UMA GRANDE METRÓPOLE: SÃO PAULO
JUSSARA CÂMARA

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Em 25 de janeiro se comemora os 455 anos da fundação de São Paulo, pelo padre José de Anchieta. No entanto, há historiadores que dizem que quem fundou S. Paulo foi Martim Afonso de Sousa.

Ele, na verdade, fundou um povoado que foi um prolongamento de S. Paulo. Ou seja, uma continuação do burgo de Martim Afonso.

Depois de ter fundado S. Vicente, Martim Afonso subiu ao planalto e veio fundar, entre os índios que se situavam às margens do Tietê, em local onde hoje se acha o Bom Retiro, a povoação de Piratininga, que existia em fins de 1532,

 

Eu não estou aqui para fazer confusão de datas e de quem realmente fundou São Paulo, mas sim, para dizer que esta cidade que atraiu homens simples, poetas românticos e famílias de outras nacionalidades no início do século XIX, continua conquistando a todos pela sua vitalidade e potencialidades.

 

Entre o final do século XIX e início do século XX, São Paulo começou a ganhar sua paisagem urbana. Essa paisagem se deu através das generosas quantias que a elite paulistana da época lucrava com a agricultura cafeeira e investia na cidade.


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O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo "moderna", até então acanhada e tristonha capital.

Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus. Foi a partir daí que começaram a surgir as grandes obras de São Paulo.

Talvez pouca gente saiba que a primeira dívida externa do Brasil foi com a construção do Viaduto Santa Ifigênia? E que todos os dias saem do Mercadão cerca de 350 toneladas de alimento e que ali circulam cerca de dez mil pessoas?



Seu crescimento é inegável. São Paulo possui 31 pequenos “municípios” distribuídos pela cidade. Desde 2002, com a aprovação da lei 13.399, a maioria dos equipamentos públicos, como clubes da comunidade (antigos CDMs) e clubes da cidade foram transferidos para as subprefeituras.

Essas subprefeituras têm o papel de receber pedidos e reclamações da população, solucionar os problemas apontados; preocupam-se com a educação, saúde e cultura de cada região, tentando sempre promover atividades para a população.


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Além disso, elas cuidam da manutenção do sistema viário, da rede de drenagem, limpeza urbana, vigilância sanitária e epidemológica, entre outros papéis que transformam, a cada dia, essas regiões da cidade em locais mais humanizados e cheios de vida.



Além dos problemas cotidianos, esses pequenos “municípios” guardam segredos e curiosidades pouco conhecidas pela população. Como por exemplo, que o cemitério de Aricanduva é o maior da América Latina, com uma área de 780 mil m². E que a Vila Carrão possui uma colônia japonesa que se formou durante as décadas de 1960 e 1970.



Agora se você quiser conhecer um pouco mais sobre cada uma dessas subprefeituras e suas histórias, pesquise em:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/turismo/index.php?p=5150.

 

créditos Fotos Embratur e Secretaria de turismo SP

 

 

 

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RUAS DE SÃO PAULO

 

Quem quiser  conhecer melhor  esta cidade grandiosa,  visite o site  www.dicionarioderuas.com.br,  que  resgata  fatos  marcantes  e  curiosidades  sobre  a  trajetória  de  455  anos  da  cidade. 

 

A Secretaria  de  Cultura  do  Município  de  São  Paulo,  através  do  DPH (Departamento  de  Patrimônio  Histórico),  e  a  Plamarc,  empresa  responsável  pela  sinalização  das  vias  da  cidade,  são os responsáveis pelo  maior  estudo  já  feito  sobre  a  história  das  mais  de  47  mil  ruas  de  São  Paulo. 

 

Este  trabalho  de  pesquisa  é inédito e  demandou  cerca  de  4  anos  de  estudos  e  investimentos  em  tecnologia,  para  oferecer  à  população  um  serviço  pioneiro  de  catalogação  de  nomes  de  ruas,  seus  significados  e  curiosidades,  fatos  históricos  ligados  à  evolução  da  cidade,  legislação  sobre  nomenclatura  das  vias,  história  das  placas,  mapas  antigos  e  ilustrações,  entre  outros  temas  relevantes  do  cenário  cultural  de  São  Paulo. 

 

AS ÁRVORES SÃO FÁCEIS DE ACHAR, FICAM PLANTADAS NO CHÃO,

MAMAM DO SOL PELAS FOLHAS, E PELA TERRA TAMBÉM BEBEM ÁGUA,

CANTAM NO VENTO E RECEBEM A CHUVA DE GALHOS ABERTOS.

