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COMO CONSUMIR A SOJA

A soja é uma planta pertencente à família das leguminosas, como o feijão, lentilha, grão de bico, ervilha. Conhecida a mais de 5000 anos, no Oriente, ela nas últimas décadas, tornou-se um produto bastante procurado por seus benefícios.

A soja é rica em proteínas, lipídeos (gordura), fibras e algumas vitaminas e minerais; contém também fito-hormônios (hormônio de origem vegetal) conhecidos como isoflavonas ou isoflavonóides. Estudos indicam que tais substâncias atuam como um elemento anti-oxidante reduzindo as taxas do colesterol ruim (LDL) no sangue, já que as gorduras predominantes no grão são as poliinsaturadas e as monossaturadas, que não provocam obstrução de artérias. Conseqüentemente, diminui o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O consumo de produtos derivados do grão está também associado com a redução dos riscos de muitas doenças como câncer de mama e de próstata, devido ao efeito anticarcinogênico que inibe a proliferação das células neoplásicas. Também é um forte aliado no equilíbrio da quantidade do hormônio estrógeno no organismo feminino amenizando, dessa forma, os sintomas da menopausa. E, por fim, atua contra a osteoporose, pois os fitoestrógenos, substâncias químicas presentes na soja que se assemelham ao hormônio feminino, podem aliviar sintomas decorrentes da falta de hormônios na menopausa e retardar a osteoporose.

Entretanto, é preciso lembrar de certos fatores ao consumi-la.  Primeiro, a concentração dos isoflavonóides na soja depende da variedade da planta, das condições climáticas (seu teor é mais elevado na soja cultivada em regiões frias) e do metabolismo de cada indivíduo.

Outro fator a ser levado em conta é o tipo de processamento da soja, pois pode haver uma perda maior ou menor do fito-hormônio. Este fato diz respeito também a outros alimentos industrializados como  cereais (especialmente o trigo integral e a cevada), feijões, semente de linhaça, alho, brócolis, repolho e frutas cítricas também contém o hormônio vegetal, no entanto, em quantidades inferiores à da soja
 

Paralelamente, existem diversos produtos e marcas no mercado sendo necessário redobrar a atenção quanto às embalagens e saber o que realmente se está ingerindo e em quais proporções, pois há muitos produtos, hoje no mercado, que não possuem as quantidades de proteínas necessárias para usufruir os reais benefícios da soja à saúde humana.

Ângela Ma, engenheira química e diretora executiva da empresa GoodSoy, empresa especializada em produtos feitos com soja não transgênica,
aconselha ingerir o extrato de soja, tomar puro ou bater com uma fruta.

- Cerca de 50 a 60g de soja integral em forma de grão, o que equivale a 1 xícara de chá pode ser consumida na forma de salada, ou na forma de farinha torrada que equivale a 3 colheres de sopa e podem ser usadas na vitamina, afirma.

Portanto, a soja deve ser incluída na alimentação não somente pelas possíveis vantagens que ela pode nos trazer mas, principalmente, pelo fato de ser mais uma opção de alimento rico em diversos nutrientes e que contribuirá para a diversificação da alimentação diária contribuindo, em muito para a saúde.


CULINÁRIA DA SOJA

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Em Culinária da soja, da Editora Nova Era, Louise Hagler oferece dezenas de receitas que atendem a todos os gostos, elas vão de saladas e molhos a sopas, sobremesas e bebidas.

O livro com 224 páginas ao custo de R$24,90 serve como um guia para quem quer se aprofundar nesse assunto e, ainda, conta com informações enriquecedoras sobre ingredientes produzidos a partir da soja, como o tofu e o tempeh.

 

Louise Hagler é chef e membro da Associação Internacional dos Profissionais de Culinária.


UMA RAIZ QUE LEMBRA PERA

yaconPara quem não a conhece o Yacon, saibam que ele possui propriedades antioxidantes e medicinais, sendo utilizado com sucesso na melhoria da flora intestinal, na redução do colesterol e da pressão arterial e no controle do diabetes.
O yacon é uma raiz tuberosa, oriunda da região Andina, que comida ao natural, tem gosto de pêra. Segundo o nutrólogo Edson Credídio, da Associação Brasileira de Nutrologia, é um alimento bastante versátil, que pode ser consumido frito, refogado ou in natura, na forma de saladas ou sucos. “Com um litro de água e uma colher de sopa das folhas moídas, faz-se um chá. Desidratadas, as raízes oferecem um salgadinho crocante”.


Sua aparência lembra a da batata-doce e despertou o interesse de vários institutos de pesquisa por suas propriedades nutracêuticas, além do sabor agradável.

O mecanismo pelo qual ocorre o controle da glicose ainda não está claro. Uma das possíveis explicações é que o yacon armazena reservas, não na forma de amido, mas de açúcares conhecidos como frutooligossacarídeos (FOS). De baixo teor calórico, mas sem perder o sabor doce, os FOS atuam como adoçantes naturais. Além disso, como todo alimento rico em fibras solúveis, o yacon torna a absorção da glicose mais lenta.

A fama nutracêutica do yacon despertou o interesse de diversas instituições brasileiras, que estão desenvolvendo pesquisas com foco nas propriedades medicinais do alimento. Outro objetivo é descobrir o melhor método de cultivo aqui no Brasil.

A Universidade Católica de Brasília, por exemplo, vai desenvolver uma pesquisa multidisciplinar com a planta. Uma equipe vai estudar o alimento em idosos. A Embrapa Cernagem fica por conta de analisar a presença de polifenóis - antioxidantes naturais que retardam o envelhecimento. Os dados levantados permitiram saber se o yacon realmente faz bem e em que dosagem.

Na composição nutricional do yacon, Credídio destaca que são encontrados minerais básicos, carotenos e vitaminas A, B1, B2 e C. Com elevado teor de água e reduzido valor energético, diferentemente das outras batatas, que estocam energia na forma de amido, o yacon tem como principal carboidrato de reserva os frutooligossacarídeos (FOS), que estimulam a atividade bifidogênica (crescimento ou ação de algumas bactérias presentes no intestino).

 

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