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SOBRE O ALZHEIMER

 

Descoberta em 1907 pelo psiquiatra Alemão Dr. Alois Alzheimer, a doença de Alzheimer ocorre quando as células cerebrais morrem e formam placas microscópicas, que aliadas à morte dos neurônios, gradualmente impedem o cérebro de funcionar.

 

Afeta referencialmente as pessoas idosas - esquecimento de si mesmo e do mundo, alterações de comportamento, dificuldade de expressão, mas não é determinado por quaisquer fatores específicos

 

Este Mal atinge cerca de 6 milhões de pessoas nos EUA e 2 milhões no Brasil. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que se não for descoberta a cura, até 2050, cerca de 100 milhões de pessoas irão sofrer do doença.

 

A Doença de Alzheimer começa de maneira sutil, com pequenos lapsos de memória, desorientação espacial /temporal e muita confusão mental. Essa sutileza e a ausência de dor física levam à banalização como se fosse apenas uma questão própria do envelhecimento. A fase inicial, quando o idoso ainda tem muitas ilhas de lucidez, confunde a família e leva à exaustão emocional .

 

Toda a família adoece e isso compromete a harmonia e a capacidade de entender o que está se passando. Com a progressão da doença, aparecem as alterações de comportamento e a incapacidade do idoso para realizar ou terminar as tarefas mais simples do dia a dia. Está instalado o caos familiar!

 

Conhecer e reconhecer os primeiros sintomas da Doença de Alzheimer favorece o diagnóstico precoce, amenizando as dificuldades e contribuindo para diminuir o sofrimento, a dor , o estresse e a tristeza de toda a família.

 

Quem já passou por esse processo sabe como é difícil aceitar essa realidade, por isso, procurar o especialista ( Neurologista, Geriatra ou Psiquiatra), assim que os primeiros sintomas se manifestam,  faz a diferença na qualidade de vida do portador e dos familiares.

 

Conhecer para conviver é uma atitude de responsabilidade que deve envolver todas as gerações (educação gerontológica),  pois o tratamento da Doença de Alzheimer  precisa da cooperação , do afeto e da solidariedade de toda a sociedade.

 

Em nome daqueles que não podem mais se lembrar, lembramos como é importante  que a vida  seja vivida plenamente até o fim, com dignidade, respeito e sensibilidade.

 

ONDE PROCURAR SOCORRO:

APAZ – Associação de Parentes e Amigos de Pessoas

com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes.

Av. Marechal Floriano 65 – Centro – CEP: 20080-004

Telefones :  (21) 2223 0440  /  2518 1410

e-mail:apoio@apaz.org.br

 

 

 

               conviver

 

NÃO CONFUNDA O MAL DE ALZHEIMER COM OUTRAS DOENÇAS

 

O neurologista Antonio Cezar Galvão, do Hospital 9 de Julho diz que: "Para muitos leigos, qualquer tipo de demência que costuma acometer os idosos é chamada de esclerose.



Segundo o especialista, o termo esclerosado é absolutamente inadequado e vem dos tempos em que ainda se acreditava que a arteriosclerose, espessamento e endurecimento da parede arterial, era a causa de todos os problemas relacionados à demência.

 

"Atualmente, sabemos que a DA – Doença de Alzheimer - não tem absolutamente nenhuma relação com a circulação cerebral e arteriosclerose. Trata-se de uma doença degenerativa, que envolve componentes ambientais e genéticos e cujo mecanismo desencadeante ainda é desconhecido".


SINAIS MAIS COMUNS NA ALZHEIMER

 

• Déficit de memória;

• Dificuldade de executar tarefas domésticas;

• Problema com o vocabulário;

• Desorientação no tempo e no espaço;

• Incapaciade de julgar situações;

• Problemas com o raciocínio abstrato;

• Colocar objetos em lugares equivocados;

• Alterações de comportamento;

• Perda da iniciativa - passividade.

