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SENTIDOS QUÍMICOS

 

O paladar é um dos sentidos químicos, o outro é olfato. Os sentidos químicos dão informações que ajudam os animais a distinguir as substâncias químicas benéficas das prejudiciais. Embora pensemos nos dois sistemas sensoriais como separados e distintos, ambos estão intimamente ligados.

Todos sabemos que o sabor da comida está ligado ao olfato. No caso de resfriado ou alergia, se seu nariz estiver entupido você não pode sentir cheiros, então a comida perde o sabor.

Muito daquilo que chamamos de paladar é, na verdade, olfato. Tanto no paladar como no olfato os receptores respondem à substâncias químicas. Fazemos a distinção entre os dois sentidos químicos em parte pela localização dos receptores.

As substâncias químicas interagem com os receptores na boca e garganta para produzir as sensações de paladar. Para produzir sensações de olfato, as substâncias químicas interagem com os receptores no nariz. No mais, as substâncias químicas que ativam os receptores do paladar diferem daquelas que ativam os receptores do olfato.

O paladar fornece informações sobre as substâncias que os animais podem, ou não, desejar comer. Assim, fica muito mais fácil manter-se afastado de substâncias prejudiciais e ingerir nutrientes vitais.

FONTE: http://mundodossentidos.wordpress.com/os-sentidos/paladar/

 

 

PERCEPÇÃO DO SABOR

 

O paladar é um sentido que induz à percepção do sabor. É a capacidade que permite aos animais reconhecer os gostos de substâncias colocadas sobre a língua: se são ácidas, amargas, doces ou salgadas.

 

Para isso, existem, ao longo da língua, diferentes tipos de células sensoriais, denominadas papilas gustativas, que reconhecem estes gostos e que enviam, posteriormente, a informação para o cérebro.

 

 

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As papilas captam quimicamente as características do alimento, transmitindo a informação através de impulsos nervosos até o cérebro, que codifica a informação, permitindo identificar os quatro sabores básicos: azedo, amargo, doce e salgado.

 

Esse sentido está intrinsecamente associado ao olfato (cheiro) e à visão, em conseqüência da mediação realizada por epitélios portadores de células quimiorreceptoras especializadas que estão localizadas entre a cavidade nasal e o palato, bem como os fotorreceptores visuais que estimulam a degustação.

 

FONTE: Biólogo Krukemberghe Fonseca da equipe Brasil Escola

 

 

O PALADAR

 

Você alguma vez já se perguntou por que tem gente que gosta tanto de pimenta? Ou de comidas estranhas como queijo mofado? Ou por que o cheiro de carne podre faz o estômago revirar? A partir de hoje, a gente vai descobrir tudo isso e muito mais sobre os sentidos humanos: olfato, paladar, visão, tato e audição.

 

Existem animais com olfatos mais poderosos que os nossos, como os cachorros. Ou então que têm uma visão muito mais aguçada. Caso das águias. Mas nenhum animal desenvolveu uma combinação dos cinco sentidos tão abrangente quanto o ser humano. Foi justamente essa versatilidade que nos ajudou a chegar desde os primórdios até aqui, os tempos modernos. Afinal, como você vai descobrir a partir de hoje, a nossa capacidade de sobrevivência depende diretamente dos cinco sentidos!

 

Nós vamos começar essa viagem sensorial pelo paladar. Você pode até discordar, mas quando o assunto é alimentação, nós, humanos, adotamos uma estratégia de alto risco. Não existe nenhum outro animal na Terra que encare tantas comidas diferentes... Quer ver só?

 

Estamos no mar das Bahamas para uma experiência. Adivinhe só que animal carnívoro e muito voraz a gente vai encontrar aqui? Tubarão, né? Essa não foi nem um pouco difícil.

 

Todo mundo acha que tubarão come de tudo, até perna de surfista lá no Recife. Mas o que será que o tubarão vai achar do sabor de uma dos pratos favoritos do ser humano? Algo que não costuma ter debaixo d'água: um franguinho.

