fatos
 


ENVELHECER
ANTES, TODOS OS CAMINHOS IAM.
AGORA TODOS OS CAMINHOS VÊM.
A CASA É ACOLHEDORA, OS LIVROS POUCOS.

E EU MESMO PREPARO O CHÁ PARA OS FANTASMAS.

MARIO QUINTANA
em "SAPATO FLORIDO", 1948.

POPULAÇÃO DE IDOSOS

 

A população mundial de idosos está crescendo cada vez mais, e os velhos em breve serão pela primeira vez mais numerosos que as crianças pequenas, disseram pesquisadores dos EUA. O mundo terá 1,3 bilhão de idosos até 2040, ou 14% da população global estimada.

 

”As pessoas com 65 anos ou mais em breve superarão em número as crianças com menos de 5 anos, pela primeira vez na história”, disse o relatório elaborado por Kevin Kinsella e Wan He, do Departamento do Censo dos EUA.

O envelhecimento populacional deve pressionar os custos de previdência e saúde, obrigando a profundos aumentos nos gastos públicos, o que pode desacelerar o crescimento econômico tanto nos países ricos quanto nos pobres.

 

Doenças crônicas, como os problemas cardíacos e o câncer, continuam sendo os maiores responsáveis pela mortalidade, especialmente entre os mais velhos. Isso por sua vez significa enormes gastos nos sistemas de saúde.

 

”A redução da proporção entre trabalhadores e pensionistas e (o fato de cada vez mais) pessoas passarem uma parte maior das suas vidas na aposentadoria representam uma taxação cada vez maior dos sistemas existentes de saúde e previdência”, disse Richard Suzman, do Instituto Nacional do Envelhecimento, que encomendou o relatório.


”O envelhecimento está afetando todos os países em todas as partes do mundo. Embora haja diferenças importantes entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, o envelhecimento global está mudando a natureza social e econômica do planeta e apresentando difíceis desafios,” concluiu.

Principalmente, quando se sabe que as pessoas com 80 anos ou mais são a parcela da população que mais cresce em diversos países. Globalmente, essa população de idosos deve crescer 233% entre 2008 e 2040. Isso pode sobrecarregar seus filhos e netos.


”Em poucos anos, logo após 2010, os números e as proporções de pessoas mais idosas (especialmente os mais idosos entre os idosos) vai começar a crescer rapidamente na maioria dos países desenvolvidos e em muitos países em desenvolvimento”, acrescentou.


A cada mês, 870 mil pessoas completam 65 anos. Dentro de 10 anos, 1,9 milhão atingirão essa idade a cada mês.


Se os países e empresas se programarem adequadamente, o envelhecimento populacional pode criar oportunidades de crescimento econômico, argumenta o estudo, que por outro lado cita um relatório de 2006 da Comissão Europeia segundo o qual os custos de previdência, saúde e cuidados de longo prazo provocarão aumentos nos gastos públicos e causarão uma redução nas taxas de crescimento do PIBs nacionais.

”E, na ausência de mudanças políticas, a taxa potencial de crescimento econômico da UE seria reduzida pela metade até 2030”, alerta o relatório.

Informações da Agência Reuters


1º FÓRUM DA LONGEVIDADE

 

A longevidade é um fato consumado que deve marcar a história da humanidade no Século XXI e todos precisam estar preparados para esta nova realidade: a população, as empresas e os governos. Essa afirmação foi unanimidade entre os palestrantes que conduziram o 1º Fórum da Longevidade, realizado pela Bradesco Vida e Previdência em São Paulo, no último dia 30.


Com um público de mais de 450 pessoas, esta iniciativa pioneira da área de Previdência do Bradesco foi realizada com o propósito de refletir sobre a preparação necessária para enfrentar a grande mudança que vem ocorrendo na configuração demográfica brasileira e mundial: o significativo aumento da expectativa de vida.

 

Para se ter uma idéia do que representa a longevidade, as projeções do IBGE apresentadas no Fórum apontam para um universo de 64 milhões de sexagenários no Brasil em 2050, o que representará 12,33% da população. Os números são bastante expressivos, principalmente se for considerado que em 2005 apenas 4,42% da população (16 milhões) tinham 60 anos de idade ou mais de idade.

 

Comparado a 1950, quando esta expectativa era por volta de 43,2 anos, vemos que houve uma grande evolução, acrescentando-se a isso o fato de que naquela época, quem envelhecia, vivia mais marginalizado, com menos participação social e sem chances de exercer alguma atividade profissional remunerada ou não.

