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RIO CONTRA A DENGUE

 

O governo estadual se mobiliza para um ataque em massa aos mosquitos Aedes aegpty, transmissores da dengue, no Estado do Rio, neste verão. O objetivo é evitar a repetição da última epidemia, que teve mais de 200 mil casos, entre eles dezenas de mortes.

 

A principal força de combate ao mosquito são 2,5 mil bombeiros que participarão do programa Rio Contra Dengue, depois de preparados em um curso especial para esta guerra particular contra o pequeno mas poderoso inimigo da saúde pública.

O grupo começará a atuar  desde o dia 1 de novembro, realizando visitas a domicílios, a empresas e a terrenos abandonados da capital do estado para prevenir e combater focos do mosquito, reforçando o trabalho dos cerca de 1,6 mil agentes de endemias do município. Eles levarão uma mochila com um kit-dengue: formulários de controle, larvicida, álcool e algodão para recolhimento e conservação do material encontrado, entre outros instrumentos. Além de aplicar larvicidas, os agentes também vão orientar moradores sobre prevenção.

Os 1,5 mil bombeiros restantes, que devem concluir o treinamento em 15 dias, serão distribuídos pela capital (500) e por outros municípios da Região Metropolitana, das Baixadas Litorâneas, do sul e do norte do estado.

Os agentes ganharão uma ajuda de R$ 566 mensais, além de R$ 120 em vales-refeição, enquanto durar a força-tarefa. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Saúde.

SAÚDE LIBERA VERBA PARA COMBATE

 

O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 10,29 milhões para ações de controle da dengue no Rio de Janeiro. A Portaria n.º 2.488, publicada no Diário Oficial da União, prevê o uso do recurso Fundo Nacional de Saúde para intensificação do combate ao Aedes aegypti, com visitas domiciliares, considerando o início do período de maior risco de transmissão.

A Campanha Nacional de Combate a Dengue lançada pelo ministro José Gomes Temporão está focada na mobilização de 42 mil líderes comunitários, 70 mil agentes de saúde e de milhares de recrutas das Forças Armadas, que serão treinados para atuar na prevenção à doença.
A nossa meta é que não haja nenhum número de óbitos – disse Temporão.

O ministro também ressaltou a importância de impedir que programas municipais deixem de ter continuidade por conta das mudanças nas prefeituras decorrentes das eleições, que renovaram cerca de 60% dos prefeitos no país. Para isso, Temporão promete fazer um treinamento sobre dengue com os prefeitos eleitos.

O ministro citou pesquisas que apontam um bom grau de informação dos brasileiros sobre a doença, mas disse que o problema é transformar o conhecimento em ação.


Segundo a secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro, comunidades que não registraram grande número de casos da doença na última epidemia devem ficar mais atentas. Pessoas que já contraíram dengue tendem a ficar imunizadas, enquanto a contaminação deve atingir com mais força os locais que apresentaram baixos índices anteriormente

 

No Brasil existem três variações de dengue, os tipos 1,2 e 3. Quem se infecta com um desses tipos não corre o risco de ter a mesma doença novamente, pois fica imunizado. Segundo Pimenta, o problema é se esse indivíduo contrair a doença de tipos diferentes, pois ela virá de forma mais agressiva e o doente corre o risco de desenvolver a forma hemorrágica que pode levar à morte.

 

ONU LUTA CONTRA EPIDEMIA MUNDIAL

 

A ONU, Organização das Nações Unidas,  transformou o dia 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes, em uma data de apoio à causa. Pela primeira vez, os governos reconhecem que o Diabetes é uma doença tão séria para a saúde mundial quanto doenças infecciosas como AIDS, tuberculose e malária.

 

Por ser uma doença não infecciosa, crônica, que debilita os pacientes e tem um custo elevado de tratamento, o Diabetes merece atenção e deve ser prevenido e tratado.

 

O QUE VOCÊ SABE SOBRE DIABETES?

 

Normalmente, as pessoas  têm  um  idéia  errada  sobre o assunto e costumam achar que o diabético  precisa  tomar insulina a vida inteira ou que a doença não mata.

Isso  é preocupante já que o Diabetes e considerado, junto com a obesidade, uma epidemia mundial. Segundo  dados  da  Organização  Mundial de Saúde (OMS), 75% dos diabéticos tipo 2 morrerão em oito anos por complicações cardiorespiratórias, caso não recebam o tratamento adequado. A doença já tomou proporções de epidemia e é
uma  das  principais  causas de morte no mundo.

 

Atualmente existem cerca de 150  milhões de pessoas com a doença. Ainda de acordo com a OMS, a projeção para 2025 é que esse número suba para 300 milhões já que 50% dos diabéticos desconhecem  a  existência  da doença. Em alguns países esse percentual sobe para 80%.

Numerosos estudos epidemiológicos demonstram que quase 80% dos diabéticos tipo2 (ocorre em pessoas acima de 40 anos) são obesos. Em menos de quatro décadas (1958-1994) a taxa de prevalência deste tipo de diabetes foi multiplicada por cinco. Enquanto isso, também aumentou a população obesa no mundo.

A ROTINA MUDA

O  surgimento  da doença muda completamente a rotina do doente e da família mas hoje já existem tratamentos que possibilitam uma vida quase normal. Atualmente, há uma mudança nos conceitos do tratamento do diabetes no mundo inteiro.  Os especialistas já falam na possibilidade de medicamentos agirem como  uma "vacina" para o diabetes e complicações cardiovasculares. A idéia é  que  o  avanço da doença seja travado antes mesmo que o paciente precise tomar  as  temidas picadas de insulina, sejam elas em que freqüência forem.


