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COMO EVITAR GOLPES VOLTADOS PARA

DESEMPREGADOS E ENDIVIDADOS

 

Cuidado com os golpes criados para aproveitar a fragilidade de desempregados, subempregados, endividados, enfim, de todos os que sofrem os efeitos da crise econômica, alertam os especialistas do site fiquetranquilo.com – do Grupo Nordeste. Segundo os especialistas, quando estamos emocionalmente abalados por perdas financeiras, ficamos mais à mercê de golpistas e de achacadores. 

 

DICAS

Não acredite em promoções fora da realidade. Produtos e serviços têm preços fixados de acordo com os custos dos insumos, e do pessoal envolvido na produção ou prestação de serviços.

 

Jamais deposite dinheiro por em contas indicadas por sites, e-mails ou anúncios classificados, para fazer jus a um prêmio ou para aproveitar uma suposta pechincha.

 

Se tiver condições de investir alguma sobra de dinheiro, consulte o gerente de sua conta ou da agência bancária onde tenha conta-corrente. Empresas que oferecem taxas muito acima do mercado, normalmente, são arapucas para tomar dinheiro dos incautos. Isso ocorreu com muitos investidores nos Estados Unidos, que perderam todas as reservas financeiras destinadas à aposentadoria.

 

Desempregados costumam ser assediados por agências que prometem recolocação profissional. Elas cobram valores fixos por um pacote que inclui elaboração de currículo e contato com empresas que tenham vagas.

 

Nem sempre estas agências cumprem o que prometeram, limitando-se a disparar e-mails com o currículo do desempregado. Informe-se com ex-colegas, amigos e familiares sobre empresas que efetivamente tenham bons resultados na recolocação de pessoal.

 

Não deixe que as dívidas se acumulem. Renegocie pessoalmente com lojas, bancos e operadoras de cartões de crédito, informando sua condição de desempregado e ressaltando o interesse em pagar as dívidas.

 

Caso tenha uma habilidade profissional que possa ser utilizada pelas empresas para as quais deve, proponha a troca de serviço pelo todo ou parte das dívidas. Por exemplo, se for advogado ou arquiteto, ofereça seu trabalho à escola particular dos filhos, ao condomínio em que mora etc.

 

Se tiver perdido o emprego, pare imediatamente de usar o cartão de crédito, que nos dá a falsa impressão de termos poder aquisitivo ilimitado.

 

Cuidado com ofertas de emprego ou de negócios fabulosos recebidas por e-mail. Na maioria das vezes são golpes.

 

Não informe os números de seus documentos, principalmente CIC e cartões de crédito, para supostas ofertas de emprego, de negócios ou de empréstimos pela Internet.

 

Mantenha a calma, e se organize na busca de emprego. Há sites que informam, gratuitamente, como redigir um bom currículo. As maiores cidades do Brasil têm agências públicas ou de sindicatos para a oferta de empregos fixos ou temporários.

 

Converse com amigos, colegas e vizinhos, entre nos sites de grandes empresas, que costumam cadastrar currículos de interessados em trabalhar. Lembre-se que, mesmo durante as piores crises, sempre há escassez de bons profissionais.

 

Atualize conhecimentos, pratique um novo idioma e aguarde a sua vez de voltar ao mercado de trabalho.

 

APOSENTADOS DEVEM TOMAR CUIDADO COM O EMPRÉSTIMO!

 

A medida, anunciada pelo Conselho Nacional de Previdência Social, no dia 10 de março, aumenta o limite máximo para o valor das prestações de um empréstimo consignado de 20% para 30% do salário.

 

Os juros máximos permanecem em 2,5% ao mês, e, para o cartão de crédito, de 3,5%.


O bom, é que haverá mais credito na praça para os aposentados e pensionistas, que têm sofrido com a perda do poder aquisitivo ao longo dos anos. Mas o ruim - e que pode ficar ainda pior - é que mais dinheiro no bolso significa também mais dívidas.

 

O presidente da Fapesp, Antonio Alves, alerta para as taxas de juros cobradas por agentes financeiros. “Inclusive taxas administrativas são cobradas indevidamente. Isso é contra a lei.’’

 

O QUE É O EMPRÉSTIMO CONSIGNADO?

O programa de empréstimos a aposentados e pensionistas, com descontos das parcelas na folha de pagamento, foi estabelecido em 2003, por meio da Lei 10.820.

 

Existem três tipos de empréstimos:

A consignação, que pode ser feita diretamente no benefício previdenciário. Nesse caso o INSS repassa o valor consignado à instituição financeira, que deve ser conveniada ao INSS.

 

No segundo tipo, o INSS repassa o valor integral do benefício para a instituição financeira pagadora do benefício, que retém o valor do  desconto

 

A terceira forma de desconto é realizada com o cartão de crédito.

De acordo com dados do INSS foram realizado 23,9 milhões de empréstimos para aposentados de maio de 2004 a novembro do ano passado.

EXEMPLO DE EMPRÉSTIMOS

Uma pessoa que recebe salário mínimo - R$ 465. O seu limite de valor de empréstimo é de R$ 4.311,76, que podem ser parcelados em até 60 meses. E o seu limite de endividamento, por parcela, deve ser de R$ 139,50, ou seja, 30% do que ganha.

 

OLHEM SÓ A SITUAÇÃO QUE FICA ESSE APOSENTADO! Com um salário de 465,00 menos a prestação de E$ 139,50, ele vai receber por 60 meses R$ 325,50. Esse valor é menor que o salário que ele recebia em 2007 - R$ 370,00. “Resolveu um problema imediato e criou um outro por CINCO anos”, diz Alves.

 

CARTÃO DE CRÉDITO

O cartão de crédito para aposentados continua com o limite de uso em 10% do valor do benefício. O segurado poderá optar entre usar 30% de sua renda com o empréstimo consignado ou 20% para o empréstimo e 10% para o rotativo cartão, sempre respeitando o limite total de 30%. Os juros são de 3,5% ao mês.

 

Dados do INSS apontam que cresceu o empréstimo consignado no ano passado

 

De acordo com o órgão, as operações de empréstimo chegaram a um total de 12.695.997 em novembro. E as operações com cartões de crédito somaram 2.292.622.

 

Ainda de acordo com o INSS, em outubro, aposentados e pensionistas tomaram empréstimos no valor de R$ 198,4 milhões, em 60,7 mil operações.

Em novembro havia 14,98 milhões de operações ainda ativas, 3.594.779 operações encerradas, 1.766.905 canceladas e 3.576.793 liquidadas. Elas correspondem aos contratos de 9.369.167 aposentados e pensionistas que, ao longo desse mesmo período, recorreram ao crédito com desconto em folha.

Em média, os empréstimos consignados tomados por aposentados e pensionistas são de R$ 1.589,81, com quitação em 33 parcelas no valor de R$ 78,20. Beneficiários que recebem até um salário mínimo são responsáveis pela maior parcela dos contratos com empréstimos de R$ 1.163,17, em média, e pagos em 34 parcelas de R$ 55,58.


Aqueles com benefícios entre um e três salários mínimos tomam empréstimos de R$ 1.747,23, em média, pagos em 32 parcelas de R$ 87. Já os beneficiários que recebem mais de três salários mínimos têm a média dos empréstimos em R$ 3.041,34, saldados em 32 parcelas de R$ 154,37.

 

Fonte: Portal da Previdência Social –

http://www.previdenciasocial.gov.br/vejaNoticia.php?id=32650

 

 

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