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A COZINHA ANTILHANA

 

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A Cozinha Antilhana mostra a rotina, a cultura e as delícias da cozinha de uma típica família da ilha de Guadalupe, no Caribe.  A família – André (pai), Daniela (mãe), Saint-Louis (avô), Samulle (filha), Brice (filho), Annestine (avó) - vive em Gosier cidade próxima a Pointe-à-Pitre considerada a capital econômica da ilha.

 

O livro começa seu passeio gastronômico com a páscoa, Daniela (mãe) apresenta o mercado de Santo Antonio em Pointe-à-Pitre, escolhe especiarias, e narra em primeira pessoa a expectativa da família para a festa.

 

Um ponto curioso na comemoração da Páscoa em Guadalupe, é que a tradição na ilha requer um piquenique na praia com matété de caranguejo feito em um canari (panela de barro cozido). Segundo Daniela, o prato é feito com autênticos caranguejos da terra que são encontrados somente em Morne-à-Eau (região próxima a Moule). “Quando era jovem, meu pai os pegava, ele mesmo, com armadilhas, caixas que eles precisavam vigiar para que não fossem roubados os caranguejos já capturados” – conta Daniela.

 

A Cozinha Antilhana abre seu menu destacando os seus seis principais utensílios, entre eles o Prato para Gratinar – “De mamões ou de mangas, de abóbora, de chuchus ou de bananas, os gratinados salgados ou doces são numerosos nas Antilhas. Mais decorativos que os pratos de vidro ou de porcelana feitos no fogo, da Metrópole, os pratos para gratinados antilhanos são geralmente de barro. Eles se parecem muito com as cazuelas espanholas, aqueles pratos grandes de barro vitrificado, e têm provavelmente a mesma origem”.

 

Em todos os livros da coleção “Cozinha das sete famílias” o leitor encontrará um breve perfil de cada personagem, no caso do avô - Saint-Louis - ele diz que se fosse um sabor seria o da pimenta malagueta, segundo ele, não se faz boa comida sem essa pimenta.

 

Um dos destaques de “A Cozinha Antilhana” é a receita “Chuchu com toucinho” – ela leva 15 minutos para ficar pronta e tem como ingredientes: Chuchu, toucinho, manteiga, óleo, cebola, alho, bouquet garni, salsa e pimenta do reino.

 

A Cozinha Antilhana de Martine Lizambard, Editora: Larousse do Brasil r$ 49,90. Fotografias das receitas: Valéry Guedes, Produção das receitas: Natacha Arnoult, Tradução: Grenissa Bonvinho Staffuzza

 

 

A COZINHA TAILANDESA

 

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Este livro mostra as delícias da cozinha de uma família da Tailândia, que vive ao leste do país, próximo ao Cambodja. A família - Punk (mãe), Hum (pai), Subine (avô), Miou (filha), Crock (filho) e Wan (avó) - tem um sítio na cidade de Khao Cha Kan e praticamente vive do que planta.

 

Punk é fundadora de uma cooperativa agrícola e trabalha como contadora lá. Seu marido, pais e filhos ficam no sítio onde trabalham e conquistam o sustento da família.

 

Narrado em primeira pessoa por Punk, ela conta como é a rotina dos moradores na pequena aldeia onde vive, revela o quanto a desagrada o vicio do marido por cassinos, e fala o quanto é rica e saudável a alimentação dos tailandeses –  Os tailandeses não se privam, e os turistas ficam sempre admirados de nos ver mastigar o dia inteiro. É que comemos em pequenas quantidades. E, como nossa alimentação é muito saudável, rica em legumes e pobre de açucares e gorduras, pessoas obesas são raras entre nós: não fomos ainda dominados pelos hambúrgueres. – conta Punk.

 

A Cozinha Tailandesa mostra como é a festa de ano novo no país, na verdade por lá, as comemorações duram três dias e Wan (avó) é a encarregada de preparar as delícias para a festa – Wan, minha mãe, levantou-se bem cedo para cuidar do almoço. No cardápio, um belo pad, nosso prato nacional, feito com frango do sítio, macarrão de arroz, soja, camarões secos, cebolas verdes, repolho e alho, acompanhado de um molho doce e apimentado... Nesta festa, ela serve também uma grande variedade de quitutes: espetinhos de frango com ervas variadas, saladas condimentadas, empadas de pimentas e amendoim... - relata Punk.

