UMA HOMENAGEM ÀS MULHERES

 

Walda

QUE MULHER É ESSA?

 feministas
No Brasil, onde o movimento feminista é dos mais incipientes, na enxurrada de notícias a propósito da metade feminina da humanidade predomina a bobagem, no enfoque e no tom: Metem-se no saco as feministas das diferentes correntes, confundem-se com elas as mulheres que, individualmente, lutaram com sucesso pelo destaque na vida pública, misturam-se todas com a massa feminina compelida simplesmente pelo processo histórico, a concorrer no mercado de trabalho."

Isso dizia Thereza Cesario Alvim, justamente quando o universo feminino se regozijava com a resolução da ONU de proclamar 1975, o Ano Internacional da Mulher.

Na verdade, tudo começara muitos anos e várias escaramuças antes. Consideradas seres sem alma na Idade Média e cidadãs de Segunda classe durante os séculos subsequentes, as mulheres foram percebendo, aos poucos, que havia vida lá fora, longe dos fogões a lenha e dos ferros a carvão. Exatamente as que mais penavam por não Ter acesso à vida regalada de suas amas bem casadas, exatamente essas é que movidas pela necessidade, resolveram encarar os fatos e, em busca de soluções, iniciar a luta por direitos. Sem saber que isso continuaria, continua e provavelmente continuará para sempre.

 ABREALAS - ESSAS SOMOS NÓS

abrealas

O livro Abrealas - O feminismo na virada do século XIX/XX, (foto ao lado) foi realizado para os festejos dos 500 Anos, sob coordenação geral de Schuma Schumaher realizado pela REDEH - Rede de Desenvolvimento Humano.

Em seu prefácio, escrito abaixo, Schuma descreve o conteúdo do seu livro:

ESSAS

Essas que se embrenharam mata a dentro e se negaram aos colonizadores Essas que levaram chibatadas e fundaram quilombos
Essas que pariram e criaram filhas e filhos e as que não pariram
Essas que clamaram por escolas e derrubaram muros com pontas de dedo
Essas que escreveram e as que nem assinavam o nome
Essas que quiseram ser cidadãs e sonharam com todas votando
Essas que ocuparam ruas e praças e as que ficaram em casa
Essas que trabalharam nas fábricas e com enxadas no campo
Essas que foram datilógrafas, secretárias e doutoras e lavadeiras
Essas que não se comportaram bem e que tudo fizeram sem pedir licença Essas que desafinaram o coro do destino e abriram alas
Essas somos nós.

 

QUE PRETENDES, MULHER?
INDEPENDÊNCIA, IGUALDADE DE CONDIÇÕES...
EMPREGOS FORA DO LAR?
ÉS SUPERIOR ÀQUELES
QUE PROCURAS IMITAR.
TENS O DOM DIVINO
DE SER MÃE
EM TI ESTÁ PRESENTE A HUMANIDADE.
PARTE DO POEMA MÃE DE CORA CORALINA

ANINHA DA PONTE DA LAPA,
CONHECIDA COMO CORA CORALINA
CÉLIA MARCASSA

 

Cora-Coralina"Cora Coralina, menina, adolescente, jovem, esposa, mãe, dona de casa, doceira, contadora de histórias, escritora, mulher consagrada, sagrada".

Procurando assuntos e atividades mais dinâmicos para meu projeto a ser desenvolvido com a terceira idade tive um encontro inesperado com uma escritora que teve o reconhecimento profissional somente aos 75 anos. A primeira coisa que me veio em mente foi: "Estou com 56 então, tenho bastante tempo ainda ou, pode acontecer o mesmo comigo". Incrível!

Qual é o verdadeiro sentimento de uma mulher que passou por todas as etapas, nasceu, brincou, cresceu, estudou, ou não estudou, casou-se, teve filhos e os viu crescer, dedicou-se a afazeres incondicionais, muitas vezes impostos em momentos e situações quase impossíveis. De repente esta mesma mulher se encontra num espelho da casa e se pergunta: Quem é você? Você não tem nada para fazer? E agora que seus filhos cresceram de quem você vai cuidar? O quê aconteceu, deixamos de ser útil?

Creio que é neste exato momento que precisamos NOS ENCONTRAR para resgatarmos TUDO que realmente somos. Este é o nosso tempo, vivemos e aprendemos muito para desperdiçar tantas qualidades.

A presença feminina está intimamente ligada ao sagrado, a natureza e ao conhecimento sobre a humanidade. A mulher muitas vezes não se dá conta disto. Percebo a minha responsabilidade de precisar viver e "criar" condições para celebrar a resistência de mulheres que utilizam suas forças espirituais para ultrapassarem suas condições.

texto2Somos mulheres comuns que revelam esta resistência nas experiências do cotidiano, do banal, do ordinário. Mulheres anti-heróicas e nada monumentais, enraizadas na rotina da vida diária do universo. Somos como as horas, senhoras do tempo e afazeres a nós determinados.

Encontrei na obra de Cora Coralina uma mensagem maravilhosa, de um feminismo exemplar. As histórias são montadas com palavras simples de fácil compreensão e que nos levam a fatos comuns do nosso dia-a-dia que jamais pensaríamos em contar com tanto gosto e orgulho por serem tão banais. Não. Não são banais, são trechos, partículas, minúcias que vão transformando as pessoas, acrescentando à nossa cultura o valor da identidade de nossos costumes.

