AGENDA

 

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COMENTÁRIOS TERESA FAZOLO

 

TEMPO DE PAZ

 

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Assistir a um bom filme é, pra mim, uma das coisas que fazem a vida valer a pena. Se o filme é brasileiro, melhor ainda. Foi com esta sensação (além da lágrimas nos olhos) que saí do Arteplex, na Praia de Botafogo, ontem à noite. E mais ainda, porque o filme que vi era a transposição para a tela de uma peça a que assisti há alguns poucos anos: Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil. As atuações irretocáveis de Tony Ramos e Dan Stulbach se repetem na tela, em cada fala, gesto, olhar, suspiro, suor, lágrima, grito. São como as cordas de um instrumento, ora tensionadas, ora afrouxadas, emitindo diferentes sons, que despertam diferentes sensações.

Daniel Filho acertou – apesar das críticas de alguns – em incluir alguns cenários e personagens no filme, originalmente inexistentes na peça. Se em alguns momentos estes não se afinam integralmente com a narrativa, não chegam a comprometer a história centrada no embate entre o imigrante polonês e o Chefe da Imigração no Brasil, no ano de 1945. Dificilmente o espectador sairá ileso da sessão. Um filme que toca por falar de guerra, violência, intolerância, da obediência cega e do livre arbítrio, de pessoas embrutecidas, da história deste país, e da força da arte, do teatro, capaz de despertar a humanidade guardada no mais profundo de cada um, até num Segismundo, personagem de Tony Ramos.


Que bom seria se a Globo Filmes sempre pusesse sua força em filmes desse quilate.

TEMPOS DE PAZ Direção: Daniel Filho 12 anos, 82 min.

 

 

FOTOGRAFIA A SERVIÇO DA CIDADANIA

 

 

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Um experiente fotógrafo, cujas fotos vemos diariamente estampadas nas bancas de jornal, coloca sua técnica a serviço da cidadania, da emoção. É um Silva, como tantos brasileiros, é um Severino, como tantos irmãos nordestinos. E suas lentes, acostumadas a captar o que o que vira notícia nos jornais, se voltam para pessoas anônimas, uma população “invisível”, que povoa as brechas desta cidade.


Severino Silva teve a atitude de se aproximar dessas pessoas e, através da fotografia, tentar estabelecer uma ponte entre elas e seus possíveis parentes e amigos. Wilton Jr, também fotógrafo, deu a ideia do blog. Surgiu o Fotos e Reencontros.


Na falta de políticas públicas eficientes, Severino faz a sua "política pessoal". Discretamente, este Silva realiza um trabalho admirável, ao se voltar para essas pessoas, levar-lhes algum benefício material e, principalmente, a solidariedade que mata outras fomes que não a de comida. Confira em : http://www.fotosereencontros.blogspot.com/

 

O blog da Teresa é: http://tecelan.blogspot.com/

 

EXPOSIÇÕES DE FOTOS

 

 

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TERRA EM TRANSE DE MANUEL VILARIÑO

 

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói recebe de 13 de setembro até 01 de novembro a mostra “Terra em Transe”, do renomado fotógrafo espanhol Manuel Vilariño, produzida pelo Centro Cultural da Espanha em São Paulo - AECID.

 

Mestre na captação de imagens de natureza morta, Vilariño também é poeta e produz suas fotografias relacionando as duas artes. Suas obras revelam um mundo de solidão, reflexão e silêncio expressos em metáforas visuais e beleza estética - características que o diferenciaram na fotografia contemporânea. Manuel Vilariño compõe o acervo de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de La Coruña, sua terra natal, o Reina Sofia, em Madri e o Belas Artes, de Houston, nos Estados Unidos.

 

A exposição reúne 21 obras em grandes proporções, produzidas entre 1997 e 2007, quando o trabalho ganhou maior expressão e lhe rendeu, em 2007, o Prêmio Nacional de Fotografia da Espanha e a representação do país na Bienal de Veneza. Esta exposição é itinerante e percorre outros países da América Latina.