ARNALDO ANTUNES

 

UM PRESENTE PARA SÃO PAULO

 

 

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Os cariocas estão preparando um presente surpreendente para S. Paulo. Roberto Ainbinder, arquiteto e urbanista e Cesar Duarte, fotógrafo e autor de vários livros sobre o espaço urbano, lançaram o livro Árvore Cidade - São Paulo. Revelando o que pareceria impossível, mesmo para muitos paulistanos: São Paulo é um bosque de árvores de rara beleza que representam toda a paisagem brasileira.

São Paulo não é somente aridez e poluição, mas um canteiro de árvores de rara beleza que representam toda a paisagem brasileira. Depois de percorrerem centenas de quilômetros das mais variadas regiões da cidade, os autores coletaram um mosaico representativo da arborização paulistana, revelando uma beleza até então pouco visível até mesmo para o morador da maior metrópole do hemisfério Sul.

 

Para entender a arborização da maior metrópole do hemisfério Sul, Roberto Ainbinder e Mariana Várzea pesquisaram a história da cidade, sua paisagem cultural diversa, para revelar, através das lentes do fotógrafo Cesar Duarte, que São Paulo possui exemplares majestosos da Mata Atlântica. Verdadeiras preciosidades paisagísticas.

 

"Os pau ferros de S. Paulo, como os da avenidada S. João, são os maiores e mais frondosos do país", diz Ainbinder, que foi diretor da Fundação Parques e Jardins do Rio de Janeiro. São Paulo surpreende, pois da mesma forma que acolheu diferentes povos, adaptou várias espécies de árvores, tanto exóticas como preciosidades da nossa Mata Atlântica, como os guapuruvus, paus-ferro, sibipirunas e quaresmeiras.

 

 

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Também as nativas da América do Sul como as tipuanas, a árvore mais encontrada nas ruas de São Paulo, as pontiagudas paineiras, além dos delicados jacarandás-mimosos e ipês. E as árvores exóticas, muito bem adaptadas ao solo paulistano, como exuberantes exemplares das espatódeas africanas, os alfeneiros chineses e as seringueiras indianas, entre outras.

 

O livro de 144 páginas com 109 imagens, custa R$ 85,00, conta a história da urbanização da cidade através das 18 espécies de árvores mais encontradas nas suas ruas, praças e parques públicos. A programação visual de "Árvore Cidade - São Paulo é do premiado desinger Jair do Souza.

 

FOTO DA PÁGINA PRINCIPAL é do livro Árvore Cidade - São Paulo

 

 

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CRÔNICAS DE MENOTTI DEL PICCHIA

As transformações que aconteceram em São Paulo nos anos 1920 foram retratadas nas crônicas de um importante jornal paulista e escritas por uma figura característica e singular do período, o escritor Menotti del Picchia. Suas crônicas estavam presentes diariamente no Correio Paulistano, um dos mais lidos da época.

É esta personalidade que a arquiteta e pesquisadora Ana Veiga de Castro usa como vertente de seus estudos. A partir do ponto de vista de Menotti, a autora busca compor um panorama dos diversos mundos, de uma São Paulo começa a tornar-se metrópole.


Este trabalho está inserido em um campo multidisciplinar de pesquisa sobre o modernismo e a modernização brasileira, que engloba arquitetura, arte, literatura e história. Menotti del Picchia é até hoje um escritor muito mal visto pela pesquisa acadêmica brasileira. O cronista estava ligado ao Partido Republicano Paulista e suas crônicas foram publicadas no jornal porta-voz da oligarquia cafeeira. Mas Menotti foi além e acabou por se ligar politicamente a um grupo fascista.

Ana Castro tem o cuidado das boas pesquisadoras e, entendendo o complicado momento que vivia a cidade e o mundo no período, resgata as crônicas de Menotti e sua relação com a urbanização de São Paulo.
Desta forma, o livro cria uma relação com aqueles que pretendem apreender a cidade sob o prisma amplo das representações, pontos de vista e idéias construídas.

O que acaba por contribuir para uma história intelectual de São Paulo. A São Paulo de Menotti del Picchia é organizado com o objetivo de fazer o leitor compreender como Menotti via, sentia e escrevia sobre sua cidade. As crônicas são capazes de revelar relações: do autor e seus vários mundos, de uma cidade de contradições e ambivalências, fissuras e descompassos. Além de relacionar a arquitetura da modernidade paulistana com as questões éticas oriundas da imigração nos conturbados anos 1920.

