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ALERTA PARA CRESCIMENTO DA DOENÇA NO MUNDO

E NOVAS FORMAS DE TRATAMENTO

 

Pesquisas recentes apontam que o número de pessoas afetadas pelo mal de Parkinson deve dobrar, em 23 anos, nos 16 principais países do mundo, incluindo o Brasil. A doença, que tem o poder de degenerar o sistema nervoso central, tem maior incidência entre pessoas acima dos 65 anos.

 

Ela não tem cura, e destrói os neurônios produtores de dopamina (neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central) no cérebro.

Esta doença já vitimou personalidades como o Papa João Paulo II e Sadam Hussein, por exemplo

 

No Brasil, cerca de 400 mil pessoas são portadoras da doença e, de acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde, 1% da população mundial acima de 65 anos sofre desse mal.

 

O comprometimento físico é o grande sinal da doença. O paciente arrasta os pés, mantém postura inclinada para a frente, ombros encolhidos, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita.  O portador tem dificuldades de executar tarefas simples, como pentear o cabelo ou escovar os dentes. Com o passar do tempo, pode afetar a capacidade intelectual, acarretando em falta de concentração e atenção.

 

Muito tem sido feito entre a comunidade científica para amenizar os efeitos do Parkinson, O tratamento mais comum é feito à base de medicamentos.

 

No HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, o serviço de neurocirurgia possui a Unidade do Distúrbio do Movimento, que trata cirurgicamente o mal de Parkinson, além de distonia (espasmos musculares involuntários que produzem movimentos e posturas anormais), epilepsia, coreia (doença que afeta as capacidades motoras individuais, bem como as capacidades intelectuais e emocionais), síndrome de Gilles de la Tourette (caracterizada por movimentos musculares repetitivos e arroubos vocais) entre outros distúrbios.

 

“O principal distúrbio de movimento tratado cirurgicamente é a doença de Parkinson. A cirurgia é reservada apenas para problemas refratários ao tratamento medicamentoso e visa a modular a atividade anormal de determinados núcleos profundos cerebrais relacionados ao controle do movimento. O procedimento se resume a métodos  avançados de computação gráfica que determinam a precisa localização para implante de eletrodos que modulam circuitos cerebrais responsáveis pelos sintomas da doença de Parkinson.  Após  a precisa localização o eletrodo é implantado via pequenos cortes na região cefálica”, explica o neurocirurgião do HCor Dr. Nilton Lara.

 

A equipe possui uma das maiores experiências em casos de neurocirurgia funcional e já implantou mais de 70 eletrodos cerebrais profundos, sendo 40 bilaterais (que inibem as células que estimulam os tremores) em pacientes de todo país com mal de Parkinson. Por meio desta área o HCor proporciona aos pacientes o que há de mais moderno e inovador em técnicas cirúrgicas de ponta em computação gráfica como neuronavegação, neuroendoscopia, eletroencefalografia, entre outras.

 

 

Para a realização de exames mais precisos em neurocirurgia funcional, o HCor adquiriu novos aparelhos de eletroencéfalo, dopler transcraniano, eletrofisiologia intraoperatória, além da capacidade já instalada na Instituição para a neuroimagem como a ressonância magnética de 3 Tesla, tomografia computadorizada multi-slice e angiografia digital, que proporcionarão maior conforto e precisão no diagnóstico aos pacientes, garantindo resultados melhores.

 

 

         

UM ALERTA À POPULAÇÃO:

As doenças neurológicas, principalmente as degenerativas como demências (Alzheimer) e a doença de Parkinson, afetam até 1 bilhão de pessoas no mundo todo e a proporção está crescendo com o envelhecimento da população segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS);

 

As doenças neurológicas - que também incluem derrames, o mal de Parkinson e lesões cerebrais - matam cerca de 6,8 milhões de pessoas por ano, o que equivale a 12% das mortes globais;

 

As doenças neurológicas estão atingindo uma proporção significativa nos países com uma porcentagem crescente de população com mais de 65 anos; O mal de Parkinson, por exemplo, atinge 1% da população mundial acima dessa idade.

 

Cerca de 50 milhões no mundo sofrem de epilepsia, a maioria nos países em desenvolvimento, mas a enorme maioria dos pacientes não recebe medicamentos para impedir as convulsões.

 

 

 

 

 

NOVAS FORMAS DE TRATAMENTO DE PARKINSON

ESTÃO SENDO TESTADAS

 

Por ocasião do Dia Internacional da Doença de Parkinson, 11 de abril, a Associação Brasil Parkinson (ABP) e a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com apoio da Boehringer Ingelheim, lançaram a campanha "Juntos, vencendo o Parkinson".

  

A Agência Notisa foi convidada a conferir o lançamento da campanha na sede da ABP, na cidade de São Paulo, onde foi apresentado um panorama sobre a doença no país. De acordo com a neurologista Vanderci Borges, do Departamento de Transtornos do Movimento da ABN, estudos estão sendo

realizados em todo o mundo no sentido de encontrar marcadores biológicos para o parkinsonismo primário, já que, atualmente, apenas exames clínicos diagnosticam a doença, o que impossibilita a prevenção a partir da neuroproteção, pois os mecanismos patológicos da doença ainda são desconhecidos.

 

Segundo a médica, o pramipexol, uma das drogas utilizadas atualmente no tratamento dos sintomas de Parkinson (fabricada pela Boehringer Ingelheim), está para ser lançado sob a versão de ação prolongada.