A AQUARELA

A intenção do programa é mostrar a beleza da aquarela, que também exige dedicação. Quanto mais simples for o resultado, mais belo será. Penso que é como era para Cora Coralina fazer doces, contar histórias e fazer poesias. O segredo está na maneira de fazer: com espontaneidade, simplicidade e amor.

Não sei se posso dizer, mas vamos tentar mostrar com simplicidade a nossa maior riqueza, o que sabemos fazer da melhor maneira. Sermos mulheres, mães, esposas, irmãs, tias, donas de casa, doutoras, professoras, cidadãs, parte da humanidade, a quem foi dado o verbo Amar, com toda transparência, explícito.

Célia Marcassa é nossa usuária e quis homenagear Cora Coralina no mês em que se comemora o dia da Mulher.

 

 

MULHERES DA VERDADE SE ALIAM ÀS MÃES DA SÉ

 

Abrindo a Mês Internacional da Mulher, a Associação Paulista de Medicina - APM, os médicos de São Paulo e as Mães da Sé estarão juntos no protesto silencioso com vistas a sensibilizar as autoridades dos diversos escalões governamentais e cobrar providências para combater o drama do desaparecimento de seus filhos.

 

Estas mães organizaram-se na ABCD para denunciar esse grave problema que afeta hoje centenas de milhares de famílias em todo o Brasil. Para ter uma idéia da relevância dessa questão, anualmente, apenas em São Paulo, são registrados cerca de 1,5 a 2 mil desaparecimentos.

 

 

Empunhando fotos de suas crianças, realizam manifestações silenciosas todos os segundos domingos de cada mês na Praça da Sé para alertar a população e arregimentar mais apoio à causa.

 

A partir dessa data, a Associação Paulista de Medicina disponibilizará no portal www.apm.org.br um link para o site das ABCD/Mães da Sé – www.maesdase.org.br, para que profissionais de medicina e população tenham acesso às fotos das crianças desaparecidas, podendo ajudar na busca e localização.

 

A ação em prol das Mães da Sé é uma parceria com o movimento Mulheres da Verdade, que reúne 40 entidades de diferentes setores da sociedade para discutir questões relacionadas à ética, cidadania, ações sociais e combate à corrupção. Tem o apoio da OAB – SP, Associação Comercial do Estado de São Paulo, Associação Comercial de Pinheiros e do Clube Paineiras do Morumbi.

 

 

MULHERES EMPREENDEDORAS

NEM MELHORES, NEM PIORES QUE OS

HOMENS, APENAS DIFERENTES.

LUIZ FERNANDO GARCIA

 

As diferenças entre os homens e as mulheres sempre foram motivo de discussões. Metaforicamente, a mulher agüenta quinze assaltos e ganha uma luta por pontos. Já o homem agüenta apenas cinco e ganha por nocaute, buscando o resultado final. Enquanto as mulheres persistem a longo prazo e vencem justamente por isso, os homens são resolutos.

 

Essa e outras tantas características tipicamente femininas fazem a diferença. Se os homens foram os heróis da Era Industrial, as mulheres têm um grande papel a desempenhar na era dos Serviços, que precisa de facilidade de relacionamento com clientes e com comunidades, característica feminina por excelência.

 

Mas afinal, qual o perfil da mulher empreendedora? Para elas, possuir um negócio próprio parece ser uma estratégia de vida e não meramente uma ocupação ou um meio para ganhar dinheiro.

 

Ambivalentes, as mulheres tendem a valorizar mais o trabalho do que os filhos ou a família em geral, mas, ao confrontar o dilema trabalho x marido, as empreendedoras optam por uma alternativa que expressa a valorização combinada de ambos. Assim, têm como meta atingir um equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, utilizando diferentes estratégias para lidar com as demandas do negócio e da família.

 

Essas mulheres têm mais facilidade para compor equipes, persistência, cuidado com detalhes, além de valorizarem a cooperatividade. Apesar de incluírem certa dose de sentimentalismo a suas decisões, têm maior facilidade para desenvolver atividades intelectuais, inverso ao homem, que é mais ágil e prático.

 

As empreendedoras são assim: com forte tendência a perceber seus negócios como difíceis, porém elas os vêem muito mais como um desafio do que um fardo, o que contraria crenças muito difundidas, de que as mulheres não conseguem manter tantas responsabilidades – lar, marido, filhos, trabalho - os negócios tendem a ser vivenciados sem culpa, em harmonia com o lar, vantajosos para a família, não se constituindo, portanto, como oposições.

 

Quando critérios como auto-realização, eficiência e lucros foram utilizados para avaliar o sucesso feminino, concluiu-se que mulheres empreendedoras quebraram o pensamento estereotipado e hegemônico já existente. Fatores internos e típicos das mulheres, como o sucesso interior, foram considerados quesitos de maior importância.

 

Características femininas que sempre foram vistas de forma preconceituosa, por serem associadas a fragilidades, acabaram virando vantagens no mundo corporativo atual. Toda essa sensibilidade faz das empreendedoras o grande diferencial no meio dos impulsos masculinos.

 

Luiz Fernando Garcia - é consultor especialista em manejo comportamental e empreendedorismo em negócios. É metodologista, empresário, palestrante e autor dos livros “Pessoas de Resultado”, “Gente que faz” e “O Inconsciente na sua Vida Profissional” da Editora Gente.

 

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