AGENDA E LEITURAS

 

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COMENTÁRIOS TERESA FAZOLO

 

sinedok

 

SINÉDOQUE, NOVA YORK

 

Charlie Kaufman já provou que tem uma mente brilhante como roteirista de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (dirigido por Michel Gondry) e Quero ser John Malkovich (de Spike Jonze). Histórias intrincadas, onde real e imaginário se cruzam num labirinto de sensações, é sua marca. E já roteirizou a si próprio em Adaptação (também de Jonze), em que Nicolas Cage, em papel duplo, vive o atormentado roteirista e seu alienado irmão gêmeo.


Era de se esperar, portanto, que Sinédoque, Nova York, que estréia esta semana, fosse um bom filme, ainda que complexo. Mas Kaufman, em seu primeiro (e possivelmente último) trabalho como diretor, erra feio. São duas horas que se arrastam, difíceis de suportar, mesmo para o mais fanático cinéfilo. Se era desconforto, fastio e mesmo nojo que ele pretendia impor à platéia, acertou em cheio.


Philip Seymour Hoffman vive, com a competência habitual, Caden Cotard, um diretor de teatro hipocondríaco, em crise com a mulher – artista plástica – e consigo mesmo, numa atmosfera onde tudo está se degradando, está em decomposição, a começar por seu próprio corpo, acometido das mais variadas enfermidades. Uma
metáfora interessante, como os primeiros 15 minutos do filme.


Sinédoque é uma espécie de prima da metonímia, figura de linguagem em que se substitui uma palavra por outra, com a qual guarda alguma relação. Na sinédoque, ensina o dicionário, usa-se o todo pela parte, ou vice versa, como na expressão “ele fugiu nos cascos do cavalo”. Incumbido de escrever sua primeira peça, Cotard mistura sua vida pessoal com a de seus personagens, colocando em cena atores que reproduzem sua patética e angustiada existência. Seu domínio sobre os atores vai se diluindo, como se ele abdicasse da tarefa de tomar decisões, de dar rumos à peça e à sua vida – fugindo à responsabilidade daí decorrente. É uma interminável seqüência de delírios, num misto de pleonasmo com hipérbole, que faz o espectador ansiar pelo desfecho. As partes do todo que Kaufman joga na tela não resultam numa obra com fluidez, ao contrário, dá voltas em si mesma.

O material publicitário do filme revela que Kaufman levou dois anos para concluir o roteiro (que originalmente seria filmado por Jonze) e que costuma incluir em seu trabalho dezenas de ideias, tudo o que pensa e sente. Taí: o mingau desandou, azedou, como o leite que bebem no filme.

 

 

Nas mãos de outro diretor, a “via crucis” de Cotard renderia um filme interessante, daqueles que surpreendem o espectador a todo o momento. Mas o filme que Kaufman dirigiu, para ser suportável, poderia render, no máximo, um curta de uns 15 minutos.

 

O blog da Teresa é: http://tecelan.blogspot.com/

 

 

EM EXPOSIÇÃO

 

SOLAR DO JAMBEIRO / COLEÇÃO CAMPOFIORITO

 

HildaA mostra significativa da coleção de desenhos e pinturas de Hilda e Quirino Campofiorito, que vem sendo apresentada no Solar do Jambeiro, percorre resumidamente a trajetória dos dois artistas e apresenta-se como uma síntese do acervo artístico/documental proposto para doação à cidade de Niterói pelo filho e herdeiro Italo Campofiorito.

 

As obras de arte desta exposição foram selecionadas como recortes de tempo - décadas de formação (dos anos 30 aos anos 90) e deverão ser parte integrante de qualquer análise, mesmo preliminar, que pretenda compreender a evolução das concepções plástico-visuais e o aperfeiçoamento incessante dos dois notáveis artistas ao longo de 65 anos de arte moderna brasileira.

 

 

A exposição é permanente De 3ª à 6ª de 13h às 18h, entrada no valor de R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 meia (estudantes com carteira e idosos  e crianças até 07 anos não pagam) Quarta-feira: 13h ás 18h – Entrada Gratuita

Sábados e domingos 10h ás 18h -  R$ 4, 00 e R$ 2,00

Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195, São Domingos - Niterói

Tel: 2109-2222

 

 

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL

TESOUROS DO LOUVRE - ESCULTURAS DE HOUDON

 

Trata-se  da  primeira vez que uma exposição com peças do Louvre vem ao Brasil  e  à  América  do  Sul.  São  19  esculturas de Jean Antoine Houdon referentes  ao  período  do  iluminismo francês, dos Séculos XVIII e XIX. A mostra foi idealizada pelo curador Guilhem Scherf, responsável pela área de escultura do Museu do Louvre.


