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ALERTA!

 

 

HÁ CADA VEZ MAIS IDOSOS ENDIVIDADOS

 

Pela primeira vez, maiores de 60 anos buscam por crédito no mercado, além do empréstimo consignado, enquanto o segmento dos mais jovens diminuiu.  

 

Estudos da Associação Comercial de SP (ACSP), feito com os dados nacionais do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), revela que, de janeiro a outubro deste ano, a participação da população de 61 a 70 anos no total dos novos endividados cresceu 3 pontos porcentuais em relação a 2008.   Na faixa etária acima de 70 anos o acréscimo foi de 2 pontos porcentuais.

 

Enquanto isso, no mesmo período de comparação, a participação dos mais jovens, no grupo dos que têm entre 31 e 40 anos de idade, recuou 4 pontos porcentuais, no total de novos endividados e 3 pontos porcentuais, na população entre 41 e 50 anos, aponta o estudo.


Marcel Solimeo que é economista da ACSP, responsável pelo estudo, disse que o endividamento não está ocorrendo nas lojas, isto é, não está direcionado para o consumo  e sim, a maior parte dos idosos está levantando dinheiro com bancos e financeiras.


De acordo com o estudo, 40% das consultas realizadas neste ano para aprovar crédito para os que têm entre 61 e 70 anos foram feitas por bancos e 21% por financeiras.

 

Para Solimeo, dois fatores podem explicar esse movimento de endividamento entre os idosos. "Isso pode revelar que eles se tornaram ‘laranjas’ da família, pegando empréstimos para parentes, já que eles apresentam os menores índices de inadimplência."

 

A outra razão seria um endividamento excessivo no crédito consignado, aquele com desconto direto na aposentadoria, que foi a linha de empréstimos que mais cresceu nos últimos tempos.

 

 

 

COMPRAS COM CARTÃO DE CRÉDITO

 

 

Foto: Bruna Oliveira/ Assessoria de Imprensa H 

 

Quem nunca se rendeu a uma compra, ainda que não necessária, com a frase: "Pode passar no cartão?". Dinheiro de plástico, tanto para crédito quanto para débito automático, tem o uso incentivado não só pelas administradoras responsáveis por enviar o produto à casa do consumidor - muitas vezes sem que ele mesmo peça - como também o lojista, que vê no cartão uma forma de evitar o não pagamento da conta ou um cheque devolvido.

 

O lado ruim de toda essa história não é a forma de pagamento, mas a falta dele. Com o cartão, muitas pessoas acabam por comprar mais do que deveriam, ou poderiam, e terminam pagando apenas o mínimo de suas faturas. Logo, a dívida já se foi, mas os juros são tão grandes que é impossível sair do círculo vicioso.

 

O cartão de crédito se popularizou intensivamente no Brasil, principalmente nas regiões mais ricas, como o Sudeste. "A praticidade e comodidade seduziram os consumidores. Poder comprar em inúmeros estabelecimentos, mesmo sem ter dinheiro em mãos, seja início, meio ou final de mês, poder dividir o pagamento sem burocracias e ter disponível todo mês um montante acrescentado ao salário são fatores que fazem com que o cartão faça parte da rotina de muitas pessoas", diz a economista Patrícia Botari, do SIG (Serviço de Informações Gerenciais).

 

De acordo com dados da Fecomércio/SP, publicados no Jornal Valor Econômico em abril de 2009, 55% das famílias paulistanas tem dívidas a pagar, destas, 60% têm dívidas no cartão de crédito, o instrumento que cobra as maiores taxas de juros do mercado.

 

Toda esta facilidade de acesso ao crédito, o cartão tornou-se ferramenta muito importante na vida da população, fazendo com que todos se esqueçam da real e dolorida realidade que vem depois: o pagamento das faturas.

 

 

 

CONSUMIDOR PODE ARCAR

COM CUSTOS EXTRAS DO CARTÃO

 

Em julho passado, o Senado aprovou a emenda na Medida Provisória 460, que prevê cobrança de preço diferenciado na venda com cartão de crédito.

 

Segundo Cláudio Boriola, consultor financeiro e presidente da Boriola Consultoria haverá prejuízos ao consumidor caso o projeto seja aprovado como lei, pelo fato de que o custo que o comerciante tem com a administradora do cartão será repassada para ele.

 

Ele atentou para a prática ilegal de alguns comerciantes que inserem taxas de juros nos pagamentos feitos com cartão de crédito. “A frase “sem juros” é a que mais aparece nessas propagandas. Além do anúncio dessa frase nas placas, os vendedores também são orientados a reforçar essa teoria, que é, no mínimo, duvidosa. É difícil acreditar que lojistas abram mão de seus custos financeiros só para o consumidor poder dividir o valor total da sua compra a perder de vista. Quem compra à vista nessa situação está pagando os juros normalmente, como se parcelasse o pagamento. Uma loja vender a prazo com o mesmo preço à vista é o mesmo que dizer que você pode ir até o banco mais próximo, pegar um empréstimo e depois pagar exatamente o valor que foi emprestado”, afirmou Boriola.

 

De acordo com Boriola, o uso do cartão de crédito deve, por lei, ser tratado como pagamento à vista, haja vista que o relacionamento entre consumidor e fornecedor termina no ato da negociação. “O valor do produto não pode, de maneira alguma, ser diferente do informado para pronto pagamento. Já se foi à época em que tínhamos um preço para pagamento à vista, em dinheiro, e outro feito com cartão”, lembra o consultor, que afirma:  “O consumidor já arca com a anuidade do cartão, qualquer cobrança extra seria um abuso”.

 

Vale ressaltar que existe uma Nota Técnica do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, que proíbe qualquer diferenciação de preço no pagamento com cartão. Essa proposta do Senado vai de encontro ao Código de Defesa do Consumidor que, em seu artigo 31 estabelece que na venda de bens ou na prestação de serviços pagos com cartão de crédito em relação ao preço à vista, não será considerada abusiva a fixação de preço diferenciado, desde que o consumidor seja inequívoca e ostensivamente informado pelo fornecedor a esse respeito.

 

“É preciso muita cautela na hora de fechar o negócio e não aceitar os abusos existentes que há muito tempo vem sendo cometido em desfavor dos consumidores”, conclui Boriola.

 

  SITE PARA RECLAMAÇÕES

 

Existe um lugar para as pessoas exporem suas queixas sobre serviços ou produtos, visível a todos que acessarem o site.

O interessante é que, sem burocracia, os problemas são solucionados com mais rapidez.Quando um consumidor reclama de um produto de alguma empresa, essa empresa recebe um e-mail dessa queixa.

 

E normalmente, como a empresa preza por sua imagem, ela tende a ser eficiente na solução, que será aberta ao público. o que tem dado muito certo, já que 70% dos casos são resolvidos! O tempo médio é de menos de uma semana. O site é  WWW.RECLAMEAQUI. COM.BR

 

 

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