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14 DE MARÇO É O DIA MUNDIAL DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA. A DATA CHAMA ATENÇÃO PARA A DOENÇA QUE ATINGE 1 EM 25 PESSOAS NO BRASIL E AFETA SIGNIFICATIVAMENTE A QUALIDADE DE VIDA, PODENDO RESULTAR EM ISOLAMENTO SOCIAL E ATÉ EM DEPRESSÃO.MUITAS PESSOAS, NO ENTANTO, AINDA ACHAM QUE ESTA DOENÇA É UMA CONSEQÜÊNCIA NATURAL DO ENVELHECIMENTO E NÃO PROCURAM ORIENTAÇÃO MÉDICA.

 

MITOS E VERDADES SOBRE A INCONTINÊNCIA URINÁRIA

 

A PERDA DE URINA É UM PROBLEMA DE IDOSOS.

Mito. Apesar da maior prevalência entre os idosos, a Incontinência Urinária não é natural do envelhecimento e pode acometer jovens, adultos, idosos, homens, mulheres e até crianças. Atualmente, por conta do aumento da expectativa de vida, são cada vez mais comuns casos de pessoas em idade ativa com Incontinência.

 

A INCONTINÊNCIA URINÁRIA NÃO É UMA DOENÇA COMUM.

Mito. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, uma em cada 25 pessoas desenvolve Incontinência Urinária.

 

A INCONTINÊNCIA URINÁRIA É MAIS COMUM ENTRE MULHERES.

Verdade. As mulheres têm probabilidade 2 vezes maior que os homens de apresentar esta condição, por conta da gravidez, do parto e de disfunções hormonais. Cerca de 40% das mulheres após a menopausa perdem urina de forma involuntária. Aproximadamente 8% dos homens que passam por alguma cirurgia da próstata também vivenciam por um período a incontinência.

 

INCONTINÊNCIA URINÁRIA E BEXIGA HIPERATIVA SÃO A MESMA COISA.

Mito. A Bexiga Hiperativa é uma disfunção caracterizada por contrações involuntárias da bexiga que causam uma vontade excessiva de urinar, levando o paciente muitas vezes ao banheiro durante o dia e à noite também. Já a Incontinência consiste na perda de urina. No entanto, os dois problemas podem estar associados: o paciente pode ter Bexiga Hiperativa e perder urina também, o que se caracteriza a Bexiga Hiperativa Mista.

 

HÁBITOS SAUDÁVEIS EVITAM O DESENVOLVIMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA.

Verdade. A obesidade, a ingestão de alimentos gordurosos, a baixa ingestão de fibras e o tabagismo são fatores de risco para a IU. Por isso, alimentação balanceada e hábitos saudáveis podem ajudar a evitar o problema futuramente. Estudos mostram que pessoas que fazem exercícios aeróbicos três vezes na semana por 30 minutos reduzem à metade as chances de desenvolver incontinência urinária.

 

A INCONTINÊNCIA URINÁRIA TEM TRATAMENTO.

Verdade. Os tratamentos atuais permitem que em média de 70% a 80% dos portadores obtenham melhora dos sintomas. Ele pode ser feito por fisioterapia do assoalho pélvico, medicamentos ou cirurgia. No caso da Bexiga Hiperativa Neurogênica, recentemente a ANVISA aprovou o uso do BOTOX® (Toxina Botulínica Tipo A) como alternativa de tratamento. A substância é aplicada no músculo da bexiga, relaxando-o e impedindo as contrações involuntárias e, consequentemente, a perda de urina. A vantagem deste novo tratamento é que ele não possui efeitos colaterais, como acontece com os medicamentos, e não apresenta os riscos da cirurgia. O efeito do medicamento dura de 6 a 9 meses, mas pode ser reaplicado após este período.

 

O MÉDICO QUE TRATA DESTA DISFUNÇÃO É O UROLOGISTA.

Verdade. Diferente do que muitas pessoas pensam, o urologista não é um médico de homens, assim como o ginecologista é de mulheres. Ele é um especialista no aparelho urinário e, portanto, o mais indicado para orientar sobre qualquer disfunção miccional como a IU, tanto em homens, como em mulheres, crianças e idosos. 

 

SAIBA MAIS...

Com o objetivo de difundir informações sobre a Incontinência Urinária este e outras disfunções miccionais, a disciplina de Urologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) lançou o site www.disfuncaomiccional.MED.br.  Voltado para médicos e pacientes, o site aborda informações sobre as disfunções miccionais, como incontinência urinária, bexiga hiperativa, cistites, infecções urinárias, entre outras, em mulheres, homens, idosos e crianças.

 

Respostas dadas pela Dra. Miriam Dambros, chefe do setor de urogeriatria da Sociedade Brasileira de Urologia

 

 

SOFRER DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA DEPRIME

MAIS QUE FAZER DIÁLISE

 

Dados preliminares de uma pesquisa realizada pelo Setor de Urologia Feminina e Disfunções Miccionais da Disciplina de Urologia da Unifesp apontam que as pessoas que sofrem de incontinência apresentam índices mais altos de estresse, ansiedade e depressão, se comparados às pessoas que realizam diálise.

 

A incontinência urinária pode afetar pessoas de ambos os sexos e em diversas faixas etárias. Estima-se que entre 15% e 30% da população acima de 60 anos apresente algum grau de perda involuntária de urina, sendo que, nas mulheres, a ocorrência é duas vezes maior. O fato de ser fonte de sério constrangimento social faz com que muitas pessoas sofram caladas, por desconhecerem os tratamentos existentes ou porque preferem não buscar ajuda.

 

A perda de urina causa restrições sociais, sexuais, ocupacionais e domésticas. Os pacientes se isolam com medo de passar por situações constrangedoras em viagens, festas e até em atividades rotineiras e no trabalho. Este isolamento pode, normalmente, resultar em depressão.

 

DADOS DE PESQUISA

Dados de uma pesquisa realizada na Unifesp com 120 pacientes (60 portadores de incontinência, 60 em diálise e 60 sem patologias) – e que será tema de mestrado da psicóloga Claudia Leonardi – mostram que o estresse esteve presente em 78% dos indivíduos que sofriam de incontinência, contra 42% daqueles que estavam em diálise. Entre as pessoas que não apresentavam nenhum tipo de problema de saúde, esse índice foi bem inferior e não atingiu 24%.

 

Quando a pesquisadora avaliou os escores de ansiedade e depressão, os índices também foram alarmantes: 68% entre os portadores de incontinência, contra 50% entre os indivíduos em diálise e 25% entre os considerados saudáveis. “Uma vez que a doença é crônica, acreditamos que os pacientes em diálise apresentam melhor entendimento e aceitação da sua condição”, explica o urologista Fernando Almeida, chefe do Setor de Urologia Feminina e Disfunções Miccionais e coordenador da pesquisa. “Quem sofre de incontinência se considera uma pessoa saudável, mas com uma condição socialmente debilitante”.

 

 O urologista explica que várias podem ser as causas da perda involuntária da urina. Entre elas: infecção urinária ou vaginal; efeito colateral de medicamentos; constipação intestinal; fraqueza de certos músculos da região pélvica; obstrução da uretra por aumento do tamanho da próstata; doenças que afetam nervos e músculos; e seqüelas de cirurgias.

 

De acordo com Almeida, é preciso conscientizar as pessoas de que a incontinência pode ser curada, tratada ou conduzida sem que interfira na qualidade de vida do indivíduo. “Na maioria das vezes, simples mudanças no comportamento já possibilitam isso”, afirma. 

 

 

 

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