AGENDA

Não nos responsabilizamos por mudanças de datas, horários ou se houver greve de funcionários nos eventos aqui citados.
Apenas divulgamos os e-mails recebidos.

 

COMENTÁRIOS TERESA FAZOLO

 

UMA JOIA NO INGÁ

 

 

Inga

A proximidade com uma cidade exuberante e famosa como o Rio faz com que Niterói fique, digamos, na sombra, ali... meio esquecida. Algum destaque na agenda cultural geralmente acontece por conta do MAC (Museu de Arte Contemporânea) e da assinatura famosa que a obra carrega: a genialidade do centenário Oscar Niemeyer.


Mas a cidade que espia os cariocas do outro lado da Baía de Guanabara guarda outros tesouros. O Museu Antônio Parreiras é um deles. Estudei na UFF (Universidade Federal Fluminense) e morei por um par de anos em Niterói (algumas décadas atrás, a cidade era bem diferente), mas ainda não tinha entrado na belíssima construção da Rua Tiradentes, no Ingá. E eu não sabia o que estava perdendo.

 

Sao-Domingues


O homem – nascido em 1860 em São Domingos, Niterói (um bairro adorável onde morei por alguns meses) – amava as árvores. Digo isso não porque tenha estudado sua biografia, mas porque as pintou divinamente. Há mais de cem anos as olhava com um olhar de ambientalista (na foto, Árvore Morta, de 1936). As telas expostas logo na primeira sala nos capturam, quase dá para sentir o cheiro da floresta. Não entendo de pintura, artes plásticas, mas de emoção sim. E é um sentimento ora perturbador, ora reconfortante que aquelas telas nos provocam.


Há outras belas obras expostas, retratos de uma terra sendo desbravada. São expressões faciais e corporais captadas com precisão, sensibilidade e vigor. Não visitei todo o Museu, que abrange ainda uma extensa área verde e outra construção onde funcionava o ateliê do artista. Mas é como guardar um pedaço do doce para saborear mais tarde. Voltarei ao Ingá, com certeza. Veja mais em:
http://www.neltur.com.br/port/aondeir_mus_antpar.htm

 

O blog da Teresa é: http://tecelan.blogspot.com/

 

 

 

TEMPO E PERMANÊNCIA

 

Se você está em Niterói, que tal ver  o trabalho do Ronaldo Miranda, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, de 22 de outubro a 12 de novembro. “Tempo e Permanência” mostra a lembrança das experiências vividas por Ronaldo ao longo de sua vida. Ele transfere para a tela este sentimento pelas cidades pelas quais passou, pelos objetos que o acompanharam a vida toda, pelo litoral brasileiro.

 

A comunicação entre obra e espectador é imediata, não pela imposição dos grandes formatos, nem pela estética agressiva, ao contrário, é através de uma simplicidade poética e suavidade nas formas que o artista desperta a vontade, no outro, de levar para si este silêncio e esta limpeza, onde a beleza não agride o interlocutor.

 

Ronaldo Miranda participa do Arte de Portas Abertas, em Santa Teresa, desde a 2ª Edição até a 19ª e trabalha diariamente em seu ateliê e o mantém aberto ao público durante todo o ano, com hora marcada.

 

SERVIÇO:

RONALDO MIRANDA “TEMPO E PERMANÊNCIA”

de 22 de outubro a 12 de novembro (segunda-feira, das 13 às 17horas; terça a sexta-feira, das 10 às 17h; sábados e domingos e feriados, das 10 às 15horas)

Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno

Rua Lopes Trovão, s/n°, Icaraí - Tel.: 2610 – 5748

 

 

 

EXPOSIÇÃO ARTE COLOMBIANA – 1948 A 1965

 

arte


 Entre 20 de outubro e 25 de janeiro, um acervo de 140 peças – pinturas, esculturas, gravuras e material referencial (revistas culturais e filmes de época) – produzidas entre 1948 e 1965 estará exposto, gratuitamente, na Galeria de Arte do SESI.

 

Resultado de parceria entre o Museo Nacional de Colômbia, a Asociación de Amigos del Museo Nacional e o SESI-SP para a viabilização do projeto, a mostra Arte Colombiana – 1948 a 1965 reúne importantes obras de acervos particulares de colecionadores colombianos. A mostra tem curadoria dos pesquisadores colombianos Julián Serna, Nicolás Gómez e Felipe González.

 

O acervo inédito, composto por produções de 47 artistas, conta com renomados colombianos com intensa e influente produção no período. Os destaques ficam para obras de Fernando Botero, Alejandro Obregón e Edgar Negret, que raramente ou nunca foram vistas fora daquele país.

