CONSUMIDOR BRASILEIRO MUDOU DIANTE DA CRISE

 

A crise que está deixando o mercado financeiro mundial em pânico já acendeu o sinal amarelo no ritmo de compras do brasileiro. Pesquisa do Instituto Qualibest (www.qualibest.com.br) para identificar o potencial de consumo nos próximos meses, apontou que as pessoas continuam animadas com a perspectiva das compras natalinas, mas 55% já mudaram alguma atitude em relação ao consumo depois que a turbulência estourou no mês passado.

Nesse sentido, estão pagando mais à vista, gastando menos ou até mesmo evitando cartões de crédito. Muitos estão colocando dinheiro na poupança. Na hora de preencher o carrinho de compras, os itens de limpeza doméstica preferidos são aqueles mais baratos ou em promoção.

"Metade dos consumidores pretende fazer compras neste Natal com a mesma intensidade do ano anterior ou até maior, mas um quarto deles (26%) ainda não decidiu como será o seu ritmo de compras, o que indica certo clima de expectativa no ar", diz a analista do Qualibest, Ana Bela Antunes.

De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados informaram que passaram a pagar as compras à vista após o agravamento da crise mundial de crédito. O levantamento também revela que, entre os entrevistados, 54% mudaram de alguma forma seus hábitos de consumo após o recrudescimento da escassez de crédito. Nas respostas, 43% disseram que os modificaram “um pouco” e 11% afirmaram que “mudaram muito” os hábitos.

Para Anabela Antunes, os 46% dos consumidores que afirmaram não ter modificado suas atitudes de consumo apesar da restrição de crédito ainda não têm clareza dos efeitos da crise. Ela afirma que a sensação de que algo vai ter de mudar será sentida, principalmente, pelos fãs de eletroeletrônicos, como TVs e computadores: “Além dos modelos importados, mesmo os nacionais são fabricados com componentes que vêm de fora e que sofrerão a pressão da alta do dólar”.

PERFIL DA AMOSTRA

O levantamento foi realizado pela internet com 819 pessoas das principais capitais do País e do interior de São Paulo, entre 30/09 e 7/10. Dos entrevistados, 52% são homens e 48% mulheres, das classes A (13%), B (50%) e C (37%). A faixa dos 25 aos 35 anos concentra 38% dos consumidores consultados. Outros 29% têm entre 18 e 24 anos, 8% estão na faixa dos 36 aos 40 anos e 25% têm mais de 40.

 

Fonte: Communica Brasil  -Revisão e edição: Renata Appel

 

 

 RESOLUÇÃO SOBRE A CRISE ECONÔMICA:

IMPLICAÇÕES NA SAÚDE

 

 

Após discussão de como a crise econômica mundial pode impactar na assistência à saúde dos povos. Elaborou-se, portanto, a seguinte resolução na 59º Assembléia Geral da Associação Médica Mundial, Seul, Coréia do Sul, em outubro 2008

 

A atual crise global da economia está afetando tanto indivíduos quanto nações e terá implicações para a saúde. A população passa por incertezas sobre o futuro; e conseqüências psicológicas começam a aparecer.

 

Ao enfrentar dificuldades econômicas, os governos têm respondido com o corte de despesas nacionais. Há um risco de que os gastos com a assistência à saúde diminuam nominal e proporcionalmente nos próximos anos. A experiência tem mostrado que esta ação pode ter sérias conseqüências na saúde dos indivíduos e em sua contribuição para a economia nacional. Dessa forma, todas as reservas serão reduzidas.

 

Sendo assim, a WMA exorta as Associações Médicas Nacionais a trabalharem junto a seus governos para:

 

Iniciar programas de apoio médico e psicológico aos indivíduos e famílias afetados pela crise econômica atual.

 

Manter, pelo menos, os investimentos atuais em saúde.

 

José Luiz Gomes do Amaral Presidente da AMB – Associação Médica Mundial

 

 

 

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