 

Entre as causas de demência comumente confundidas com a Doença de Alzheimer, o neurologista lista a hidrocefalia de pressão normal, a carência de vitamina B12 e o hipotireoidismo todas, de acordo com ele, perfeitamente tratáveis. Outros exemplos são o hematoma subdural crônico, o neurossífilis e a Doença de Creutzfeldt-Jacob. Esta última é uma desordem cerebral caracterizada por perda de memória, tremores, desordem na marcha, postura rígida e ataques epilépticos, e paralisia facial que dá a impressão de que a pessoa está sempre sorrindo(contração muscular imvoluntária)[carece de fontes?] devida a uma rápida perda de células cerebrais causada por uma proteína transmissível chamada príon.  

No entanto, Galvão afirma que as demências mais comuns realmente são a demência vascular, causada por problemas circulatórios no cérebro, e a Doença de Alzheimer. "Juntas, elas correspondem a quase 80% dos casos de demência. Às vezes, os pacientes podem sofrer de ambos os problemas. Estes quadros são chamados de demência mista".


É importante frisar que indivíduos idosos quase sempre apresentam de leve a moderada redução da capacidade de memória recente, quando comparados às pessoas mais jovens. "O fato é denominado de Senescência Benigna da Memória (SBM) e não deve ser confundido em hipótese alguma com a Doença de Alzheimer", reforça o especialista.


"A depressão é outro mal bastante comum na terceira idade. Ela pode afetar a atenção e, a partir disso, a memória recente. Porém, é mais uma condição perfeitamente tratável", diferencia o médico.

Para se tirar quaisquer dúvidas sobre o grau de comprometimento da memória recente de um idoso, podem se fazer os testes neuropsicológicos. Galvão informa que o aparecimento de outros déficits cognitivos, como alterações da linguagem, perda da habilidade de atos motores planejados e complexos, já tem um significado patológico. "Ou seja, é sinal de que existe uma doença específica, e não o envelhecimento cerebral normal".

O neurologista ressalta que é papel do médico determinar a significância da perda de memória e diferenciar todas as condições apresentadas pelo paciente. "O problema é que, em certos idosos, a redução da memória recente é mais acentuada, sem se evidenciar outros déficits cognitivos para se catalogar de demência", aponta.


Ainda de acordo com o especialista, a diminuição da memória recente acentuada leva o nome de Déficit ou Comprometimento Cognitivo Leve (DCL).

 

-Estas pessoas têm um risco maior para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer, com o passar dos anos, alerta. Tais pacientes devem ser identificados precocemente para seguimento e aconselhamento médico. Alguns neurologistas recomendam tratamento com anticolinesterásicos. No futuro, estes pacientes serão candidatos ao tratamento com drogas preventivas, quando elas forem desenvolvidas, finaliza.

 

 

AS POSSIBILIDADES

DE TRATAMENTO PARA ALZHEIMER

 

A coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Associação Brasileira de Neurologia (ABN) Márcia Chaves afirmou, com vias à Campanha Nacional de Alzheimer, que “tratamentos como a reabilitação cognitiva e até mesmo a musicoterapia podem contribuir para a diminuição do ritmo dos problemas ocasionados pelo mal de Alzheimer”.

 

Segundo a médica, em pesquisas recentes realizadas por seu grupo, da UFRGS, resultados mostraram que a musicoterapia pode diminuir o ritmo da evolução dos efeitos degenerativos da doença.

 

Ela acrescentou que “no Brasil, universidades como a Usp, a Unifesp e a UFMG também conduzem estudos voltados para métodos de tratamento da doença. O grupo do doutor Ivan Okamoto, vice-coordenador do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da ABN, por exemplo, obteve resultados promissores em tratamento com reabilitação cognitiva”.

 

Para a especialista, apesar dos avanços, “o tratamento de Alzheimer ainda carece de fármacos realmente capazes de impedir e retroceder os efeitos prejudiciais da doença”.

 

Ela declarou que “pesquisas realizadas nos EUA com vacinas levaram à morte de quase dez pacientes”. Márcia lamentou que “no Brasil, apesar dos trabalhos conduzidos, poucas ou nenhuma pesquisa é realizada no sentido de desenvolver fármacos”.

