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EQUIPAMENTO DE ÚLTIMA GERAÇÃO
PERMITE PARAPLÉGICO ANDAR

As vítimas de paraplegia têm esperanças de voltar a andar, graças ao Walk About órtese que chegou ao Brasil este ano e é desenvolvida em Queensland – Austrália. O Instituto de Prótese e Órtese, em Campinas, é o responsável pela importação do produto e, segundo o diretor, José André Carvalho, a órtese promete equilíbrio e estabilidade, possibilitando o caminhar do paciente sem auxilio de cadeiras de rodas.

Essa órtese é composta por duas peças longas que envolvem os membros inferiores e um dispositivo de união localizado entre as coxas. Esse dispositivo tem como objetivo realizar automaticamente a troca de passos e guiar os movimentos evitando, por exemplo, os desvios rotacionais durante a locomoção. Uma outra vantagem é que a peça de união pode ser removida facilmente por meio de um sistema de trava, facilitando ao usuário as transferências, tais como, entrar dentro do veículo, sair da cadeira de rodas, entre outras.

O aparelho é indicado para pacientes com diversas formas de paraplegia. A primeira paciente a utilizar a órtese no Brasil foi Karen Sakayo, 23 anos. Em novembro de 2006, durante uma apresentação circense (acrobacia aérea) em Brasília-DF, Karen caiu da lira (“bambolê suspenso”) de uma altura de 6 metros, após ruptura da corda, o que resultou em uma paraplegia. Atualmente é estudante de pedagogia na Universidade de Brasília, instrutora de yoga e prática tênis em cadeira de rodas.

A órtese está disponível no mercado brasileiro e custa em torno de 20 mil reais. “ O uso do aparelho transforma a vida dos pacientes, porque provoca uma mudança de comportamento em pessoas que tinham pouca condição de viver de forma mais independente. Com a utilização do aparelho, a auto-estima se eleva e eles se tornam mais felizes e produtivos”, conclui Carvalho.


PRODUTOS FACILITAM A LOCOMOÇÃO

DE PESSOAS DENTRO DE CASA

cadeira-especialA ThyssenKrupp Elevadores oferece linhas de produtos para acessibilidade, que incluem as cadeiras elevatórias Easy Chair, ideais para quem deseja adaptar as instalações da residência às novas necessidades de seus moradores. Com elas, é possível vencer os degraus com conforto e segurança. Os dois modelos comercializados – Star Glide e Citia – possuem trava de segurança e funcionam por meio de bateria, garantindo a operação independentemente da falta de energia elétrica.  

A Star Glide pode ser instalada em escadas retas, curvas e espirais ou ainda em um percurso inclinado de até 18,2 metros. Para funcionar, basta apertar o controle que fica na extremidade de cada braço.

Este modelo tem capacidade para transportar uma pessoa sentada de até 138 kg a uma velocidade de 7,8 m/min e possui um sistema que permite uma proteção eletromecânica para excesso de velocidade.

A cadeira ainda pára automaticamente quando algum objeto ou qualquer tipo de obstrução é identificado. Pode ser encontrada com assento em material vinílico nas cores cinza ou marrom.

Já a Citia foi projetada para casas com um lance de escada reta ou contínua e é dobrável, opcional que facilita quem tem pouco espaço. Seu acionamento é efetuado através de um joystick e via controle remoto sem fio. A cadeira ainda permite que o assento vire e trave a 70° ou 90° para que o passageiro desça com segurança.

     
VACINA PARA ALZHEIMER NÃO É FICÇÃO CIENTÍFICA

Um dos principais marcadores da Doença de Alzheimer é o acúmulo no cérebro de uma substância protéica chamada beta-amilóide - também encontrada no cérebro de idosos saudáveis, porém em pequenas quantidades. Esse acúmulo excessivo de proteínas, que é geneticamente determinado, faz com que aos poucos o cérebro vá ficando ineficiente.

Os medicamentos atualmente aprovados para o tratamento da doença apenas retardam levemente a progressão do declínio cognitivo, sem mudar a história natural da doença. O grande sonho é encontrar uma estratégia eficiente que reduza o acúmulo dessas proteínas no cérebro.

Estudos com ratinhos vêm demonstrando resultados positivos de vacinas com a intenção de reduzir o depósito de beta-amilóide. Além da redução, os ratinhos que tomam a vacina ficam mais espertos. Essas pesquisas foram o alicerce para que um estudo em humanos fosse iniciado no ano de 2000 e na última semana tivemos acesso aos seus resultados em publicação da revista The Lancet.

Os participantes do estudo já apresentavam diagnóstico clínico de Doença de Alzheimer e foi evidenciado que aqueles que usaram a vacina apresentaram uma significativa redução de depósitos de beta-amilóide no cérebro. Entretanto, o estudo não conseguiu demonstrar que essa redução mudou a velocidade de progressão da doença: os pacientes evoluíram tão mal quanto aqueles que não usaram a vacina.

Os resultados não devem ser vistos exatamente como um banho de água fria, já que a redução de depósitos foi um resultado vitorioso. Entretanto, o fato da vacina não ter ajudado na evolução clínica dos pacientes reforça a idéia de que a simples queda de beta-amilóide seja insuficiente para impedir o processo degenerativo. Talvez o uso da vacina em fases mais precoces da doença possa ter um melhor desempenho clínico e essa deve ser uma estratégia a ser testada, já que os pacientes incluídos no presente estudo já apresentavam a doença em fase clínica moderada.

E o diagnóstico da doença antes dos sintomas é a ordem do dia. Fortes linhas de pesquisa têm tentado demonstrar marcadores biológicos - seja no sangue, seja no líquido da espinha, ou através de métodos de neuroimagem - que possam detectar a doença antes que ela se espalhe pelo cérebro. São esses marcadores que conseguirão apoiar as pesquisas com vacinas e outras formas de tratamento para a Doença de Alzheimer. Esperamos que em breve cheguem a fazer parte do repertório da medicina preventiva como já são a mamografia, a colonoscopia e dosagem antígenos prostáticos.


Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia" e consultor do Grupo Athena.

 

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