento intelectual.

Segundo a National Sleep Foundation, nos Estados Unidos, a falta de sono adequado faz com que mais de um terço dos americanos adultos esteja sofrendo de doenças que poderiam ser evitadas.

“No Brasil ocorre algo semelhante. As queixas de insônia são mais freqüentes nas mulheres – principalmente divorciadas, viúvas ou separadas – e aumentam com a idade. Estudos indicam que a insônia parece ser mais comum também entre pessoas com situação socioeconômica mais baixa”, diz o neurologista.

 Para o doutor Alexandre Machado, a falta de sono também pode ser atribuída à ingestão de medicamentos ou doenças, mas geralmente está associada a hábitos que precisam ser alterados. “Casos mais graves podem ser tratados com medicamento, mas algumas mudanças simples podem restaurar o sono e a saúde”.

CINCO DICAS SIMPLES PARA DORMIR BEM E GARANTIR MAIS SAÚDE:

Antes de ir para a cama, escreva tudo o que precisa fazer de importante no dia seguinte. Assim você evita perder seu precioso tempo na cama enumerando as atividades que terá de fazer depois.

Delegue tarefas. Seu marido, esposa ou funcionário pode não fazer tudo tão bem quanto você, mas respire fundo e agradeça a ajuda deles.

Acostume-se a utilizar serviços da internet, como pagar contas, comprar remédios ou fazer supermercado. É mais prático e você pode agendar pagamentos sem precisar se preocupar com o corre-corre e as filas.

Tire a TV do quarto! Essa é uma tentação que tira o sono de qualquer um.

Evite ingerir café, chá mate, refrigerantes e bebidas alcoólicas à noite. Prefira chá de erva cidreira ou hortelã.

Fonte: Dr. Alexandre Machado, médico neurologista do Hospital Santa Paula (SP)


QUANDO OS CABELOS CAEM DEMAIS

JUSSARA CÂMARA

Grande parte dos nossos internautas reclamam de queda de cabelos. E ficam preocupados, quando percebem uma grande quantidade de cabelo na escova ou após sua lavagem.

É normal a queda diária de até 100 fios. É importante saber também que a partir de abril começa o período da muda, ou seja da renovação capilar, que dura em média quatro meses. O volume dos fios diminue, as pontas ficam mais claras e a extremidade inferior da raiz, perde a cor.

Mas, mesmo assim é preciso investigar as causas para saber se a queda é provocada por fatores fisiológicos ou é causada por alguma alteração metabólica ou doença.

A dermatite seborréica, por exemplo, é uma das principais causas da queda dos fios. O aumento dos hormônios sexuais masculinos leva as glândulas sebáceas a liberar mais secreção, provocando mais oleosidade e descamação do couro cabeludo, o que enfraquece os fios, informam os especialistas. É na menopausa que a mulher pode ter uma queda mais acentuada dos seus cabelos.

O estresse é outro inimigo, pois o estado emocional ruim de uma pessoa, desestrutura todo o seu organismo. Pessoas que têm o hábito de ficar arrancando fios do cabelo, chamado de tricotilomania, principalmente quando estão passando por problemas emocionais, também podem enfraquecê-los desta maneira.

 O uso de descolorantes e tinturas com freqüência em intervalos pequenos  ocasiona a queda mais localizada. As substâncias químicas aumentam a porosidade dos fios, que enfraquecem e quebram com mais facilidade".

Quem já tem tendência à queda, deve evitar usar alisantes, fazer permanentes e muitas escovas pois fragilizam os fios .. Assim como utilizar alguns xampus com alto teor alcalino.

Outros fatores, que fazem o cabelo cair além do normal é a alimentação inadequada, principalmente quando se faz dietas radicais e pouco balanceadas, aumentando o risco de se ficar com deficiência de proteínas e de sais minerais, como ferro, zinco e magnésio.

