“NINGUÉM FORMA LEITOR

SE NÃO FOR LEITOR”


Esta frase foi dita por Anna Cláudia Ramos, Mestra em Ciência da Literatura pela UFRJ e escritora, a presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Ela defende a formação de mediadores de leitura como ponto central das políticas públicas do livro e leitura.

 

“O governo deveria investir em cursos de formação continuada para todos os educadores", ela diz. "Sabemos que ninguém forma leitor se não for leitor", emenda Anna Cláudia, para quem nunca se falou tanto nesse tema como agora, no Brasil. Mas ainda falta muito, observa. “Só seremos um país leitor no dia em que o livro for objeto de consumo tanto quanto um tênis ou um celular”, afirma, em entrevista exclusiva à agência de notícias Brasil Que Lê.

 

 

7,47% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA ADQUIREM

LIVROS NÃO DIDÁTICOS.

 

Entidades do livro analisam pesquisa do IBGE e concluem: na média nacional, 40,7% das famílias brasileiras adquirem algum tipo de material de leitura. Esta compra compromete 0,05% da renda familiar.

 

A compra de livros também sofre a concorrência das fotocópias, cujo gasto total quase se iguala ao das obras não-didáticas. Da totalidade das despesas das famílias com material de leitura, 10,1% são com compras de livros não-didáticos, enquanto as fotocópias representam 9,7%.

 

O estudo foi realizado com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2002-2003), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no final de 2007, e permitiu traçar o perfil do mercado consumidor, por nível de renda, escolaridade, local de compra e outras variáveis importantes. Os dados foram coletados ao longo de 12 meses (julho de 2002 a junho de 2003) e têm uma amostragem de aproximadamente 50 mil domicílios, distribuídos em áreas urbanas e rurais de todos os estados do País.

 

A pesquisa “O Livro no Orçamento Familiar” comparou a soma dos gastos das famílias brasileiras com material de leitura a outras despesas não essenciais. O valor relativo à aquisição de aparelhos, manutenção e compra ou aluguel de conteúdo (fitas, discos, CDs, softwares, jogos etc) de televisão, som, vídeo, DVD, informática e jogos eletrônicos, dentre outros itens (Grupo 1), foi de R$ 19,303 bilhões, praticamente equivalente à soma dos outros três grupos analisados no estudo.

 

Os gastos com telefonia celular (Grupo 2: compra e manutenção de aparelhos, assinatura e cartões) aparecem em segundo lugar, atingindo R$ 8,816 bilhões; os dispêndios com opções de lazer fora de casa (Grupo 3) chegaram a R$ 6,154 bilhões; os gastos com o conjunto de itens de material de leitura foram de R$

 

5,471 bilhões, somando-se o total de despesas com revistas, jornais, livros didáticos e não-didáticos, fotocópias, livros religiosos, técnicos, dicionários, apostilas e bibliotecas.

 

O gasto médio anual com revistas, por família, chega a R$ 42,00. Com jornais, esse dado é de R$ 17,00, enquanto as despesas com livros não-didáticos é quase quatro vezes menor – apenas R$ 11,00 por ano.

 

O principal item de leitura consumido pelas famílias brasileiras, em todas as faixas de renda e para todos os níveis de escolaridade, é o grupo composto pelas revistas e jornais, que representam, respectivamente, 37,1% e 15,2% do total dos valores despendidos. Ou seja, mais da metade (52,3%) de todo o gasto com leitura destina-se a revistas e jornais. A despesa com livros didáticos representa 19,6% do total – praticamente 1/5 do gasto com leitura vai para livros escolares, de todos os níveis.

 

         

LIVRO MAIS BARATO AJUDA A FORMAR LEITORES
ROSELY BOSCHINI

 O preço dos livros caiu! A boa notícia está presente na Pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial 2008”, que a Fundação Instituto de Pesquisas Econômica (Fipe) elaborou a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

A pesquisa revela que, apesar da produção ter caído 3,17% em relação a 2007, e da tiragem média também ter sofrido uma retração de 25,6%, o mercado editorial brasileiro honrou o compromisso assumido em 2004, quando foi desonerado do recolhimento de PIS/Cofins: efetivamente, o benefício foi repassado ao preço.

