NOVIDADES DO ANO DA FRANÇA NO BRASIL

 

Cuidar das relações entre Brasil e França por meio da arte e mostrar uma outra face deste país europeu, que os brasileiros pouco conhecem foram alguns dos objetivos desta série de programações artísticas aqui mostradas até o fim do ano, que marca o ano França- Brasil. Entre elas, destacamos:


Jean-Mazon

 

À PROCURA DE UM OLHAR - FOTÓGRAFOS FRANCESES E BRASILEIROS REVELAM O BRASIL

 

Um país muito além do exotismo se revela pelo olhar de sete fotógrafos franceses de diferentes épocas e de mais três brasileiros contemporâneos. Longe do  estereótipo do trópico feito de “alegria e prazer”, os trabalhos mostram uma sociedade repleta de nuances e sentimentos. É assim “À procura de um olhar – fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil”, uma coedição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Pinacoteca do Estado e que tem 168 páginas.

 

Três fotógrafos franceses, radicados no Brasil da década de 1930, têm importante papel na história da fotografia nacional e do registro fotográfico do país: Marcel Gautherot, Pierre Verger e Jean Manzon. Radicados no Rio de Janeiro, caso de Gautherot e Manzon, ou na Bahia, como fez Verger, eles chegaram a viajar por todo o país e eternizaram uma época que, ainda tranqüila, começava a se modificar como efeito do desenvolvimento econômico e da urbanização.

 

Não à toa, ao conceber uma exposição que marcaria os laços entre Brasil e França, a Pinacoteca partiu desse núcleo histórico: os três fotógrafos que, vindos cada um a seu tempo, chegaram a conviver e trabalhar juntos. Sem pertencer a esta mesma geração, Claude Lévi-Strauss foi incluído numa homenagem especial: o antropólogo realizou, como parte de sua pesquisa de campo que originaria, entre outros, o livro “Tristes trópicos”, registros valiosos dos índios brasileiros.Somaram-se ao projeto mais seis olhares, todos contemporâneos: três outros fotógrafos da França e outros três do Brasil.

 

 

Luiz-Braga

 

Quase um século depois de Lévi-Strauss, Gautherot, Verger e Manzon, eles tiveram o desafio de visitar cidades brasileiras para revelar, cada um de seu jeito, aquilo que depreendem do país. Da França, vieram Antoine D´Agata, Burno Barbey e Olivia Gay. Do Brasil, integraram-se à mostra Luiz Braga, Mauro Restiffe e Tiago Santana, originários do Pará, São Paulo e Ceará, respectivamente.

 

No que se refere ao trabalho dos franceses convidados para integrar a mostra, Mattos Araujo diz que a missão não era “descobrir como somos exóticos”, mas, sobretudo, “para sentir como os anseios e a emoção de um povo, suas dores, seus prazeres, podem se expressar na fotografia”. Na outra ponta, os fotógrafos brasileiros conferem outra dimensão à mostra: com eles, “percebemos como os personagens e as cidades que décadas atrás estavam no centro da nossa memória podem, agora, se olhar no espelho do tempo”, acrescenta o diretor executivo.

 

 

OUI, BRASIL

 

 Oui

 

“Oui, Brasil” mostrou a influência francesa na cultura brasileira, que vão desde modalidades artísticas mais tradicionais, como pinturas, esculturas e fotografias, até a mostra de peças como vestidos, perfumes, artigos cotidianos ou mesmo automóveis antigos, além da gastronomia.

 

Esta exposição realizada no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) de São Paulo, ficou em cartaz até 6 de agosto.

 

 

  Mube

 

 

 

Mube2       Mube3

 

 

O Brasil também se fez presente na “Oui, Brasil”, com destaque para a as esculturas que Caciporé Torres, que fizeram parte da compilação “A Invenção do Real”. O artista ressaltou que a influência francesa não esteve presente somente como fonte de inspiração para suas obras, mas também em sua vida pessoal e origem familiar. “Tenho uma grande influência francesa, quase que atávica. Meu avô, engenheiro, se formou na França, meu pai, jornalista, morou dez anos em Paris e lá se casou com minha mãe, também brasileira. Aos 14 anos ganhei um concurso no colégio e fui morar lá. Por anos considerei a França minha segunda pátria. E lá conheci todos os grandes artistas franceses que me influenciaram. É acima de tudo uma ligação sentimental.”, afirmou.

