SER MINEIRO É...

"SER MINEIRO É NÃO DIZER O QUE FAZ, NEM O QUE VAI FAZER. É FINGIR QUE NÃO SABE AQUILO QUE SABE. É FALAR POUCO E ESCUTAR MUITO. É PASSAR POR BOBO E SER INTELIGENTE. É VENDER QUEIJO E POSSUIR BANCO. UM BOM MINEIRO NÃO LAÇA BOI COM EMBIRA; NÃO DÁ RASTEIRA NO VENTO; NÃO PISA NO ESCURO; NÃO ANDA NO MOLHADO; NEM ESTICA CONVERSA COM ESTRANHOS. SÓ ACREDITA QUANDO TEM CERTEZA: NÃO TROCA UM PÁSSARO NA MÃO POR DOIS VOANDO. SER MINEIRO É DIZER "UAI". É SER DIFERENTE. É TER MARCA REGISTRADA E TER HISTÓRIA. É TER SIMPLICIDADE, PUREZA, HUMILDADE E MODÉSTIA. É TER CORAGEM E BRAVURA. FIDALGUIA E ELEGÂNCIA. SER MINEIRO É VER O NASCER DO SOL E O BRILHAR DA LUA. É OUVIR O CANTAR DOS PÁSSAROS E O MUGIR DO GADO. É SENTIR O DESPERTAR DO TEMPO E O AMANHECER DA VIDA. SER MINEIRO É SER RELIGIOSO, CONSERVADOR, CULTIVAR AS LETRAS E AS ARTES. É SER POETA E LITERATO; É GOSTAR DE POLÍTICA. É AMAR A LIBERDADE. É VIVER NAS MONTANHAS E TER VIDA INTERIOR."

Colaboração do usuário mineiro Adhemar da Silva.


ISSO É BICHINHO

 

 oficina

 

Um nome curioso, um pequeno povoado, casas de adobe, uma rua com calçamento de pedras. Isso é Bichinho. Peças de rara beleza, uma explosão de criatividade. Cores, formas, materiais surpreendentes. Uma riqueza única. Isso é Bichinho.

 

A origem do nome não é muito clara, há diferentes versões, mas foi assim que ficou conhecido aquele pedacinho das Gerais, a sete quilômetros de Tiradentes e a 12 de Prados, município do qual é um distrito, desde 1938. O nome oficial é Vitoriano Veloso, inconfidente em cuja homenagem se ergue um monumento em frente à Igreja de N.S. da Penha de França, datada de 1732. O povoado, como outros na região, formou-se no inicio do sec. XVIII, com a descoberta de ouro, explorado à exaustão. Hoje, o ouro daquela gente não está nas minas, mas na sua capacidade criativa, seu respeito à natureza. E na sua simplicidade, que se mantém cativante, em harmonia com o orgulho que denotam por se saberem artistas de valor.

 

Há 17 anos, Tote (o outro nome de Antonio Carlos) saiu de Imbu, São Paulo, e foi para Bichinho, possivelmente guiado por aquele sentimento de missão que acomete algumas pessoas em determinados momentos de suas vidas. Lá, criou a Oficina de Agosto e desenvolveu um pólo de artesanato, agregando em torno de si o povo do local, artesãos que provavelmente não conheciam seu próprio potencial.

 

Chegar na Oficina de Agosto é como entrar num sonho. Numa região belíssima – as chuvas de janeiro atrapalham um pouco o passeio dos turistas, mas desperta um verde exuberante – as peças de artesanato expostas ao ar livre, dispostas numa total integração com o ambiente, já nos dizem que valeu a pena enveredar por aquelas estradinhas. Lá dentro, uma profusão de peças raras, saídas da imaginação de um homem, o Tote. Ele está em Tiradentes, nos dizem as funcionárias, que também explicam que as peças mais elaboradas são ainda concebidas pelo criador da Oficina. Ele passa a idéia aos artesãos, que as confeccionam com grande habilidade. Os detalhes são preciosos.