Quando a  GlaxoSmithKline  trouxe  ao  Brasil  AVANDAMET,  um medicamento  que  alia  dois componentes em um único comprimido foi uma forma de acabar com  o estigma de que o diabético vão tomar insulina a vida inteira, quando ele produz o hormônio no organismo
.

 

O   diabetes,  que  antes  era  uma  enfermidade  caracterizada  pela inexistência ou deficiência de produção da insulina pelo pâncreas, agora já é  notada  por  médicos  como  uma  doença  cuja  principal necessidade é o tratamento  da resistência à insulina. Pesquisas já provaram que o pâncreas de  um  diabético  tipo  2  demora  entre 10 e 20 para entrar em falência e deixar  de  produzir  o  hormônio. 

 

A  prioridade  portanto,  é  tratar a resistência  sem  prescrever  a  insulina artificial ao paciente já que, em excesso,  o  hormônio  pode  causar  hipoglicemia  e outras complicações.

 

EXAME OFTALMOLÓGICO PODE REVELAR

A DESCOMPENSAÇÃO DO DIABETES

 

Durante uma consulta oftalmológica, Francisco assustou-se ao saber que o seu diabetes estava descompensado.

 

Isso se deu porque o exame oftalmológico apresenta íntima relação com diversas especialidades médicas, tais como a clínica médica, a neurologia, a cardiologia, a reumatologia e a endocrinologia. “Em alguns casos, o exame oftalmológico é indispensável para o diagnóstico e acompanhamento de diversas patologias, tais como diabetes mellitus, especialistas”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

 

DIABETES DESCOMPENSADO

Uma administração bem-sucedida do diabetes requer um esforço conjunto de uma equipe multidisciplinar formada por endocrinologista - especializado em diabetes - nutricionista, oftalmologista, podólogo e educador físico.

 

- “O grande desafio desta equipe é focado na obtenção do bom controle glicêmico e pressórico, que geralmente é obtido por uma avaliação clínica rigorosa e por uma ação terapêutica efetiva”, explica o oftalmologista Maurício Pinheiro, que também integra o corpo clínico do IMO.

 

Uma das mais sérias comorbidades do diabetes é a retinopatia diabética, caracterizada por alterações vasculares, lesões que aparecem na retina, podendo causar pequenos sangramentos e a perda da acuidade visual. “É exatamente devido ao aparecimento destas alterações vasculares que o oftalmologista pode detectar o diabetes descompensado no paciente”, diz o Maurício Pinheiro.

 

A Academia Americana de Oftalmologia preconiza que o exame oftalmológico deve ser realizado no momento do diagnóstico do diabetes, principalmente naqueles com diabetes do tipo 2, já que a prevalência de retinopatia é alta neste grupo de pacientes. Nos pacientes com diabetes tipo 1, a prevalência é bem menor nos primeiros 5 anos da doença (13%), aumentando muito após 10-15 anos (90%) (48-50). Se o diabetes for diagnosticado na gestação, o exame deve ser repetido trimestralmente mesmo que a visão corrigida seja perfeita (20/20) e o paciente ainda não apresente sintomas visuais.

 

A detecção precoce da retinopatia diabética é muito importante para a eficácia dos tratamentos. “O exame oftalmológico completo, incluindo a oftalmoscopia (direta e indireta) e a biomicroscopia da retina sob midríase medicamentosa é fundamental para a detecção e estadiamento da retinopatia”, explica o oftalmologista. A retinografia também é importante para a detecção e a avaliação da progressão da doença e dos resultados do tratamento.

 

 

DIABÉTICOS TÊM DUAS VEZES

MAIS PROBABILIDADES DE FICAR SURDOS

 

Um estudo realizado pelo National Institutes of Health, dos Estados Unidos, confirma a relação existente entre a perda auditiva e o diabetes. Segundo os pesquisadores, os casos de surdez ocorrem duas vezes mais entre pacientes diabéticos do que em pessoas que não têm a doença.

 

Está comprovado que o diabetes é um claro fator de risco para a perda auditiva. A doença afeta os nervos internos e os vasos sanguíneos do ouvido, o que é visto como a provável causa do aumento do dano auditivo em pessoas diabéticas.

 

A pesquisa americana incluiu 5.140 indivíduos com idades entre 20 e 69 anos. Quase um em cada dez adultos examinados era diabético. Em 21% daqueles que sofriam de diabetes foi verificada perda auditiva em baixas freqüências e de gama média, em comparação com apenas 9% dos não-diabéticos. A pesquisa revelou também que 54% dos diabéticos têm dificuldades auditivas em altas freqüências, em comparação com 32% dos que não têm a doença.

 

Os especialistas em audição recomendam que os indivíduos diabéticos façam o exame auditivo para verificar se apresentam algum problema de surdez.

 

Este é o caso de Eliacim Cardoso Mariz, de 72 anos, morador de Niterói, no Grande Rio, que há três meses está usando um aparelho auditivo da Telex. Percebendo que já não ouvia direito, resolveu consultar um otorrino. O médico explicou que além da idade, seu problema auditivo pode ter sido causado pelo diabetes e recomendou o uso de aparelho.

 


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