 

Quanto às possibilidades de uso de células tronco na cura ou tratamento do mal de Alzheimer, a especialista afirmou que “não foram obtidos resultados significativos nas experiências realizadas. Nos últimos anos, houve um esforço na China, para criar métodos com uso dessas células, mas não foi possível obter resultados impressionantes, uma vez que esse método é eficaz somente em tratamentos de áreas pontuais do organismo. Ela lembrou que “Alzheimer é uma doença que afeta muitas regiões do cérebro ao mesmo tempo”.

 

Entre os fármacos que estão sendo testados para tratamento da doença, e que possivelmente se tornarão aceitos para o uso na doença em alguns anos, a neurologista destacou “o dimebon, que poderia alterar o desenvolvimento da doença de uma forma que ainda não possível para os medicamentos utilizados atualmente”.

 

De acordo com o site Medical News Today, de 8 de setembro do ano passado, as indústrias  Pfizer e  Medivation fizeram um acordo para desenvolver e comercializar o medicamento – já aprovado e utilizado  para outras patologias desde a década de 80 – para Alzheimer e Doença de Huntington. Segundo site do FDA (Food and Drugs Administration), o dimebon foi investigado para doença de  Huntington, em pesquisa conduzida por Michael Geschwind, da University of Rochester, entre 2007 e 2008, nos Estados Unidos, com o fomento da Medivation.

 

ESTUDO E DIVERSÃO: PREVENÇÃO CONTRA O ALZHEIMER

 

Em coletiva de imprensa organizada pela Associação Brasileira de Neurologia em parceria com as empresas farmacêuticas Novartis e Apsen, os especialistas Márcia Chaves, coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da ABN, e Ivan Okamoto, vice-coordenador do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da ABN, afirmaram que “é difícil estabelecer critérios precisos para saber se paciente vai desenvolver o Mal de Alzheimer”.

 

De acordo com eles, “nem casos que normalmente são associados com a doença, como o comprometimento cognitivo leve, são determinantes ‘obrigatórios’ da doença”.

 

Para Ivan, o quadro conhecido como comprometimento cognitivo leve (CCL) pode ser um indicador, ainda que incerto, do mal de Alzheimer. Segundo ele, “o comprometimento, que traz problemas similares a alguns causados por Alzheimer, pode ter alguma associação com a doença”. Entre os sintomas do CCL, Ivan citou “esquecimento e perda de concentração”. No entanto, o médico afirma que “somente uma faixa entre 5 e 15% dos pacientes com CCL desenvolvem Alzheimer”, o que, para ele, “não torna o quadro um determinante decisivo da doença”. No entanto, ele declarou que “alguns médicos consideram que esse quadro já deve receber as medicações para a demência”.

 

Márcia Chaves disse que “mesmo que existam fatores associados, ainda não se sabe qual é a causa exata do surgimento da doença”. Para ela, “reconhece-se que, em geral, o único fator de risco quase certo para a doença é o avanço de idade”. Segundo a especialista, cerca de 10% dos idosos acima de 65 anos de idade apresentam demências (categoria que inclui o mal de Alzheimer), enquanto para a faixa etária dos 85 anos, ocorre um aumento da estatística para 50%. Além disso, a médica afirmou que “pode haver uma associação entre o alelo e4 e a doença, mas, mesmo assim, o critério genético não é um determinante obrigatório para a doença”. Ela acrescentou que “mesmo assim, recomenda-se que pacientes com histórico familiar do problema busquem acompanhamento de especialistas, para começar o tratamento cedo, se for necessário”.

 

Os neurologistas recomendaram, como métodos capazes de ‘atrasar’ o desenvolvimento da doença, “a prática de esportes, alimentação saudável e hábitos que estimulem o cérebro, que, ironicamente, são conselhos profissionais dados por todos os médicos, para muitas doenças, e que a maioria dos pacientes não seguem”. Além disso, para eles, “fatores considerados ‘de proteção’ para o quadro são atividades de lazer constantes e escolaridade”.

 

FONTE: Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico) O repórter da Agência Notisa viajou a convite da Associação Brasileira de Neurologia.

 

 

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LIVRO "CONHECENDO ALZHEIMER" - R$20,00

“GUIA PRÁTICO PARA O CUIDADOR”,

CONTÉM : Testes de Percepção e  Exercícios Cerebrais

www.conhecendoalzheimer.com.br    

 

 

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