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ESPAÇO MAIOR

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pessoas da terceira idade e as que estão envelhecendo.
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MOMENTOS DE INDECISÃO

SYLVIA ROMANO

 

Tudo na vida são escolhas. A única coisa que não podemos escolher é nascer. Depois que nascemos tudo passa a ser uma decisão nossa, consciente ou inconsciente. Mesmo enquanto bebê, podemos chorar ou não, mamar ou não, rir ou não. Na primeira infância, podemos fazer “birra” ou não, e por aí afora.

 

Já na adolescência, podemos optar por estudar, amar, começar a fumar, ou por qualquer outra coisa e a decisão será só nossa, e sempre teremos de arcar com o resultado da escolha, seja ela certa ou errada. “Ser ou não ser”, já dizia um bardo inglês. Este é um dos grandes enigmas da vida.

 

Qualquer escolha, por mais insignificante que pareça ser, vai influenciar o nosso futuro, nos dará uma nova vida, quando não, até nos levar à morte. Opções das mais simples, como ir ou não ir, uma roupa, um caminho diferente, um sorriso, ou seja lá o que for, imperceptivelmente poderá compromissar tudo o que está por vir. Quanto mais velhos ficamos, mesmo contando com toda a sabedoria acumulada, as decisões continuam a nos atormentar.

 

Quanto mais vivemos, sabemos que as escolhas podem ser múltiplas e a decisão do que parece ser o melhor fica cada vez mais complicada. “Ah se os velhos pudessem e os jovens soubessem...” é pura balela, “o que sei é que nada sei” sempre aparece na hora do vamos ver. Princípios e ética são imutáveis, mas infelizmente estes valores variam de pessoa para pessoa, existindo uma medida e oportunidade de escolha para cada um, ou seja, voltamos ao “ser ou não ser”, ou melhor, ao por aqui ou por ali.

 

Neste momento a minha opção é falar, ou melhor, escrever. Mas sobre o quê? Já critiquei nossos governantes, autoridades, burocratas, a violência, a falta de ética, nossas leis, a burocracia, o roubo, o fumo, a política indigenista e vários outros assuntos que me incomodam e me obrigam a escrever — minha única arma usada em defesa daquilo que acredito ser correto.

 

Meu ato de escrever e escrever sempre, sem interesse financeiro, político, ou mesmo, vaidade, é o que hoje me dá prazer, me faz sentir viva e combativa e, não, num mundo de alienados inconscientes que não pensam que se aqui estamos nesta vida é para acrescentar, contestar, modificar e colaborar.

 

Vamos parar de achar que o momento é para “deixa a vida me levar”. Isto é apenas uma reflexão. Sabemos que optar por isto ou aquilo é sempre um ato difícil, mas as escolhas estão aí e, quer queira ou não, até a decisão de não decidir passa a ser uma difícil escolha.

 

Sylvia Romano é advogada trabalhista, responsável pelo Sylvia Romano Consultores Associados, em São Paulo. 

 

 

QUESTIONE AS VERDADES ABSOLUTAS
INVESTIGUE AS ENTRELINHAS

DESAFIE OS PROGNÓSTICOS
QUEM DOMINA SUBJUGA, QUEM CONQUISTA TRIUNFA.


“A RAIZ DO PRECONCEITO É O MEDO;

A RAIZ DO MEDO É A IGNORÂNCIA.
DISCRIMINAMOS AQUILO QUE TEMEMOS;

E TEMEMOS AQUILO QUE DESCONHECEMOS.”

APRESENTAÇÃO

CLAUDIA OTILIA

 

A vida já me excluiu desde sempre e isto está documentado. Na Certidão de Nascimento, falta o nome do pai, o sexo é feminino e a cor parda. Fui arrancada de minha família e criada por outra. Sob uma visão simplista, alguns dizem que eu dei sorte.

 

Aí eu pergunto: que sorte é essa? Me fez crescer em um mundo que nunca me pertenceu. A ovelha negra em sua literalidade. Incutiram em minha mente uma idéia falaciosa: mulher negra só faz sucesso sendo passista de Escola de Samba. Como eu sempre desafiei as verdades absolutas, resolvi ser “Drª” e cursei Faculdade de Direito. Minha inclusão social viria através de um diploma... só que, por opção, agreguei mais uma “característica desabonadora”: virei policial. Amo minha profissão e me acho importantíssima, porque sei que a sociedade não vive sem mim (felizmente ou infelizmente, para muitos, mas a verdade é que sou indispensável) e nesse mister vejo uma beleza indescritível, única, inquestionável.

 

Entreguei nas mãos do Estado minha vida. Se pra você isso não vale nada, pra mim é o que há de mais importante. Por tempos estive na companhia do fracasso, minha primeira vitória veio talhada em 12 letras: POLÍCIA CIVIL.