 

 

moulage

 

Outro expositor brasileiro que também chamou muita atenção do público foi o estilista paulistano Samuel Cirnansk. Ele que apresentou uma coleção de vestidos concebidos em “moulage”, técnica francesa de modelagem a qual ele se especializa e que consiste na criação de peças diretamente sobre o manequim.

 

Fotos:ZAnone Fraissat/Entrelinhas data 07.07.09          

 

 

                                                             

CUIDE DE VOCÊ - SOPHIE CALLE 

 

“Cuide de Você”, uma das mais famosas e polêmicas mostras da artista conceitual francesa Sophie Calle, foi inaugurada em10 de julho no galpão do SESC Pompeia, em São Paulo. A exposição, inédita na América Latina, ficará em cartaz na capital paulista até 7 de setembro. Em seguida, parte para Salvador, onde ficará no Museu de Arte Moderna da Bahia entre 22 de setembro e 22 de novembro.

 

O tema da exposição gira em torno de uma carta de rompimento que a artista recebeu de seu ex-namorado, o escritor Grégoire Bouiller. Calle distribuiu a mensagem para outras 107 mulheres – desde celebridades a anônimas, de familiares ou amigas a estranhas – para que cada uma a interpretasse à sua maneira, através de sua própria linguagem.

 

A lista de convidadas vai desde a mãe da artista, a compositora Laurie Anderson, a DJ Miss Kittin, as atrizes Jeanne Moreau, Victoria Abril e Maria de Medeiros, além de profissionais como linguista, revisora, sexóloga, juíza, delegada, taróloga, antropóloga, designer, assistente social, criminologista e clarividente. O resultado final consiste em um inovador exercício de reflexão, no qual diferentes linguagens, profissões, expressões artísticas e pontos de vista interagem em torno de um tema cotidiano e universal.

 

Para o presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, Danilo Miranda, Sophie Calle é uma das maiores artistas da atualidade. “Ela é peculiar, pois pega um fato relevante de sua vida, embora pessoal, e o transforma em um evento artístico significativo. E faz isso por meio de uma diversidade de mídias: fotos, vídeos, depoimentos, escrita, interpretações, ou seja, vários módulos de arte”.

 

De acordo com ele, a obra leva a vários questionamentos além dos próprios depoimentos: “O limite entre o público e o privado, como transformar algo de caráter muito pessoal em uma obra universal e aberta, tudo isso é discutido. E é o que há de mais contemporâneo em arte tanto no mundo quanto na França, em particular. Portanto, é fundamental a presença desse evento no Ano da França no Brasil”, afirma Miranda.

 

 

visao-artista

 

A VISÃO DA ARTISTA

 

“Nunca expus aqui, e isso é uma boa experiência. As instalações são excepcionais, o local é excelente e corresponde muito bem às necessidades de meu trabalho. Ele até o valoriza. Isso para mim é o mais importante”, afirmou Sophie Calle. “Espero somente que o público venha e aprecie essa mostra como uma obra de arte, não somente como uma guerra entre os sexos. Até porque esse trabalho não se resume a isso. Para mim, trata-se de utilizar um objeto que fez parte de minha vida – e talvez isso venha a chocar algumas pessoas por se tratar de uma carta – para me expressar artisticamente. Como o próprio autor da carta aceitou participar desse projeto, a opinião dos outros homens realmente não me importa”, afirmou sorrindo.

 

SESC POMPÉIA SP - Rua Clélia, 93 – Tel: (0xx)11 3871-7700

fotos: Zanone Fraissat Entrelinhas 10.07.0, inclusive da home 

 

DIVERSIDADES

 

diversidades

 

Trocar o Rio de Janeiro por Paris e vice-versa e registrar visualmente a experiência. Foi o que fizeram os fotógrafos Thiago Barros, brasileiro, e Sophie Elbaz, francesa, e o resultado transformou-se na exposição “Diversidades”, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro, que faz parte do FotoRio .

