fatos
 


PARA UM TOLO, A VELHICE É UM INVERNO AMARGO.
PARA UM SÁBIO, ELA É UM TEMPO DOURADO.

DITADO ORIENTAL

ENVELHECER OU MORRER?

 envelhecer

São várias as questões colocadas por Pedro Paulo Monteiro - Mestre em Gerontologia e Fisioterapeuta com especialização em Neurologia, - em seu livro “Envelhecer ou Morrer, eis a questão”, da Editora Autêntica, primeiro da Coleção Envelhecer e Viver.

O autor questiona o envelhecimento de várias formas, desde por que tememos envelhecer? Se a idade que temos agora é a melhor idade ou teremos uma idade melhor no futuro? Se na velhice é possível ter saídas? De como compartilhar o prazer com o outro se não nos sentimos bem conosco mesmo?

Ele parte da idéia de que existem crenças nada favoráveis à velhice, que fazem parte das nossas vidas desde que nascemos.  Ao colocar por terra inúmeros destes paradigmas pré-estabelecidos, Pedro Paulo mostra que a maioria das crenças sobre o envelhecimento e a velhice está equivocada. E daí, ele propõe a mudança de conceitos e a concepção de uma nova mentalidade a respeito da velhice.

O livro parte do pressuposto de que não há outra solução para se viver se não for pelo processo de envelhecer.  É possível nos munirmos de outras verdades, construindo novas lentes para ver o que os nossos olhos não conseguiam enxergar. Para mudar, no entanto, não basta conhecer, é preciso vivenciar e pôr em prática o que aprendemos. Teremos de fazer um exercício diário para fortalecer esse novo saber, do contrário ele atrofiará. Se conseguirmos mudar o paradigma do envelhecimento, seremos capazes de residir em terras muito mais livres e satisfatórias.

O autor também é professor universitário, ministra palestras e cursos sobre o Novo Paradigma do Envelhecimento. É pesquisador mentor do Portal do Envelhecimento.Blog do Pedro Paulo Monteiro: http://pedropaulomonteiro.com


O GRANDE PROBLEMA DE ENVELHECER
É A FALTA DE CONTEMPORÂNEOS
.
BERTRAND RUSSELL

A FINITUDE:
VISTA POR QUEM ESTÁ ENVELHECENDO

Tem horas que eu fico meio preocupada. A morte é o fim da pessoa. Mas tem horas que eu penso que se Deus nos dá a vida, temos que aceitar a morte.

Deus me deu tudo de bom; tive um bom pai, uma boa mãe, um bom marido e uma infância muito feliz. Minha mãe ficou viúva cedo, com apenas 36 anos. Meus pais foram exemplos para mim. É muito importante para a formação dos filhos a união do casal, é primordial a harmonia do casal. E na minha casa tinha muita harmonia.

Uma vez a médica me perguntou se eu me sentia abandonada. Eu não me sinto não. Tenho meus filhos, meus netos e estou bem. A convivência é
menor, mas é assim mesmo. A maioria deles está casada, têm suas casas para cuidar, suas famílias. Não me sinto abandonada, sempre que dá nos falamos, nos reunimos.

Não podemos ficar só reclamando da vida, não quero que eles fiquem preocupados. Eles já têm preocupações suficientes. Todos têm dificuldades e problemas não só quem é velho. Se você não tiver um pouco de compreensão, não dá para morar com ninguém, ninguém agüenta.

Conheço muitas senhoras idosas, que ficam muito sozinhas, não consegue conviver com os filhos, nem morar com ninguém. Tem pessoas que dificultam a convivência, criam dificuldades, assim, vão ficar sozinhas mesmo.

UM CONSELHO PARA QUEM ESTÁ ENVELHECENDO
Enfrentar a vida com coragem, com muita vontade de viver e aceitar as dificuldades com paciência, aceitar tudo que a vida tem para nos dar, até o fim.

Texto extraído do Portal do Envelhecimento, entrevista feita com D. Mariana, 91 anos por Marisa Feriancic – pesquisadora mentora, Leiam em http://www.portaldoenvelhecimento.net/vozdoidoso/voz49.htm

 

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