 

O BRASILEIRO É OTIMISTA

O maior destaque deste evento foi a divulgação dos resultados da pesquisa Longevidade no Brasil, coordenada pelo cientista social José Carlos Libânio, que ouviu cerca de 1.200 pessoas, entre 55 e 74 anos. Os dados mais significativos do estudo traçaram o perfil de uma população idosa é feliz por sua longevidade, mas preocupada com questão financeira, já que a maioria vive amparada apenas pelo INSS.

 

Segundo o levantamento, eles não se consideram idosos, pois, no seu entender, a palavra tem sentido pejorativo. O otimismo impera: a maioria considera que vive o melhor momento de suas vidas. Prezam sua independência financeira, valorizam suas experiências e, mesmo que apresentem limitações físicas, não as consideram incapacitantes. No geral, acham um privilégio o fato de terem envelhecido, especialmente os que vivem em regiões onde a longevidade é maior.


Reclamam de preconceito e sentem-se desvalorizados pelos mais jovens.
Também se queixam muito do transporte público e de serviços médicos. Gostam de estar com a família, mas não querem mais ter obrigações. E, o principal: não querem depender dos filhos, fazendo questão de manter sua autoridade e autonomia.

 

“O contato social frequente entre idosos estimula o funcionamento do cérebro num grau maior do que as atividades solitárias, como a leitura. Além disso, ajuda a controlar o stress relacionado ao envelhecimento e até mesmo retarda os efeitos de doenças como Alzheimer”, diz o especialista.

 

Para a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, em sua palestra “Fique de bem com seu cérebro”, enfatizou a importância de manter o estresse sob controle para garantir um bem-estar físico e psicológico no final da vida. Ela ensinou formas de controlar o estresse e a ansiedade, e enfatizou que é preciso exercitar o cérebro e estimular as relações afetivas, assim como se cuida do resto do corpo.

 

CENTENÁRIOS 

Quem encantou a platéia do IV Fórum da Longevidade foi o geriatra norte-americano Thomas Perls, ao falar que "Velhice não é sinônimo de doença".

 

Autor do livro Living to 100, Lessons in Maximizing Your Potential at Any Age (Vivendo até os 100: lições para maximizar o seu potencial em qualquer idade) o especialista falou à plateia sobre Centenários: um novo paradigma de envelhecimento, baseado nas conclusões de estudos sobre pessoas centenárias, que vem realizando em várias partes do mundo.

 

“ Atingir os 100 anos de idade com saúde e disposição não é mais privilégio de poucos. Vários estudos têm demonstrado o aumento da longevidade na população em geral e, mais do que ter uma receita pronta para chegar lá, trata-se de algo a ser conquistado. Entram em jogo diversos fatores – a genética é muito importante, mas mais relevante ainda são nossos hábitos ao longo da vida”, explicou.

 

Perls dirigiu por oito anos um dos mais amplos estudos genéticos e sociais sobre centenários e suas famílias já realizados no mundo, o New England Centenarian Study. É também o fundador do The Institute for the Study of Aging, um empreendimento filantrópico. Criado em 1998, o instituto oferece recursos para programas de pesquisas e desenvolvimento de medicamentos e abordagens preventivas do envelhecimento cognitivo, doença de Alzheimer e enfermidades relacionadas.

 

Neste trabalho, ele pesquisou fatores conhecidos que levam a uma vida longa e outros dados igualmente importantes, como desenvolver uma vida espiritual relevante e manter amizades e relações afetivas.

 


PARA UM TOLO, A VELHICE É UM INVERNO AMARGO.

PARA UM SÁBIO, ELA É UM TEMPO DOURADO.

DITADO POPULAR

 

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SITUAÇÃO FINANCEIRA NÃO INFLUENCIA

A SAÚDE MENTAL DOS IDOSOS

 

Uma pesquisa publicada no American Journal of Epidemiology, concluiu que a situação financeira não influencia a saúde mental dos idosos.

 

Foram avaliados 6.476 pessoas nascidas até 1924 pela Universidade americana da Califórnia. Os dados foram colhidos entre 1993 e 2002 através de vários testes de memória e cognição, entre eles, subtração, linguagem e atenção.

 

A surpresa para os pesquisadores foi a constatação de que, depois dos 70 anos, a taxa de declínio mental é a mesma, independentemente da situação socioeconômica.

 

A preocupação financeira pode não determinar, especificamente, a perda de alguma função cognitiva, mas influencia diretamente na forma como cada um vai desfrutar do envelhecimento, dizem os especialistas.

 

FONTE: Redação Correio do Brasil com agências internacionais - da Califórnia

 

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ENVELHECER BEM

JUSSARA CÂMARA

 

Há doze anos trabalho como jornalista especializada na terceira idade. Fiz um curso de graduação em Gerontologia Social na UERJ e antes de criar este site, lancei em 1998, a primeira e única revista carioca dirigida a este público, chamada de Rio Cidadão Sênior.

