SUGESTÕES DE LIVROS

 

COLEÇÃO PASSAPORTE

 

 

  

Schoeler Editions, especializada em publicações artesanais de alta qualidade em edições limitadas, lançou a coleção Passaporte, composta por seis mini livros em formato de passaporte encadernados e costurados à mão. Cada um com doze fotografias de Beatriz Pontes, Bob Wolfenson, Christian Maldonado, Cristiano Mascaro, Marcelo Greco e Pedro Martinelli.

 

Cada volume tem edição limitada de 250 exemplares, todos numerados e assinados pelos autores e custa R$ 60,00.

 

As imagens que fazem parte da coleção Passaporte foram captadas em viagens, enquanto os conhecidos fotógrafos se misturavam ao anonimato dos turistas pela Alemanha, Dinamarca, Hungria (Beatriz Pontes), China (Bob Wolfenson), Paris (Cristiano Mascaro), Miami (Christian Maldonado), Brasília (Marcelo Greco) e Patagônia (Pedro Martinelli).

 

 

Lançamos o desafio para cada um reunir imagens que representem interpretações visuais e sensoriais feitas por um viajante em trânsito”, diz Christian Maldonado, sócio fundador da Schoeler Editions e editor da obra.

 

 

Os volumes da coleção  trazem textos de autoria dos próprios fotógrafos com suas impressões e sentimentos em cada um destes locais. “Passa ano entra ano o campo esta lá, imutável. Vadear pelos rios de águas cristalinas pescando trutas é um conforto para a alma”, escreveu Pedro Martinelli, que registrou a Patagônia.

 

 

 

Já Bob Wolfenson foi para a China passar alguns dias, o que o fez refletir sobre os segredos orientais que o ocidente nunca irá conhecer e entender. “Me defrontei com tais estereótipos e continuei profundamente ignorante diante de insondáveis mistérios”, escreveu. Wolfenson resume sua viagem numa frase de Friedrich Novalis: “Qualquer lembrança é uma atualidade”.

 

 

Mais informações: www.schoelereditions.com

 

 

DICIONÁRIO DAS LOUCURAS DE AMOR

 

Para entender melhor a lado sentimental das mulheres modernas, a jornalista Viviane Pereira escreveu o “Dicionário das Loucuras de Amor –lançamento da Matrix Editora, reúne as explicações dos fenômenos que acontecem durante a paixão feminina, seus relacionamentos, suas entregas, suas inseguranças, seus desejos de amar e serem amadas.

 

A autora explica que o livro é uma grande brincadeira, e que faz as leitoras e seus companheiros se identificarem com diversas definições presentes na obra. “A ideia é que este dicionário seja uma grande brincadeira e nos permita rir das situações cotidianas levadas a extremos. É o estereótipo feminino questionando o que mais incomoda no estereótipo masculino.” – esclarece Viviane.

 

O livro mostra que apesar das conquistas femininas, maior espaço no mercado de trabalho e independência financeira, as mulheres ainda desejam um companheiro para compartilhar desejos, experiências e assim poderem amar e serem amadas.

 

Dicionário de Loucuras de Amor – Definições bem humoradas para mulheres que vivem apaixonadamente. – 88 páginas

Preço – R$ 19,00

 

 

 SER BAMBU

 

Cesare Battisti tece, em Ser bambu, um relato que alia suas reflexões sobre o tédio e o medo a uma envolvente narrativa biográfica. Desta vez, a protagonista é Áurea, uma mulher misteriosa, arredia, que provoca no narrador uma curiosa mistura de desprezo e fascinação. Aos poucos, ela desperta em seu interlocutor uma análise de seu  próprio comportamento e do que lhe falta na vida, ao relatar a interessante trajetória de uma mulher corajosa e ousada. O autor mostra que, assim como Áurea, o bambu tem a ensinar uma bela lição de flexibilidade, determinação e resistência.

 

“Sempre fui fascinado pelo bambu. É impressionante a quantidade de coisas que dá para fazer com ele. O que eu mais gostava era, antes que ele fosse convertido em casas ou bazucas, de vagar entre os caules nodosos e fortes, mais altos que o céu e mais espertos que o vento, que mesmo com suas violentas rajadas ainda não dera jeito de quebrá-lo. Pobre vento, por possante e forte que seja, para o bambu não passa de música. Ele aproveita suas rajadas para se enfeitar como em dia de festa.”