 

“Cada um vivenciou do seu jeito a cidade do outro. Enquanto Sophie mergulhou na sensualidade do Rio, Thiago experimentou a precisão geométrica, a visão cartesiana de Paris”, explicou o curador brasileiro Milton Guaran. Os dois artistas foram indicados por ele e por Jean-Luc Monterosso, da Maison Européenne de la Photographie (MEP), também curador. A ideia era que cada fotógrafo retratasse a cidade do outro – no caso, Rio de Janeiro e Paris – segundo seu próprio ponto de vista, e com sua própria sensibilidade. A única ligação entre os dois trabalhos foi a estação: ambos viajaram no verão. Thiago foi a Paris em julho e agosto, e Sophie veio ao Rio em novembro e dezembro.

 

foto: Guilherme Gonçalves/Entrelinhas data 23.06.09 

 

CHAGALL E RODIN

 

O encontro destes dois grandes mestres acontece na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, de agosto a outubro nas exposições “O Mundo Mágico de Marc Chagall” e “Rodin, do Ateliê ao Museu”. As mostras, que, de Belo Horizonte, seguirão para outros pontos do país – Rodin para São Paulo e Chagall, em versão reduzida, para o Rio de Janeiro –, contam com obras jamais vistas pelo público brasileiro.

 

O Mundo Mágico de Marc Chagall” apresentará cerca de 250 obras, entre pinturas, guaches, esculturas e gravuras, e será a maior exposição de Chagall no Brasil, mais de meio século depois da sala especial realizada na IV Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, com apresentação de 25 obras do artista. De Rodin, serão exibidas 22 esculturas, sendo 21 de bronze e uma de mármore, além de 195 fotografias originais do século XIX e do início do século XX. Pela primeira vez, o acervo fotográfico, exposto em 2008 no Museu de Rodin, em Paris, participa de uma exposição fora da Europa.

 

chagall

 

As exposições de Chagall e Rodin são uma realização da Casa Fiat de Cultura e da Base7 Projetos Culturais, com patrocínio da Fiat Automóveis e apoio dos Comissariados Francês e Brasileiro, no ano da França no Brasil. A organização e produção estão a cargo da Base7, proponente dos dois projetos no Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet. A exposição Rodin, do Ateliê ao Museu conta ainda com o co-patrocínio do Banco Fidis e com a organização e produção do Musée Rodin, em Paris.

 

CORES INÉDITAS

De 4 de agosto a 4 de outubro, “O Mundo Mágico de Marc Chagall”, com curadoria de Fábio Magalhães, apresentará cerca de 250 obras do artista. Trata-se de pinturas, guaches, esculturas e gravuras, entre as quais o conjunto La Bilble, Daphnis et Chloé e Les Âmes Mortes, cuja série completa será reunida pela primeira vez no Brasil. A obra La Fenêtre à la campagne, guache e óleo sobre cartão de 1915, tambémé inédita no país, e pertence à Galeria Tretyakov, na Rússia. Além da França, as pinturas vêm de coleções públicas e particulares do Brasil, da Suíça e da Rússia.

 

CURVAS IMPRECISAS

Já de 13 de agosto a 13 de outubro, a exposição “Rodin, do Ateliê ao Museu” retrata o processo criativo do escultor em seu ateliê, de 1877 a 1917. Segundo os curadores da mostra, Dominique Viéville, diretor do Museu Rodin, e Hélène Pinet, chefe da área de fotografia do Museu, após a realização das exposições no Brasil, o acervo com os originais fotográficos será mantido em reserva técnica durante cinco anos, para conservação. Isso indica que, neste período, as obras não serão apresentadas ao público, nem mesmo no Museu de Paris.

 

Casa Fiat de Cultura - Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1250 - Belvedere - Nova Lima/MG Informações: (31) 3289.8900

 

JEAN DUBUFFET TEM SUA PRIMEIRA RETROSPECTIVA

NA AMÉRICA DO SUL

 

A mostra de Jean Dubuffet (1901-1985) reune 84 obras deste artista entre pinturas, esculturas, desenhos e litografias, realizadas no período de 1944 a 1984.

 

“É uma retrospectiva histórica de Jean Dubuffet, o maior artista francês da segunda metade do século XX. Uma exposição do ícone da art brut simplesmente não poderia faltar nas comemorações oficiais do Ano da França no Brasil”, ressaltou o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.