 

Hoje há muitas oficinas de artesanato em Bichinho, inclusive artesãos autodidatas, que desenvolvem suas próprias criações. Encontramos também artistas plásticos com trabalhos mais sofisticados, ainda que usando técnicas e materiais também simples, como papel machê. Madeira de demolição, ferro, tecidos de algodão, lata, e materiais inusitados, como tampinhas de garrafa, vidro, tudo, enfim, pode virar arte aqui.

 

Comida boa também é arte e em Bichinho o viajante encontra mesa variada e farta no Tempero da Ângela. Sabor na medida, as travessas generosas sobre o fogão a lenha desafiam qualquer idéia de controlar o peso, as calorias. Goiabada com queijo é o tiro de misericórdia. E o cafezinho mineiro, ao final, claro!

 

Mas... tudo bem, as trilhas na mata da Serra de São José, as caminhadas para comprar ou apenas admirar o artesanato, compensam os pecados da gula. Com certeza, um lugar pra se voltar, e voltar, e voltar.

 

Para saber mais de Bichinho, Tiradentes e Prados, acesse:

http://www.tiradentesgerais.com.br/bichinho.htm

http://www.tiradentes.net/index.htm

 texto e fotos: Teresa Fazolo (www.tecelan.blogspot.com)


A RIQUEZA DE MINAS

Tiradentes

Minas Gerais é o quarto maior estado do Brasil. Em sua área cabe a França e a Bélgica juntas. E mais da metade de seu território tem altitudes superiores a 600 metros. Dizem até que a montanha está intimamente ligada à alma dos mineiros, que são um povo contemplativo, introspectivo, mas também excelente anfitrião e famoso pela sua cozinha.

Suas serras guardam reservas minerais riquíssimas, com destaque para o ferro, manganês e o ouro. E três cidades contam um pouco de sua história: Ouro Preto, Tiradentes e São João Del-Rei.

Ouro Preto antes chamado de Vila Rica, tal sua riqueza, foi decretada em 1933 a Cidade Monumento Nacional e pela Unesco, em 1980, Patrimônio Cultural da Humanidade.

Tiradentes, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1938 é outro belíssimo exemplo das lutas dos inconfidentes heróis e da beleza artística deste período setecentista. Logo à entrada, na antiga Rua do Arão, hoje Antonio Teixeira de Carvalho e Inconfidentes. Na praça formada no início desta rua existe a Estação da Estrada de Ferro, bonito e simples prédio construído  por volta de 1879/1880, tendo sido inaugurado em agosto de 1884 pelo imperador D. Pedro II, em estilo característico da arquitetura da estrada de ferro, com lambrequins e telhas marselhesas, vindas da França. Ainda estão em funcionamento as locomotivas a vapor que datam do início do século XX.

Maria-Fumaca

São João Del Rei, fundada no início do século XVIII, é a única cidade do mundo a utilizar o estanho, além no artesanato,  para a produção de artefatos domésticos.

Guarda assim como suas vizinhas um dos mais belos patrimônios históricos e culturais do estado. Entre tantos, ganham destaque a Igreja de São Francisco de Assis com suas palmeiras imperiais, a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, Igreja do Rosário, Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Rua Santo Antônio, Rua Direita, Ponte da Cadeia, Prefeitura, Museu Regional e o complexo da estação ferroviária, que guarda relíquias que fazem parte da história ferroviária do Brasil. A Maria Fumaça que circula Sexta, Sábado, Domingo e Feriados até Tiradentes tem horário de saída às 10 e 15 Horas.  

Sao-Joao-DelRei

Em todas, pode-se visitar as mais belas igrejas, obras do barroco mineiro e de verdadeiros mestres nesta arte, entre eles, o principal: Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Em Tiradentes, vale uma visita a Matriz N. Sra da Conceição cuja construção se estendeu de 1727 a 1746. O projeto e a execução são de Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Ambos estão enterrados na igreja. Tem em anexo o Museu Aleijadinho. Entrada franca na igreja, não no museu. Ela fica na Praça Antonio Dias.