Escultor,  retratista de ministros, aristocratas e da burguesia financeira.Houdon  imortalizou  a  face  das  mais  celébres personalidades francesas: Rousseau,  Voltaire,   Diderot,  Condorcet,  Mirabeau,  Benjamin Franklin e George Washington, entre outros.acervo do Museu do Louvre,  em  Paris, integra um dos mais importantes eventos dos festejos  em comemoração  ao  ano
França/ Brasil. A exposição vai até 5 de junho.

 

Praça Marechal Âncora, s/nº - Centro – Rio de Janeiro.

 

SALA JOSÉ CÂNDIDO DE CARVALHO EXPOSIÇÃO “SENTIDO”

 

exposicao

 

“Sentido”, de Silvia Prado dos Anjos, que em sua primeira exposição solo, a artista apresenta imagens virtuais em suporte de  impressão gráfica digital. São imagens digitais impressas em papel, criadas tecnologicamente com a utilização de software de edição de imagens. A mostra pode ser visitada até o dia 11 de maio.

 Horário: de segunda-feira a sexta-feira, das 9 às 17 horas

Sala José Cândido de Carvalho - Rua Presidente Pedreira, 98, Ingá

Tel.:2621-5050 (ramal 209) GRATUITO

 

 

 

CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA FEDERAL

A RUA É NOSSA... É DE TODOS NÓS! / FOTOGRAFIA


Em comemoração ao Ano da França no Brasil, o CCJF inaugura A Rua é Nossa... é de Todos Nós!. A mostra reflete sobre a questão fundamental que é o compartilhamento da rua. Para isso, explora cidades dos cinco continentes, cruzando múltiplos olhares.

 

De 23/04  14/06 – TERÇA A DOMINGO DAS 12 ÀS 19 HORAS – Galerias do 1° e 2° andar. Av. Rio Branco, 241 – Centro – Tel. (21) 3261-2550 – ENTRADA FRANCA

 

 

OI FUTURO – EXPOFOTO - INSTINTO IMEDIATO

 

A china vista através de um celular, de Ana Branco.

A fotógrafa Ana Branco exibe, até 11 de maio, a projeção de fotos Instinto Imediato – a China vista através de um celular, reunindo 57 imagens feitas com celular durante sua viagem ao país. O projeto nasceu quando a fotógrafa comprou seu primeiro celular com câmera. Munida de uma nova mídia, Ana foi em busca das imagens únicas. Até 11 de maio

Curadoria: Pedro Agilson

 

Instinto Imediato – a China vista através de um celular também pode ser vista no site do Oi Futuro, no endereço: www.oifuturo.org.br/expofoto


EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA/ SESI VILA LEOPOLDINA 

 

A mostra Dancers, que reúne 16 imagens em preto e branco, do fotógrafo campineiro Márcio Pilot, retrata a arte da dança e as possibilidades de movimentos corporais dos bailarinos do Ballet & Cia , de Campinas. Será realizada de 27 de abril a 31 de maio.

 

Centro Cultural SESI Vila Leopoldina – Rua Carlos Weber, 835
De segunda-feira a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e sábado, das 10 às 17 horas. Informações: (11) 3834-5523 / 3832-1066 ramal 1180 / A entrada é franca.
 

TEATRO

 

Está em cartaz no Oi Futuro, a peça IN ON IT. O ator e diretor Enrique Diaz se debruça, agora, sobre uma obra do autor canadense Daniel MacIvor. No elenco, os atores Emilio de Mello e Fernando Eiras.

 

Oi Futuro – RIO DE JANEIRO De terça a domingo, Sextas, sábados e Domingos às 19.30 horas - Até 28 de junho, R. Dois de Dezembro 63 – Flamengo Tel.: (21) 3131-3060. Entrada franca

 

LEITURAS RECOMENDADAS

 

DE DERROTADA A PODEROSA

 

 

derrotada-poderosaNeste livro, a psicóloga e escritora norte-americana Eli Davidson descreve com bom humor cenas do cotidiano feminino, oferecendo dicas de como encarar os múltiplos temores que atormentam e aprisionam as mulheres: quilos, autocrítica e o hábito de ignorar suas próprias necessidades. A autora propõe que, por meio das técnicas já usadas por ela e seus clientes, a leitora reinvente a sua própria vida.