 

materiologias

 

Entre os destaques da exposição, estão as séries “Materiologias”, “Texturologias” e o famoso ciclo “Hourloupe”, provenientes da Fundação constituída por Dubuffet com sede em Paris, além das pinturas recortadas “Coucou Bazar”. A única vez que suas obras foram expostas no Brasil foi em 1973, em uma exposição no MASP e no MAM-RJ, acompanhado de obras de Alberto Giacometti, Francis Bacon e Willem de Kooning. Imagem acima, quadro Site aux paysannes, de Jean Dubuffet.

Foto: Divulgação

 Jean Dubuffet fica no Instituto Tomie Ohtake Av. Faria Lima, 201

A exposição vai até 7 de setembro  Horários: De terça a domingo, das 11h às 20h Entrada franca

 

EXPOSIÇÃO “AUTOCROMOS LUMIÈRE” EM CURITIBA

  

autocromos

 

“Autocromos Lumière” como ficaram conhecidas as imagens produzidas sobre uma placa de vidro pelos cientistas-artistas franceses,. A mostra está no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba (PR), e fica até 13 de setembro.

 

Autocromos Lumière – O tempo da cor . Abertura: dia 20.
Até 13/09. R$4 e R$2.  Museu Oscar Niemeyer - R. Marechal Hermes, 999

 

Fotos : Anderson Tozato/ Entrelinhas - Imagens: http://www.flickr.com/photos/francabr2009/

 

 

O LOUVRE E SEUS VISITANTES

 

o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e o Instituto Moreira Salles (IMS) promovem a exposição O Louvre e seus visitantes, uma mostra fotográfica do cotidiano do museu, cuidadosamente registrada por mais de 30 anos pelo fotógrafo brasileiro radicado em Paris, Alécio de Andrade (1938, Rio de Janeiro-2003, Paris).

  

Junto à mostra fotográfica também serão expostas as publicações O Louvre e seus visitantes, introdução e fotografias de Alécio de Andrade; Os imaginários do Museu do Louvre, prefácio de Edgar Morin; O Louvre e a luz, ensaio de Adrian Harding. Tradução de Sérgio Flaksman, as publicações trazem informações sobre as atividades culturais no museu e seus visitantes.

 

A exposição está na Sala Bernadelli do MNBA (Av. Rio Branco, nº 199, Centro, Rio de Janeiro), até 13 de setembro, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Aos sábados, domingos e feriados no período das 12h às 17h.

 

 

NOVO ATRATIVO CULTURAL DE RECIFE

 

A rua do Bom Jesus, no coração do Bairro do Recife, será a sede da Embaixada dos Bonecos Gigantes. O espaço funcionará com uma mostra permanente com exposição de bonecos gigantes e uma réplica de casario antigo. A ação é uma realização dos produtores Leandro Castro e Luiz Carlos (Lulinha) com o apoio da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Turismo, da Fundarpe e da Secretaria de Turismo do Estado.

A exposição funcionará com 24 bonecos no sistema de rodízio. O acervo, composto por 43 bonecos, homenageia personalidades históricas do Recife como o conde Maurício de Nassau, que governou a colônia holandesa durante o período colonial, e Duarte Coelho, o primeiro donatário da Capitania Hereditária de Pernambuco. Da cena cultural, representações de Chico Sciense, mestre do Movimento Manguebeat; Alceu Valença, Antônio Carlos Nóbrega e do Mestre Vitalino. Em breve, haverá também um boneco de Michael Jackson. Da política, o presidente Lula, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o prefeito do Recife, João da Costa. A ideia é que os turistas possam entrar em contato com os símbolos do Carnaval local ao longo de todo o ano.

Durante o Carnaval 2010, a intenção é que a Embaixada tenha um acervo de 70 obras. O espaço terá ainda uma loja com venda de lembranças dos Bonecos Gigantes de Pernambuco com artesanatos, CDs, DVDs de artistas locais, camisetas, miniaturas de bonecos. As comunidades do Recife participarão do processo de produção dos objetos.

Quem for conferir a Embaixada terá a oportunidade de observar todo o processo criativo de confecção dos bonecos, que chegam a 3 metros e 60 centímetros de altura. Serão realizadas oficinas para crianças e jovens de comunidades da cidade com o objetivo de socializar o conhecimento da atividade.

