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MULHERES NO COMANDO

 

Na política, no meio empresarial, nos esportes. Não importa o segmento, o mercado aponta para uma tendência clara: Cada vez mais, as mulheres estão ocupando lugares de decisão. No Brasil, o número de mulheres no comando das empresas dobrou nos últimos anos. Hoje, 20,5% das companhias têm presidentes do sexo feminino. Há 11 anos, eram 10,3%.

 

Já nos cargos gerenciais, as mulheres mantêm tendência de crescimento gradativo. Em empresas com mais de 1.500 funcionários, por exemplo, o percentual de mulheres supervisoras cresceu de 35,22%, em 2007, para 37,11%, em 2008, e de gerente, de 21,52% para 23,45%, segundo uma pesquisa realizada pela empresa Catho.

 

“Competência e determinação são os principais fatores que contribuem para explicar a presença histórica das mulheres em cargos de liderança, avalia Márcia Cristina Gonçalves, gerente da empresa Listel Publicar.

 

Para a gerente, a procura constante por qualificação também é um dos diferenciais do público feminino, que auxiliam na promoção dos cargos. No estudo, 59,9% das mulheres tinham 11 anos ou mais de estudo, contra 51,9% dos homens.

 

O que resta mudar ainda é o equilíbrio dos salários. Elas têm mais instrução, mas ganham 60% menos. As trabalhadoras com nível superior ganham, em média, o equivalente a 60% do total recebido por homens de igual escolaridade. Conforme estudo especial do IBGE.

 

    TRABALHO - MULHERES: INVISÍVEL E INCOMENSURÁVEL

                                                THALIF DEEN

 

 O trabalho das mulheres em suas casas continua sendo, além de gratuito, “invisível e incomensurável”, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon. A maioria das tarefas domésticas, entre elas cozinhar, limpar e cuidar dos membros da família, são desempenhadas por mulheres que nada recebem por isso, recordou a ONU em um informe. “Em muitas regiões, o trabalho na casa inclui coleta de água e lenha, cultivo de alimentos e cuidados de pequenos rebanhos”, acrescenta o estudo, apresentado na sessão anual da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher.

Nesse estudo, de 20 páginas, Ban considera que não se reconhece nem avalia a contribuição deste trabalho invisível ao desenvolvimento social e econômico, apesar de ser essencial para a reprodução da força de trabalho e para o bem-estar das sociedades. Também alerta que a iniqüidade e a discriminação baseadas em gênero contribuem com o persistente desequilíbrio na divisão do trabalho entre homens e mulheres, e que perpetuam os estereótipos do “macho provedor” e da “encarregada de cuidar da família”. Assim, “o potencial de mulheres e meninas para participar da educação, capacitação, mercado de trabalho e esfera pública se restringe”, acrescenta.

A Organização Internacional do Trabalho avalia que a participação das mulheres no mercado de trabalho remunerado cresceu significativamente, até chegar a 46,4% em todo o mundo em 2007. Mas, sua parte no trabalho doméstico não-pago é desproporcional. As mulheres tendem a trabalhar muito mais horas por semana do que os homens, se somarmos a atividade remunerada e a não remunerada, e têm, como consequência, menos tempo para o lazer e o sono. Os homens têm mais tempo de trabalho remunerado, segundo a OIT.


O tempo dedicado pelas mulheres ao trabalho não remunerado em casa mais do que duplica o dos homens, concluiu o Instituto de Pesquisas sobre Desenvolvimento Social da ONU após analisar a situação em na Argentina, Coréia do Sul, Índia, Nicarágua, África do Sul e Tanzânia para um estudo publicado no ano passado. Mais da metade das latino-americanas sem emprego e entre 20 e 24 anos mencionaram as atividades que realizam gratuitamente em casa como a principal razão de estarem excluídas do mercado de trabalho remunerado, segundo a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (Cepal).


Os estudos especializados sugerem que a participação dos homens no trabalho doméstico avança com lentidão, menos em países como Canadá e Dinamarca. As autoridades canadenses incluíram em seus formulários de censo, desde 1996, perguntas sobre as três áreas de trabalho não remunerado principais: trabalho doméstico, cuidado com as crianças e dos idosos. “O secretário Ban e eu estamos fortemente comprometidos com a igualdade de gênero, o poder das mulheres e o importante trabalho desta Comissão”, disse segunda-feira, na abertura da sessão da conferência em Nova York, a subseceretária-geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro.

