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SABERES ALIMENTARES E SABORES CULTURAIS

 

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A alimentação, muito mais que um simples ato de sobrevivência, adquire na espécie humana uma série de simbolismos exteriores à nutrição do corpo e assume múltiplas relações em seu contorno cultural.  

 

O livro Cultura e alimentação: Saberes alimentares e sabores culturais, das Edições SESC SP enfoca a alimentação como espaço de definição de identidades e demonstra como a escolha do cardápio está associada a fatores mais complexos do que as necessidades e costumes nutricionais.

 

A publicação traz textos de historiadores, teólogos, filósofos, antropólogos, cozinheiros, economistas e gastrônomos que expõem suas percepções dos saberes alimentares e culturais.

 

O livro faz analogia do alimento ao sentido ecológico, político e poético e expõe motivos religiosos e ideológicos à proibição do consumo de alguns alimentos. Um dos artigos, por exemplo, fala de movimentos no mundo inteiro ligados ao comércio équo e solidário,  que se pautam de fornecer alimentos provindos de comunidades norteadas por justiça e solidariedade em sua produção.

 

Do ponto de vista político, o livro explica que o trabalho que produz alimento originado no campo, por relações de exploração, pode não criar de imediato nenhum problema sob a ótica nutricional, mas que a médio e longo prazo o alimento que estamos comendo nos faz mal socialmente e politicamente. Ao leitor, possibilita uma maior consciência dos hábitos e estratégias alimentares, indicando uma relação mais sadia com aquilo que comemos.


Cultura e alimentação: Saberes alimentares e sabores culturais
Danilo Santos de Miranda e Gabriele Cornelli (org.) Edições SESCSP tem 176 p. Distribuição: À venda em todas as Unidades do SESC SP e pelo portal: www.sescsp.org.br/loja

 

 

O HOMEM, A CABRA E O CAFÉ:

TRÊS ELEMENTOS QUE INSERIRAM NO MUNDO
 UMA BEBIDA EXÓTICA, DE COR NEGRA, SABOR AMARGO,
COM UM AROMA INCONFUNDÍVEL E CATIVANTE.

 

HISTÓRIA DO CAFÉ

 

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Quando o simples criador de cabras observou que um dos seus animais ficara eufórico após comer o fruto do café, não imaginava que a partir dali nasceria uma das bebidas mais consumidas no mundo. Seu alcance foi realmente além da imaginação. Traçou o perfil e a história de muitos países que se desenvolveram à sua sombra, vincando-lhes a sociedade e a cultura. Essa identificação imediata pode ser medida no Brasil, até hoje o maior produtor mundial de café.

 

O livro História do café da Editora Contexto, escrito pela historiadora do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), Ana Luiza Martins, faz um traçado do que o café representou e representa econômica, cultural e socialmente.  Sobretudo no Brasil.

 

A autora conta como as safras generosas, nascidas dos cafezais brasileiros, sustentaram o Império, fizeram a República e hoje geram divisas significativas para a economia do país. Sua competitividade atinge novos patamares, com excelência de sabor, aroma e corpo – os três itens básicos para a classificação e a apreciação da bebida.

 

História do café ultrapassa os aspectos agronômicos ou mesmo iconográficos. Transformar o café em bebida deliciosa sempre implicou longo e por vezes penoso processo, até que o produto chegasse ao destino final, para ser apreciado e disputado nas mesas do mundo. “Plantar, colher, beneficiar, despachar e comercializar o grão aromático são tarefas complexas que precedem seu consumo, etapas que não são de pouca monta”, relata a escritora.

 

Devida essa vasta abordagem do tema, que se confunde com a própria História do Brasil, a autora colocou quatro partes distintas e primordiais para o entendimento da importância do café. Na primeira, o livro fala das origens na África, seu avanço no Oriente e a chegada no Brasil. 

 

Na segunda, volta-se para a sua difusão no Brasil e a sua preponderância na construção do Império. Na terceira, o produto divide a República em dois momentos: antes e depois da crise de 1929. Na quarta parte, Ana Luiza Martins analisa o avanço contemporâneo das plantações de café e as práticas que vêm definindo seu uso, manejo e consumo no novo milênio.

 

Das floradas brancas dos cafezais, passando pela colheita da cereja vermelha e pelo ensacamento do grão classificado, até se verter o saboroso líquido negro negociado internacionalmente, esse fruto exótico, em sua origem, tem desencadeado intensa mobilização de homens, máquinas, economias, sociedades e políticas, definindo parte dos destinos do mundo. O café abriu estradas rodoviárias e ferroviárias, como uma onda verde invadiu sertões e marcou a Era Vargas em momentos distintos. Nas reuniões diplomáticas, o café era o assunto e a bebida principal.

 

“Não há exagero nesse registro”, alerta a autora. Desde sua descoberta, a Coffea arabica traçou novas rotas comerciais, aproximou países distantes, criou espaços de sociabilidades até então inexistentes, estimulou movimentos revolucionários, inspirou a literatura e a música, desafiou monopólios consagrados, mobilizou trabalhadores a serviço da Revolução Industrial, tornou-se o elixir do mundo moderno, consolidando as cafeterias como referências internacionais de convívio, debate e lazer.

 

Para finalizar, um conselho da autora: tome um cafezinho antes de iniciar o livro. “Ele tem o condão de reavivar o espírito, ajudar a memória, tornar maior seu prazer”.

 

História do café, Editora Contexto  de Ana Luiza Martins tem 320 páginas e custa R$ 49,00

 

 

A COZINHEIRA E O GULOSO:

CONVERSAS DE COMER E RECEITAS DE FAZER

 

cozinheira-e-o-gulosoA cozinheira Mazzô França Pinto e o jornalista Thomaz Souto Corrêa são os autores do livro A cozinheira e o guloso: conversas de comer e receitas de fazer.

Thomaz Souto Corrêa apresenta lembranças e considerações sobre seu tema predileto — a comida — em textos cheios de humor e elegância, complementados por receitas criadas por Mazzô: pratos fartos, de sofisticada simplicidade, feitos para serem degustados sem pressa, de preferência acompanhados por uma boa conversa entre amigos. Entre as mais de 80 receitas do livro estão arroz de suã, cuzcuz de camarão, pernil de vitela, cozinhadinho e mousse de queijo-de-minas com compota de casca de jabuticaba, passando pelas tradicionais quitandas mineiras, com sua profusão de bolinhos, biscoitos e broas.

A cozinheira e o guloso: conversas de comer e receitas de fazer tem
216 páginas e custa R$ 110,00

 

 

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