  

Ser Bambu, de Cesare Battisti, com Tradução: Dorothée de Bruchard foi

Publicado pela Editora Martins Martins Fontes. Preço R$ 29,80 e 224 páginas

 

 

MULHERES JORNALISTAS – A GRANDE INVASÃO

 

É uma obra co-editada pela Imprensa Oficial e Fundação Cásper Líbero, traz ricos depoimentos de profissionais que foram responsáveis pela mudança de perfil das redações dos grandes veículos de comunicação. Carmen da Silva, Judith Patarra e Lyba Fridman estão entre as dezenas de jornalistas ouvidas por Regina Helena de Paiva Ramos, no jornalismo desde 1952.

 

Há pouco mais de cinco décadas algumas ousadas profissionais iniciaram uma escalada que mudaria o perfil do jornalismo brasileiro, enfrentando preconceitos dentro e fora das redações até então dominada pelos homens. Já nos anos 70, a participação feminina na Imprensa ganhou novo impulso, vieram os primeiros cargos de chefia até a transformação do jornalismo em profissão híbrida, onde as mulheres já ocupam perto de 50% dos postos. Aracy Amaral, Alik Kostakis, Maria Lucia Fragata, Cecília Prada, Carmem da Silva, Edy Lima, Patrícia Galvão (a famosa Pagu), Cecília Thompson e mais recentemente Nair Suzuki, Regina Guerreiro e Rose Nogueira integram este time agora registrado em “Mulheres Jornalistas – A Grande Invasão”.

 

Produzida por Regina Helena de Paiva Ramos, pioneira na profissão desde 1952, a obra traça um retrato da Imprensa, sobretudo paulista, nessas seis décadas, e traz depoimentos imperdíveis de cerca de 70 jornalistas.

 

Além dos depoimentos e números sobre a participação feminina no jornalismo, Regina Helena faz um relato de sua própria inserção na profissão, após a formação pela quarta turma da Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, revela os bastidores da Imprensa nos anos 50 e descreve o ambiente de uma cidade ainda romântica onde o centro era ainda o ponto de encontro de intelectuais e artistas. Regina atuou em diversos veículos, como o Jornal A Gazeta, Fatos e Fotos, revistas Construção, Visão, Casa e Jardim, TV Bandeirantes, foi ghost writer de Ofélia Anunziato, tornou-se secretaria de Meio Ambiente de São Sebastião e atua também como autora de peças teatrais e literatura.

 

O livro tem também uma cronologia com a história das publicações femininas e as primeiras mulheres que trabalharam na profissão. Revela ainda alguns dados que mostram uma abissal diferença entre a quantidade de homens e mulheres nas redações há algumas décadas: nos anos 40, eram cerca de 10 ou 15 mulheres; nos anos 50, eram entre 20 e 30; só na década de 1960 esse número começou a aumentar, e os primeiros cargos de chefia para elas surgiram, fora das chamadas páginas femininas.

  

A autora lembra também como foi a sua primeira cobertura de manifestação: “Era começo dos anos 50, eu trabalhava em O Tempo, e o chefe de reportagem queria que eu me desse mal. Ele me mandou cobrir uma manifestação na Praça da Sé, onde estava acontecendo um grande quebra-quebra. Fomos eu, o fotógrafo e o motorista do jornal. No meio da confusão, com balas sendo disparadas para todos os lados, me escondi num bar. Quando acabou o corre-corre, voltei para a praça. E nada de achar o fotógrafo e o carro. Voltei a pé para o jornal, que ficava no Bairro da Luz, morrendo de medo que meu chefe, Hermínio Sacchetta, me desse uma bronca por ter me perdido da equipe. Quando cheguei, ele estava preocupado, colocou a mão na minha cabeça e perguntou se eu estava bem. E falou para eu ir para casa, descansar. Não aceitei, resolvi ficar e fazer a matéria. No dia seguinte, saiu a minha primeira manchete no jornal”.

 

                

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