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PROGRAMA VILA DIGNIDADE

 

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Em São Paulo foi lançado o Programa Vila Dignidade, que visa a construção de pequenas vilas voltadas à população acima dos 60 anos e com renda de até dois salários mínimos. O candidato deve ser independente para a realização das tarefas diárias, devem ser só ou não possuir vínculos familiares sólidos e morar a pelo menos dois anos no município paulista.

 

O Governo do Estado vai construir pequenas vilas especialmente projetadas para os idosos, dotadas de assistência social, atividades socioculturais e de lazer.

 

O programa é uma ação conjunta das secretarias da Habitação, de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads), de Economia e Planejamento, da Cultura, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (FUSSESP), em parceria com as prefeituras paulistas.


A Secretaria Estadual de Habitação investirá inicialmente R$ 10 milhões na construção das primeiras 120 unidades, que serão distribuídas entre os municípios de Avaré, São José do Rio Preto, Cubatão, Santos, Caraguatatuba, Ribeirão Preto e Itapeva. "Estamos focando as ações do Governo nos públicos mais vulneráveis, como os idosos e os deficientes físicos. O Estado de São Paulo já investiu R$ 1,64 bilhão em habitação nessa gestão", disse Serra. A Secretaria da Habitação prevê mais R$ 15 milhões para o Programa Vila Dignidade no ano que vem.

 

"Esse é um projeto-piloto. Nesta primeira fase serão atendidos sete municípios e esperamos levar em breve para todas as cidades do Estado", disse José Serra.

 

O secretário de Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, explicou a necessidade de um programa específico para o idoso. "Enquanto a população total no Brasil cresceu 21% de 1997 a 2007, a população de idosos acima de 60 anos cresceu 47,8%, mais que o dobro. E as pessoas com mais de 80 anos representam um aumento de 86%. As pessoas estão vivendo mais, graças às melhorias das políticas públicas e precisam viver com qualidade", disse o secretário. "Este programa é uma ação pioneira no Brasil".

 

CARACTERÍSTICAS DO IMÓVEL

Os imóveis do programa são projetados segundo parâmetros de acessibilidade do Desenho Universal, que estabelece conceito arquitetônico adaptável para permitir facilidade no uso da moradia por qualquer indivíduo com dificuldade de locomoção, temporária ou permanente.

Os empreendimentos do Programa Vila Dignidade serão horizontais, com até 24 unidades habitacionais que terão sala conjugada à cozinha, um dormitório, banheiro, área de serviço e uma pequena área externa nos fundos que pode ser utilizada como jardim ou horta. Vários itens de segurança e acessibilidade foram introduzidos nos conjuntos, como barras de apoio, pias e louças sanitárias em altura adequada, portas e corredores mais largos, interruptores em quantidade e altura ideais, rampas e pisos antiderrapantes, entre outros.


Recursos de acessibilidade também serão instalados nas áreas comuns para facilitar a locomoção e dar segurança e conforto ao idoso. Os conjuntos terão projeto paisagístico diferenciado para proporcionar um ambiente agradável e contarão, ainda, com salão para atividades diversas, como festas, reuniões, cursos, dentre outras.

 

O Programa Vila Dignidade visa, assim, atender às diretrizes do Plano Estadual para a Pessoa Idosa - Futuridade, do Governo do Estado de São Paulo, coordenado pela Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, criado em razão do crescente envelhecimento da população paulista. O objetivo é assegurar melhor qualidade de vida a pessoas nessa faixa etária.

O "Futuridade" também busca sensibilizar governos municipais, idosos, famílias, mídia, terceiro setor e sociedade civil para a importância da construção e fortalecimento de uma rede de atenção (com ações e serviços) voltada para a pessoa idosa.

 A CASA SEGURA PARA A TERCEIRA IDADE

A Casa Segura é um novo conceito de moradia que visa oferecer aos idosos, parcela cada vez maior e mais atuante da sociedade, uma ambientação mais adequada, segura e confortável que lhes dê mais independência : uma vida caseira de qualidade e dignidade.

