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COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR

SERÁ TEMA DE CONGRESSO INTERNACIONAL

 

A crescente segmentação do mercado consumidor será tema do II Congresso Internacional de Food Service - ABIA2009, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA). O evento que terá como tema central “O Poder da Alimentação Fora de Casa II”, acontece no próximo dia 29 de setembro, das 8h00 às 17h30, no Teatro do Sesi, em São Paulo (SP).

 

Dario Caldas, sociólogo e diretor do Observatório de Sinais, fará a palestra “Tendências 2010-2011 e sua aplicação estratégica em Food Service para o mercado de nichos”, das 10h45 às 11h25.

 

- Desde os anos 80/90, vem sendo observada mais de perto as profundas mudanças no comportamento do consumidor, que está cada vez mais autônomo e que exerce suas escolhas de uma maneira mais individualizada. Esse individualismo comportamental do consumidor leva-o, também, a criar identificações com grupos de referência, baseado em gostos e preferências, explica Dario.

 

O Food Service é a preparação dos alimentos fora de casa. Este canal de vendas da Indústria da Alimentação cresce acima da taxa de crescimento da economia brasileira, por conta dos novos hábitos dos consumidores, que buscam a alimentação fora do lar.

 

O faturamento da indústria de alimentos para 2008 foi de R$ 269 bilhões, sendo a venda para os canais de Food Service responsável por R$ 58,2 bilhões (22%). O setor representa cerca de 9% do PIB brasileiro. Na Europa e nos EUA, 40% e 50% da produção de alimentos é destinada para o canal de Food Service.

 

Maiores Informações pelo site: http://www.abia.org.br/cfs2009.

 

 

ÁLCOOL: HERÓI OU VILÃO?

 

Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que, entre 2000 e 2006, houve aumento de 18,3% no número de mortes por doenças relacionadas ao alcoolismo. “Hoje, os jovens estão bebendo mais e cada vez mais cedo.

A faixa etária dos 18 aos 34 anos é responsável por cerca de 10% do consumo abusivo de álcool – que envolve cerca de 3,5 milhões de pessoas”, diz o doutor João Geraldo Simões Houly, do Hospital Santa Paula.

 

Houly explica que as consequências para quem abusa do álcool variam desde doenças no fígado e no pâncreas, como cirrose e pancreatite, até sérias complicações neuromotoras. 

 

-É preciso, de imediato, uma conscientização maior por parte dos jovens em zelar pela saúde. Caso contrário, o corpo vai cobrar caro as conseqüências desses abusos amanhã. Quem leva uma vida desregrada tende a envelhecer precocemente.

 

Mas o álcool nem sempre é um vilão. Se ingerido com moderação, pode ter efeitos benéficos no organismo. Há estudos comprovando que o consumo moderado de bebidas alcoólicas (principalmente o vinho tinto) pode ser benéfico à saúde. É o que explica o cardiologista Rafael Munerato, também do Hospital Santa Paula:

 

- Há pessoas que se beneficiam ao tomar uma taça de vinho diariamente. Esse hábito pode contribuir para o aumento do nível do colesterol bom. Entretanto, não deve ser estimulado pelos médicos, já que o limite entre o saudável e o maléfico é muito tênue.

 

Munerato diz que há alguns problemas de saúde que aumentam o risco para quem adota a ingestão diária de álcool: “Pessoas que têm Diabétis Melitus, níveis altos de triglicérides e/ou hipertensão, serão altamente prejudicadas”. Para não haver complicações, é sempre indicado consultar um médico para saber se as suas condições permitem ou não a incorporação desse hábito.

 

Fontes:

Dr. João Geraldo Simões Houly, chefe da UTI do Hospital Santa Paula

Dr. Rafael Munerato, cardiologista e diretor técnico do Hospital Santa Paula

 

CONSUMO ALCOÓLICO DE RISCO AFETA IDOSOS

 

 

alcool

 

O consumo desenfreado de bebidas em festas e eventos sociais é habitualmente visto como um problema dos campus universitários, mas muitos adultos mais velhos podem estar abusando do álcool também, segundo estudo publicado recentemente nos Estados Unidos.

 

Com base numa pesquisa do governo junto a quase 11 mil norte-americanos com pelo menos 50 anos, os pesquisadores disseram que 23% dos homens e 9% das mulheres entre 50 e 64 anos admitem ter enchido a cara no mês anterior.

 

Entre os adultos com 65 anos ou mais, mais de 14% dos homens e 3% das mulheres admitiram ter tido esse comportamento - definido como tomar cinco ou mais doses de álcool em uma única ocasião.

 

O abuso esporádico do álcool costuma ser visto como um problema juvenil. Um recente estudo do governo dos EUA apontou que, entre universitários de 18 a 24 anos, 25% admitiram uma bebedeira recente.

 

Mas as novas descobertas, publicadas na revista American Journal of Psychiatry, mostram que adultos mais velhos também são suscetíveis, segundo a Reuters Health.

 

– Sentimos que nossas descobertas são importantes para a saúde pública das pessoas de meia idade e idosas, já que apontam para um problema potencialmente inadvertido, que frequentemente escapa à avaliação típica dos problemas de alcoolismo nas práticas psiquiátricas, disse em nota o pesquisador Dan Blazer, do Centro Médico da Universidade Duke, na Carolina do Norte.

 

Blazer e seu colega Li-Tzy Wu basearam suas conclusões numa pesquisa nacional feita em 2005 e 2006.  Junto com a "bebedeira", a pesquisa avaliou também o chamado consumo alcoólico de risco, ou seja, os hábitos relativos à bebida que podem ter um efeito nocivo sobre a saúde.

 

No estudo, esse comportamento foi definido como sendo o consumo de pelo menos duas doses por dia.

 

Entre as pessoas de 50 a 64 anos, 19% dos homens e 13% das mulheres eram bebedores de risco. Para as pessoas mais velhas, eram 13 e 8%, respectivamente.

 

A alcoolização eventual acarreta inúmeros riscos, como acidentes, comportamento violento, danos neurológicos e hipertensão. Para Blazer e Wu, isso "claramente apresenta" maiores consequências com o avanço da idade, quando se desenvolvem problemas crônicos de saúde que podem ser agravados pela bebida.

 

Mas os pesquisadores notaram que a maioria das pessoas que se embebeda eventualmente não é dependente do álcool, o que pode fazer com que seu problema passe despercebido.

 

A mensagem para os médicos, segundo Blazer, é que eles precisam fazer aos seus pacientes mais velhos perguntas específicas sobre o consumo esporádico do álcool em grandes quantidades.

Por Redação, com Reuters - de Nova York

 

 

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