 

SERVIÇO:

TERRA EM TRANSE – MANUEL VILARIÑO – MAC

Data: 13 de setembro a 01 de novembro - R$4

Horário: de terça a domingo, das 10 às 18 horas (a bilheteria fecha 15 minutos antes). www.macniteroi.com.br

 

 

OBRAS DE FOTÓGRAFOS

 

obrasObras de fotógrafos do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS) foram reunidas em mais dois títulos, dando continuidade a uma série de livros de fotografia publicados baseados nas mais de 500 mil imagens do IMS. São Na rua (IMS, 108 pp., R$ 39), de Vincenzo Pastore e Antônio Arnoni Prado e Cinefotorama (IMS, 128 pp., R$ 39), de José Medeiros e Zuca Sardan. O primeiro deles traz retratos da cidade de São Paulo no início do século XX. O que se vê é um espaço urbano que, na década de 1910, enfrentava dois grandes desafios. De um lado, superar os desequilíbrios sociais herdados dos períodos colonial e imperial. De outro, lidar com uma nova categoria de cidadãos marginalizados, que entravam com força na composição da sociedade paulistana: os imigrantes. Já em Cinefotorama, o leitor poderá conferir uma reunião de imagens sobre a vida carioca dos anos 1950. O livro constrói uma narrativa visual, encadeando temas, como por exemplo, na sequência composta pelas imagens de: um jogo de futebol no Maracanã; um comício de Getúlio no estádio de São Januário; uma família de negros numa parada militar; e homens subindo num poste para ver a chegada dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira.

 

 

EXPOSIÇÃO ARQUIVO CONTEMPORÂNEO


A Exposição Arquivo Contemporâneo, originariamente um livro organizado a partir da bolsa de estímulo à produção crítica em artes, concedida a Felipe Scovino, pela Funarte/MINC em 2008, estará no Museu de Arte Contemporânea de Niterói. O projeto, transformado em exposição e mesa-redonda, por convite do MAC-Niterói e Funarte, insere a escrita ou o depoimento do artista como ponto de reflexão.

 

“Nos últimos anos, políticas e programas de mapeamento das artes visuais contemporâneas têm se tornado mais freqüentes no cenário artístico nacional. Mas como entender o presente sem criar pontes com o passado? E como não datar o ‘passado’ e ao mesmo tempo inseri-lo no contemporâneo? Mapeamentos, ordenamentos e memórias viraram palavras de ordem dentro de um circuito brasileiro inchado de artistas e museus. Em paralelo, as obras dos artistas que iniciaram suas produções em fins da década de 1960 são analisadas pela comunidade da crítica de arte internacional como ‘arte política’, ‘arte de guerrilha’, ‘arte pós-tropicalista’ ou outros gêneros de gosto duvidoso e redutor”, esclarece Felipe Scovino

 

Na exposição, foram privilegiados os fatores de multiplicidade de suportes ou técnicas na escolha dos integrantes do grupo, que notadamente assumem compromissos estéticos.

 

SERVIÇO

Visitação: de 14 de setembro a 1 de novembro de 2009, de terça a domingo, das 10h às 18h. No Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC
Mirante da Boa Viagem, s/nº - Boa Viagem, Niterói, RJ
R$ 4 (a bilheteria fecha 15 minutos antes). Estudantes com carteirinha e brasileiros acima de 60 anos pagam meia-entrada. Estudantes da rede pública (até o ensino médio) e crianças até 07 anos são isentos. Quarta-feira a entrada é franca.

Tel:21 2620-2400

 

OBJETO DO DESEJO

Cristina Oldemburg é apaixonada por carros clássicos. Mas sua lente demonstra a feminilidade do automóvel, transformando lanternas, estofamentos, rodas, calotas e até parafusos em peças de ourivesaria, verdadeiras jóias da mecânica. De 24/09 a 18/10 – Galeria 1° andar

REFLEX OLHAR

A exposição traz 130 fotos das artistas Denise Colomb e Lee Miller, que viveram a borbulhante Paris do início do século XX e traduziram mundialmente uma concepção de vanguarda, com ecos até os dias de hoje.
De 30 de setembro a 15 de novembro

 

SERVIÇO

As 2 exposições estão no Centro Cultural da Justiça Federal - CCJF que fica na Av. Rio Branco, 241 – Centro, RJ - Abertas de terça a domingo, das 12h às 19h. Tel. (21) 3261-2550

 

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TRABALHOS RESULTANTES DE PESQUISA SOBRE INTERSEÇÕES ENTRE DESENHO E PINTURA

 

A exposição individual de Diego de Santos, “Arranha-Verso”, com curadoria de Maira Ortins, apresenta trabalhos resultantes de uma pesquisa experimental sobre interseções entre desenho e pintura.

 

As obras foram realizadas a partir de ações gestuais, fazendo uso de materiais comuns, como grafite e caneta esferográfica sobre as duas faces de papéis simples (sulfite), passíveis de alterações visuais insólitas e que possibilitam liberdade de construção.

  

SERVIÇO

Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Térreo – Centro – fone: (85) 3464.3108). Gratuita ao público, a exposição ficará em cartaz até 30 de setembro (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; aos domingos, de 10h às 18h).

 

 

 

 

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