PAISAGENS FASCINANTES

 

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A maior ilha do litoral sul do Estado do Rio de Janeiro tem o tamanho de Aruba, que fica no Caribe e é 12 vezes maior que a nossa Ilha de Fernando de Noronha.

 

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Estamos falando da Ilha Grande, que possui 86 praias de diferentes características, enseadas, rios, lagoas, cachoeiras, planícies, montanhas e picos espalhados em seus193 km2. Muitos desses recantos paradisíacos só podem ser alcançados por meio de barco ou caminhando pelas trilhas.

 

Lopes Mendes é uma das praias mais famosa de toda a Ilha Oceânica, com aproximadamente 3 km de areia branca, muito fina e firme.

 

Praia dos Meros é isolada, pequena com águas agitadas, formando às vezes, dunas de areia. Lá se pode ver vestígios de antigas civilizações que habitaram a Ilha a cerca de 3000 anos atrás.

 

Jorge Grego é outra praia que serve de morada de milhares de aves marinhas que habitam os enormes paredões de rocha. O nome tem origem na lenda de um corsário grego que naufragou nas redondezas e abrigou-se na ilha por muitos anos

 

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Praia Vermelha é de onde anualmente partem um número considerável de mergulhadores em expedições submarinas, especialmente pelos navios naufragados  na baia da Ilha Grande.

 

Enfim, a Ilha Grande além de ser um recanto paradisíaco, tem uma história rica onde foram travadas batalhas navais, já existiram fazendas que utilizavam mão-de-obra escrava no cultivo da cana de açúcar e do café. E presídios que abrigaram políticos, espiões , colaboradores de governos estrangeiros e célebres escritores, que deixaram suas amargas recordações do cativeiro para a posteridade. Dentre eles estão Graciliano Ramos e Orígenes Lessa (escritores) e os revolucionários, Flores da Cunha, Agildo Barata e outros mais.

 

  

HISTÓRIA DOS PRESÍDIOS

 

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Em 1903, foi instalada oficialmente a Colônia Penal de Dois Rios na Ilha Grande, que serviu de presídio a pessoas julgadas por crimes comuns.

 

Em 1940, o Lazareto - Enseada do Abraão -foi reformado e modificado para transformar-se em presídio - Colônia penal Cândido Mendes e recebeu os presos comuns que estavam na Colônia de Dois Rios, a fim de que essa última abrigasse os presos políticos da 2a Grande Guerra Mundial. Essas transferências foram devidas ao fato de que a Ilha de Fernando de Noronha, na qual estavam sendo aprisionados os presos políticos, foi cedida ao Governo americano para utilização como base Aéro-Naval.


O Lazareto foi demolido por ordem de Carlos Lacerda, na época em que era Governador do Estado.

 

CREDENCIAMENTO PARA TURISTAS

 

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A Ilha do Aventureiro é habitada basicamente por pescadores, possui um atracadouro e um pequeno comércio. Sua praia apresenta cerca de 100 metros de extensão com areia grossa. 

 

   A Prefeitura de Angra dos Reis, juntamente com a TurisAngra (Secretaria de Turismo da Cidade), repetirá neste ano, a filtragem de turistas nesta praia a partir do dia 20 de dezembro. De acordo com os estatutos da FEEMA, ficou estabelecido que o número de visitantes nesta localidade será de 560 turistas que ocuparão os 18 campings da Vila.

Para quem deseja visitar a praia, fica obrigatório o credenciamento ainda no continente que, será emitido pelo Centro de Informações da TurisAngra situado à Avenida Airton Senna, na Praia do Anil em Angra dos Reis. Tels: (24) 3367-7826 e 3369-7718.


Neste credenciamento "voucher" estará constando, a identificação do turista, sua origem, período de permanência na praia do Aventureiro, camping de destino, embarcação condutora e um código de barras para possível conferência. Não haverá antecipação de credenciamento.

Os visitantes receberão uma pulseira de identificação nas embarcações credenciadas pela TurisAngra ou na Associação de Moradores do Aventureiro, dando continuidade ao esquema de visita legalizada.

Nesse período fica proibido, o acesso de turistas na trilha que liga a praia de Provetá à Aventureiro (principal acesso por terra).



PARQUE DA ILHA GRANDE GANHA REFORÇO DE PESSOAL

 

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O atendimento ao público e a fiscalização no Parque Estadual da Ilha Grande durante o Carnaval serão intensificados graças ao reforço de 18 funcionários que começaram a trabalhar este mês e foram contartados por um período de um ano. A medida faz parte do projeto de reestruturação da unidade, que tem o objetivo de criar um parque modelo no estado do Rio.