 

Naquela época, eu já sabia através de pesquisas do envelhecimento da população no Brasil e no mundo. Graças à evolução da ciência e da tecnologia, que produzem mais e melhores medicamentos, alimentos e melhorias no dia-a-dia, estamos vivendo mais.

 

A expectativa de vida do brasileiro passou de 70 anos, segundo um relatório divulgado pelo IBGE, sobre População e Indicadores Sociais, referente a 2002; aumentando 8,5 anos desde 1980, quando era calculada em 62,5 anos.

 

Atualmente, a perspectiva é que o número de homens e mulheres com mais de 80 anos venha a superar o de jovens de 20 a 24 anos e até o de crianças abaixo de 14 anos. De acordo com dados do IBGE, em 1980, existiam cerca de 16 idosos para cada 100 crianças; vinte anos depois, essa relação praticamente dobrou, passando para quase 30 idosos para o mesmo número de crianças.

 

O Rio de Janeiro é a capital brasileira com o maior número deste segmento de mercado (dados IBGE), sendo o bairro carioca de Copacabana, o com o maior índice de habitantes com mais de 60 anos (26%); esta percentagem é maior do que o índice de idosos na Suíça, que não ultrapassa os 20%.

 

Todos nós sabemos que se alimentar bem, praticar exercícios físicos, saber relaxar são alguns fatores importantes para se envelhecer melhor.

Há alguns anos, coordeno grupos de senhoras em conversas sobre temas do cotidiano. Falamos sobre nossas preocupações, alegrias, escolhas na vida, desapontamentos e felicidades diárias. Inúmeras delas já constataram, inclusive eu, que podíamos ter agido de forma diferente em muitas ocasiões passadas. Mas, isso não as deixa tristes, pelo contrário, serviu de lição. Além disso, um dos temas de cada Grupo é “Ainda dá tempo”. Se não foi feito de um jeito, de outra forma será!

Isso é reconfortante. Isso faz com que vejam o envelhecer como uma fase inexorável e positiva da vida. Desta maneira, não passam a contar anos de vida, mas, sim feitos, que lhes dêem prazer e as mantenham saudáveis, o corpo e a mente. Sem o eufemismo de estar vivendo a melhor idade e sim, uma idade com melhor qualidade de vida.

 

FONTE: Jussara Câmara é jornalista e editora deste site

 

 

MEDICINA ANTI-AGING

 

Durante o I International Workshop of the American Academy of Anti-Aging Medicine” no Brasil, sob a chancela da “American Academy of Anti-Aging Medicine (A4M)” e da “World Academy of Anti-Aging Medicine (WAAAM)”, realizado nos dias 14 e 15 de agosto passado, em São Paulo, os médicos brasileiros  aprenderam os princípios mais atuais que regem os procedimentos antienvelhecimento.

 

No encontro foram discutidos temas como a Menopausa, Osteoporose e Fadiga Crônica, entre outros. Para retardar os efeitos da Menopausa os especialistas em medicina Anti-Aging defendem o uso do estrogênio natural para substituir o uso da progesterona sintética, já bastante difundido e considerado de alto risco para as pacientes por causa dos efeitos colaterais.

 

Para combater a Osteoporose a medicina Anti-Aging se utiliza do estrôncio, um mineral abundante na natureza. E para enfrentar a Fadiga Crônica a solução, segundo os especialistas em medicina Anti-Aging, pode estar no Cordyceps, um extrato natural usado na China há mais de 2000 mil anos.

 

A Ciência Anti-Aging é um assunto importante, ainda mais mediante a alguns números apresentados pela Dra. Edith Horibe, presidente da ABMAE - Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento: a humanidade acrescentou 29 anos de expectativa de vida no último século e em 2015 a proporção de idosos será de 15 para 1 recém nascido, assim, projeta-se para 2050 uma população mundial de idosos igual a de jovens.

 

A AJUDA DA MEDICINA 

Esta situação envolve compromissos financeiros tanto para a família como para o governo, que terão que administrar uma nova realidade. É ai que entra a medicina Anti-envelhecimento, agente responsável por atuar e cuidar da prevenção de doenças que surgem com o envelhecimento, capaz de proporcionar longevidade com mais saúde e qualidade de vida.