 

A exposição apresenta as diversas propostas artísticas desenvolvidas na Colômbia durante os anos de 1948-1965, marcante período das artes plásticas daquele país. “Trata-se do percurso de um território. Significa

 

passar novamente em revista a história de sua produção plástica. É apreciar a mudança na sensibilidade de um povo”.

 

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO: ARTE COLOMBIANA – 1948 A 1965

Local: Galeria de Arte do SESI - Av. Paulista,  1313 – Metrô Trianon-Masp

De 20 de outubro até 25 de janeiro - às segundas-feiras, das 11h às 20h, de terça-feira a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 10h às 19h.

Informações: (11) 3146-7405 / 3146-7406

Agendamento de grupos: de segunda-feira a sexta-feira, das 10 às 13h e das 14 às 17h, pelo telefone 3146-7396 / falar com Leni

 

 

EXPOSIÇÃO MAUREEN BISILLIAT

 

Indio

 

Reune mais de 200 imagens editadas e selecionadas pela própria fotógrafa com a colaboração dos curadores do IMS – Instituto Moreira salles - .

 

Sheila Maureen Bisilliat nasceu em Englefieldgreen, Surrey, Inglaterra, em 1931. Estudou pintura com André Lhote em Paris (1955) e no Art Students League em Nova York (1957) antes de se fixar definitivamente no Brasil em 1957, na cidade de São Paulo. Trabalhou para a Editora Abril entre 1964 e 1972, fotografando para várias publicações, entre elas a revista Realidade.

 

Seus ensaios fotográficos mais conhecidos sobre o universo de Guimarães Rosa, sobre os índios do Xingu - realizado em estreita colaboração com os irmãos Villas-Boas -, os sertões de Euclides, as caranguejeiras - equivalência fotográfica do poema de João Cabral de Melo Neto -, bem como outros temas igualmente significativos, porém menos difundidos e suas viagens ao altiplano boliviano, à China e ao Japão são apresentados na mostra em fortes sequências visuais de médio e grande formato que sintetizam a visão da autora sobre estes universos.

 

A exposição busca realizar uma leitura simultânea entre a produção fotográfica e a produção editorial de Maureen Bisilliat ao longo de sua carreira, revelando tanto a fotógrafa como a editora de imagens e textos reunidos nas diversas publicações e livros que produziu, também expostos no IMS. Uma publicação homônima à exposição está sendo lançada, que reconstrói a trajetória de Maureen ao longo de 50 anos de profunda atividade criativa.

 

O livro, editado pela própria fotógrafa, reúne 12 ensaios fotográficos, dispostos de forma delicada e subjetiva. As imagens são combinadas a textos variados, resultando em parcerias artísticas formadas entre Maureen e João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Euclides da Cunha, entre outros. Mas este livro é mais do que um livro de fotografia.

 

É também uma biografia de Maureen – cuja vida foi reconstruída pela escritora e jornalista Marta Góes –, uma antologia visual das paisagens, pessoas e objetos que a marcaram ao longo da vida, uma reunião das melhores críticas já escritas sobre seu trabalho. Assim como suas exposições, vídeos e filmes.

 

Em dezembro de 2003, sua obra fotográfica completa, composta por cerca de 16.000 imagens, entre fotografias, negativos preto e branco e cromos coloridos, nos formatos 35 mm e 6 x 6 cm, foi incorporada ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles.

 

MAUREEN BISILLIAT: FOTOGRAFIAS

Vai até 17 de janeiro de 2010

De terça a sexta, das 13h às 20h

Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h

Entrada franca.

De terça a sábado, às 17h, visita guiada pelas exposições. Ponto de encontro na recepção.

Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

 

 

A EXPOSIÇÃO ARTUR PEREIRA – ESCULTURAS

 

esculturaescultura2

 

 

Esta é a primeira retrospectiva da obra do artista de Cachoeira do Brumado (MG), morto em 2003. Com organização do crítico de arte Rodrigo Naves e curadoria do artista plástico Ricardo Homen, a mostra, com 59 esculturas, apresenta um recorte da obra de Pereira, com trabalhos representativos de seus vários momentos, tanto do ponto de vista cronológico quanto em relação aos diferentes partidos formais adotados.

 

Muitas das obras de Artur Pereira, feitas em uma única peça de madeira, em geral no cedro, e esculpidas com poucos instrumentos, como o enxó, o serrote e o formão, encontram-se hoje fora do Brasil, pois foram compradas por estrangeiros que visitaram a região em que o artista viveu. Compõem a exposição do IMS obras pertencentes a colecionadores brasileiros, entre eles, Amílcar de Castro (1920-2002), um dos maiores artista visuais do país.  