  

Eli Davidson notou que há vários quarteirões seu "Comitê de Críticas" abalava gradativamente sua confiança. Teve uma sacada: era hora de mudar! Com este insight a autora transformou sua vida - e a de muitas outras mulheres - ao captar a essência da eterna insatisfação feminina e desenvolver métodos para a mudança. Ao fim de cada capítulo, a autora incluiu jogos que auxiliam as mulheres a colocarem em prática as técnicas apresentadas. Os jogos são, na verdade, as suas estratégias para o sucesso, pois ajudam a tornar os novos comportamentos divertidos.

 

 

(a De derrotada a poderosa, 224 páginas,  da Editora Vida & Consciência.

 

 

HISTÓRIAS QUE PODEM MUDAR SUA VIDA

 

historia-que-podem-mudar-sua-vidaDecepção amorosa, o medo de enfrentar o novo, a primeira paixão, a descoberta do sexo, a fé, o jeito menos doído de lidar com as perdas e descobrir que a vida não é tão fácil assim, mas é deliciosa... Todos nós enfrentamos os mesmos dilemas e podem ser assustadores para quem se depara com cada situação pela primeira vez.

 Este livro fala sobre a sabedoria do cotidiano transmitida por uma avó sensível e extremamente vivida a uma neta jovem, cheia de vida e dúvidas. E faz virar realidade o sonho de ter 20 anos de idade com a sabedoria adquirida aos 60.

 

“No corre-corre da vida tempo é dinheiro e ninguém pode oferecer esse bem tão valioso ao outro, só os avôs, que além de tempo têm experiência, carinho e muita sabedoria”, comenta a autora.

 

Com linguagem clara e atraente, cada capítulo é uma história completa, um ensinamento simples para temas complicados. E, no final de cada narração, o leitor se sente mais forte para seguir em frente e, ao mesmo tempo, olhando para trás e para os lados a fim de encontrar seus pais e avôs para conversar.

 

Histórias que podem mudar sua vida de Ellen Dastry, Editora: Gente

152 páginas e custa R$ 29,90

 

O OLHAR

 

livro-o-olharJ. A. Gaiarsa é  um dos piscoterapeutas mais influentes do Brasil e neste seu livro ele demonstra que o olhar é a forma mais importante de compreender o outro. O sentido, contudo, é extremamente subestimado nos dias de hoje. Com base em seu extenso conhecimento de psicoterapia e medicina, destaca a importância do sentido da visão para compreendermos o mundo que nos cerca.

 

Extremamente subestimado nos dias de hoje – em que a racionalidade excessiva prioriza a fala acima de qualquer outro sentido quando se trata da comunicação –, o olhar ocupa lugar central nas relações humanas, permitindo a percepção de gestos, expressões e tensões determinantes para a apreensão do sentido global de um diálogo.

 

Segundo Gaiarsa, o olhar é tão presente em nossa vida que não nos damos conta do quanto ele se manifesta. “Por vezes demasiadas está… oculto (!), isto é, atuando sob termos que à primeira vista (!) não se referem a ele.

 

O imaginário, a imaginação, a fantasia, os sonhos, a observação, a constatação, a verificação e a própria crítica remetem quase sempre à atuação dos olhos. Talvez 90% de tudo que é dito ou escrito veio do que foi visto. Mas não parece”, afirma.

 

No livro, o psicoterapeuta ressalta a importância da visão não apenas para as pessoas em geral, mas também para os profissionais que trabalham com o comportamento humano, como os psicólogos. Para Gaiarsa, é estranho que nem os oftalmologistas nem os psicólogos e/ou psicanalistas – nem mesmo os sociólogos – parecem saber disso ou usar esses dados fundamentais em suas reflexões.

 

Os estudiosos concordam que mais de 90% do que chega ao cérebro é visual, ou seja, a maior parte do que denominamos “realidade” é visual. Mesmo assim, segundo Gaiarsa, as ciências humanas continuam ignorando o poder da visão.

 

O olhar de  J. A. Gaiarsa, Editora: Agora, tem 152 páginas e custa R$ 33,90

 

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