 

Segundo a Dra. Edith Kawano Horibe, cirurgiã plástica, presidente da ABMAE e PhD pela Faculdade de Medicina da USP,  "Por mais que seja verdade que as pessoas começam a envelhecer desde o momento em que são geradas, poucos lidam bem com esta realidade. Para o alento de muitos, hoje já podemos contar com um conceito pioneiro e inovador no mundo todo, inclusive no Brasil, o qual  propõe a prevenção pró-ativa antienvelhecimento, agregando tratamentos internos e externos para uma saúde plena, que só começa a tratar biologicamente o indivíduo após uma séria avaliação feita por meio de anamneses, questionários, acompanhados por exames que levam a um diagnóstico preciso.

 

NA ÁREA DE REJUVENESCIMENTO

Assim, não só checa a idade biológica que, diferente da cronológicadiferenciados da vida. Itens como: rejuvenescimento facial - peelings, preenchimentos, cirurgia de pálpebras, correção do nariz, suspensão de supercílios, mini lifting e lifting. Para o corpo, a tão conhecida lipoaspiração e seus diferentes tipos, aumento e suspensão de mamas, rejuvenescimento de braços, coxas, nádegas e umbigo com fios de polipropleno ajudam tamém a elevar a autoestima.    

 

"Queremos que as pessoas rejuvenesçam por fora e por dentro, com saúde e qualidade",  enfatiza a Dra. Edith.

 

 

A GERAÇÃO DOS SEM IDADE

SUSAN GUGGENHEIM

 

Vivemos no século da ciência e da tecnologia. A idade das pessoas é agora alvo dos mais diversos conceitos e manipulações.  As pesquisas se concentram em como fazer os homens rejuvenescerem e não atingirem a sua verdadeira idade biológica. A farmacologia lança no mercado as mais sofisticadas drogas que recuperam o organismo envelhecido.

 

A melhora irá corresponder a uma excelente performance cardíaca, sexual. A aparência jovem sem rugas tem na dermatologia estética o seu maior aliado. Pele lisa, cabelos fartos e sem fios brancos num corpo musculoso, esculpido em modernos aparelhos de ginástica este é o velho de hoje ou melhor, o da Terceira Idade.

 

AGELESS

Recentemente nos EUA foi criado o termo ageless ou os sem idade. São aquelas pessoas que já passaram dos 60 anos mas aparentam 40, 50 anos ou alguma idade indefinida.

 

Eles se submeteram a cirurgias plásticas, vários tratamentos de rejuvenescimento, usam roupas de jovens, freqüentam lugares da moda e se comportam como se tivessem 30 anos ou menos.

 

Parecem felizes e realizados neste sonho de não envelhecerem. Mas isto é possível? estas pessoas cuja aparência, a exterioridade é tão jovial não viveram 60 ou mais anos neste mundo? Não experimentaram frustrações, não vivenciaram sofrimentos, não compartilharam de ideais de suas gerações?

 

Que seres são estes “sem idade”. Parecem que preferiram subtrair de suas vidas todas as vivências do passado em troca de uma idade bem mais nova. Porque fazem isto? Devem achar com certa razão que se forem mesmo idosos não serão aceitos, admirados pelos mais jovens.

 

A sociedade não lhes oferecerá um lugar confortável, onde eles possam se sentir parte ativa deste mundo. A pós- modernidade vê o homem na sua aparência, a subjetividade é negada, o passado se tornou obsoleto, assim como um velho modelo de celular.

 

Se hoje, você pode ter o mais novo modelo trocando o velho celular sem pagar nada, existe uma fantasia de que este moderníssimo aparelhinho é realmente gratuito, no entanto, ele tem um custo.

 

QUAL O CUSTO?

Qual é o preço de não se ter a idade inscrita na certidão de nascimento? Podemos trocá-la como em minutos trocamos os nossos celulares e não nos “custar nada”? Estas trocas nos parecem falaciosas. Algo se perde e é algo muito valioso porque põem em risco as nossas vidas, nossos valores, nossas experiências e conquistas.

 

Muitas pessoas vêem vantagens em serem eternamente jovens e gastam muito dinheiro, tempo e energia para conseguirem a eterna juventude. A indústria tem lucrado muito nos últimos anos com esta corrida contra o tempo. O prejuízo nunca é contabilizado, ele envolve questões éticas e por demais subjetivas para este século do imediatismo e do descartável.

 

Acreditamos, no entanto, que vale a pena pensar melhor sobre estas questões que afetam, na verdade a todos os idosos. Se os idosos optarem por pagarem o preço de serem sem idade, que seja uma decisão consciente que analisem os muitos aspectos desta delicada decisão e não sejam apenas sujeitos manipulados pela mídia e pela indústria do lucro.

 

Susan Guggenheim é psicanalista, gerontóloga Seu consultório fica na Rua Siqueira Campos 43/603.Copacabana. Tel: (21) 32081242.       

 

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