corpo-mente
 

 

 CONEXÃO CORPO E MENTE

 

meditacao

 

Você sabia:

  • Que a raiva pode diminuir a capacidade do coração de bombear o sangue?
  •  Que o estresse crônico acelera o processo de envelhecimento e diminui a capacidade de cicatrização? 
  • Que o sentimento de tristeza profunda diminui a resposta de certos elementos do sistema imunológico, como a ação das células NK (natural killers)?
  •  Que nesse momento a maioria da população mundial está exposta a mais de 70 mil diferentes agentes químicos, que podem desencadear sintomas, doenças, tumores e até influenciar o comportamento, o sono e a vida sexual?

 

Todas essas afirmações já foram comprovadas cientificamente em diversos estudos.

 

Nos últimos 20 anos, a medicina que estuda as relações entre o corpo e a mente já demonstrou a importância de fatores psicológicos no desenvolvimento e progressão de doenças coronárias.

 

Existem evidências que intervenções no campo corpo-mente podem ser efetivas no tratamento das doenças coronárias, aumentando a reabilitação e reduzindo as causas de mortalidade e ocorrências cardíacas (Rutledge JC, Hyson DA, Garduno D, et al. Lifestyle modification program in management of patients with coronary artery disease: the clinical experience in a tertiary care hospital. Journal of Cardiopulmonary Rehabilitation. 1999.

 

Diferenças individuais no processo de cicatrização já foram há muito tempo reconhecidas. A observação clínica sugere que comportamento negativo ou estresse estão associados a um processo mais lento de cicatrização (Stamenkovic I. Extracellular matrix remodelling: the role of matrix metalloproteinases. Journal of Pathology. 2003;200(4):448-464).

 

Se o ser humano é um todo indissociável, por que a medicina insiste em tratar apenas as doenças ao invés do indivíduo por trás dos sintomas?

 

Por que ao mesmo tempo em que a medicina evolui tecnologicamente a incidência de doenças aumenta? Quase um terço da população brasileira sofre de doenças crônicas, como diabetes, câncer, hipertensão, cardiopatias, problemas de coluna, entre outras, segundo o último levantamento do IBGE em 2003.

 

Para isso é preciso considerar o ser humano em sua totalidade física, mental e emocional, inserido em um ambiente que também exerce influências na saúde. É o que faz a medicina integrada.

 


A QUARTA IDADE E OS TRATAMENTOS TERAPÊUTICOS...
VLADIMIR MIGUEL

 

O acelerado desenvolvimento tecnológico, observado nas últimas décadas do século passado, permitiu que a descoberta de novas drogas, inclusive com a incorporação da engenharia genética, possibilitasse um aumento exponencial na sobrevida média do ser humano.


Hoje, falamos não só da terceira idade como a quarta idade passa a ser um conceito familiar. Acompanho no consultório pacientes acima de 80 anos que já dispõem de um arsenal terapêutico invejável para enfrentar suas doenças crônicas.

 

Além de uma quantidade razoável de cápsulas que são ingeridas diariamente, realizam sessões semanais de fisioterapia, Pilates, Reabilitação Postural Global- RPG, hidroginástica e caminhadas além de acompanhamento nutricional e terapias de grupo para esta faixa etária com palestras sobre prevenção em saúde e atividades lúdicas visando uma inserção social mais adequada.


Uma característica peculiar nesses pacientes é um extremo envolvimento familiar gerando uma rede de proteção em que esses idosos, além da riqueza da longa experiência vivida, nos ensinam que essa fase da vida pode ser de muita plenitude. Uma vez ao questionar um paciente de 84 anos e, meu cliente há muitos anos, sobre o que ele achava que ainda faltava a ser realizado, este me retrucou se algum dia eu me imaginei com esta idade e quais os planos ainda a serem concretizados. Surpreso com sua assertiva, respondi que nunca havia pensado sobre um futuro nesta idade e muito menos em realizações.


Com um sorriso matreiro ele concluiu que os planos nesta fase de vida são a somatória de uma maturidade serena e humildade frente às adversidades inexoráveis. Toda vez que me deparo com pacientes muito mais jovens e em fase produtiva de vida, percebo que todos têm queixas comuns. Estão no cardiologista para check-up periódico ou tratamento de doenças cardiovasculares e todos reclamam da falta de tempo.


Lembrando meu saudoso e inesquecível paciente, o tempo que nos falta, é a miopia para a beleza contida numa conversa descompromissada e no ócio criativo de um pensamento libertino.


Dr. Vladimir Miguel é cardiologista 

 

 

 

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