 

Nossa-Senhora-Conceicao

Em cada uma pode-se conhecer a beleza de seus casarios coloniais geminados, dos antigos casarões - verdadeiros palácios - dos chafarizes e suas estreitas ruas. E tudo muito bem preservado. Uma dica, o Carnaval nesta região já começou.

Maiores informações :

 http://www.ouropreto.org.br/;

http://www.tiradentes.mg.gov.br/turismo.html   http://www.saojoaodelrei.mg.gov.br/

 


ANTIGUIA TURÍSTICO ENSINA

COMO ACABAR COM O PROGRAMA DE ÍNDIO

 

Comer porco no lugar de frango, virar à esquerda quando deveria ser à direita, entrar pela saída ou pedir uma “Cueca-Cuela” no avião e continuar morrendo de sede são só alguns dos micos que os turistas passam pelo menos uma vez na vida. Sem contar a mala, que sempre pesa mais do que deveria e dá trabalho a viagem inteira.

 

Pensando nisso, Helena Perim Costa, autora do bem-humorado “Guia de Elegância de uma Reles Mortal”, no qual ensina mulheres a se vestir com elegância sem gastar uma fortuna, chegou à conclusão de é impossível não entrar em roubadas durante viagens de férias, mesmo consultando guias de turismo, roteiros e perguntando para quem já esteve por lá antes.

 

A solução: escrever um “antiguia” turístico. O “Guia Michelíndio – Aonde não ir, o que não comprar, o que não comer, com quem não viajar e outras dicas para evitar roubadas turísticas” (Matrix Editora, 127 páginas), chega para desmistificar os destinos turísticos e ensinar como evitar o programa de índio. 

 

A autora Helena Perim da Costa formada em Comunicação Visual pela FAAP, com pós-graduação pela ESPM e especialização em Design Gráfico na Itália onde colaborou como escritora para revistas de turismo reúne no livro tudo o que é essencial para que as viagens não corram riscos de se tornar traumáticas.

 

Segundo Perim, “lugar micado tem no mundo inteiro e nem sempre as férias acontecem como se espera. Por isso, seu objetivo é evitar que os turistas gastem seu rico dinheirinho em locais sem graça, passem 30 dias na companhia de uma pessoa chatérrima, comam mal ou voltem mais cansados do que partiram”.

 

Para evitar aborrecimentos, Helena classifica os roteiros e alguns locais mais conhecidos com penas, que variam de um a cinco. Quanto maior o número de penas, mais programa de índio ele é.

 

Das malas aos souvenires, do Marrocos à China, o “Guia Michelíndio” expõe com bom humor o que deve ser feito caso o turista não queira entrar numa fria. Além disso, descreve situações hilárias que se têm a ver com 99% dos viajantes menos informados.

 

TRECHO

Definição de mala segundo o dicionário: “Caixa coberta de couro, lona, lata ou outro material, fechada com cadeado ou chave onde se guardam ou levam objetos, geralmente roupas”. Definição de mala segundo minha experiência: um trambolho dentro do qual você coloca um monte de roupas e sapatos e, no final, não usa nem a metade. Que pesa sempre mais do que você gostaria e no qual cabe menos do que você queria levar. A maioria vem com rodinhas que quebram na primeira semana e têm o poder de deixar marcas inesquecíveis, como cicatrizes e hematomas, dores lombares, unhas quebradas etc. Enfim, algo que você odeia, mas sem o qual não pode viajar. E que, se por vingança às vezes desaparece, é pelo que você mais chora.

 

Guia Michelíndio – Aonde não ir, o que não comprar, o que não comer, com quem não viajar e outras dicas para evitar roubadas turísticas, Matrix Editora, 127 páginas e custa R$ 19,90

 

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