 

SERVIÇO

ARTUR PEREIRA – ESCULTURAS

De 08 de outubro a 06 de dezembro de 2009

De terça a sexta, das 13h às 20h

Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h

Entrada franca.

Classificação livre.

De terça a sexta, às 17h, e aos sábados, às 16h, visita guiada pelas exposições. Ponto de encontro na recepção.

Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

 

 

Spirit of Brazil :

 

 Visitação : 14 de outubro ate 15 de novemvro

 

 

O PERCURSO DA PALAVRA

 

 

A artista visual Rosana Ricalde que, já expôs em países como o Japão, França, Espanha, Portugal, Holanda, Croácia, México, Argentina e outros países, mostra como dialogar imagem/palavra deságua em cartografias e paisagens

 

Nascida em 16 de dezembro de 1971 em Niterói (RJ), a artista de 37 anos está atualmente em temporada de trabalho em Fortaleza, apresentando a exposição “O Percurso da Palavra”, com curadoria de Bitu Cassundé.

 

SERVIÇO:

PERCURSO DA PALAVRA  DE ROSANA RICALDE

Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – Térreo – fone: (85) 3464.3108). Gratuita ao público, a mostra fica em cartaz até 15 de novembro deste ano (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 10h às 18h).

 

 

LIVRO DE ZIRALDO EM CARTAZ

 

ziraldo

 

O livro reúne cerca de 300 pôsteres, entre trabalhos para cinema, teatro, shows, eventos, peças publicitárias e campanhas educacionais e políticas. A obra é especialmente rica na descrição de técnicas de design e valoriza a arte de Ziraldo como desenhista, desde a época em que os artistas gráficos ainda não dispunham dos modernos recursos de computação. “Hoje, todo mundo é artista”, brinca Ziraldo.

  

Mais do que um passeio pela história cultural recente do Brasil, a obra mostra como os cartazes do Ziraldo tiveram impacto na vida das pessoas. Seis páginas são dedicadas aos cartazes encomendados para os espetáculos teatrais de Jô Soares. Outra pérola é o famoso cartaz “O Galo”, criado em 1966 para o I Festival Internacional da Canção Popular do Rio, que virou símbolo nacional.  O cartaz de Os mendigos, de Flávio Migliaccio _ primeira comédia do Cinema Novo _ foi considerado um dos mais importantes da história do cinema a ser feito sem foto dos atores.  “Foi uma ousadia do Flávio e a primeira oportunidade de exercer o meu próprio estilo num cartaz”, lembra Ziraldo.

 

No total, 40 cartazes de cinema foram selecionados para a publicação. Entre outros trabalhos, destaque para O Assalto ao trem pagador, uma das opções de capas do livro, Os Cosmonautas, clássico estrelado por Ronald Golias e Grande Otelo e Roberto Carlos e o diamante cor de rosa, com o ‘Rei’ como protagonista. Os de pornochanchada são maioria. Entre eles, Os Paqueras, As mulheres que dão certo e Oh! Que delícia de patrão. “São cartazes para o cinema sexy, eram filmes erotizantes. Eles nem mandavam o roteiro. ‘Faz pelo título’, eles diziam”, explica Ziraldo.

 

Os geniais cartazes feitos para a Feira da providência, desde a sua primeira edição, em 1961, não podiam ficar de fora. Ziraldo é o artista que mais fez cartazes para um mesmo evento, ou seja, são 49 obras exclusivas. “Ano que vem comemoro 50 anos de feira”, anuncia o ilustrador, que em 2009 completou 60 anos de carreira. 

 

Na década de 1980, em uma campanha antifumo encomendada pelo Ministério da Saúde, Ziraldo mudou o conceito usado até então. Em vez de citar as complicações que o cigarro pode causar à saúde, ele investiu no mesmo argumento que convidava a fumar: o comportamento. No último da série, o slogan era: “Fumar fede”. Essa campanha rendeu bons frutos para Ziraldo. Além de ganhar prêmios internacionais, ele parou de fumar após 40 anos de vício. “Se eu digo que fumar é cafona, como posso fumar? Perderia a credibilidade. Então, parei”, recorda-se.

 

ZIRALDO EM CARTAZ (EDITORA SENAC RIO)

Texto de Ricardo Leite e Cartazes de Ziraldo. 

Projeto editorial: Ana Maria Santeiro | R$ 120,00  292 páginas

 

_________________________

Direitos autorais (Lei federal nº 9.610/98) - Quando da utilização de material  deste site, deve ser feita a seguinte referência: "extraído de www.idademaior.com.br"