 

Assim, se em 2004 o livro didático tinha o preço médio corrente de 14,54 reais, hoje esse valor é de 13,61. No geral, somando todos os gêneros de publicações, a Pesquisa demonstra que o preço médio constante do livro (todos os gêneros), por unidade vendida, variou de R$ 8,58 em 2004 para R$ 8 em 2008. Se levarmos em consideração que a inflação acumulada no período foi de 14%, segundo o IPCA, ou de 21%, pelos cálculos do IGP-M, a queda do preço do produto editorial fica ainda mais evidente.

 

Outra boa notícia que acompanha a queda nos preços dos livros é a constatação de que os brasileiros efetivamente estão lendo mais. As Obras Gerais, que são todas as publicações que não se enquadram nas categorias de didáticos, religiosos ou técnico-científicos, foram justamente aquelas que apresentaram o maior crescimento em volume de exemplares vendidos, saltando para 77,3 milhões de exemplares contra 64,6 milhões em 2007 – um incremento de 19,76%, portanto.

 

Este dado não deve, porém, nos desviar da busca de soluções para um problema histórico: o brasileiro ainda lê pouco e não tem o hábito arraigado de adquirir livros. A média nacional de compra permanece em menos de exemplares/ano por habitante. Ou seja, é de suma importância criar ações de incentivo à leitura, além de dar prosseguimento às já existentes, aprimorando-as cada vez mais.

 

O fato de o público brasileiro estar mais disposto a adquirir obras literárias indica muitas coisas. É possível deduzir, por exemplo, que os programas de fomento à leitura, que hoje estão na ordem do dia para o governo federal, governos estaduais e prefeituras, têm desempenhado um papel importante na conquista de novos leitores. Mas há mais elementos a se considerar, e um deles, que certamente é crucial, é o preço baixo. O brasileiro só pode incluir o livro no seu orçamento, no seu dia-a-dia, na medida em que este se torna mais acessível.

 

Para os empresários do setor do livro, que vêm apostando na profissionalização do setor e no aumento de sua eficiência produtiva, a desoneração teve importância inegável. Qual seria o impacto do PIS/Cofins para quem está lidando, desde 2007, com uma crise de proporções mundiais responsável por elevadíssimos índices de inadimplência? Há muito de idealismo no negócio de fazer e vender livros, mas a ausência do lucro condena qualquer empresa à morte. Assim, se a cadeia produtiva do livro vem resistindo, ainda que a duras penas, a uma série de percalços enfrentados no último ano, ela deve parte do seu fôlego a uma carga tributária mais leve.

 

Tudo isso deve ser considerado para a definição dos próximos passos no delineamento das políticas públicas para o livro e a leitura. O que nos alegra é saber que, para o brasileiro, o livro é, sim, objeto de desejo. E que, quanto mais este puder ficar ao alcance de todos, mais próximos nós estaremos do ideal mais caro a todos aqueles que trabalham com e para os livros: fazer do Brasil um país de leitores!

 

Rosely Boschini é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

 

 

É PRECISO QUE AS PESSOAS SEJAM TREINADAS PARA A LEITURA

 

Durante o Fórum Nacional Mais Livro e Mais Leitura nos Estados e Municípios, em Brasília,  que reuniu representantes dos governos federal, estadual e municipal, da sociedade civil e do setor produtivo, que lotaram as dependências do salão do Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, seu presidente o ministro da Cultura, Juca Ferreira disse:

 

É preciso que as pessoas sejam treinadas para a leitura e que esta prática seja intensa, prazerosa, sendo três os grandes agentes para que isso venha a ocorrer: a família, as escolas e as bibliotecas.

 

ENQUANTO ISSO:

 

     SP: PREFEITURAS TERÃO QUE INVESTIR EM BIBLIOTECAS


A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo manda avisar: a partir de agora passará a levar em conta os investimentos realizados pelas prefeituras paulistas

 

como critério para escolher as cidades que serão contempladas por projetos de apoio a bibliotecas do governo estadual. O recado foi dado pelo próprio secretário João Saad. Faz sentido.

 

FONTE: BLOG DO GALENO – GALENO AMORIM

 

MÃE, VOCÊ LÊ PRA MIM?

 

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Instituto Pró-Livro (IPL) fomenta a leitura no país através de campnaha, lançada durante a XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

 

A campanha surgiu a partir dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto Pró-Livro.

 

Segundo a pesquisa, um em cada três leitores tem lembranças da mãe lendo algum livro e 49% deles tem na mãe sua grande incentivadora no processo de ler por prazer. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 73% citam as mães como quem mais as estimularam a ler.

 

 

 

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