  

"Estudos estão sendo realizados e esta versão poderia diminuir a ocorrência de discinesias (movimentos aleatórios), que se mantêm em razão da curta duração que se tem até agora do efeito do medicamento no organismo dos parkinsonianos", disse. O ator e diretor de dramaturgias Paulo José, portador da doença e padrinho da campanha, presente ao evento, reclamou das reações adversas dos medicamentos, mas lembrou que eles são importantes para manter a qualidade de vida da pessoa com Parkinson.

 

De acordo com a presidente da ABN, Elza Dias Tosta, todos os medicamentos utilizados hoje no Brasil para o controle da doença estão disponíveis na rede pública de saúde. Entre os mais receitados, estão a levodopa, precursora da dopamina, e os agonistas dopaminérgicos, como o pramipexol. "A rasagilina, que inibe a enzima MAO-B (beta monoamino-oxidase), está para ser aprovada pelo Ministério da Saúde", afirmou. Uma evidência do Parkinson é a redução dos níveis do neurotransmissor dopamina, produzido no mesencéfalo. Nesse sentido, a rasagilina ajuda a evitar essa redução, tendo em vista que a MAO-B age no organismo metabolizando naturalmente a dopamina.

 

Uma das principais dificuldades ao diagnóstico precoce do Parkinson é o fato de a doença não poder ser identificada por quaisquer exames senão o clínico, a partir dos sintomas que o paciente desenvolve.

 

"Temos tido pesquisas satisfatórias em cobaias na visualização do clareamento da substância negra a partir do dopler transcraniano. Precisamos saber se serão bem-sucedidas em humanos. Se forem, será uma ótima notícia, porque não precisaremos de nenhuma tecnologia de última geração para identificar a doença", explicou Elza.

 

A substância negra é o local do mesencéfalo onde ocorre a produção de dopamina. Quando o neurotransmissor tem uma queda brusca em seus níveis de produção (e aí temos um indício de Parkinson), essa região, escura pela presença do pigmento melanina na composição da dopamina, vai clareando, o que tornaria possível identificar a doença antes mesmo da manifestação dos sintomas.

 

Além disso, em março deste ano, foi publicado na revista Science estudo do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis de técnica que visa à diminuição dos riscos da cirurgia de Parkinson, indicada para alguns pacientes em que os medicamentos não são suficientes para controlar os sintomas. Em vez de introduzir eletrodos no núcleo cerebral – um procedimento bastante invasivo –, a medula óssea seria estimulada, por meio de uma microcirurgia de baixo risco.  O tratamento ainda não foi testado em humanos.

 

Também estão em andamento estudos genéticos, no sentido de prover maiores possibilidades em terapia gênica. De acordo com a presidente da ABN, sabe-se que 20 a 30% dos casos de Parkinson são hereditários.

 

- "Alguns genes já foram identificados como sendo responsáveis pelo surgimento da doença, e estudos de genética são importantes para entender os mecanismos patológicos do parkinsonismo primário",

considerou Elza. Além disso, segundo ela, o transplante de células-tronco embrionárias, o uso de pardoprunox (novo composto medicamentoso para tratar a doença em pacientes em estágios iniciais) e outras terapias cirúrgicas estão sendo testadas experimentalmente.

 

FONTE: Agência Notisa.

 

 

BRASILEIRO INOVA NO TRATAMENTO

 

Um método que usa descargas elétricas na medula espinhal dadas na medula espinhal (feixe de células nervosas abrigado pela coluna vertebral) e que penetram no cérebro e agem sobre a comunicação entre os neurônios ligados ao movimento foi usado em animais com sucesso.

É um caminho novo e bastante promissor para tratar os pacientes do mal de Parkinson, de acordo com o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que lidera os esquisadores do Centro de Neuroengenharia da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. O relato desta experiência é o tema da capa da última edição da renomada revista científica Science.

A função desse choque é reorganizar os padrões da atividade elétrica no cérebro, que ficam caóticos na doença. A desorganização leva à perda do controle motor, provocando desde tremores à perda da memória e à paralisia nos casos mais graves.

O próximo passo é testar em sagüis e num futuro próximo aplicar este método para tratar seres humanos.  

 

VII CONGRESSO PAULISTA DE NEUROLOGIA.

 

O Departamento de Neurologia da Associação Paulista de Medicina e a Associação Paulista de Neurologia realizarão, em 25, 26 e 27 de junho de 2009, o VII Congresso Paulista de Neurologia. Contará com a presença de renomados profissionais para debater a importância do diagnóstico preciso, do tratamento precoce, do momento exato de interromper a terapêutica em jovens e idosos portadores de doenças neurológicas, entre outros pontos.

 

Entre os temas em pauta, destaque para o Mal de Parkinson. De acordo com o dr. Rubens Gagliardi, presidente da comissão organizadora, os congressistas terão acesso a informações atuais, debaterão casos clínicos, novidades em tratamentos e diagnósticos, além de compartilhar experiências com especialistas dos principais centros de referência.

 

 

O VII Congresso Paulista de Neurologia se debruçará com especial atenção às formas de diagnóstico da doença. Por não existirem exames complementares que comprovem a manifestação do Mal de Parkinson, o neurologista precisa estar atento a dados clínicos, como a presença dos sinais e a assimetria das manifestações.

 

“É uma doença incurável, mas que pode ser controlada corrigindo a diminuição de dopamina e seções de fisioterapia”, esclarece o dr. Gagliardi.

 

 

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