 

Com 120 quilômetros quadrados, uma área equivalente ao município de Niterói, o parque contava com apenas seis funcionários fixos. Com o aumento do efetivo será possível orientar melhor o público e incentivar o turismo ecológico. Dos novos funcionários, oito são guardiões, que terão como função percorrer toda a ilha para orientar o visitante e impedir infrações mais freqüentes durante este período, como os acampamentos irregulares. No Centro de Visitantes, o reforço de pessoal vai permitir o melhor atendimento aos turistas quanto às opções de recreação e lazer.

 

- Muitos visitantes cometem infrações pelo simples desconhecimento sobre o que é ou não permitido no interior das unidades de conservação. Com um atendimento ao público adequado, podemos incentivar o uso consciente e evitar a degradação dos recursos naturais – explicou André Ilha, presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF/RJ),.

 

Os novos funcionários também vão trabalhar na manutenção e conservação das trilhas e demais áreas de visitação no parque. Já foi iniciado o trabalho de retirada de lixo das praias oceânicas, nas quais não há coleta municipal.

 

O projeto prevê a construção de nova infra-estrutura administrativa e de sinalização indicativa, além de ações em parceria com empresas e instituições. Um exemplo é o projeto de restauração ecossistêmica patrocinado pelo Instituto Ambiental Vale. Um viveiro de espécies nativas da Mata Atlântica na ilha foi construído para a recuperação de 15 hectares de ecossistemas.

 

Maiores informações visitem o site IEF/RJ- Instituto Estadual de Florestas  (www.ief.rj.gov.br)

 

 

A QUALIDADE DO TURISMO SOBRE QUATRO RODAS

REGINA ROCHA

 

Aproximam-se as férias de final de ano e aumenta nas Agências de Turismo a busca de pacotes de viagens para as pessoas que querem desfrutar os seus dias de descanso, seja para o transporte rodoviário ou aéreo. Inicia-se então um trabalho intensivo para apresentar o melhor ao turista, com a esperança da fidelização e a garantia de que nas próximas férias ele esteja novamente batendo às portas.

 

O turismo também contribui para o crescimento de várias áreas, gera empregos, desenvolvimento cultural e artístico. Vê-se que vários nichos sociais e econômicos são beneficiados pela atividade, que é de suma importância! Os profissionais da área devem ter o conhecimento da existência de vários eixos ou atividades, os quais interligados sustentam o turismo e faz com que se desenvolva, como: o transporte rodoviário por fretamento, as hospedagens, os serviços de alimentação, os pontos turísticos a serem visitados, as áreas destinadas às compras etc.

 

Para se ter uma idéia, só na cidade de São Paulo, segundo dados do São Paulo Convention Bureau, são recebidos, por ano, 10 milhões de visitantes, entre brasileiros e estrangeiros. Seja para tratar de negócios ou a lazer e aproveitar o que a cidade tem a oferecer em cultura, gastronomia e diversão, são 10 milhões de pessoas a mais em circulação gerando negócios, empregos e renda.

 

Podemos considerar também que o ponto essencial para o turismo regional é o transporte por fretamento, pois com o serviço é possível deslocar grupos de pessoas de um local a outro e garantir a segurança e a integridade física delas, desde o embarque, os percursos e o desembarque.

 

O sistema de transporte, acima de tudo, deve garantir o conforto do turista em todos os momentos, assim como todas as outras atividades turísticas devem manter um padrão de qualidade para proporcionar a volta do turista em uma outra ocasião. O serviço hoteleiro deve ser bem executado, a alimentação deve ter a qualidade requerida, o atendente da loja deve ser bem treinado para atender bem o turista que entra para comprar uma lembrancinha. Todos estes eixos devem estar bem alinhados para que todas as recordações do turista sejam agradáveis.

 

Da mesma forma, a contratação do transporte fretado, que levará o seu ‘cliente-turista’ para conhecer os pontos ou percorrer médias ou longas distâncias, não se apresente devidamente, as agências terão, como conseqüência, uma série de clientes descontentes. Assim sendo, é seu dever zelar pela contratação de empresas que ofereçam a melhor prestação de serviços. A agência de turismo nada mais é do que uma administradora do descanso do turista, bem como dos serviços que serão contratados.

 

Como averiguar a qualidade das transportadoras que prestam o serviço de fretamento turístico? Busque junto às agências e órgãos reguladores as autorizações e condições para atuação e circulação dessas empresas. Verifique se há qualquer fato que desabone a empresa. Acompanhe de perto como e em quais condições o seu turista será transportado. Toda a qualidade de seu trabalho, muitas vezes, está sobre quatro rodas, que podem garantir a volta do turista à sua porta num próximo verão.