Este estudo analisa as representações da cidade de São Paulo na década de 1920, em cerca de 1.700 crônicas jornalísticas escritas pelo poeta modernista Menotti del Picchia (1892-1988).

 

A São Paulo de Menotti del Picchia, de Ana Claudia Veiga de Castro. Ed. Alameda, tem 298 págs e custa, R$ 38

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HISTÓRIA DA AV.PAULISTA.

 

O Fantasma da Paulista é um romance que conta a verdadeira história da Avenida Paulista através da aventuras imaginárias do Fantasma de Joaquim Eugênio de Lima, o engenheiro agrônomo e jornalista que, em 1891, idealizou, construiu e inaugurou a Avenida, que hoje é o símbolo de S.Paulo.

 

O livro de Isabel Vasconcellos, o Fantasma viaja no tempo e sempre dentro dos limites da Avenida. Ele passa por todas as fases que a avenida viveu, das primeiras mansões aos grandes edifícios. Dos prédios residenciais aos comerciais. E chega até o ano de 2050, quando a avenida imaginada por Isabel é uma grande surpresa.

 

O Fantasma da Paulista, de Isabel Vasconcellos, Editora República Literária

com prefácio da Dra. Ligia Kogos, tem 144 páginas e custa R$ 30,00

 
POR UMA SÃO PAULO SUSTENTÁVEL

Já que estamos comemorando o aniversário de São Paulo, como presente seus habitantes podem seguir algumas medidas para deixar a cidade com um encanto cada vez maior.

 

Em comemoração dê um presente à sua cidade, use sacola retornável, não jogue lixo nas ruas, pratique esportes, participe de alguma ação solidária, ou seja, faça sua parte!

 

 “Você pode achar que sua mudança de comportamento não irá fazer diferença nenhuma, mas multiplique seus gestos por mais de 10 milhões de pessoas que a mudança de comportamento fará sentido e você poderá melhorar a qualidade de vida da cidade de São Paulo e do planeta”, diz Luiz Fernando Lucho do Valle  – 53 anos, engenheiro civil – presidente da Ecoesfera Empreendimentos Sustentáveis.

 

 

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SÃO PAULO COMEMORA O ANO NOVO CHINÊS

 

A quarta edição das comemorações do Ano Novo Chinês acontece no bairro da Liberdade. A programação inclui atrações típicas da cultura chinesa, com danças folclóricas, shows musicais e comidas típicas. A entrada é gratuita.

 

 

Pelo quarto ano consecutivo, os paulistanos poderão conferir as comemorações do Ano Novo Chinês, data mais importante do calendário da cultura chinesa. As atividades de música, dança, artes marciais e culinária serão concentradas na Liberdade, o tradicional bairro oriental da cidade de São Paulo.

 

De acordo com Wynner Kenkok Ng, coordenador da festa, a idéia do evento é apresentar a cultura milenar chinesa aos brasileiros, além de manter a tradição viva entre os imigrantes e descendentes que vivem no Brasil. No ano passado, mais de 200 mil pessoas participaram da Festa do Ano Novo Chinês, na Liberdade. 

 

Para a entrada do Ano do Boi, será instalado um palco para apresentações na Praça da Liberdade e, nas ruas próximas, barracas temáticas onde os visitantes poderão conhecer mais sobre a cultura, arte e a culinária chinesas. Os shows pirotécnicos que caracterizam a chegada do Ano Novo na China também farão parte da festa. O Ano do boi promete ser um ano de trabalho duro e é um período de colocar a casa em ordem. O sucesso só será possível mediante esforços rigorosos.

  

Chineses e descendentes no Brasil comemoram o Natal dos cristãos e as duas passagens de ano. As famílias mais tradicionais seguem o ritual de seu país de origem, cozinhando, enfeitando a casa, soltando fogos. Outros saem para jantar na noite da virada do Ano Novo Chinês, comemorando, assim, a data, mas sem a pompa das comemorações chinesas. São Paulo está retomando o ritual, com a festa na Liberdade.

 

A SAGA DOS IMIGRANTES EM SÃO PAULO EM SEUS                    MÚLTIPLOS DETALHES

A saga dos imigrantes em São Paulo é oferecida aos pesquisadores em seus múltiplos detalhesNão há como subestimar a importância do movimento imigratório internacional para a formação da singular feição do tecido social paulista. Em um século, do fim do tráfico negreiro em 1850 a 1950, o imigrante se torna um ator de destaque na história paulistana, provocando uma profunda mudança cultural expressa em milhares de histórias de vida que levou à diversidade humana do estado de São Paulo.