Não existem diferenças, somente “iguais sobrepondo iguais”. No decorrer de quase quatro anos vivenciando cadeia, a ojeriza inicial deu lugar a uma relação de respeito, fiz amigos (por que não dizer?), aprendi que não existem verdades absolutas e só há avanço quando conseguimos perceber o outro, através dos olhos dele. Alguns chamam isso de “ALTERIDADE: a diferença que soma”.


Caso você me pergunte se eu fico satisfeita em prender alguém, vou responder prontamente que não. A cada plantão sofro e choro com histórias que não são “Páginas da Vida”, mas a realidade do outro (que poderia ser a minha) com conseqüências, por vezes, irreversíveis. Isso me frustra profissionalmente. Atitudes egoístas excluem e violentam PESSOAS, que há séculos vivem assombradas pelo fantasma da escravidão periférica. Até quando? A quem isso interessa?


A solução está em uma mobilização coletiva. O círculo vicioso do ódio descabido deve cumprir seu tempo, para iniciarmos uma nova fase de diálogo e real transformação.
Estou aqui me apresentando, para deixar de lado a discriminação e o temor. “TAMO JUNTO”: vamos professar essa verdade.

Cláudia Otília – 27 anos é Inspetor de Polícia Civil/RJ há cinco anos

 

CANDIDATOS QUE RESPONDEM A PROCESSOS

 

AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros - divulga nomes de candidatos a prefeito que respondem a processos


Informações:  http://www.amb.com.br/portal/index.asp?secao=todoscan

 

PESQUISA TRAÇA PERFIL DO CANDIDATO IDEAL

 

Os eleitores capixabas estão cada vez mais exigentes em relação aos seus representantes públicos. Pesquisa realizada pela Transparência Capixaba, em parceria com o Instituto Flexconsult, traçou o perfil do candidato ideal na opinião dos moradores da Grande Vitória.

 

As características principais que devem ter um candidato a prefeito ou a vereador são a ética e a honestidade. Para 86,3% dos entrevistados estão são as qualidades fundamentais para quem tem pretensões políticas. Ter um passado político ou experiência também conta para 37,5% dos consultados. O eleitor também daria um voto de confiança naqueles que participam de trabalhos ligados à área social (19,3%) e para àqueles que possuem qualificação técnica (14,8%).

 

A religião é uma outra característica destacada pelo capixaba, apesar de aparecer na pesquisa com uma importância inferior às demais mencionadas acima. Para 10% dos capixabas, ser uma pessoa religiosa conta ponto para o candidato. A pesquisa revelou ainda que o fato do candidato for membro de um sindicato ou de uma associação de moradores já não pesa tanto no currículo. Apesar de uma maioria estreita de 56,5% concordar que o governador e o presidente da República expressem o seu apoio para algum candidato a prefeito, fato do político ser ligado ao prefeito da cidade, ao governador do Estado ou ao presidente da República tem pouca relevância para a definição do voto do eleitor. Ser ligado ao prefeito ou ao governador obteve apenas 6% e ser ligado ao presidente da República somente 2%. 

 

As exigências vão além quando o eleitor é questionado se votaria em candidato que responde a processos por corrupção ou improbidade administrativa.  83,5% dos entrevistados afirmaram que não dariam o seu voto naqueles que estão devendo explicações à Justiça. O eleitor também defende uma maior responsabilidade dos partidos políticos na escolha dos nomes que irão participar do pleito de outubro próximo. Quase 67% dos entrevistados acreditam que os partidos devem ser responsabilizados pelos candidatos que indicam para os cargos de prefeito e vereador, caso os mesmos venham a cometer algum ato ilegal ou imoral.

 

PROGRAMAS E PROPOSTAS

 

Saúde (84,3%), educação (48%) e segurança pública (46,5%) encabeçam a lista de prioridades que o candidato a prefeito deverá seguir em suas políticas públicas, caso eleito. A importância dada à questão da saúde, que recebeu a menção de quase 85% dos consultados, reflete bem o drama vivido pelos capixabas - dificuldade para garantir atendimento nos postos de saúde, falta de leitos nos hospitais e a epidemia de dengue.

 

A saúde também lidera o ranking de prioridades para o legislativo municipal. Para 62% dos capixabas, os futuros vereadores deveriam trabalhar mais em projetos voltados para a saúde; seguidos da educação (49,8%) e segurança pública (33%). A fiscalização das ações do poder Executivo também é defendida por 27,8% dos que responderam ao questionário.

 

A pesquisa do Instituto Flexconsult foi realizada entre os dias 29 de março e 01 de abril de 2008, nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. Foram realizadas 400 entrevistas domiciliares e nos pontos de afluência dos domicílios. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 4,9 pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

O responsável técnico da pesquisa representando a ONG Transparência Capixaba é o historiador Rafael Cláudio Simões.

 

 

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