                 

Dados estatísticos revelaram que 75% dos tombos, que levam a fraturas mais sérias, ocorrem dentro de casa ou em ambientes fechados. Por causa disso, foi realizada uma pesquisa junto a geriatras, ortopedistas e arquitetos indicando as adaptações funcionais que deveriam ser feitas numa moradia, a fim de reduzir esses acidentes. A arquiteta Cybele Monteiro de Barros, a pedido da Sociedade Brasileira de Ortopedia e com posse destas informações, idealizou a "Casa Segura".

Entre as sugestões apresentadas para todos os cômodos, estão: arestas boleadas nas quinas dos móveis, janelas abrindo para dentro, portas leves de armários, equipamentos sempre fixos e inquebráveis, evitar escadas móveis, tapetes e fios soltos, usar pisos antiderrapantes e acessos largos, ter telefone ou babá eletrônica, viva voz ou campainha, luz noturna de rodapé e de emergência.

quaro-vila-dignidadeNo quarto é importante ter uma cama larga, de 45 a 50cm, incluindo o colchão, de modo que a pessoa. sentada na beirada, apóie os pés no chão, evitando assim tonteiras. Use um só travesseiro e colcha ou cobertor preso ao pé da cama. A cama deve ter cabeceira, que permita se recostar.

A mesa de cabeceira deve ter a altura de 10cm acima da cama, bordas arredondadas, fixada ao chão para evitar que se desloque quando a pessoa se apoiar nela. Tenha sempre perto na cabeceira relógio digital com números grandes, suporte para copos, telefone e números de auxílio, lanterna e controle remoto para TV. O abajur deve ser fixo na mesa ou à parede. O uso de cadeira ou poltrona facilita para calçar meias e sapatos.

banheiro-vila-dignidadeNo banheiro, tem que ter no box, o piso antiderrapante, suporte, corrimão lateral ou barras de apoio, chuveiro portátil, porta-objetos fixo, como a saboneteira. Evitar sempre prateleiras de vidro, superfícies cortantes e quinas.

Na sala, a estante deve ser bem fixada ao solo ou à parede, para acomodar aparelhos de som ou TV com controle remoto. Evitar objetos pesados e de vidro. A mesa de jantar com altura média de 75cm, bordas arredondadas, cadeiras sem braço e não usar tapete sob a mesa. As poltronas e sofás devem ser confortáveis e fáceis de sentar e levantar (com 50cm de altura e 70 a 80cm de profundidade).

Caso a pessoa sofra uma queda, a primeira providência é se proteger e não carregar objetos. Se sentir uma dor forte, não deve se mover, e sim manter uma posição confortável até a chegada de socorro profissional.

Estes são alguns conceitos da casa segura. Maiores informações em http://www.casasegura.arq.br/
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PRÉDIOS COM CONSCIÊNCIA GERONTOLÓGICA

 

A Tecnisa está construindo empreendimentos levando em conta as necessidades da terceira idade. Este é um projeto inclusivo, mas não exclusivo para idosos. Ou seja, as alterações em acabamentos ou as mudanças nas áreas comuns vão ajudar a mobilidade de pessoas com mais idade.

 

Para montar este projeto, a Tecnisa começou a estudar as necessidades da terceira idade e levou em consideração requisitos para construção de moradias adequadas para qualquer fase da vida. O trabalho foi conduzido por um grupo multidisciplinar formado por professores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), arquitetos, engenheiros, gerontólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.

 

O resultado prático é que, partir de 2010, os novos empreendimentos da Tecnisa terão áreas comuns de convivência, menos escadas, mais rampas, escadas submersas para facilitar o acesso às piscinas, fechaduras invertidas, pisos opacos e antiderrapantes, eliminação de cantos vivos, áreas de circulação e portas mais largas, entre outros detalhes. O primeiro empreendimento a incorporar as características da arquitetura inclusiva será lançado no segundo semestre de 2009, na Água Rasa, em São Paulo.

 

Segundo a arquiteta Patrícia Valadares, gerente de Projetos da Tecnisa, atitudes que incluam o idoso representam uma quebra de paradigma e uma mudança de cultura na construção civil. “O estudo serviu para entendermos que um prédio pode incluir os idosos, ao mesmo tempo em que agrada pessoas de outras faixas etárias. São pequenos detalhes, mas que vão fazer toda a diferença para os idosos”, explica.

 

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