Todas estas transformações e movimentos demográficos geraram vastas quantidades de informações que agora são organizadas e agrupadas em um triplo lançamento da Editora Unesp e da Fapesp. Trata-se dos livros Atlas da imigração internacional em São Paulo 1850-1950, Repertório de legislação brasileira e paulista referente à imigração e Roteiro de fontes sobre a imigração em São Paulo 1850-1950, ferramentas de trabalho valiosas para historiadores, antropólogos, sociólogos, geógrafos, demógrafos e economistas.

O Atlas focaliza a experiência migratória em São Paulo apresentando informações demográficas socioeconômicas relativas à população estrangeira presente no estado no século compreendido entre 1850 e 1950. Também destaca os dados relativos à população escrava no período imperial. Esses dados, oriundos de diferentes fontes e arquivos, são trabalhados com outras informações que ampliam a percepção sobre a presença e a inserção dos imigrantes e produzem “um diálogo crítico com as cruezas das cifras e até mesmo com a intransparência da suposta precisão dos números”, como coloca José de Souza Martins na introdução ao livro. O sociólogo completa afirmando que os autores “colocam na cena contemporânea, a da indagação científica, os volumes e ritmos do movimento demográfico que coloriu com a beleza da diversidade humana o Estado de São Paulo que conhecemos hoje”.

O Repertório de legislação brasileira e paulista surgiu da constatação de que a legislação referente à imigração não se encontrava sistematizada e facilmente disponível. Foram pesquisados cerca de 900 volumes, com graus variados de conservação e dispersos em várias instituições. Além de levantar a legislação não mencionada, o livro trabalha com uma listagem mais adequada para ser uma obra de referência a outros pesquisadores sobre a imigração no Estado de São Paulo.

Roteiro de fontes procura identificar o mais profundamente possível a documentação relativa às várias etapas do processo migratório, apontando as imensas possibilidades dos principais arquivos existentes no estado de São Paulo. Isso significou requisitar e consultar uma enorme quantidade de caixas e volumes de documentação que foram minuciosamente avaliados pela equipe de projeto. As informações sistematizadas neste volume cobrem seis instituições arquivísticas distintas, simplificando o trabalho dos pesquisadores de identificação das fontes documentais.


ESPECIALISTAS MUNDIAIS EM MACHADO DE ASSIS DISPONÍVEIS NA INTERNET 

Especialistas mundiais em Machado de Assis disponíveis na internet

Palestras e conferências realizadas durante o Simpósio Internacional Caminhos Cruzados: Machado de Assis pela Crítica Mundial estão acessíveis na íntegra
 

Para marcar o centenário da morte de Machado de Assis, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), por meio da Fundação Editora da Unesp e apoio do Ministério da Cultura, realizou em 2008 o Simpósio Internacional Caminhos Cruzados: Machado de Assis pela Crítica Mundial, um ciclo de conferências e debates congregando nomes emblemáticos da crítica machadiana, nacional e inernacional.

Durante cinco dias, mais de duas dezenas de especialistas brasileiros e estrangeiros estiveram reunidos em São Paulo para apresentar diferentes abordagens sobre um dos maiores escritores da literatura brasileira. Agora, a gravação desses encontros está acessível na íntegra pela internet.

O simpósio contou com a presença de pesquisadores internacionais de primeira grandeza, tais como Abel Barros Baptista (Universidade Nova de Lisboa), Amina di Munno (Universidade de Gênova), Dain Borges (Universidade de Chicago), Daphne Patai (Universidade de Massachusetts), Elide Valarini Oliver (Universidade da Califórnia), Hans Ulrich Gumbrecht (Universidade de Stanford), Jean Michel Massa (Universidade de Rénnes 2), Jorge Edwards (Chile – Prêmio Cervantes), Kenneth David Jackson (Universidade de Yale), Paul Dixon (Purdue University), Thomas Straeter (Universidade de Heidelberg), Todd Garth (US Naval Academy) e Victor K. Mendes (Universidade de Massachussets).

Expoentes do cenário brasileiro, como Roberto Schwarz, Alberto Costa e Silva, Antonio Carlos Secchin, Carlos Alberto Vogt, Gilberto Pinheiro Passos, Hélio de Seixas Guimarães, Lúcia Granja, Luiz Dagobert de Aguirra Roncari, Sérgio Paulo Rouanet e Valentim Facioli também estiveram presentes. O escritor Milton Hatoum fez, ainda, uma saudação em nome dos escritores brasileiros.

 

A cobertura completa do evento está disponível no site: www.machadodeassis.unesp.br

 

 

 

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