DUBAI: CASTELO DOS SONHOS.

 

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Quem não é endinheirado não deve ir a Dubai, um dos sete emirados árabes, que é um Estado governado por um emir, título dos soberanos muçulmanos, situado no Golfo Pérsico. Estes emirados foram reunidos desde 1971, dois anos após a descoberta de petróleo na região.

 

Com a riqueza do petróleo, seus dirigentes queriam construir ali um imponente centro de comércio e turismo no Oriente Médio. Foram financiados a construção de edifícios moderníssimos, sendo um o mais alto do mundo, o Burj Dubai que vai até o 162º andar e tem 512 metros de altura e é o único hotel 7 estrelas do mundo.

 

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Além deste, foram planejados a construção de outros arranha-céus: que deverá ter 1.050 metros e 200 andares e um, residencial, a ser erguido até 2010, com 120 andares e 516 metros.

 

Foram criadas também áreas incríveis para atrair visitantes, como o centro de comércio internacional. Por exemplo, o Mall dos Emirados que tem 400 lojas e perfumarias, as mesmas encontradas em outras capitais do mundo.

 

Fora isso, ofereceram aos turistas possibilidades inusitadas, como esquiar em pistas de esqui dentro de uma gigantesca tubulação que fabrica neve ininterruptamente a -2 ºC, enquanto que nas ruas e avenidas é de 40 ºC de dia e 31 ºC à noite. E construíram também ilhas lindas, como a com formato de palmeiras, a The Palms, vide foto.

 

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Entre os planos, está a construção da Dubailândia, para lazer e entretenimento, que é uma área com o dobro da Disney World, em Orlando (EUA), e que ficaria pronta dentro de dez anos.

 

O The Cloud, que é um resort projetado para ser construído 300 metros acima de Dubai, na forma de nuvem, e equilibrando-se sobre colunas que lembram chuva. Um projeto para deslumbrar a qualquer um.

 

 

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O PARAÍSO ESTÁ DESMORONANDO

 

Hoje em dia, Dubai virou um imenso canteiro de obras gigantescas. Muitas destas construções foram canceladas em função da crise, que atingiu o mundo. Importante perceber que mesmo sem ter muito petróleo, Dubai conseguiu atrair investidores do mundo inteiro até pela ousadia de seus mega projetos. Foram investimentos maciços no turismo de luxo, setores imobiliários e financeiros, os que normalmente desmoronam em épocas de crise.

 

 

O Banco Central dos Emirados Árabes Unidos socorreu o país em março passado com um empréstimo de 10 bilhões de dólares. Apesar de Dubai ter uma dívida de US$ 80 bilhões, dos quais 15 bilhões devem ser pagos este ano.

 

 

Isso tem levado uma grande parte destes trabalhadores das construções em sua maioria, paquistaneses e hindus, a ficarem desempregados. Muitos estrangeiros também que foram atraídos por novas oportunidades de trabalho, além do fato que receberiam o salário bruto sem nenhum imposto deduzido desta quantidade, estão indo embora, abandonando seus carros até nos aeroportos, já que são os primeiros a serem demitidos diante de seus altos salários.

 

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Os preços de serviços e imóveis em Dubai estão caindo. Para se ter uma idéia, uns dois quartos em Palm Island,  que era vendido anteriormente por 4 milhões de dihrans (1 milhão de dólares) estava sendo oferecido em março passado por 1,4 milhão ou 380 mil dólares.

 

Esta nova realidade, que é mundial, torna Dubai mais acessível a turistas, os que achavam que nunca iriam a Dubai, porque não eram os mais ricos.

 

 

 

GUIA "ROUGH GUIDES DIRECTIONS DUBAI",

 

 

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Antes de ira a Dubai para conhecer  suas características interessantes e seus principais marcos atuais, como as altíssimas Emirates Towers e o magnífico Burj Al Arab, que deixam muita gente de queixo caído, existe um Guia a ser consultado: o Rough Guide Directions Dubai, da publifolha.

 

 Ele revela muitas atrações, algumas no centro antigo da cidade, desde os tradicionais souks de Deira e as casas com torres de vento de Bastakia até o belo Creek.