A partir de setembro, a Embaixada dá lugar ainda para o projeto Pernambuco é Carnaval no Brasil, que consiste em ensaios carnavalescos com cortejo de bonecos todos os sábados a partir das 15h na Rua do Bom Jesus e aos domingos em praias do litoral pernambucano.

O acesso à Embaixada dos Bonecos acontece mediante compra do passaporte no valor de R$ 4 (adulto). O espaço, que terá atendimento bilíngue, funcionará diariamente das 8h às 19h e aos domingos a partir das 14h.

 

 

ENCONTRO

 

 

UM OLHAR BRASILEIRO SOBRE O METRÔ DE MOSCOU

 

A partir de agosto, “O metrô de Lá”, a exposição itinerante do fotógrafo paulistano Luiz Moretti, irá percorrer as estações de metrô de São Paulo mostrando 20 imagens selecionadas e dispostas em amplos painéis do subterrâneo de Moscou.

 

A mostra é um ensaio de diferentes ângulos, aspectos culturais e espaciais do transporte daquele país, considerado um dos mais belos do mundo.

 

Com início na estação Clínicas, a exposição passará em setembro para a estação Brás e em outubro para a linha azul - Ana Rosa. O projeto, na estação Clínicas, conta com instalações que possibilitam ao deficiente auditivo e visual perceber o espaço cultural. Uma demarcação no chão e mini caixas com auto-falantes ao som de ruídos comuns às estações de lá acrescentam a exposição.

 

 

CINEMA

 

falando-grego

 

FALANDO GREGO

 

A canadense Nia Vardalos (O Casamento Grego), famosa por interpretar comédias românticas, volta ao gênero no lançamento, Falando Grego (My Life in Ruins), que estréia nos cinemas brasileiros dia 11 de setembro com cópias dubladas e legendadas.

 

Georgia (Nia Vardalos) é uma americana de origem grega que trabalha como guia turística justamente... na Grécia. Sua vida é extremamente entediante e ela vive sempre cansada pois, os turistas parecem curtir mais as compras do que aprender alguma coisa sobre a Grécia. Hotéis baratos, ônibus velho, calor infernal e turistas "engraçadinhos" tornaram Georgia uma mulher frustrada. Até o dia em que Irv Gordon (Richard Dreyfuss), um turista muito especial, aparece. Com seu senso de humor ele tenta mostrar todas as possibilidades de viver bem, ser feliz e não perder a chance de ter um grande amor, enfim, recuperar seu kefi, como dizem os gregos. Agora cabe a Georgia parar de reclamar e perceber que tudo isso sempre esteve bem embaixo do seu nariz.

 

 

filme

 

 

 

               VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO

 

O longa-metragem dos diretores Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, estrelado por Irandhir Santos, produzido pela Rec Produtores e Daniela Capelato e co-produzido pela Gullane será exibido na competição Orizzonti, do 66º Mostra Internazionale di Venezia, que acontece de 02 a 12 de setembro.

 

Segundo os diretores, que nasceram no litoral do nordeste, “o Sertão sempre foi  um lugar imaginado, recorrente nas conversas de família. Era o lugar onde  nasceram nossos avós”.  Esse filme se origina na curiosidade e fascinação por esse lugar. Um lugar que os diretores conheciam muito bem, mas para o qual nunca havíam ido. Eles escolheram contar uma história em primeira  pessoa, através de um personagem que fosse viajando e coletando imagens,  sons, músicas; comentando suas impressões da paisagem meio-conhecida,  meio-desconhecida. Um personagem que fosse encontrando gente, mas que também  fosse descrevendo esse lugar e seus habitantes, fisicamente, factualmente.


VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO conta a história de José Renato, geólogo, 35 anos,  enviado para realizar uma pesquisa de campo durante a qual terá que atravessar todo o Sertão,  região semi-desértica,  isolada,  situada no Nordeste do Brasil. O objetivo de sua pesquisa é avaliar o possível percurso de um canal que será construído a partir do desvio das  águas do único rio caudaloso da região. No decorrer da viagem, nos damos conta que há algo de comum entre José Renato e os lugares por onde ele passa: o vazio, uma certa sensação de abandono, de isolamento. O  desolamento da paisagem parece ecoar em José Renato e a viagem vai ficando cada vez mais difícil. A pesquisa geológica vai sendo contaminada pela  sensação de desamparo, pela saudade incessante da ex-mulher, por uma vontade  de voltar pra casa.