 

Em todos os livros da coleção “Cozinha das sete famílias” o leitor encontrará informações dos seis principais utensílios de cada cozinha e também os seis principais ingredientes. No caso da Cozinha Tailandesa Punk cita os camarões, que são extremamente abundantes no litoral do país – Frescos, eles são assados, salteados, fritos, cozidos no vapor ou acrescentados às sopas. Secos, por conservarem-se melhor, são transformados em pasta depois de uma longa fermentação, entram no preparo dos nahm prik, condimentos de sabor incomparável e marcante na cozinha tailandesa.

 

Um dos destaques do livro é o delicioso arroz doce com leite de coco e manga, feito por Miou (filha). O prato leva uma hora para ficar pronto e os ingredientes são: 200 gramas de arroz arbório, 300 ml de leite de coco, 2 mangas pequenas e maduras , 1 ½ de sopa de açúcar e 1 pitada de sal.

  

 

A Cozinha Tailandesa, de Sirikit Thai, Editora: Larousse do Brasil, R$49,90

Fotografias das receitas: Valéry Guedes, Produção das receitas: Natacha Arnoult. Tradução: Ivonne Floripes Mantoanelli

 

 

 

A COZINHA MARROQUINA

 

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Aqui o leitor vai poder matar a sua curiosidade sobre como é o cotidiano de uma família do Marrocos e seus segredos quando o assunto é paladar. A família - Miriam (mãe), M’bark (pai), Mohamet (avô), Souad (filha), Abdullah (filho), Fatna (avó) - vive em Dwar el Ghazoua cidade próxima a Essaouira.

 

Miriam (mãe) é quem narra em primeira pessoa os preparativos para a Aïd el Arch, a festa civil mais importante do país. Neste dia, que é feriado nacional, a família se reúne e se prepara durante todo o dia para um delicioso jantar, que além de pratos tradicionais também é marcado com um ritual com chá de hortelã.

 

Miriam nasceu em Dwar el Ghazoua, e como todas as marroquinas ela cozinha muito. Todas as receitas de tajines, de cuscuz e de crepes foram criadas, adaptadas e transmitidas por mulheres como ela, que preparam diariamente as refeições para toda a família. Em “A Cozinha Marroquina” ela revela o desejo de ver os filhos estudando fora do país, fala do marido que apesar de ser cozinheiro numa rede de hotéis em Essaouira, não entra na cozinha de sua casa, e conta que sua mãe, uma excelente cozinheira, ensinou a ela e também para suas irmãs todas as técnicas e sutilezas da arte culinária marroquina.

 

A Cozinha Marroquina destaca entre os seus seis principais utensílios, as mãos – “que constituem sem dúvida o utensílio mais precioso. Elas selecionam, dosam, misturam. É incrível ver com que habilidade mãos experientes rolam os grãos do cuscuz, com que energia elas amassam a massa de kesra, o delicioso pão que acompanha todas as iguarias. Não falta precisão quando elas apanham uma ou duas pitadas de especiarias entre o polegar, o indicador e o dedo médio para colorir e temperar perfeitamente os pratos”.

 

O coentro é considerado um dos principais ingredientes da culinária marroquina – “As folhas frescas cortadas com tesoura acompanham as saladas e os molhos à base de tomate. Os grãos pequenos são utilizados inteiros ou moídos, nos guisados e nas marinadas. A raiz picada perfuma as iguarias de cozimento longo. Em fusão, ela facilita a digestão e tem propriedades estimulantes”.

 

A receita que abre o livro é a de “Cenouras raladas com laranja e canela”, que leva 15 minutos para ficar pronta, e tem como ingredientes: 4 cenouras, suco de 1 laranja, 50 g de uvas passa, 1 colher de sopa de suco de limão, ½ colher de café de canela, 1 colher de café de açúcar, 2 colheres de sopa de água de flor de laranjeira, 1 colher de sopa de gergelim e 1 pitada de sal.

 

 

 A Cozinha Marroquin, deImane Zekri / ASrlette Arnoult, Editora: Larousse do Brasil

r$ 49,90, Fotografias das receitas: Valéry Guedes Produção das receitas: Natacha Arnoult, Tradução: Grenissa Bonvino Staffuzza

 

 

OS PRÓXIMOS 50 ANOS

 

A Churrascaria Rodeio, uma das mais tradicionais da gastronomia paulista está contando sua história no livro “Os próximos 50 anos”.

 

É obra de arte assinada por Nirlando Beirão, Glorinha Khalil, Ricardo De Vicq, Washington Olivetto e outros craques locais.

 

 

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