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 ESPAÇO MAIOR

 

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GERAÇÃO NAVIO VS. GERAÇÃO SUBMARINO

ALEXANDRE FREIRE

 

Está cada vez mais comum encontrar pessoas que falam muito bem sobre generalidades. Elas têm conhecimento sobre todos os assuntos do dia, desde a queda da bolsa de valores, passando pelas mortes ocasionadas no trânsito e até quanto custa uma viagem de turismo ao espaço. A internet, uma verdadeira biblioteca virtual, traz as noticias em tempo real, deixando bem informado qualquer cidadão durante todo o dia.

 

Acesso a informação não é mais privilégio de ninguém. Pobre, rico, criança, idoso, homem, mulher, latino, europeu, estamos todos a um click das noticias, entretenimento, jogos e o próprio trabalho.  Destaque para a geração digital. 

 

Ela é composta por jovens de até 17 anos, onde a internet é a principal via para suas pesquisas, relacionamentos, comunicação, estudos, namoros, partilhas e entretenimento.  Cedo, pela manhã, já vasculharam a rede, responderam emails, verificaram seus orkuts, assistiram ao ultimo vídeo do Youtube, fizeram uma rápida busca no google e se inscreveram no torneio mundial de matemática à distancia.  Tudo que acessam é de maneira rápida, onde as chamadas são mais importantes que o conteúdo. É uma geração que tem uma inegável visão de 360º da superfície. É o que chamo de geração navio!

 

Quem não faz parte desta geração, até os 17 anos pesquisou pela Barsa, se comunicou por cartas, leu o jornal da banca, assistiu a filmes pela TV e participou de torneios presenciais e brincou de carrinho ou boneca.  Alguns, mais afortunados, tiveram a oportunidade de trabalhar com a planilha Lótus 123.  Lia-se todo o texto, até o fim.  Transcrevia-se à mão a pesquisa para um caderno, recortavam-se artigos de jornais e revistas com a responsabilidade de debatê-los em sala de aula. O acesso a informação era restrito, mas o conhecimento do contexto era maior. Esses são parte da geração que tem uma inegável visão de profundidade. É o que chamo de geração submarino!

 

E daí? Você deve estar pensando... E daí que, a geração digital, está começando sua inserção no mercado de trabalho.  Porem, são os profissionais da geração “profundidade” que contratam.  Uma gerente de RH me confidenciou que durante as entrevistas, uma pessoa da geração digital discorre com facilidade sobre os acontecimentos do mundo inteiro.  São versáteis, rápidos e decididos sobre o que querem.

 

Porem, quando confrontados com perguntas sobre o contexto dos acontecimentos, fazem cara de desentendidos ou dão respostas vagas sobre os assuntos. Essa gerente disse ainda que eles têm dificuldade para analisar as informações e sofrem com a necessidade de ter que iniciar em uma função que não esteja à altura deles.

 

Diante de tudo isso, acredito que no futuro, estas duas gerações entrarão em conflito no ambiente de trabalho.  Por um lado, a geração “submarino”.  Ela, no comando das empresas, exigindo analise detalhada do contexto para tomada de decisões na empresa. E, por outro lado, a geração “navio”, impaciente e acostumada a respostas na velocidade do Google, exigindo objetividade da liderança das organizações.

 

Mas um fato novo está acontecendo a despeito de tudo isso. As empresas estão chamando de volta muitos daqueles que foram considerados descartáveis: Os mais velhos! Talvez a resposta não esteja na profundidade ou na superfície, mas na sabedoria. A sabedoria é a visão de cima.

 

E daí? Você é submarino ou navio?

 

Alexandre Freire é consultor Sênior do Instituto MVC  e professor dos mbas Executivos da FGV

 

O VÍCIO DA URGÊNCIA

CHRISTIAN BARBOSA

 

Deixar tudo para a última hora parece ter virado um hábito comum na vida de muitas pessoas. Pagar as contas sempre na data de vencimento, comprar presentes horas antes da festa ou mesmo deixar para regularizar documentações no último dia permitido, enfrentando filas e se deparando com o estresse provindo da correria. Pare um pouco e pense se você é uma dessas pessoas que não conseguem resolver as coisas com antecedência e acabam sempre deixando para o último dia.