 

Regina Rocha, advogada, é especialista em turismo rodoviário e diretora executiva da FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo  (www.fresp.org.br). E-mail: linkfresp@linkportal.com.br

 

 

OS FESTIVAIS DE LITERATURA NA ROTA DO TURISMO

 

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Quem foi a Porto de Galinhas, em Pernambuco, para participar do Festival Internacional de Literatura voltou encantado. Pegou uma praia, viu de perto vários figurões da nossa melhor literatura, ouviu reflexões inteligentes e como as conversas são, invariavelmente, em bom português, permitiu aos que não são lá muito versados na língua de Shakespeare (praticamente o idioma oficial de encontros como o de Parati, palco da badalada Flip) aproveitar melhor. A verdade é que a Fliporto pegou!

O governo de Pernambuco está apostando alto no turismo literário.

 

Galeno Amorim (www.blogdogaleno.com.br)

 

 

PESCADOR DE LEITORES

GALENO AMORIM

 

O dia ainda não amanheceu quando seu Joaquim faz as primeiras manobras para estacionar a velha carroça diante da casa número 1.135 da Avenida Benjamin Constant. A vizinhança dorme o sono dos justos. São pontualmente cinco horas da manhã. Com todo cuidado, que é para não fazer barulho – que barulho, como ensinou o poeta, de nada resolve –, ele inicia o ritual que repete com fervor quase religioso nos últimos anos.

 

O dono da casa o ajuda a empilhar, zelosamente, as sete caixas. O animal se assusta e ameaça relinchar. Mas o homem, que não quer saber de vizinhos acordando a essa hora da madrugada, sussurra alguma coisa que aquieta o bicho. No pouco espaço que resta na carroça, agora ele ajeita duas estantes de aço.

 

Como quem sabe o que faz, o carroceiro ruma à direção do estádio, palco de gloriosas partidas do campeonato de futebol amador de Pirapora, no Alto do Rio São Francisco, interior de Minas. Mas não é este seu destino final. Minutos mais tarde, freia bruscamente o carro de tração-animal no meio da via pública. Apesar da hora, já há por ali um forte burburinho.

 

Homens e mulheres montam, sem perda de tempo, as barracas. Ajeitam, nas bancas, dúzias de tomates, laranjas e outras frutas frescas colhidas na véspera. A carga misteriosa é descarregada com cuidado e posta no chão.

Perto dali, o cheiro que exala dos isopores de pescados impregna o amanhecer. Léo do Peixe está radiante. Tira do bolso duas notas de dez reais e paga o carreto. Domingo, afinal, é dia de feira livre no Santos Dumont, bairro de classe média baixa onde ele vive há anos.

 

Nos dias de semana, Leonardo da Piedade Diniz Filho pesca e vende em casa os peixes que há 18 anos retira nas águas do Velho Chico. No domingo, faz a feira. Ao lado da barraca de peixes, a esposa monta sua barraca de roupas infantis. Quando as caixas são abertas, uma surpresa: não há nada ali que possa ser vendido nas duas bancas!

 

Mesmo assim, eles estão felizes. E o que tem lá dentro? Livros! São livros para leitores de todas as idades. Quando clarear o dia, mais uma vez eles estarão lá fazendo fila diante da inusitada barraca para, em vez de verduras ou frutas, enfiar na sacola uma outra categoria de alimento – esse, alimento para a alma.

 

Lobato, Machado, Eça, Coelho, não importam os autores. Muitos vão lá só pelo simples prazer de acariciar as obras. Uns lêem lá mesmo, outros levam para casa e devolvem na outra semana. Cada um leva o que quer e, se não terminou de ler, também não tem problema: o prazo é prorrogado. Não há burocracia e também não paga.

 

É simples assim o Clube de Leitura de Pirapora, que começou por causa do medo de Léo do Peixe de ver os filhos de pais tão ocupados se afastarem aos poucos dos livros. Logo os filhos dos outros feirantes apareceram e, hoje em dia, já são 400 sócios – pelo menos 80 aparecem a cada domingo.

Muita gente vai à feira só para pegar livros. O movimento cresceu tanto que o pescador precisou até contratar ajudantes. E como a biblioteca municipal não abre nos finais de semana, o clube agora é uma referência na cidade.

 

Léo diz que foram os livros que mudaram sua vida. Ele gostou tanto dessa história de pescador de leitores que resolveu abrir mais sete pontos de leitura pela cidade. Pra quem pergunta por que faz isso, Léo do Peixe tem a resposta na ponta da língua: — Quem não lê é um cidadão de segunda classe...

 

(Agência Brasil Que Lê)

 

Galeno Amorim (www.blogdogaleno.com.br) é jornalista e escritor.

 

 

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