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A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO NA 3ª IDADE

                                 DOUTORA ANDREA DARIO FRIAS

 

Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que a fragilidade em idosos de São Paulo é precoce em relação aos países desenvolvidos e, depois dos 75 anos, avança com rapidez.

 

Os principais sintomas são a perda de peso involuntária, fadiga, fraqueza, diminuição da velocidade de caminhada e baixa atividade física. A amostra contou com 689 idosos com mais de 75 anos e mostrou que o problema triplicou em apenas dois anos - passou de 14% para 45%.

 

Segundo a doutora Andrea Dario Frias, coordenadora do Centro de Pesquisa Sanavita e PhD em nutrição, a fragilidade é causada principalmente pela má alimentação e/ou desnutrição, cenário que em nosso país é um pouco desanimador.  “Estima-se que no Brasil existam cerca de 1,3 milhões de idosos com baixo peso, sendo que a desnutrição representa atualmente mais de 35% nos registros de mortes de idosos nas regiões metropolitanas”, afirma.

 

Além disso, estudos que avaliaram a alimentação de idosos no estado de São Paulo mostraram que existe um consumo insuficiente de vitaminas e minerais, tais como cálcio, ferro, magnésio, vitamina B6 etc, além de um baixo consumo de proteínas e fibras.

 

-“Muitos idosos que vivem sozinhos ou apenas com seu cônjuge acabam dando preferência pelo consumo de alimentos industrializados prontos, fáceis de preparar. Na maioria das vezes tais alimentos são ricos em gorduras, sódio e açúcar, possuindo o que chamamos de calorias vazias, ou seja, não possuem nutrientes que garantem mais disposição, saúde e bem estar nessa fase da vida” comenta Andrea.

 

Para piorar a situação, com o envelhecimento a absorção de certos nutrientes como vitaminas e minerais fica prejudicada e isso resulta no agravamento da síndrome da fragilidade. Por isso, a especialista chama a atenção para um cuidado maior com a alimentação dos idosos.

 

- “É importante ficarmos atentos aos sinais da fragilidade que podem se manifestar precocemente, por volta dos 60-65 anos. Para que esse problema seja prevenido ou revertido, a dieta dos nossos pais, avós e outros entes queridos deve ser balanceada, rica em frutas, hortaliças, cereais integrais, carnes magras e laticínios desnatados” explica a pesquisadora.

 

“Nessa faixa etária, é altamente recomendável que se faça uma suplementação com alimentos que sofreram adição de nutrientes, fortificados com substâncias antioxidantes, entre outros princípios ativos benéficos, pois dessa forma é possível assegurar que o organismo esteja recebendo tudo o que ele precisa para chegar bem aos 80, 90 ou quem sabe até os 100 anos de vida” diz Andrea.

 

Doutora Andrea Dario Frias é coordenadora do Centro de Pesquisa Sanavita, PhD em nutrição e atua na pesquisa e desenvolvimento de alimentos especiais e funcionais e é conselheira científica da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais – SBAF.

 

 

IDOSOS LEVEMENTE GORDINHOS VIVEM MAIS E MELHOR

 

Idosos levemente acima do peso se recuperam melhor de cirurgias, infecções e problemas pulmonares. A reserva de energia em forma de gordura ajuda o organismo a enfrentar esses problemas.


Pesquisas recentes apontam menor mortalidade entre idosos que têm IMC (índice de massa corporal) entre 22 e 28. Especialistas que trabalham com idosos defendem uma readequação da classificação de peso normal para a terceira idade.


Para os padrões da Organização Mundial da Saúde, índices entre 25 e 30 indicam sobrepeso; pessoas consideradas com peso normal têm IMC entre 18,5 e 24,9. Esse valor é calculado pelo peso (em kg) dividido pela altura (em metro) ao quadrado.


"O idoso mais magro preocupa mais do que o que tende a ser mais redondinho", diz o geriatra Fernando Bignard, coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da Unifesp.


Alguns fatores relacionados ao envelhecimento favorecem um quadro de subnutrição entre idosos. Por isso, o fato de estar magro pode sinalizar que estão mais vulneráveis a problemas.


Com a idade, ocorre a diminuição de toda a massa corporal, que inclui a massa magra (músculos e ossos) e a massa gordurosa. A perda dos dentes leva à modificação da alimentação: as refeições são frequentemente substituídas por lanches pouco nutritivos, com café, leite, pão e bolachas.
Para um trabalho divulgado neste ano na revista da Sociedade Americana de Geriatria, pesquisadores acompanharam por dez anos cerca de 10 mil velhos entre 70 e 75 anos. Constataram que mortalidade foi menor no grupo com sobrepeso leve.


Outro estudo, publicado no "Archives of Internal Medicine", avaliou 12.700 pessoas com mais de 65 anos durante sete anos. Quem tinha IMC entre 25 e 30 apresentou maior expectativa de vida com qualidade.


"Utilizo e oriento meus alunos a usar os valores de IMC entre 23 e 28 como índices de peso saudável para essa faixa etária", diz a nutricionista Maria de Fátima Marucci, coordenadora do Genuti (Grupo de Estudos de Nutrição para Idosos).


Também é preciso uma avaliação da distribuição da gordura no corpo. Se há excesso no abdômen, o idoso apresenta chances maiores de desenvolver problemas cardiovasculares.


"O médico avalia ainda a condição de saúde do paciente, a expectativa de vida. Essas informações ajudam a responder se o peso oferece algum risco", diz a geriatra Nídia Horie, do Hospital das Clínicas de SP.

FONTE: JULLIANE SILVEIRA da Folha de São Paulo


 

       A INGESTÃO DE FRUTAS E LEGUMES É RECOMENDÁVEL

 

 

O cirurgião cardíaco norte-americano Mehmet Oz, apresenta em um documentário no canal norte-americano de TV Discovery Channel, a melhor forma de se ter uma vida saudável e, assim, retardar o envelhecimento. Oz é autor do livro Você sempre jovem. Ele acredita que é possível manter o organismo mais jovem do que aponta a idade cronológica.

 

Segundo o médico, são 14 agentes envolvidos no envelhecimento. Sete retardam o processo, como os antioxidantes, e sete os enfraquecem, como a atrofia muscular.

 

De acordo com Oz, o primeiro passo para manter esses agentes sob controle é pensar não na possibilidade de ficar doente, mas na necessidade de manter o organismo saudável. É importante manter o foco na preservação da saúde, invés de se preocupar com as doenças.

 

Ele acredita que a prática de exercícios é uma ferramenta essencial. O cardiologista explica em seu livro que eles combatem o primeiro sinal do envelhecimento, que é a perda da força muscular.

 

Outro recurso importante é alimentar-se bem e meditar. É fundamental fazer refeições de três em três horas para evitar que a taxa do hormônio grelina, que estimula a fome, suba. A meditação de cinco minutos acalma a mente e relaxa o corpo do estresse do dia a dia.

 

Oz também recomenda a ingestão de muita água por dia, mas não acha saudável o consumo de água mineral embalada em garrafa de plástico. Além do plástico ser poluente para o meio ambiente, ele diz que essa substância faz com que 97% das pessoas apresentem resíduos de plástico no organismo, o que interfere no sistema hormonal. Esses resíduos plásticos estimulam os receptores de estrogênio, o hormônio feminino. Em excesso, o estrogênio pode causar câncer e outros problemas.

 

Oz concluiu dizendo que: as toxinas contidas no plástico também aceleram o envelhecimento. Para finalizar ele alerta que a água engarrafada não apresenta vantagens em relação a água filtrada.

 

  

 


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