Mas ele decide ir em frente, seguir   viagem, na esperança que a travessia transmute seus sentimentos.  Assim como um astronauta depois de atravessar o espaço sideral, assim como  um marinheiro depois de cruzar um oceano – para José Renato, nada mais será  como antes.

 

Marcelo Gomes criou um cineclube em Recife, sua cidade natal. Depois de se formar em cinema pela Bristol University. Gomes dirigiu uma série de curtas-metragens que receberam vários prêmios. Seu primeiro longa metragem, Cinema, Aspirinas e Urubus, foi premiado na mostra ‘Um Certo Olhar’ do festival de Cannes em 2005, recebendo o prêmio do Ministério da educação. O filme recebeu mais de 50 prêmios em festivais internacionais do mundo todo. Atualmente Marcelo está trabalhando em seu próximo filme Era uma vez Verônica.

 

Karim Aïnouz dirigiu Madame Satã (Un Certain Regards - Cannes 2002), O Céu de Suely (Orizzonti – Veneza 2006) e a séria para TV Alice, para a HBO Latin America. Suas instalações foram apresentadas no Whitney Museum of American Art Biennal (1997) e na Bienal de São Paulo (2004). Atualmente Karim está trabalhando seu próximo longa, Praia do Futuro.

 

 

TEATRO

HAIRSPRAY

 

O espetáculo Hairspray, versão brasileira do musical da Broadway, estréia sua temporada no dia 10 de julho com benefícios especiais. Uma parceria com a VisaNet Brasil permite que os portadores dos cartões Visa tenham 20% de desconto na compra de ingressos para a atração. O Hairspray conta a história de uma garota que, apesar de estar fora dos padrões estéticos locais, consegue uma vaga de dançarina no programa de maior sucesso do momento. A apresentação acontece no teatro Oi Casa Grande, Rio de Janeiro, e tem direção de Miguel Falabella. No elenco estão Edson Celulari, Jonatas Faro, Arlete Salles e Daniele Winits. Os ingressos para o espetáculo serão vendidos na bilheteria do teatro, pelo site www.ingresso.com.br ou telefone 4003-2330.

 

 

 CONCURSO PARA A TERCEIRA IDADE

 

NAVA EDIÇÃO DO TALENTOS DA MATURIDADE

 

A partir da iniciativa do Grupo Santander Brasil, que reúne os Bancos Santander e Real, pessoas acima de 60 anos têm a oportunidade de mostrar suas criações nas categorias Artes Plásticas (pintura e escultura), Música Vocal e Literatura (conto e poesia) no concurso Talentos da Maturidade, que está na 11ª edição. As inscrições estão abertas até 14 de setembro e podem ser feitas nas agências dos bancos Real e Santander, nas agências dos Correios e pelo site do concurso. Em 2008, 31 participantes, de 16 cidades do País, tiveram seus trabalhos premiados, entre eles 21 nas categorias artísticas.

 

Neste ano, pela primeira vez, todos os trabalhos poderão ser apreciados no site do concurso (www.talentosdamaturidade.com.br), que constituirá uma verdadeira mostra dos talentos de todo o Brasil. É uma oportunidade dada aos participantes de ampliar a divulgação do seu talento e de ainda receber depoimentos sobre os seus trabalhos de amigos, familiares e público em geral.

 

Nas categorias Artes Plásticas, Música Vocal e Literatura, a premiação é de R$ 7 mil para os cinco melhores trabalhos em ordem de igualdade, de cada categoria. A quarta categoria do concurso, chamada Programas Exemplares, é direcionada a pessoas jurídicas, tanto da iniciativa privada como pública, com projetos voltados a pessoas idosas e sem fins lucrativos. Nela, os vencedores, além de suporte financeiro (de até R$ 70 mil), receberão assessoria em gestão e gerontologia por parte de duas consultorias. Os resultados da edição deste ano serão divulgados na cerimônia de premiação em dezembro.

 

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