 

Bastakia: Bairro tradicional mais bem preservado de Dubai, tem um pequeno e fascinante labirinto de casas árabes antigas dotadas de inúmeras torres de vento.

 

Souks de Deira: No coração da antiga Dubai, o bairro central de Deira abrange um longo emaranhado de bazares fascinantes, que vão das faiscantes lojas do souk do ouro aos perfumados corredores do souk de especiarias.

 

Madinat Jumeirah: Impressionante imitação de uma cidade árabe, abriga uma série de hotéis atraentes e estruturas de lazer- o exemplo mais vivo do kitsch opulento de Dubai em escala épica.

 

Emirates Towers: Este par deslumbrante de maravilhas modernistas de topo triangular se ergue acima da futurista Sheikh Zayed Road.

 

Burj Al Arab: Um dos edifícios contemporâneos mais prontamente reconhecíveis do mundo, este hotel maravilhoso em forma de uma vela ao vento se ergue graciosamente acima da costa ao sul de Dubai, sendo seu marco mais emblemático.

 

O Creek: Atravessando o coração da velha Dubai, as águas tranqüilas deste rio propiciam algumas das vistas mais memoráveis da cidade e um respiro bem-vindo das agitadas ruas centrais.

 

"Dubai" de Gavin Thomas,  Editora: Publifolha tem  212 páginas e custa R$ 39,90

 

NO RIO DE JANEIRO TURISMO DE LUXO VAI BEM

 

Os momentos de crise fazem com que muitas famílias cortem gastos, sobretudo os considerados “supérfluos”, como passeios e viagens. Mas a tese não é válida para os frequentadores dos hotéis de luxo do Rio de Janeiro. As receitas cresceram, em média, 10% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2008, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ).

 

A razão do sucesso desses empreendimentos é a valorização do dólar, agora na casa dos R$ 2,20. Como as diárias são altas, a de um quarto simples, por exemplo, ultrapassa os R$ 600, e a maioria dos pacotes é balizada na moeda americana, o lucro dos hotéis aumentaram no início do ano. Mesmo com a queda da ocupação no período – a do Copacabana Palace caiu 7% nos primeiros três meses deste ano – a alta do dólar elevou as receitas.

 

A ocupação do Caesar Park de Ipanema caiu, em média, 3% no início deste ano, mas a receita cresceu quase 10%, de acordo com o diretor de Vendas, Luiz Carlos Fogaça, que não quis revelar o valor.

 

– O nosso foco é o turismo corporativo, que registrou queda em função da redução dos negociações – explica.

 

A ocupação do Sheraton Rio caiu 10%, mas a receita subiu 20% no verão deste ano. O gerente-geral Marcelo Moretti ressalta que o foco do hotel é o turismo de lazer. Para enfrentar o período de baixa, que vai de maio a agosto, o estabelecimento vai investir no mercado nacional.

 

– O turismo doméstico já está crescendo. Com a alta do dólar, os brasileiros decidiram passear pelo país. E também queremos atrair os sul-americanos – ressalta.

 

RESERVAS ANTES DA CRISE

O diretor de Operações do Sofitel, Nagi Naoufal, também explica que as reservas do hotel para os meses de janeiro e fevereiro já estavam feitas desde agosto, ou seja, antes do estouro da crise em setembro, com a queda do Lehman Brothers.

 

– Depois da crise, as reservas de negócios caíram e estão chegando quase em cima da hora. Nós reservávamos quartos com um mês de antecedência e agora é no dia anterior. A crise afetou a previsibilidade de ocupação, mas o faturamento cresceu 8% – ressaltou.

 

O diretor do Copacabana Palace, Philip Carreuthers, conta que o perfil do hóspede do hotel já mudou.

 

– Março é um dos melhores meses do ano, porque é o retorno dos negócios, mas neste primeiro trimestre, janeiro foi o melhor mês. Isso quer dizer que o turismo corporativo caiu, e o de lazer se expandiu – explica.

 

 

 

A ocupação do hotel mais tradicional da cidade caiu 7%, mas a receita do período foi bem melhor do que o de 2008 – 10% maior.

 

Fonte: artigo de Luisa Girão e Natalia Pacheco no Jornal do Brasil

 

 

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