Infecções ginecológicas ou dentárias fazem com que se desestruture a presença das queratinas, proteínas dos fios, prejudicando o desenvolvimento natural dos cabelos.

O cloro presente em excesso na água. "Nosso organismo absorve tudo e depois reage. Da mesma forma, ela orienta aos jovens que tomam anabolizantes para não o fazerem, pois não sabem o mal que estão fazendo ao seu corpo e cabelos.

RECEITAS
Para tratar da queda acentuada dos cabelos, é necessário conhecer a causa, procurando um dermatologista. Mas, para amenizar o problema, use um xampu de baixo teor alcalino. Ou então, faça massagens com ervas, vendidas em feiras e casas de produtos naturais, como:

FOLHAS DE JABORANDI - utilizado mais para cabelo oleoso, passar como tônico na hora do enxágue e deixar.
BABOSA ou ALOE VERA - passar a goma da babosa na raiz, deixando até a próxima lavagem.
SEMENTE DE LINHAÇA preparar um chá, passar no cabelo por 20 a 30 minutos e depois lavar.
ALECRIMpassar depois de lavado, um chá com as folhas de alecrim e deixar no cabelo. Ele trata também do ressecamento do cabelo.
CITRONELA ou CAPIM LIMÃO preparar um chá e passar no cabelo depois de lavado. Por serem produtos naturais não há inconveniente que fiquem no cabelo.

Saiba que cabelos oleosos, cujo poros são mais dilatados, caem mais do que os secos.  Além disso, é importante que após cada lavada, no final se dê uma enxaguada com água mineral natural, para retirar os resíduos da água clorada. Outra dica sua é escovar os cabelos todos os dias.

Nossa Consultora: Oneide Araújo, autora do livro A Saúde dos Cabelos na Flora Natural.

IDOSOS DESCONHECEM OS FATORES DE RISCO
PARA O CORAÇÃO

Apenas uma em cada dez pessoas com mais de 60 anos, no Estado de São Paulo, apontam o colesterol, o sedentarismo, a obesidade, o diabetes e a má alimentação como fatores de risco para doenças cardiovasculares. É o que revela uma pesquisa inédita da SOCESP - Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo - sobre o assunto, realizada pelo Instituto Datafolha.

A Pesquisa sobre fatores de risco cardiovascular foi encomendada para que a entidade identificasse o nível de conhecimento da população sobre os causadores das doenças relacionadas ao coração", explica o presidente da SOCESP, Ari Timerman, que ficou surpreso com o desconhecimento.

O levantamento revelou que 92% dos entrevistados não citaram o sedentarismo, diabetes ou ingestão de gorduras, como fatores de risco para o coração.

A hipertensão também não foi considerada importante pela população paulista: 74% não relacionaram a pressão alta com um infarto ou derrame.

No caso do colesterol essa porcentagem foi ainda maior: 87% não fizeram a relação entre doenças cardiovasculares e esse fator de risco.           

A maioria dos entrevistados da terceira idade (72%) também não relacionou o tabaco como maléfico para o coração. A má alimentação e a obesidade não foram consideradas relevantes por 89% dos entrevistados.

Outros 83% não falaram que o estresse e a depressão podem afetar a saúde cardiovascular e 99% não fizeram qualquer relação entre o nervosismo e as doenças do coração.

"O resultado revela que poucos estão preocupados ou evitando fatores de risco determinantes para a ocorrência de um evento cardiovascular em uma faixa etária muito crítica", explica Timerman. O cardiologista lembra que quem fuma tem 200% a mais de risco de ter um derrame e quem é sedentário tem uma probabilidade 40% maior de ter uma doença cardíaca.

A Pesquisa SOCESP sobre fatores de risco cardiovascular constatou ainda que 17% dos entrevistados com mais de 60 anos não souberam citar qualquer fator de risco para as doenças cardiovasculares. "Nem a visão mais pessimista poderia imaginar um quadro de tanto desconhecimento", diz o presidente da SOCESP.