Migiro aplaudiu a determinação da comissão de se concentrar em suas duas semanas de sessão na questão de homens e mulheres dividirem igualmente as responsabilidades, principalmente o cuidado com as crianças e os doentes no contexto da pandemia de Aids. “O desequilíbrio e a iniqüidade em compartilhar essas tarefas entre homens e mulheres persiste na esfera pública e na privada, e também no trabalho remunerado e não remunerado”, acrescentou a subsecretária-geral. A maioria do trabalho em casa e do cuidado dos familiares nos países industriais e em desenvolvimento é feito por mulheres e crianças, alertou Migiro. Isso, acrescentou, restringe as oportunidades de emprego, educação, capacitação e participação na vida pública.


Isto ocorre apesar de – segundo Migiro – os homens estarem obrigados a ter um papel ativo em suas famílias, que, como as comunidades e sociedades, sofrem as consequências de suas omissões. A pandemia de Aids ilustra claramente a necessidade de muitos atores da vida social – incluídos Estado, setor privado e sociedade civil – participarem no cuidado dos mais necessitados. Trata-se – afirmou – de uma tarefa urgente que exige um enfoque exaustivo.


“Devemos reconhecer o trabalho não remunerado e o cuidado desempenhados em casa e em nível da comunidade, e valorizar sua contribuição ao desenvolvimento social e econômico. Isso obriga a melhorar as medições desse trabalho nas contas nacionais”, disse Migiro. Mas, além disso, “Devemos reduzir a carga de tempo e de esforço que essas tarefas consomem” das mulheres, acrescentou. Com este objetivo é preciso investir em melhorar a qualidade e a disponibilidade de serviços de cuidados de crianças, idosos, doentes e incapacitados, bem como o acesso ao transporte, à água potável, ao saneamento e à energia.


“Também devemos atender as responsabilidades de mulheres e crianças no cuidado da casa, devido à pandemia de Aids, e encontrar mecanismos para fortalecer o papel dos homens”, disse a funcionaria da ONU. “Além do mais, devemos aprovar e implementar normas e políticas que promovam a reconciliação do trabalho remunerado e as responsabilidades familiares, tanto para homens como para mulheres”, concluiu Migiro.

 

FONTE: IPS/Envolverde

 

MULHERES, A GRANDE MAIORIA
Jussara Câmara

O Brasil tem mais mulher do que homem. De acordo com os números dos indicadores sociais relativos a 2007, divulgados pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nossa população residente é de 189.820 pessoas, sendo que existem 92.625 homens, enquanto que a população feminina é de 97.195 mulheres.

Importante observar que o Brasil possui uma esperança de vida feminina 7,3 anos maior do que a masculina.

CHEFES DE FAMÍLIA

Elas são também responsáveis por um novo modelo social de família: a monoparental, chefiada por elas. Em 2007, este tipo de arranjo familiar, que tem a mulher como pessoa de referência apresentou a maior proporção (52,9%).

FECUNDIDADE DIMINUIU

Em 2007, a taxa de fecundidade total (número médio de filhos que a mulher teria ao final de seu período fértil) foi de 1,95 filho. Este resultado demonstra o processo acelerado do declínio da fecundidade ocorrido na sociedade brasileira nas últimas décadas.

MAIS ESCOLARIDADE

Em relação ao nível superior, as mulheres brasileiras se sobressaem de maneira significativa. O número de estudantes femininas neste nível em 2007, era de 57,1% e de homens, era 42,9%.

Paralelo a isso, viu-se que as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho.

LONGEVIDADE

Outro fato surpreendente a se considerar é o aumento da população idosa. Enquanto que o número de crianças e adolescentes de até 14 anos tem decrescido.

Em 2007, a PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – revelou a existência de quase 20 milhões de idosos brasileiros, o que corresponde a 10,5% do total da população. Destes, 16,5 milhões viviam em área urbana e 3,4 milhões na rural.

Entretanto, neste contingente de pessoas com mais de 60 anos, as mulheres apresentam maior longevidade. E a proporção em 2007, no conjunto do país, é de que havia 79 homens para cada 100 mulheres nesta faixa etária. E esta diferença fica ainda mais significativa com o avançar dos anos.

Verifica-se também que há um crescimento de pessoas que vivem sozinhas de 8,3% a 11,1%, tendência dos últimos anos, e entre elas, até porque vivem mais, estão as mulheres.

A GRANDE CONSUMIDORA

Não podia ser de outra forma. A mulher é que decide no mercado de consumo. Ela deixou de ser coadjuvante, para se tornar a peça chave nas decisões de compra de sua família.

A opinião feminina é marcante no consumo da casa, dos filhos e até em ítens classificados anteriormente como tipicamente masculinos, como automóveis, produtos financeiros, bancos, combustíveis.

 

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