 

Essa maneira de agir já virou um vício na vida de muita gente que, quando o adquire, já não sabe mais viver em prol da resolução de coisas importantes, mas sim das urgências. Muitos já não se lembram como é viver sem correria, sem pressa e com tudo no prazo correto e, muitas vezes, acabam perdendo boas oportunidades porque aquilo que deixaram para a última hora não pôde ser resolvido em tempo.

 

Outro problema dessa correria constante é  o estresse causado por tantas coisas de ultima hora w o tempo para aproveitar a vida acaba ficando escasso. É claro que é inevitável fazermos com que não haja mais nenhuma urgência em nossas vidas, pois algumas  são totalmente imprevisíveis ou incontroláveis, porém é absolutamente possível evitar que muitas delas aconteçam, adotando pequenos comportamentos em sua vida, como:

 

·         Antecipe suas execuções – Há pessoas que ao olharem em sua agenda e notarem que algo precisa ser realizado até o dia seguinte, logo pensam: “então amanhã eu faço!”. Essa é a forma mais comum em fazer com que as urgências surjam cada vez mais em nossas vidas. Por isso, devemos antecipar tudo o que pudermos, pois assim dará tempo de realizar um trabalho ainda mais bem feito e tomar qualquer outra atitude ser for necessário;

 

·         Anote tudo o que precisa fazer – É preciso criar um hábito muito importante para que a organização pessoal tenha efeito: escrever. Quem guarda tudo o que precisa fazer na cabeça, cria urgências mesmo sem querer, pois acabam esquecendo das suas responsabilidades e, se tiverem sorte, lembram na data certa. Não confie tanto na sua memória, use uma ferramenta e anote suas prioridades;

 

·         Compartilhe as suas prioridades – Se você é uma daquelas pessoas que ainda não criaram o hábito de escrever suas tarefas para que se organize melhor ou ainda está tentando, mas deixa muita coisa por conta da memória, compartilhe-as com uma pessoa próxima. Caso seu cérebro não o avise de que o prazo já está se esgotando, talvez a outra pessoa possa salvá-lo. Pode ser seu colega próximo  ou sua secretária, por exemplo, que certamente anotará a atividade na agenda para lembrá-lo disso posteriormente;

 

·         Cuidados com os viciados – Há pessoas que já tem o vício da urgência e parecem gostar mesmo do hábito. O problema é que as conseqüências negativas decorrentes da urgência podem também afetar mais gente que deles depende. Se você tem a necessidade de que alguma dessas pessoas resolva algo particular, tente fazer com que essa pessoa não deixe para a última hora, monitorando a sua execução;

 

·         Aprenda com a urgência – Muitas vezes acontece de as urgências serem sempre as mesmas. Por isso, ao invés de apenas resolvê-las e eliminá-las do seu caminho, pare e pense em um plano de prevenção para que da próxima vez seja diferente. Pode ser um checklist, uma reunião com a equipe de planejamento, a implantação de um processo diferenciado ou uma simples lista de tarefas na sua agenda.

 

Lembre-se que o hábito da urgência não é saudável e não traz bons frutos para sua vida. Inicialmente pode até parecer bom porque o livra de outras tarefas naquele momento, mas quando você menos espera, percebe que todas elas se acumularam e você não sabe por onde começar. Quando se acostumar com uma vida focada em questões importantes, e não urgentes, certamente não sentirá nenhuma saudade da velha rotina.

 

Christian Barbosa é especialista em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e empresarial. Autor dos livros A Tríade do Tempo - A Evolução da Produtividade Pessoal, pela Editora Campus, e Você, Dona do Seu Tempo, pela Editora Gente. Sócio da Triad - empresa especializada em produtividade que presta consultoria, treinamento e oferece produtos diferenciados. www.maistempo.com.br

 

 

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