Para o cardiologista, esses dados serão essenciais para a entidade elaborar campanhas de esclarecimento em todo o Estado. "A prevenção é o melhor dos caminhos para evitar um problema cardiovascular e conscientizar a população é diminuir o número de mortes, que hoje passa das 300 mil no país", lembra Timerman.

A Pesquisa SOCESP sobre fatores de risco cardiovascular foi feita com 2.096 pessoas, entre 14 e 70 anos, em 85 cidades representando o Estado de São Paulo. Os dados relativos à terceira idade acabam de ser tabulados e foramapresentados no I Simpósio de Cardiogeriatria. O evento será nos dias 1º e 2 de agosto, em Campos do Jordão.


COLESTEROL: UM FATOR DE RISCO

Basta um simples exame de sangue para revelar as taxas de colesterol – tanto o HDL - o bom, quanto o LDL, o chamado mau. Simples? Nem tanto.

“Como a alteração não apresenta sintomas, muitas pessoas entram para o grupo de risco de doenças cardiovasculares sem saber”, comenta o cardiologista Bruno Ganem, coordenador do programa Gestão Saúde, da Amil Brasília.  

Por risco entenda-se o acúmulo de placas de gordura nas artérias, que acabam estreitas e até mesmo entupidas. “Essa é a principal causa do infarto e do acidente vascular cerebral que, como se pode ver, não ocorrem de uma hora para outra”, afirma o médico.


CONSCIENTIZAÇÃO

O Dia Nacional de Controle do Colesterol, 08 de agosto, foi instituído pelo Governo Federal em 2003. A data, como outras do gênero, atua de maneira expressiva para a conscientização da população sobre a necessidade das ações preventivas e da detecção precoce de doenças. “É dever de todos os profissionais de saúde estimular a comunidade a repensar seus hábitos”, destaca o cardiologista.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os níveis desejáveis na população em geral são: menor que 200mg/dL para o Colesterol Total; menor que 100mg/dL para o LDL; e maior que 40mg/dL para o HDL em homens e menor que 50mg/dL em mulheres.

Indivíduos diabéticos e portadores de entupimento de artéria do coração devem ter LDL menor que 100mg/d e menor que 70mg/d, respectivamente. Pessoas que apresentam taxas fora dos índices esperados podem controlar a alteração a partir de dieta saudável, atividade física regular e, em alguns casos, com o uso adicional de medicações.

Além do estilo de vida, Dr. Ganem lembra que fatores hereditários podem ocasionar alterações em pessoas que levam uma vida saudável.

“Quem tem a predisposição genética deve contar com estrito acompanhamento médico”, orienta. Outro fator importante diz respeito à incidência de doenças decorrentes da alteração do colesterol em homens e mulheres.

Já os homens têm maior predisposição que elas. Contudo, após a menopausa as estatísticas se igualam ou muitas vezes ultrapassam a dos homens”, conclui.

VOCÊ SABIA?

Embora seja visto como uma gordura, quimicamente o colesterol é um álcool, insolúvel na água e conseqüentemente no sangue. Ele só consegue ser transportado pelo sangue acoplado a moléculas de lipoproteínas que podem ser de dois tipos: O LDL (mau colesterol) ou HDL (bom colesterol).

O HDL é chamado de bom colesterol porque é capaz de absorver os cristais de colesterol que são depositados nas paredes arteriais.


DICAS PARA O CONTROLE DO COLESTEROL

Substitua o leite e seus derivados integrais por produtos desnatados.

Evite o consumo de carnes gordas e embutidos.


Mantenha em sua dieta alimentos que não contêm gordura saturada e/ou hidrogenada.


Pratique exercícios regularmente.


Mantenha o peso ideal.


Controle fatores de risco como pressão alta e tabagismo.


Faça exames periódicos com acompanhamento médico.


Fonte:Grupo Athena

 

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