 

A verdade é que o tubarão é um bicho bem enjoado para comer. Gosta mesmo é de peixe. E de uma perninha de surfista de vez em quando. Em matéria de versatilidade à mesa, o ser humano ganha de dez do tubarão.

 

Algumas coisas que a gente come são indefensáveis, pelo menos em teoria. O ingrediente especial de um queijo francês é mofo. Mas tem gente que adora.

Tem também quem goste de outro prato exótico. Na China, eles são chamados de ovos milenares. É um ovo de pato cru que é misturado com cinzas, chá, limão e sal e que depois fica enterrado durante 100 dias.

 

Mas comer um prato desses pela primeira vez pode ser outra história completamente diferente.

 

O que será que acontece se a gente trocar as gororobas? Dar o ovo de pato enterrado pros franceses e o queijo mofado pros chineses?

Conclusão: o ser humano é capaz de se adaptar a sabores novos. Chineses e franceses e brasileiros não são organicamente diferentes. É tudo uma questão de hábito. E essa é uma grande vantagem que o ser humano leva sobre outros animais.

 

Imagine só se a gente fosse que nem os coalas. Conhece o coala? É um bichinho bonitinho, fofinho, só de ver a carinha dele deve ter gente em casa suspirando de paixão. Mas a verdade é que o coala é chato. Ô bicho enjoado para comer.

 

A única coisa que esse desgraçado aceita é eucalipto. E não é qualquer tipo. Na Terra, existem cerca de 400 espécies de eucalipto e o bicho só come umas 20. É eucalipto no café, no almoço e no jantar.

 

Agora, o coala paga um preço muito alto por ser tão exigente na hora de comer: ele está ameaçado de extinção. Imagina só se a gente fosse chato assim. A humanidade não teria jamais saído das cavernas.

 

O ser humano é um onívoro, palavra que significa "come de tudo". A humanidade chegou onde chegou porque em todo lugar da Terra, a gente sempre encontra algo pra comer. Quer ver só?

 

Na Cidade do México tem um restaurante muito curioso. Lá, andou, voou, nadou ou rastejou, vai para o prato. Gafanhotos sauté, lagartas fritas, sopa de cactus.

 

Seja vegetariano ou carnívoro, o fato é que, historicamente, o ser humano sempre se dispôs a provar novos sabores.

 

Enfim, provamos de tudo, mas confiamos num dos cinco sentidos, o paladar, para decidir o que devemos ou não engolir.

 

Quando ainda somos bebês, rejeitamos uma porção de comidas, principalmente as amargas. É o instinto de sobrevivência tentando nos proteger. Afinal, na natureza, as plantas venenosas costumam ser amargas. É por isso que criança geralmente não gosta de verduras.

 

Sabores azedos também não fazem sucesso com os pequenininhos. Um sabor azedo, na natureza, indica que um alimento pode ainda estar verde ou estragado.

 

É por isso que bebê gosta de laranja lima. Laranja lima é mais docinha. A seleta também.

 

Quando a gente ainda é pequeno, tende a gostar dos sabores de que a gente precisa mais: salgado, por exemplo, porque a gente precisa repor os sais que perde com o suor. E açúcar. Criança adora açúcar porque ele é fonte de energia. Já viu criança não gostar de doce?

 

Agora, se você acha que criança gosta muito de açúcar, você precisa ver o beija-flor. Não tem bicho na natureza que goste mais de açúcar. Eles consomem metade do seu peso todos os dias só em açúcar.

 

Se a gente comesse tanto açúcar quanto um beija-flor, seria o equivalente a comer mil barras de chocolate por dia! Dá até um enjôo só de pensar.

No outro extremo, tem animais que não dão a menor bola para açúcar. Os felinos comem só carne. Só gostam de carne. Toda a energia deles vem da gordura e da proteína da carne. A língua dos felinos nem é capaz de sentir um sabor doce.

 

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