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                                 A POBREZA DOS IDOSOS                  home


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O acesso à saúde é precário, os profissionais não estão capacitados para atender a terceira idade e a pobreza também impede uma vida digna. Foi pensando em melhorar esse cenário que idosos de várias partes da América Latina, se reuniram em Brasília para revisar o Plano Madri. Assinado há cinco anos por 159 países, o documento prevê a melhoria das condições de vida dos idosos.

O Brasil é o país mais avançado na assistência e reconhecimento dos direitos da terceira idade, pois as pensões chegam a 5,3 milhões de pessoas, segundo dados da HelpAge Internacional (HAI) - a maior rede global de auxílio aos idosos do mundo.

Já o Paraguai, guarda uma das situações mais críticas do Continente: apenas 16% de sua população com mais de 60 anos recebe algum tipo de pensão ou aposentadoria. Desde que foi assinado o Plano Madri, os países se comprometeram a realizar análises com um método participativo e ascendente, colocando os idosos como porta-vozes de suas necessidades.

-"O idoso tem que mudar um pouco suas atitudes. Precisa se integrar a organizações e cobrar os direitos", instiga Nedda Cecchini, 83 anos, Presidente da Rede Continental de Idosos da América Latina e Caribe. "O acesso à saúde é o problema mais grave da América Latina. Saúde também é prevenção. E não existe isso", desabafa.

Para se ter uma idéia, dos 52 milhões de idosos existentes na América Latina, apenas 30% recebe algum tipo de pensão ou aposentadoria.

Aumentar esses números é uma das bandeiras da HelpAge International, que nasceu do objetivo de garantir direitos básicos àqueles que não contam com nenhum benefício. De lá para cá a entidade vem capacitando representantes da terceira idade para chegar até as autoridades e cobrar a evolução dos direitos.

Batizado de "Idosos Saindo da Sombra: Madri + 5", o projeto foca três linhas centrais: segurança econômica e pensão social não-contribuitiva, acesso à saúde e condições favoráveis com ênfase na participação.

O Brasil conta, desde 2003, com o Estatuto do Idoso. O documento determina que é obrigação da família e da comunidade, com absoluta prioridade, que os idosos tenham acesso à saúde, alimentação, cultura, convivência familiar e comunitária, entre outros. Mas, a realidade não reflete o que está no papel.

"Chega um momento que o idoso passa pela 'morte social'. Precisa melhorar o atendimento aos doentes, mas é preciso ter consciência de que nem todo o idoso é doente", explica a coordenadora geral do IV Encontro das Pessoas Idosas da América Latina e Caribe, Odair de Castro, 85 anos, completando: "Tem que aumentar a educação e acrescentar disciplinas de geriatria nos currículos de graduação. É urgente que os jovens e o governo comecem a entender o que é o envelhecimento.

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